Um exemplo da podridão jornalística do The Guardian, por Ricardo Lopes
Bem, o Jordan Peterson está a colocar de pernas para o ar este media de merda. Cada vez que fazem uma peça sobre ele, fica-se a saber imediatamente quem é íntegro e quem é capaz de recorrer às mais asquerosas mentiras para fazer uma peça jornalística apoiada na popularidade que alguém extremamente competente atingiu e tentar fazer dinheiro por via do clickbait nessa base.
Os media que o defendem, e por ser tão difícil defendê-lo sem conhecer meticulosamente o seu trabalho, mostram a sua competência.
Os media que o atacam são imediatamente enxovalhados, porque o Jordan Peterson tem uma legião colossal se fãs que conhecem o seu trabalho de trás para a frente e de dentro para fora, e a sua joga suja vira-se contra eles.
Os novos media em que ele participa, nomeadamente podcasts de áudio e do YouTube, que muitos deles já têm milhões de seguidores e subscritores, mostram ainda mais o poder que têm, e a forma estrondosa como são capazes de bater completamente os media mainstream em termos de qualidade e rigor do conteúdo.
Os meninos da rádio tradicional queixam-se de cada vez terem menos ouvintes, porque, uh, já ninguém se interessa em ouvir rádio? Sim, minhas vitimazinhas? Então, e o Joe Rogan, que tem o podcast mais ouvido do mundo, com 2 biliões de downloads por ano, e que faz podcasts de 2 ou 3 horas? E o Dan Carlin, que tem também um dos maiores podcasts do mundo, e ainda por cima sobre História! (quem, quem é que quer saber de história, só querem saber de treta sensacionalista, não é?!), e faz podcasts de 3, 4, 6 horas?! E o podcast do Sam Harris, que também tem normalmente pelo menos 1 hora e pouco? E o podcast do Jocko Willink, que tem sempre mais de 2 horas e que está a crescer imenso?
Não, meus amigos, o problema não é e estupidez das pessoas! Não, meus amigos, não vale a pena tentarem justificar a vossa miserável incompetência e a entrega ao clickbait, às fake news e ao sensacionalismo barato com a "demanda do mercado", com o que é viral nas redes sociais! Não vale a pena! Essa falácia já não pega!
As pessoas querem conteúdo! Quando o têm, quando o encontram, ligam-se a ele, e já não largam, e querem mais e mais! Só quem não sabe que tal existe é que continua a consumir o lixo servido pelos media mainstream. Não todos, atenção, mas no geral é isto que acontece. Há excelentes exceções, mas infelizmente não são a regra.
As pessoas ouvem e veem programas de 2, 3, 4 horas, ou até mais, se o conteúdo for produzido com o máximo de qualidade, com o máximo de rigor e...ainda mais importante do que isso... com honestidade! Sem artificialidade!
Percebem, meus anjolas?! Ou é assim tão complicado?!
Sim, o jornalismo tradicional vai morrer! Sim, os media mainstream vão morrer! Mas a informação não vai morrer, porque há gente que produz conteúdo para levar informação às pessoas, e já se adaptou aos novos tempos da forma mais saudável possível.
Os outros que pereçam, que é o que merecem, por tentarem justificar incompetência e corrupção com algo que não existe, ou que é um fenómeno muito mais pequeno e menos importante do que aquilo que dizem, que é a estupidez do público.
Não, o público não é estúpido. O público, na pior das hipóteses, é ignorante, e não sabe onde está o bom conteúdo. Mas, assim que sabe, já não o larga, e pune severamente quem insiste em manter modelos obsoletos, apenas porque não quer aprender, não quer evoluir, não quer adaptar-se, é um comodista corrupto, que perecerá certamente nessa podridão.
Ricardo Lopes