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Pensamentos Nómadas

Nomadic Thoughts - Pensées Nomades - Кочевые Мысли - الأفكار البدوية - 游牧理念

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André Vltchek entrevistado por Alessandro Bianchi

09.12.18 | Pensamentos Nómadas

 

Andre Vltchek Política Sociedade

 

Entrevista para o L’Antidiplomatico 

 

Alessandro Bianchi (AB): Comecemos com a crise de hoje no Mar de Azov. A União Europeia e a NATO deram apoio total à Ucrânia após a violação da soberania russa cometida por duas embarcações ucranianas. O Secretário Geral da NATO Jens Stoltenberg deu o seu total apoio a Poroshenko, o qual declarou lei marcial. Que riscos corre um país como a Itália ao continuar a ser membro da NATO?

 

André Vltchek (AV): A Rússia interceptou 3 navios ucranianos no estreito de Kerch. Mesmo de acordo com as autoridades ucranianas, havia a bordo dos navios vários agentes de inteligência, assim como várias armas ligeiras e metralhadoras. Foi uma clara provocação, visto que os navios recusaram informar as autoridades russas acerca das suas intenções e comportaram-se de maneira agressiva. Estavam a passar por águas territoriais russas. É óbvio que oficiais da inteligência ucraniana estiveram no controlo de toda a operação. Portanto, o que é de facto "alarmante" para o ocidente? Os navios foram parados, a suas tripulações foram detidas e há uma séria investigação em curso.

 

O "incidente" teve lugar apenas uns dias antes do encontro dos G20 na Argentina, onde era suposto os presidentes Trump e Putin se encontrarem. Mais, ocorreu apenas 4 meses antes das eleições presidenciais ucranianas (Março de 2019), e Poroshenko está atrás dos dois candidatos favoritos, com apenas 8% de apoio popular. A Ucrânia, sob a sua liderança, está em tão caótico estado que alguns apartamentos da capital (Kiev) não serão aquecidos durante este inverno. Logicamente, Poroshenko provocou esta crise para passar uma imagem de homem forte, esperançoso de obter alguma popularidade. Poroshenko impôs lei marcial por 30 dias, embora originalmente quisesse fazê-la durar 2 meses. Que significa esta lei marcial? A imprensa será censurada e as críticas ao governo irão ser limitadas. Bom para o  grotescamente impopular presidente? Sim, sem dúvida.

 

E mais, é óbvio que o Ocidente, em particular a UE e a NATO, estão por detrás desta nova vaga de perigosa loucura. 

 

A Itália  faz parte quer da UE quer da NATO. Tal como estou a escrever no meu novo ensaio, não faz sentido acreditar que "os europeus sejam lavados do cérebro ou que não saibam o que o Ocidente está fazendo pelo mundo inteiro". A maior parte deles sabe ou, pelo menos, suspeita. Só que fingem não saber. Na Europa, há um sombrio acordo entre governos, corporações e o povo. O povo quer mais benefícios, e não se importa que os benefícios sejam fruto da pilhagem do planeta. Desde que obtenham os seus beníficios, calam-se. E se acharem que não estão obtendo o suficiente, protestam, como recentemente em Paris. Mas preocupam-se eles com as dezenas de milhões de "não-pessoas" que morrem pelos seus benefícios? Claro que não!

 

O mesmo se passa com a Rússia, a China ou o Irão. Europeus em geral e italianos em particular, sabem bem que há uma espécie de perversa propaganda contra aqueles países que recusam vergar-se ao diktat Ocidental. Mas não farão nada para acabar com isto. Sabe tão bem, não sabe, sentir-se superior, "democrático" e "livre"? E é horrível admitir que uma pessoa vive num lugar que espalha terror pelos quatros cantos do mundo, roubando mesmo tudo o que os pobres têm. Estas seis semanas de férias poderiam tornar-se amargas, se os italianos se decidissem a ver quem de facto paga para eles. E por isso calam-se, e ficarão calados até que seja "demasiado tarde".

 

Lembre-se, países como a Rússia e a China têm as suas próprias "democracias" (governo do povo). Não o sistema ocidental. Governantes e as massas comunicação e interagem de forma directa, de uma forma bem distinta. E quer num quer noutro país, o povo já teve "o que bastasse" de intimidação e brutalidade infligida pelo Ocidente, durante séculos e séculos. Só um pouco mais e as coisas rebentam. Se se pressionar ainda mais, a Rússia e a China responderão. Se militarmente provocados, defender-se-ão. O mesmo se aplica ao Irão. Fazendo parte do grupo que terroriza o mundo, a Itália também terá de pagar o preço.

 

AB: O ministro russo Sergei Lavrov pediu aos Aliados Ocidentais para "intervirem" e "acalmarem" as autoridades ucranianas, avisando sobre o perigo de ser cruzado "o ponto de não retorno" entre a Rússia e o Ocidente. Será real o risco guerra, mesmo perante a enorme acumulação de tropas da NATO na fronteira?

 

AV: Sim, claro que é real. Imagine uma inversão de papéis: se o Irão ou a China ou a Rússia ou a Venezuela ou a Síria ou Cuba fizessem ao Ocidente aquilo que o Ocidente lhes está fazendo, haveria nesse caso um risco real de guerra?

 

Esta impunidade e crença racista numa total impunidade, que é tão prevalecente no Ocidente, tem que acabar. E há-de acabar em breve. Como se diz no Chile: "Pela razão ou pela força".

 

AB: Você esteve recentemente na Síria, um país que, graças à intervenção russa e a resistência do povo sírio apoiado por aliados regionais (sobretudo o Irão e o Ézbolá), está pouco a pouco tentando voltar à normalidade. Que país encontrou lá?

 

AV: Encontrei um lindo, confiante e orgulhoso país. Estou também escrevendo um grande artigo sobre esta visita.

 

Encontrei-me com muitas vítimas, pessoas normais, mas também com um general e com o Ministro da Educação, o qual é também um bem-sucedido escritor. As suas palavras de ordem são: "O Ministério da Educação é como o Ministério da Defesa". Exactamente: educação sem ideologia e paixão é apenas uma perda de tempo. 

 

A Síria ganhou. E por lá, a totalidade do mundo árabe ganhou também com isso. Durante décadas os árabes foram completamente humilhados, humilhados pelo Ocidente, por Israel e pelos seus próprios líderes escolhidos por Londres, Paris e Washington.

 

Como já escrevi muitas vezes, Aleppo é a Estalinegrado do Médio Oriente. As perdas foram tremendas, por toda a Síria. Mas a vitória é igualmente tremenda. O pan-arabismo florescerá de novo. As pessoas em todos os países da região estão assistindo e agora sabem que é possível derrotar o imperialismo ocidental, os seus espiões e os seus terroristas.

 

A Rússia manteve-se ao lado da sua irmã árabe com determinação, mas também de forma sábia. A Rússia utilizou diplomacia sempre que pôde, e apenas usou força quando não havia outra solução. Na Síria, os russos conquistaram os corações dos locais. Por todo o lado se pode ler "Obrigado Rússia", inclusive gravado em tradicionais caixas de madeira. Sendo a língua russa a minha língua materna, esta abriu-me muitíssimas portas, abriu-me milhares de portas no Afeganistão (algo que não estava nada à espera).

 

A Síria tem de finalizar a sua vitória para breve. E eu lá estarei de volta, cobrindo os eventos. Na frente, se necessário.

 

É incrivelmente belo e positivo estar num país que não se deixou prostituir, um país que se manteve firme e de pé, que lutou com dureza, pelo seu povo e pela totalidade da região. Nota-se grande confiança e delicadeza nas caras das pessoas. As celebrações não são efusivas porque, como é sabido, muita gente morreu. Mas as pessoas saem para a rua, até ao amanhecer, homens e mulheres, rapazes e raparigas. Os cafés sobrelotados, as ruas de Damasco super movimentadas. Mesmo em Homs e nos destruídos subúrbios de Damasco a vida está desafiadoramente voltando ao normal.

 

Que nação! Sim, eles dizem "Obrigado Rússia!". Como internacionalista que sou, digo "Obrigado Síria!".

 

AB: O ataque químico perpetrado por "rebeldes" ontem em Aleppo desmascara as mentiras dos média mainstream dos últimos anos. Que papel desempenharam os média na legitimação da destruição [da Síria] realizada pelos grupos terroristas apoiados e financiados pelo Ocidente e pelos seus aliados do Golfo?

 

AV: Um enorme papel. Na Síria, por fim, os meios de comunicação mainstream ocidentais deixaram de existir. Tornaram-se numa prostituída força do Império, nada mais. Mas todos nosso sabemos que quer os média quer [os sistemas de] educação são, no fundo, usados para doutrinar as pessoas, pelo menos no Ocidente e nos seus estados "clientes".  

 

Há tanta provocação. As companhias de comunicação do Golfo e do Ocidente literalmente atearam o conflito, espalhando mentiras, incentivando as pessoas a rebelar-se contra o governo. Essas companhias têm as mãos manchadas de sangue, tal como a Pashtun Service e a BBC têm as mãos manchadas de sangue, tal como a VOA, a Radio Free Europe e "livres qualquer coisa" estão manchadas de sangue dos pés à cabeça.

 

AB: Antes da Síria, você realizou duas importantes reportagens na Argentina e no México, sobre as mudanças em curso na América Latina. Bolsonaro ganhou no Brasil, enquanto que nos próximos dias Lopez Obrador se preparará para tomar conta de um México que virou à esquerda. Em que ponto está a disputa na América Latina e quais são as perspectivas para a esquerda no continente [sul americano]?

 

AV: Sim, trabalhei três semanas um pouco por todo o México, antes de visitar a Síria. O meu grande trabalho, quer na Argentina quer no Brasil, foi feito anteriormente.

 

Veja, Ale, ambos sabemos e ambos estamos bem familiarizados com a América Latina. Eu vivi  no México, no Chile, no Peru (durante a chamada Guerra Suja) e na Costa Rica. Eu trabalhei no continente inteiro.

 

O que está a acontecer no México é incrível, embora uma pessoa possa afirmar que "já vem tarde". Agora, esperemos que o presidente eleito Obrador seja capaz de transformar o seu magnificente país, rumo ao socialismo. Não será fácil. Existe uma terrível inércia. Existem horríveis "elites" de casta europeia. E há os EUA ali mesmo ao lado, sempre pronto para "intervir". Mas acredito que ele o possa fazer. Eu confio nele. Viajei imenso por esse enorme país, falei com as suas gentes. Tudo foi bem resumido por um gangster em Tijuana, um homem que, por desespero, se tornou num criminoso. Ele disse-me, e passo a citar: "Acredito que seja quase impossível para Obrador mudar o estado das coisas mas, se ele fizer o que está prometendo, largarei tudo e apoiá-lo-ei. Esta é a última oportunidade para o México mudar as coisas de forma pacífica. Se falhar, pegaremos em armas". 

 

O Brasil é muito difícil de explicar. Mas, em resumo, na América Latina, mais do que em qualquer outro lugar, os média mainstream, controlados pela direita, jogam um extremamente significativo e profundamente destrutivo papel. Quando visitei a Amazónia, na zona de Manaus e Belém, ou Salvador da Bahia, as pessoas diziam-me: "As nossas vidas melhoram de forma significativa. Agora temos isto e mais isto e aquilo. Mas Dilma tem de ir embora"! Ó meu Deus, pensei, estarei eu a sonhar? Não, não estava. No fundo, de alguma forma, martelaram nas cabeças das pessoas que se elas agora encontram-se em melhor situação, tal deve-se aos seus próprios sucessos pessoais. Mas, se algo não vai assim tão bem, então é culpa do governo. 

 

A [palavra] "corrupção" é sistematicamente utilizada no combate aos governos de esquerda da América Latina. Microscópicos são usados para encontrar toda e qual acção errada. Foi usada contra Kristina Kirschner, contra Lula, até mesmo contra Dilma que não era de todo corrupta, mas que foi vítima de um golpe "constitucional" da direita, apoiado pelo Ocidente. Imagine bem a estupidez, o absurdo: ditadores de direita do Cone Sul e também do Brasil usaram cães para violar mulheres, torturam prisioneiros, mataram, fizeram "desaparecer" pessoas, roubaram tudo o que puderam meter as mãos encima. E nada disto é corrupção, certo? Depois, uma empresa oferece-se para renovar um apartamento de Lula, e ele vai para a prisão! De repente, temos esses fascistas jogando a carta da moralidade. Sabe o que o Bolsonaro irá fazer agora? Vai dar cabo da Amazónia, e fazê-lo quase ao "estilo indonésio". Ele irá permitir que aquele horrendo acordo com corporações ocidentais para a privatização do aquífero partilhado com o Paraguai vá para a frente. A Embraer, terceira maior produtora de aviões de passageiros do mundo, será vendida à Boeing por meia dúzia de tostões. O Brasil perderá a sua floresta tropical, a sua indústria, e os pobres perderão o apoio governamental que os mantinha vivos. E nada disto é chamado de corrupção! A Argentina, sob o controlo de Macri, está permitindo aos EUA operar na Tierra del Fuego. O país inteiro está gritando de dor: os preços da electricidade aumentaram, a famosa indústria cinematográfica está perdendo apoio, e a classe média está indo pelo cano abaixo. 

 

Mas eu sou optimista. O povo da América Latina têm um grande desejo de socialismo e, nalguns lugares, por sociedades comunistas. Sempre que são abandonados, lutam por isso ou votam por isso. Depois são esmagados. O Ocidente, basicamente, derrubou todos os governos verdadeiramente de esquerda do continente, da República Dominicana até ao Chile. Mas o processo nunca acaba e tudo recomeça de novo.

 

Só espero que uma coisa mude: sabe, o Ocidente foi muito bem-sucedido na implementação nas cabeças latino-americanas a ideia de que, após tudo o que se passou, a Europa e até os EUA são, de alguma forma, nações superiores. E assim sendo, em lugares como o Brasil, as pessoas olham de cima para baixo para as verdadeiramente grandiosas nações como a China e a Rússia. Isto transtorna-me imenso. Eu falo a língua e vejo claramente o que se está a passar. Na Argentina, pouco há de verdadeira esquerda: os intelectuais do país identificam-se com teorias defuntas da Europa e América do Norte, como o "anarco-sindicalismo". E não há nada verdadeiramente revolucionário sobre essas ideias. Há demasiado ocidentais influenciando os movimentos revolucionários da América Latina. Perderam em casa, tornaram-se irrelevantes, mas ainda insistem em julgar o mundo a partir de uma perspectiva ocidental. Ainda assim, de alguma forma, muitos deles são admirados na América Latina. E o tiro sai sempre pela culatra: os ocidentais diluem o espírito revolucionário. E estes raptaram também a narrativa Sul-Sul. Adoraria ver camaradas russos, chineses, venezuelanos, cubanos, sírios, iranianos ou sul africanos tomando o controlo de média nacionais em países onde a verdadeira esquerda está ganhando. Tal situação faria uma grande diferença!

 

AB: A Argentina continua a afundar-se sobre o peso da austeridade neoliberal de Mauricio Macri, mas os média mainstream estão todos calados. Entretanto, a Bolívia de Evo Morales continua, pelo contrário, registando as maiores taxas de crescimento da região, num clima de estabilidade. Portanto, ao contrário do que tentam nos fazer crer, o socialismo funciona?

 

AV: Sim, é claro que o socialismo funciona Ale. Se deixado em paz, se não for banhado em pus e sangue, ele prospera. Infelizmente, até hoje, sempre que um país decide se tornar socialista, o Ocidente desencadeia as suas campanhas de terror, mentiras e banditismo económico. O socialismo não é um género de utopia extrema, mas sim a mais lógica meta. A maior parte das pessoas anseiam viver numa sociedade igualitária, onde se sintam protegidas e seguras, na qual possam ser cuidados quando adoecerem, na qual posso receber educação gratuita quando tiverem fome de conhecimento. Querem que o estado trabalhe para elas e não contra elas. Querem que os seus governos controlem as empresas, em vez de serem as empresas a controlar os seus governos. 

 

AB: Entretanto, na Venezuela, continua a guerra económica, psicológica e mediática. Será o governo bolivariano capaz de resistir a este ataque sem precedentes?

 

AV: Sim, será. Mas uma vez mais, veja quão fragmentada a América Latina se encontra. As pessoas no Chile e na Argentina vêm CNN e FOX e estão muito melhor informadas sobre Miami ou Paris do que sobre Caracas, O presidente eleito no Brasil afirmou que mataria Maduro e, ainda assim, foi eleito.

 

A América  Latina é controlada sobretudo pelas elites europeias. Estas roubaram o continente, tornaram-no a parte do planeta com as maiores disparidades. Para que qualquer revolução possa ser bem sucedida, essa terá de ser radical e decisiva. A democracia deveria ser directa e não esse idiotismo multipartidário implantado a partir do Ocidente, fácil de perverter e de manipular a partir de fora ou recorrendo-se ao uso de média sociais ou média mainstream. A América Latina não pode tentar imitar a Europa e esperar vir a prosperar. A Europa foca-se na pilhagem de outras partes do mundo. Os países latino-americanos não têm colónias  e o saqueio é interno. Os ricos de castas europeias saqueiam tanto a terra como os povos nativos.

 

AB: Num dos seus últimos artigos Fidel explicou como "a aliança entra a Rússia e a China é um poderoso escudo de paz capaz de garantir a sobrevivência da raça humana". Qual é o legado de Fidel Cartro hoje, dois anos após a sua morte?

 

AV: Simplesmente enorme! Mesmo quando a América Latina inteira traiu Cuba, Fidel e o seu povo nunca se renderam. É este o espírito que eu admiro. Cuba tem um enorme coração, lutou pela independência de várias nações africanas, ajudou tantos lugares do mundo com os seus médicos, professores e equipas de resgate durante catástrofes naturais. A arte cubana é uma das melhores do planeta. É por isso que Cuba teve um tremendo impacto na minha personalidade e também no meu trabalho. Eu orgulhosamente auto-denomino-me de "internacionalista ao estilo cubano". Sinto-me eternamente grato a Fidel, à revolução cubana e ao povo cubano. De muitas formas Cuba é, talvez, o mais admirável país do mundo. Um país pelo qual eu nunca hesitaria lutar ou, até, morrer. 

 

André Vltchek, Novembro de 2018

 

Por Lula, de Andre Vltchek

André Vltchek é um filósofo, romancista, cineasta e jornalista de investigação. Cobriu e cobre guerras e conflitos em dezenas de países. Três dos seus últimos livros são  Revolutionary Optimism, Western Nihilism, o revolucionário romance Aurora e um trabalho best-seller de análise política: “Exposing Lies Of The Empire”. Em português, Vltchek vem de publicar o livro Por Lula. Veja os seus outros livros aqui. Assista ao Rwanda Gambit, o seu documentário inovador sobre o Ruanda e a República Democrática do Congo, assim como ao seu filme/diálogo com Noam Chomsky On Western Terrorism. Pode contactar André Vltchek através do seu site ou da sua conta no Twitter.

 

Traduzido para o português por Luís Garcia

Versão original em inglês aqui.

 

 

 

 

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