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Pensamentos Nómadas

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Pensamentos Nómadas vai voltar a estar parado durante uns tempos, pois estarei ocupado com projectos pessoais.

Voltarei com mais artigos e traduções assim que possível. (Luís Garcia)

A China enfrenta uma contínua campanha de difamação sobre o Xinjiang, por Erkin Öncan

14.03.19 | Pensamentos Nómadas

A China enfrenta uma sustentada campanha de difamação

 

Erkin Öncan Política Sociedade   

 

Uma contínua campanha liderada pelos EUA tem lançado várias acusações contra a China por assim chamadas violações de direitos humanos.

 

Os países e meios de comunicação ocidentais envolvidos nesta concertada campanha anti-China, culpam o país pelo que eles apelidam de opressão social e cultural dos uigures na Região Autónoma Uigur do Xinjiang.


Mas, quando se olha para o historial de direitos humanos dos EUA, não é muito difícil de compreender que o principal objectivo destas alegações é político e não humanista.

 

Além do mais, é um segredo bem conhecido que as organizações não-governamentais que exercem pressão a um nível mundial contra a China e apoiam o extremismo, são directamente financiadas pelos EUA.

 

Por exemplo, Rebiya Kadeer, um dos principais líderes da organização separatista do Congresso Mundial Uigur, que se mudou para os EUA depois de ter cometido vários crimes na China, trabalha agora para o National Endowment for Democracy (NED), uma organização financiada pelo Congresso Norte-Americano.


O Uighur Human Rights Project, que produz propaganda internacional e que faz lobbying em prol do separatismo, também trabalha directamente com o NED (de acordo com o site oficial do NED).

 

Fundado em 1983 e organizado por ex-agentes da CIA, o NED é conhecido peplo seu "trabalho democrático" contra a antiga União Soviética e o Médio Oriente. O NED é um dos maiores instrumentos da estratégia [geopolítica] lançada pelos EUA no rescaldo da Guerra Fria. Esta organização é também conhecida por "the shadow CIA" [ou seja, uma CIA disfarçada de ONG].

 

Allen Weinstein, co-fundador da organização, afirmou que: "o que fazemos agora tem vindo a ser feito secretamente pela CIA desde há 25 anos", de acordo com o The Washington Post. Estes factos mostram bem o real propósito da organização. Durante anos, Washington tem usado a desculpa do humanismo para desacreditar países com os quais discorda.

 

Mas há algo que esta desculpa não consegue explicar: o terror.

 

Em primeiro lugar, o separatismo no Xinjiang é baseado em ideologia islamista radical promovida pelo grupo terrorista Partido Islâmico do Turquestão (PIT), anteriormente conhecido por Movimento Islâmico do Turquestão Oriental, e que está por detrás dos actos terroristas ocorridos na região.

 

O PIT está agora concentrado na região síria de Idlib. Cerca de 3.500 militantes do PIT vivem na aldeia de Zenbaki, perto de Jisr al-Shughour, na região de Idlib. Se contarmos com os seus familiares, no seu auge, o número de extremistas chineses em Idlib chegou a atingir os 5.000, afirmou o embaixador sírio na China em Setembro de 2017 numa entrevista ao Global Times. O PIT incita centenas de crianças uigures à jihad (guerra santa) e transforma crianças sírias em "pequenos jiadistas".

 

Os EUA criticam a China por colocar as crianças uigures em programas de reeducação. E por que razão não fazem menção alguma coisa sobre as crianças uigures que são armadas na Síria?

 

No entanto, está em curso uma nova era na região: o consenso de Sochi.

 

Depois do acordo de Sochi ter sido assinado pela Rússia, Irão e Turquia, em Setembro passado, o foco mudou-se agora para Idlib e o futuro da população uigur na região tornou-se numa tema de maior interesse.

 

Mas, com a derrota dos jiadistas, parece já não haver lugar para os terroristas do PIT se esconderem. Devido às medidas tomadas pelo governo chinês, tornou-se quase impossível para os jiadistas voltarem ao Xinjiang.

 

Tem sido dito que o PIT está pronto para enfrentar qualquer operação em Idlib. Nos últimos vídeos publicados pelo PIT, vê-se que estes continuam a cavar trincheiras na região e que intensificaram os preparativos para a guerra. Isto significa que estes terroristas não serão facilmente retirados de Idlib e que não desaparecerão de imediato.

 

E, portanto, a questão a colocar é: para onde se retirarão os uigures? A resposta natural é a Turquia, que está ali mesmo ao lado.

 

Chegado a este ponto, seria útil recordar a posição da Turquia sobre os uigures. A atitude do governo turco em relação aos uigures tem mudado nos últimos anos. Enfrentando tensões políticas e económicas vindas dos EUA, a Turquia leva cada vez mais a sério o desenvolvimento de relações mais estreitas com a China, o que a fez também mudar a sua posição em relação aos uigures no seu território.

 

À medida que Ancara foi desenvolvendo relações com a China, a sua atitude em relação a Xinjiang também começou a mudar. 

 

De acordo com uma notícia da Xinhua News Agency, durante a sua visita à China em 2015, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan anunciou que [o seu governo] define os grupos separatistas de Xinjiang enquanto organizações terroristas.

 

O ex-primeiro-ministro turco e actual presidente do parlamento, Binali Yildirim, enfatizou também a sua desaprovação dos separatistas, afirmando que: "se eles se envolvem em actividades terroristas e se opõem à integridade territorial e soberania da China, nós não os vemos com bons olhos".

Enquanto a atitude do governo turco em relação aos uigures tem vindo a mudar rapidamente, os meios de comunicação tradicionais e pró-governamentais não são capazes de acompanhar a mudança. Na Turquia, órgãos de comunicação como o Yeni Safak ou o Akit continuam a dar espaço a notícias sobre a "perseguição chinesa" nos seus sites de internet.

 

Por outro lado, a agência de notícias Anadolu, que é uma das agências de notícias oficiais, cita principalmente notícias provenientes do Ocidente para falar sobre o Xinjiang.

 

A ascensão económica global da China está a ser vigiada de perto por alguns países ocidentais, em especial os EUA. A China alcançou mais proeminência do que nunca, [razão pela qual] tem sido atacada pelos seus opositores políticos e ideológicos. O maior exemplo disso mesmo é a guerra comercial lançada pelos EUA.

 

É bastante fácil de ver que fake news, inventadas e usadas para atacar a China, são o resultado de uma campanha de propaganda generalizada.

 

Quando se chega a este nível de guerra informacional, o jornalismo desempenha um papel muito importante...

 

E, apesar das mudanças políticas do governo turco, ainda é comum encontrar reacções negativas quando é revelada a verdade sobre a situação dos uigures na China.

 

Seja como for, a verdade por certo ganhará.

 

Erkin Öncan

 

Traduzido para o português por Luís Garcia

Versão original em inglês aqui (também disponível aqui).

 

 

 

 

 

 

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