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Pensamentos Nómadas

Nomadic Thoughts - Pensées Nomades - Кочевые Мысли - الأفكار البدوية - 游牧理念

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Nomadic Thoughts - Pensées Nomades - Кочевые Мысли - الأفكار البدوية - 游牧理念

André Vltchek entrevistado por Alessandro Bianchi

09.12.18 | Pensamentos Nómadas

 

Andre Vltchek Política Sociedade

 

Entrevista para o L’Antidiplomatico 

 

Alessandro Bianchi (AB): Comecemos com a crise de hoje no Mar de Azov. A União Europeia e a NATO deram apoio total à Ucrânia após a violação da soberania russa cometida por duas embarcações ucranianas. O Secretário Geral da NATO Jens Stoltenberg deu o seu total apoio a Poroshenko, o qual declarou lei marcial. Que riscos corre um país como a Itália ao continuar a ser membro da NATO?

 

André Vltchek (AV): A Rússia interceptou 3 navios ucranianos no estreito de Kerch. Mesmo de acordo com as autoridades ucranianas, havia a bordo dos navios vários agentes de inteligência, assim como várias armas ligeiras e metralhadoras. Foi uma clara provocação, visto que os navios recusaram informar as autoridades russas acerca das suas intenções e comportaram-se de maneira agressiva. Estavam a passar por águas territoriais russas. É óbvio que oficiais da inteligência ucraniana estiveram no controlo de toda a operação. Portanto, o que é de facto "alarmante" para o ocidente? Os navios foram parados, a suas tripulações foram detidas e há uma séria investigação em curso.

 

O "incidente" teve lugar apenas uns dias antes do encontro dos G20 na Argentina, onde era suposto os presidentes Trump e Putin se encontrarem. Mais, ocorreu apenas 4 meses antes das eleições presidenciais ucranianas (Março de 2019), e Poroshenko está atrás dos dois candidatos favoritos, com apenas 8% de apoio popular. A Ucrânia, sob a sua liderança, está em tão caótico estado que alguns apartamentos da capital (Kiev) não serão aquecidos durante este inverno. Logicamente, Poroshenko provocou esta crise para passar uma imagem de homem forte, esperançoso de obter alguma popularidade. Poroshenko impôs lei marcial por 30 dias, embora originalmente quisesse fazê-la durar 2 meses. Que significa esta lei marcial? A imprensa será censurada e as críticas ao governo irão ser limitadas. Bom para o  grotescamente impopular presidente? Sim, sem dúvida.

 

E mais, é óbvio que o Ocidente, em particular a UE e a NATO, estão por detrás desta nova vaga de perigosa loucura. 

 

A Itália  faz parte quer da UE quer da NATO. Tal como estou a escrever no meu novo ensaio, não faz sentido acreditar que "os europeus sejam lavados do cérebro ou que não saibam o que o Ocidente está fazendo pelo mundo inteiro". A maior parte deles sabe ou, pelo menos, suspeita. Só que fingem não saber. Na Europa, há um sombrio acordo entre governos, corporações e o povo. O povo quer mais benefícios, e não se importa que os benefícios sejam fruto da pilhagem do planeta. Desde que obtenham os seus beníficios, calam-se. E se acharem que não estão obtendo o suficiente, protestam, como recentemente em Paris. Mas preocupam-se eles com as dezenas de milhões de "não-pessoas" que morrem pelos seus benefícios? Claro que não!

 

O mesmo se passa com a Rússia, a China ou o Irão. Europeus em geral e italianos em particular, sabem bem que há uma espécie de perversa propaganda contra aqueles países que recusam vergar-se ao diktat Ocidental. Mas não farão nada para acabar com isto. Sabe tão bem, não sabe, sentir-se superior, "democrático" e "livre"? E é horrível admitir que uma pessoa vive num lugar que espalha terror pelos quatros cantos do mundo, roubando mesmo tudo o que os pobres têm. Estas seis semanas de férias poderiam tornar-se amargas, se os italianos se decidissem a ver quem de facto paga para eles. E por isso calam-se, e ficarão calados até que seja "demasiado tarde".

 

Lembre-se, países como a Rússia e a China têm as suas próprias "democracias" (governo do povo). Não o sistema ocidental. Governantes e as massas comunicação e interagem de forma directa, de uma forma bem distinta. E quer num quer noutro país, o povo já teve "o que bastasse" de intimidação e brutalidade infligida pelo Ocidente, durante séculos e séculos. Só um pouco mais e as coisas rebentam. Se se pressionar ainda mais, a Rússia e a China responderão. Se militarmente provocados, defender-se-ão. O mesmo se aplica ao Irão. Fazendo parte do grupo que terroriza o mundo, a Itália também terá de pagar o preço.

 

AB: O ministro russo Sergei Lavrov pediu aos Aliados Ocidentais para "intervirem" e "acalmarem" as autoridades ucranianas, avisando sobre o perigo de ser cruzado "o ponto de não retorno" entre a Rússia e o Ocidente. Será real o risco guerra, mesmo perante a enorme acumulação de tropas da NATO na fronteira?

 

AV: Sim, claro que é real. Imagine uma inversão de papéis: se o Irão ou a China ou a Rússia ou a Venezuela ou a Síria ou Cuba fizessem ao Ocidente aquilo que o Ocidente lhes está fazendo, haveria nesse caso um risco real de guerra?

 

Esta impunidade e crença racista numa total impunidade, que é tão prevalecente no Ocidente, tem que acabar. E há-de acabar em breve. Como se diz no Chile: "Pela razão ou pela força".

 

AB: Você esteve recentemente na Síria, um país que, graças à intervenção russa e a resistência do povo sírio apoiado por aliados regionais (sobretudo o Irão e o Ézbolá), está pouco a pouco tentando voltar à normalidade. Que país encontrou lá?

 

AV: Encontrei um lindo, confiante e orgulhoso país. Estou também escrevendo um grande artigo sobre esta visita.

 

Encontrei-me com muitas vítimas, pessoas normais, mas também com um general e com o Ministro da Educação, o qual é também um bem-sucedido escritor. As suas palavras de ordem são: "O Ministério da Educação é como o Ministério da Defesa". Exactamente: educação sem ideologia e paixão é apenas uma perda de tempo. 

 

A Síria ganhou. E por lá, a totalidade do mundo árabe ganhou também com isso. Durante décadas os árabes foram completamente humilhados, humilhados pelo Ocidente, por Israel e pelos seus próprios líderes escolhidos por Londres, Paris e Washington.

 

Como já escrevi muitas vezes, Aleppo é a Estalinegrado do Médio Oriente. As perdas foram tremendas, por toda a Síria. Mas a vitória é igualmente tremenda. O pan-arabismo florescerá de novo. As pessoas em todos os países da região estão assistindo e agora sabem que é possível derrotar o imperialismo ocidental, os seus espiões e os seus terroristas.

 

A Rússia manteve-se ao lado da sua irmã árabe com determinação, mas também de forma sábia. A Rússia utilizou diplomacia sempre que pôde, e apenas usou força quando não havia outra solução. Na Síria, os russos conquistaram os corações dos locais. Por todo o lado se pode ler "Obrigado Rússia", inclusive gravado em tradicionais caixas de madeira. Sendo a língua russa a minha língua materna, esta abriu-me muitíssimas portas, abriu-me milhares de portas no Afeganistão (algo que não estava nada à espera).

 

A Síria tem de finalizar a sua vitória para breve. E eu lá estarei de volta, cobrindo os eventos. Na frente, se necessário.

 

É incrivelmente belo e positivo estar num país que não se deixou prostituir, um país que se manteve firme e de pé, que lutou com dureza, pelo seu povo e pela totalidade da região. Nota-se grande confiança e delicadeza nas caras das pessoas. As celebrações não são efusivas porque, como é sabido, muita gente morreu. Mas as pessoas saem para a rua, até ao amanhecer, homens e mulheres, rapazes e raparigas. Os cafés sobrelotados, as ruas de Damasco super movimentadas. Mesmo em Homs e nos destruídos subúrbios de Damasco a vida está desafiadoramente voltando ao normal.

 

Que nação! Sim, eles dizem "Obrigado Rússia!". Como internacionalista que sou, digo "Obrigado Síria!".

 

AB: O ataque químico perpetrado por "rebeldes" ontem em Aleppo desmascara as mentiras dos média mainstream dos últimos anos. Que papel desempenharam os média na legitimação da destruição [da Síria] realizada pelos grupos terroristas apoiados e financiados pelo Ocidente e pelos seus aliados do Golfo?

 

AV: Um enorme papel. Na Síria, por fim, os meios de comunicação mainstream ocidentais deixaram de existir. Tornaram-se numa prostituída força do Império, nada mais. Mas todos nosso sabemos que quer os média quer [os sistemas de] educação são, no fundo, usados para doutrinar as pessoas, pelo menos no Ocidente e nos seus estados "clientes".  

 

Há tanta provocação. As companhias de comunicação do Golfo e do Ocidente literalmente atearam o conflito, espalhando mentiras, incentivando as pessoas a rebelar-se contra o governo. Essas companhias têm as mãos manchadas de sangue, tal como a Pashtun Service e a BBC têm as mãos manchadas de sangue, tal como a VOA, a Radio Free Europe e "livres qualquer coisa" estão manchadas de sangue dos pés à cabeça.

 

AB: Antes da Síria, você realizou duas importantes reportagens na Argentina e no México, sobre as mudanças em curso na América Latina. Bolsonaro ganhou no Brasil, enquanto que nos próximos dias Lopez Obrador se preparará para tomar conta de um México que virou à esquerda. Em que ponto está a disputa na América Latina e quais são as perspectivas para a esquerda no continente [sul americano]?

 

AV: Sim, trabalhei três semanas um pouco por todo o México, antes de visitar a Síria. O meu grande trabalho, quer na Argentina quer no Brasil, foi feito anteriormente.

 

Veja, Ale, ambos sabemos e ambos estamos bem familiarizados com a América Latina. Eu vivi  no México, no Chile, no Peru (durante a chamada Guerra Suja) e na Costa Rica. Eu trabalhei no continente inteiro.

 

O que está a acontecer no México é incrível, embora uma pessoa possa afirmar que "já vem tarde". Agora, esperemos que o presidente eleito Obrador seja capaz de transformar o seu magnificente país, rumo ao socialismo. Não será fácil. Existe uma terrível inércia. Existem horríveis "elites" de casta europeia. E há os EUA ali mesmo ao lado, sempre pronto para "intervir". Mas acredito que ele o possa fazer. Eu confio nele. Viajei imenso por esse enorme país, falei com as suas gentes. Tudo foi bem resumido por um gangster em Tijuana, um homem que, por desespero, se tornou num criminoso. Ele disse-me, e passo a citar: "Acredito que seja quase impossível para Obrador mudar o estado das coisas mas, se ele fizer o que está prometendo, largarei tudo e apoiá-lo-ei. Esta é a última oportunidade para o México mudar as coisas de forma pacífica. Se falhar, pegaremos em armas". 

 

O Brasil é muito difícil de explicar. Mas, em resumo, na América Latina, mais do que em qualquer outro lugar, os média mainstream, controlados pela direita, jogam um extremamente significativo e profundamente destrutivo papel. Quando visitei a Amazónia, na zona de Manaus e Belém, ou Salvador da Bahia, as pessoas diziam-me: "As nossas vidas melhoram de forma significativa. Agora temos isto e mais isto e aquilo. Mas Dilma tem de ir embora"! Ó meu Deus, pensei, estarei eu a sonhar? Não, não estava. No fundo, de alguma forma, martelaram nas cabeças das pessoas que se elas agora encontram-se em melhor situação, tal deve-se aos seus próprios sucessos pessoais. Mas, se algo não vai assim tão bem, então é culpa do governo. 

 

A [palavra] "corrupção" é sistematicamente utilizada no combate aos governos de esquerda da América Latina. Microscópicos são usados para encontrar toda e qual acção errada. Foi usada contra Kristina Kirschner, contra Lula, até mesmo contra Dilma que não era de todo corrupta, mas que foi vítima de um golpe "constitucional" da direita, apoiado pelo Ocidente. Imagine bem a estupidez, o absurdo: ditadores de direita do Cone Sul e também do Brasil usaram cães para violar mulheres, torturam prisioneiros, mataram, fizeram "desaparecer" pessoas, roubaram tudo o que puderam meter as mãos encima. E nada disto é corrupção, certo? Depois, uma empresa oferece-se para renovar um apartamento de Lula, e ele vai para a prisão! De repente, temos esses fascistas jogando a carta da moralidade. Sabe o que o Bolsonaro irá fazer agora? Vai dar cabo da Amazónia, e fazê-lo quase ao "estilo indonésio". Ele irá permitir que aquele horrendo acordo com corporações ocidentais para a privatização do aquífero partilhado com o Paraguai vá para a frente. A Embraer, terceira maior produtora de aviões de passageiros do mundo, será vendida à Boeing por meia dúzia de tostões. O Brasil perderá a sua floresta tropical, a sua indústria, e os pobres perderão o apoio governamental que os mantinha vivos. E nada disto é chamado de corrupção! A Argentina, sob o controlo de Macri, está permitindo aos EUA operar na Tierra del Fuego. O país inteiro está gritando de dor: os preços da electricidade aumentaram, a famosa indústria cinematográfica está perdendo apoio, e a classe média está indo pelo cano abaixo. 

 

Mas eu sou optimista. O povo da América Latina têm um grande desejo de socialismo e, nalguns lugares, por sociedades comunistas. Sempre que são abandonados, lutam por isso ou votam por isso. Depois são esmagados. O Ocidente, basicamente, derrubou todos os governos verdadeiramente de esquerda do continente, da República Dominicana até ao Chile. Mas o processo nunca acaba e tudo recomeça de novo.

 

Só espero que uma coisa mude: sabe, o Ocidente foi muito bem-sucedido na implementação nas cabeças latino-americanas a ideia de que, após tudo o que se passou, a Europa e até os EUA são, de alguma forma, nações superiores. E assim sendo, em lugares como o Brasil, as pessoas olham de cima para baixo para as verdadeiramente grandiosas nações como a China e a Rússia. Isto transtorna-me imenso. Eu falo a língua e vejo claramente o que se está a passar. Na Argentina, pouco há de verdadeira esquerda: os intelectuais do país identificam-se com teorias defuntas da Europa e América do Norte, como o "anarco-sindicalismo". E não há nada verdadeiramente revolucionário sobre essas ideias. Há demasiado ocidentais influenciando os movimentos revolucionários da América Latina. Perderam em casa, tornaram-se irrelevantes, mas ainda insistem em julgar o mundo a partir de uma perspectiva ocidental. Ainda assim, de alguma forma, muitos deles são admirados na América Latina. E o tiro sai sempre pela culatra: os ocidentais diluem o espírito revolucionário. E estes raptaram também a narrativa Sul-Sul. Adoraria ver camaradas russos, chineses, venezuelanos, cubanos, sírios, iranianos ou sul africanos tomando o controlo de média nacionais em países onde a verdadeira esquerda está ganhando. Tal situação faria uma grande diferença!

 

AB: A Argentina continua a afundar-se sobre o peso da austeridade neoliberal de Mauricio Macri, mas os média mainstream estão todos calados. Entretanto, a Bolívia de Evo Morales continua, pelo contrário, registando as maiores taxas de crescimento da região, num clima de estabilidade. Portanto, ao contrário do que tentam nos fazer crer, o socialismo funciona?

 

AV: Sim, é claro que o socialismo funciona Ale. Se deixado em paz, se não for banhado em pus e sangue, ele prospera. Infelizmente, até hoje, sempre que um país decide se tornar socialista, o Ocidente desencadeia as suas campanhas de terror, mentiras e banditismo económico. O socialismo não é um género de utopia extrema, mas sim a mais lógica meta. A maior parte das pessoas anseiam viver numa sociedade igualitária, onde se sintam protegidas e seguras, na qual possam ser cuidados quando adoecerem, na qual posso receber educação gratuita quando tiverem fome de conhecimento. Querem que o estado trabalhe para elas e não contra elas. Querem que os seus governos controlem as empresas, em vez de serem as empresas a controlar os seus governos. 

 

AB: Entretanto, na Venezuela, continua a guerra económica, psicológica e mediática. Será o governo bolivariano capaz de resistir a este ataque sem precedentes?

 

AV: Sim, será. Mas uma vez mais, veja quão fragmentada a América Latina se encontra. As pessoas no Chile e na Argentina vêm CNN e FOX e estão muito melhor informadas sobre Miami ou Paris do que sobre Caracas, O presidente eleito no Brasil afirmou que mataria Maduro e, ainda assim, foi eleito.

 

A América  Latina é controlada sobretudo pelas elites europeias. Estas roubaram o continente, tornaram-no a parte do planeta com as maiores disparidades. Para que qualquer revolução possa ser bem sucedida, essa terá de ser radical e decisiva. A democracia deveria ser directa e não esse idiotismo multipartidário implantado a partir do Ocidente, fácil de perverter e de manipular a partir de fora ou recorrendo-se ao uso de média sociais ou média mainstream. A América Latina não pode tentar imitar a Europa e esperar vir a prosperar. A Europa foca-se na pilhagem de outras partes do mundo. Os países latino-americanos não têm colónias  e o saqueio é interno. Os ricos de castas europeias saqueiam tanto a terra como os povos nativos.

 

AB: Num dos seus últimos artigos Fidel explicou como "a aliança entra a Rússia e a China é um poderoso escudo de paz capaz de garantir a sobrevivência da raça humana". Qual é o legado de Fidel Cartro hoje, dois anos após a sua morte?

 

AV: Simplesmente enorme! Mesmo quando a América Latina inteira traiu Cuba, Fidel e o seu povo nunca se renderam. É este o espírito que eu admiro. Cuba tem um enorme coração, lutou pela independência de várias nações africanas, ajudou tantos lugares do mundo com os seus médicos, professores e equipas de resgate durante catástrofes naturais. A arte cubana é uma das melhores do planeta. É por isso que Cuba teve um tremendo impacto na minha personalidade e também no meu trabalho. Eu orgulhosamente auto-denomino-me de "internacionalista ao estilo cubano". Sinto-me eternamente grato a Fidel, à revolução cubana e ao povo cubano. De muitas formas Cuba é, talvez, o mais admirável país do mundo. Um país pelo qual eu nunca hesitaria lutar ou, até, morrer. 

 

André Vltchek, Novembro de 2018

 

Por Lula, de Andre Vltchek

André Vltchek é um filósofo, romancista, cineasta e jornalista de investigação. Cobriu e cobre guerras e conflitos em dezenas de países. Três dos seus últimos livros são  Revolutionary Optimism, Western Nihilism, o revolucionário romance Aurora e um trabalho best-seller de análise política: “Exposing Lies Of The Empire”. Em português, Vltchek vem de publicar o livro Por Lula. Veja os seus outros livros aqui. Assista ao Rwanda Gambit, o seu documentário inovador sobre o Ruanda e a República Democrática do Congo, assim como ao seu filme/diálogo com Noam Chomsky On Western Terrorism. Pode contactar André Vltchek através do seu site ou da sua conta no Twitter.

 

Traduzido para o português por Luís Garcia

Versão original em inglês aqui.

 

 

 

 

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Abaixo o regime opressor francês!, por Luís Garcia

09.12.18 | Pensamentos Nómadas

Abaixo o regime opressor francês!

 

Luís Garcia  POLITICA  Sociedade

 

Porque uma imagem vale mais que mil palavras, muitos vídeos valem mais que milhões de palavras. E vídeos é coisa que não falta sobre a violenta e criminosa opressão à qual o antidemocrático regime francês submete o seu povo.

 

 

Já por aqui partilhei provas e analisei a patética propaganda Ocidental contra Venezuela, Ucrânia e muitos outros. Partilhando e analisando imagens nas quais se vêm terroristas manifestantes "pacíficos", organizados por células de Gladio e suas irmãs, executando e queimando vivos polícias e apoiantes do governo de Maduro ou Yanukovich. Eis aqui um desses artigos por mim escritos a propósito:

 

Mas enfim, como afirma e muito bem o grande filósofo, pensador, viajante e escritor André Vltchek, os ocidentais não sabem porque não querem saber! Mééééééé...

 

Voltando às provas da violência das forças de opressão do antidemocrático regime francês:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aqui deixo só a hiperligação porque os filhos da puta de sionistas do FaceBook censuram sistemática e grotescamente a VERDADE: 

 

10ª

 

11ª

 

12ª

 

13ª

 

14ª

 

15ª

 

Hão de haver mais. E se assim for, hei-de fazer uma segunda e terceira parte se for necessário! Liberdade! Morte ao ditador Macron! Abaixo a ditadura!

Viva Che! Viva Fidel! Viva Chávez!

 

E  "não percam o proxímo episódio, porque nós também não"! Amén!

 

#MacronMustGo

#MacronCasseToi

 

Luís Garcia, 9.12.2018, Rayong, Tailândia

 

 

 

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O público ocidental "não sabe", ou "não quer saber"?, por André Vltchek

09.12.18 | Pensamentos Nómadas

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Andre Vltchek Política Sociedade

 

Vivemos numa era na qual a propaganda ocidental se tornou verdadeiramente intensa, surreal até. Sempre assim foi, não haja dúvida, mas agora quem a produz perdeu de todo o respeito pelo público. Quase como se os propagandistas estivessem se rindo entre si, nalgum luxuoso escritório no topo de um arranha-céus, apontando os dedos às massas lá em baixo e dizendo: "Esta gente não tem cérebro. E, de qualquer maneira, estão do nosso lado. Até agora têm engolido, felizmente, tudo o que lhes enfiamos pela goela abaixo. E agora sabemos que engoliriam mesmo a mais ridícula das invenções. Já não há necessidade de sermos cautelosos, podemos lhes servir o que quer que inventemos e o que quer que seja conveniente para o nosso regime".

 

Será que é mesmo assim? Provavelmente é, infelizmente.

 

Recentemente, houve um ataque químico contra a cidade síria de Aleppo, realizada por terroristas apoiados pelo Ocidente. De acordo com minhas fontes da ONU na cidade, especialistas médicos russos imediatamente correram para os hospitais, a fim de tratar as vítimas. Aviões a jacto russos foram enviados para atacar as posições dos terroristas. Todas as evidências apontam para a Jabhat al-Nusra. O cenário é absolutamente transparente. Sim, transparente para si e para mim, mas obviamente não para os meios de comunicação ocidentais que começaram a baralhar os seus relatos quase imediatamente após o ataque terrorista. No dia 26 de Novembro de 2018, a CBS News noticiou, usando uma típica e bizarra dupla linguagem, que:

Ambos os lados negaram o uso de armas químicas e culparam-se um ao outro pelo ataque de Sábado. O jogo de atirar as culpas uns aos outros tornou-se familiar na brutal guerra de 7 anos que o país tem sofrido.

Horríveis imagens de um anterior ataque químico levaram a uma acção militar dos EUA, Reino Unido e França que atacaram com mísseis três locais, os quais, segundo estes, estariam "especificamente associados ao programa de armas químicas do regime sírio."

 

Será que isto é mesmo possível? Sim, é.

 

Confrontado com tão absurdas reportagens ocidentais, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, apenas comentou:

Washington não busca uma investigação objectiva sobre o uso de armas químicas na Síria.”

 

Mas você recebe o mesmo "relato" e a mesmíssima falta de objectividade de sempre, quando os meios de comunicação cobrem eventos na Venezuela, em Cuba, no Irão, na China, na Rússia, na África do Sul, na Coreia do Norte e em dezenas de outras nações que se recusam a se render ao diktat ocidental.

 

Navios ucranianos acabaram de violar as águas territoriais russas, provocando militarmente Moscovo, e o Ocidente imediatamente expressou o seu total apoio a Kiev. Fará isto algum sentido? Sim, claro que sim, se o "sentido" é definido pelos padrões do imperialismo ocidental.

 

Por outro lado, regimes genocidas totalmente criminosos, como os da Arábia Saudita ou da Indonésia, escapam impunes de assassinatos em massa (literalmente), embora você dificilmente ouça falar sobre isso, a menos que a vítima seja um correspondente de um grande jornal norte-americano.
 

Hoje em dia, até mesmo inocentes desenhos animados russos, como Masha e o Urso, não conseguem escapar à vitriólica campanha de difamação. Estas duas personagens, tão amadas em todo o mundo, são agora retratadas pelos meios de comunicação em massa do Reino Unido e dos EUA como sinistras personagens da "máquina de propaganda de Putin".

 

Ultimamente, no Ocidente, até mesmo as tentativas de se parecer, de alguma forma, "objectivo", foram pelo cano abaixo. Tudo, absolutamente tudo o que tenha a ver com os países que o Império considera serem "do mal" (leia-se: independentes), é agressivamente ridicularizado, sufocado e impiedosamente atacado: da cultura à política externa, do sistema económico até, sim, até  personagens de desenhos animados.

*

E o público ocidental, de forma obediente, consome todas estas invenções. Muitas vezes até parece que se "divertem com o espectáculo". A difamação, a humilhação e a ridicularização de todas as nações e culturas pelos doutrinadores ocidentais está se transformando num tipo de entretenimento sórdido, não muito diferente do "entretenimento" proporcionado por aqueles horríveis e vazios filmes de Hollywood que criam pseudo-realidades, esvaziando os cérebros de milhares de milhões de pessoas por todos os cantos do mundo.

 

Muitos dos meus leitores escrevem-me de volta, queixando-se que as suas próprias famílias, os seus bairros inteiros e os seus locais de trabalho foram irremediavelmente doutrinados, que as pessoas "não são mais capazes de ver".

 

Eu quero sempre saber mais; Sempre me questiono se: "Eles não vêem ou simplesmente não quererão ver?"

 

Por muito má e completa que seja a propaganda, há sempre muitas maneiras de descobrir a verdade, inclusive utilizando a internet. E muitos dos que vivem na Europa ou na América do Norte são certamente ricos o suficiente para poderem ver com os seus próprios olhos o que está acontecendo no mundo, particularmente nos países que estão sendo derrubados e destruídos devido à ganância das corporações e governos ocidentais. Em vez de fritarem seus corpos nas praias de ilhas das Caraíbas, ano após ano, podem voar até à Venezuela. Em vez de passarem férias na falsa ilha de Bali (ambientalmente arruinada, congestionada com os engarrafamentos, mas sendo vendida como um "paraíso na terra"), eles poderiam visitar o Bornéu e ver como todo o ecossistema está sendo arruinado pelo extremo capitalismo pró-ocidental. Não estou sugerindo que visitem uma zona de guerra real ou lugares onde ocorram genocídios, como a Papua Ocidental, Caxemira ou a República Democrática do Congo, mas poderiam pelo menos mostrar alguma curiosidade sobre aqueles lugares que estão sendo sacrificados para que possam ser mantidos os ridiculamente altos padrões de vida do Ocidente. Há tantos lugares na Terra onde anualmente milhares, inclusive centenas de milhares, morrem para que os europeus possam desfrutar dos seus cuidados médicos gratuitos, educação e os mais recentes modelos de automóveis.

 

A verdade é de facto muito "desconfortável". A ignorância é como um edredão num inverno frio: aconchegante, reconfortante e difícil de resistir.

 

Os propagandistas ocidentais sabem disso. E contam com isso, oferecendo aos ocidentais uma "fuga fácil" à responsabilidade de partilhar as culpas pelo estado do mundo.

 

“Deixai isso para nós”, dizem-no eles sem o pronunciar. “Deixai-nos ser os mauzões”. “Nós” aqui significa o mundo corporativo, os governos. “Você pode até mesmo gritar que nos odeia, de vez em quando, desde que não chame demasiada atenção, desde que você não comece a desafiar a essência da ordem mundial, desde que você apenas exija, de uma forma egoísta, melhorias nos seus próprios padrões de vida”.

*

Na Europa e na América do Norte, na Austrália e na Nova Zelândia, as pessoas são extremamente conhecedoras. Sabem perfeitamente que iPhone comprar: comparam modelos diferentes online, pesquisam cada detalhe de uma câmara, cada curva, cada função. Antes de partirem com seus dólares ou euros, garantem primeiro que estão realizando o melhor negócio possível. O mesmo se aplica aos carros, aos imóveis, às suas anuais viagens extravagantes a "lugares exóticos".

 

Em contrapartida, não mostram o mesmo zelo quando buscam a verdade. Não comparam a "pseudo-realidade" dos meios de comunicação ocidentais com o que se acredita na Rússia ou na China, ou em países revolucionários da América Latina, ou no Irão e na Síria, ou na Coreia do Norte. Em resumo: os ocidentais "não fazem compras em torno da verdade". E tal torna-os, pelo menos de uma perspectiva ideológica, totalmente fundamentalistas.
 

Mas porquê? Não é o conhecimento a maior das aventuras? E não é a "democracia" uma farsa quando quase toda a gente vê o mundo com os mesmos olhos?

 
A conclusão a que tenho chegado ultimamente é que os ocidentais não pesquisam, não comparam e "não querem saber" porque têm medo.

 

Medo de descobrir a realidade, a qual, por sua vez, os obrigaria a agir. Agir para, pelo menos, remover alguns dos privilégios básicos de que desfrutam os cidadãos dos países colonizadores .

 

Vamos lá dar uma olhada nas notícias sobre o mundo. Enquanto este ensaio está sendo escrito, e como foi mencionado acima, a Síria está se recuperando de mais um terrível ataque químico. A França está possivelmente envolvida. E isto enquanto em França manifestantes vão se confrontando com a polícia. Por que razão? Os altos preços dos combustíveis. Preços dos combustíveis em França. Isto é até onde a Europa está disposta a ir com os seus movimentos de protesto: preços, salários, privilégios, privilégios, privilégios! Quem paga pelos privilégios é irrelevante (para aqueles que vivem no Ocidente). Os europeus só conhecem e só se preocupam com os seus "direitos" e não com as suas "responsabilidades" em relação ao mundo. Querem justiça para si mesmos, mas nunca justiça para a humanidade inteira. Quando eu comparo o quão as pessoas na Ásia têm que trabalhar no duro para sustentar as suas sociedades, e quão pouco estão trabalhando na Europa, de imediato me vem à mente esta questão: quem paga a educação gratuita e os cuidados médicos em Paris ou Hamburgo, quem paga aquelas curtas horas de trabalho ou aquelas seis semanas anuais de férias? Definitivamente não são os próprios europeus. Provavelmente pagam aqueles que vivem em devastados países africanos, ou os papuanos, e seguramente os habitantes nativos da ilha do Bornéu, bem como os árabes e tantos outros.

 

Pensamentos muito desconfortáveis, não são? Para aqueles que os "têm".

 

É por isso que, há dois anos, quando me dirigia ao parlamento italiano, disse aos seus representantes: “Sou contra a assistência médica gratuita e a educação gratuita na Europa porque sou pela assistência médica e educação gratuitas no mundo inteiro”.

 

O Ocidente adora os seus privilégios. Muitas vezes, ou na maior parte das vezes, nem sequer vê privilégios enquanto privilégios, mas sim como direitos inerentes. Estas coisas não são para ser questionadas; vêm naturalmente com o ter-se nascido na França ou na Alemanha, no Canadá ou até, em menor medida, nos EUA (um país com políticas sociais verdadeiramente pavorosas, se medido pelos padrões ocidentais, mas ainda assim incrivelmente generoso se comparado com a África, a Ásia do Sul, o Sudeste Asiático ou o Médio Oriente.

 

Há pouco tempo atrás, andei filmando por todo o México, um país que acaba de eleger um presidente de esquerda pela primeira vez em décadas. Na cidade de Oaxaca, dezenas de mulheres indígenas bloqueavam a entrada do palácio do governador, dormindo em tendas improvisadas. Exigiam justiça. Os seus corpos e almas mostravam cicatrizes. As suas terras foram saqueadas, enquanto muitos delas foram violadas e espancadas por forças paramilitares com ligações ao anterior governo de direita. Parte dos seus amigos e familiares morreram. E tudo isto, simplesmente, porque as "suas terras eram ricas" e porque, no passado, várias empresas de mineração (incluindo empresas canadianas) contrataram exércitos particulares para obter o que queriam.
 

Uma muito mais brutal versão do mesmo está acontecendo na Papua Ocidental, onde empresas americanas, australianas e britânicas empregam exércitos indonésios privados para defender os seus "interesses comerciais". Centenas de milhares de pessoas já foram assassinadas neste processo e toda a ilha está sendo irreversivelmente destruída. Escusado será dizer que nenhum jornalista estrangeiro tem autorização para cobrir o que lá se passa. E nenhuma crítica, nenhuma sanção é imposta à Indonésia ou aos países que participam neste genocídio.

 

Depois do México, voei para a Coreia do Sul e, a caminho, passei dois dias em Vancouver, Canadá, uma das cidades "com melhor qualidade de vida do mundo".

 

Pois sim, é uma cidade incrível. Quem discordaria? Embora sabendo o que sei, ainda assim não consegui desfrutar por completo dos seus encantos.

 

Se você é canadiano e acredita em contos de fadas que dizem que tudo, incluindo riqueza, conforto e segurança, cai directa e milagrosamente do céu para o seu colo, então poderá viver uma vida tranquila cercada de serviços sociais, espaços públicos e magnífica natureza quase intocada (a natureza é saqueada para si em lugares bem distantes, de forma a que você não precise de ver a pilhagem e que o seu egoísta coração demasiado sensível não tenha de sangrar).

 

Muitos no Canadá e noutras partes do Ocidente acreditam em contos de fadas. É bem mais fácil assim, é "psicologicamente mais seguro". E portanto, a sério, se você é canadiano, será que você contrariaria os seus próprios privilégios? E se você é europeu, será que o faria? Procuraria você "a verdade"? Desafiaria você a propaganda do seu regime?

 

Alguns fá-lo-iam, meia-dúzia deles. Mas não a esmagadora maioria .

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Na maior parte dos casos, não é verdade que a "população ocidental seja vítima de lavagem cerebral". Tal cenário seria de facto bem positivo e relativamente fácil de corrigir.

 

Só que o problema é bem maior: a população ocidental não quer saber porque, no fundo, não quer que o sistema mude. Não quer que a ordem mundial seja alterada.

 

Instintivamente sente que, se o que está sendo proposto pela Rússia, China, Cuba, Venezuela, Irão e outros países fosse implementado, os seus privilégios pessoais desapareceriam. Os seus países tornar-se-iam iguais a todos os outros países deste planeta; teriam que obedecer às leis internacionais e os seus povos serias forçados a trabalhar duro para sobreviver. Saquear o planeta seria banido. Acabar-se-iam os privilégios. 

 

E portanto, é melhor "não saber", não compreender. Dessa forma, não se fica sem a "fatia de bolo, ou a "cenoura", se preferirem. 

 

A "ignorância" no Ocidente é, creio eu, subconscientemente "auto-infligida". Com conhecimento, vem a responsabilidade. Com a responsabilidade vem a obrigação de actuar (visto que não actuar seria claramente imoral). Tudo isto levaria por certo à perda de privilégios. 

 

Os propagandistas ocidentais estão bem conscientes da situação. Alguns psicólogos de renome afirmaram-me que psiquiatras e psicólogos são empregues e usados no processo de "moldagem da opinião pública" e, portanto, trabalham para os criadores de propaganda. Eles estudam e analisam "o estado de espírito do público". Eles conhecem os desejos e as aspirações do público.

 

Tudo isto não é assim tão fácil como parece, certo?

 

Infelizmente, existe um acordo silencioso (sem anúncio nem assinatura) entre o público ocidental e o seu establishment, assim como com o mundo corporativo, de que o status quo deverá ser mantido a todo custo (pago pelos “outros”); o Ocidente deveria ficar com o controlo planeta, com pelo menos uma parte do saque compartilhada por entre as massas (ocidentais).

 

A razão pela qual estes [ocidentais] lutam agora nas ruas de Paris e outras cidades europeias, é saber "quão grande é fatia do bolo a atribuir ao bolso do europeu médio". Não há absolutamente nenhuma luta para acabar com a pilhagem ocidental do mundo inteiro.

 

Infelizmente, o mundo não pode contar com o apoio do público europeu ou o norte-americano na luta para acabar com o imperialismo, o neo-colonialismo e a sistemática e mortal pilhagem.

 

Não é porque o público no Ocidente "não sabe", mas sim porque faz tudo o que pode para não saber. E, se sabe ou suspeita de algo, certifica-se de agir como se tudo ignorasse. Pelos seus próprios interesses egoístas. Pelos seus próprios privilégios.

 

Por outro lado, países como a Rússia, a China, a Venezuela, Cuba, a Síria ou o Irão não conseguem "acalmar" o Ocidente. Enquanto exigirem justiça para todos e uma revisão da ordem global, estes serão difamados, demonizados e, mais cedo ou mais tarde, atacados. O confronto parece inevitável. E será o Ocidente que começará a guerra.

 

Há-de vir mudança e revolução, que até já começam a entrar vindas "de fora", vindas de países que recusam aceitar a brutalidade do Império e o controlo completamente antidemocrático de tantas partes do planeta.

 

E sejamos honestos: o Ocidente lutará, absolutamente unido e de todas as formas possíveis, contra qualquer mudança de relevo que ponha em causa a forma como o mundo se encontra actualmente organizado.

 

Em breve, será o Ocidente (incluindo governos, corporações e cidadãos extremamente obedientes e egoístas) contra o resto do planeta.

 

André Vltchek, 27 de Novembro de 2018

 

Por Lula, de Andre Vltchek

André Vltchek é um filósofo, romancista, cineasta e jornalista de investigação. Cobriu e cobre guerras e conflitos em dezenas de países. Três dos seus últimos livros são  Revolutionary Optimism, Western Nihilism, o revolucionário romance Aurora e um trabalho best-seller de análise política: “Exposing Lies Of The Empire”. Em português, Vltchek vem de publicar o livro Por Lula. Veja os seus outros livros aqui. Assista ao Rwanda Gambit, o seu documentário inovador sobre o Ruanda e a República Democrática do Congo, assim como ao seu filme/diálogo com Noam Chomsky On Western Terrorism. Pode contactar André Vltchek através do seu site ou da sua conta no Twitter.

 

Foto da capa: André Vltchek

 

Traduzido para o português por Luís Garcia

Versão original em inglês aqui.

 

 

 

 

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