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Pensamentos Nómadas

Nomadic Thoughts - Pensées Nomades - Кочевые Мысли - الأفكار البدوية - 游牧理念

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E onde andam as feministas de terceira vaga?, por Ricardo Lopes

31.01.18 | Pensamentos Nómadas

E onde andam as feministas de terceira vaga

  

RICARDO MINI copy   SOCIEDADE

 

Então, e onde é que estão as feministas de terceira vaga, essas grandes paladinas pelos direitos das mulheres, quando se verifica isto:

 

Mortes recentes de estrelas porno nos EUA:
1 - Shyla Stylez, 10.11.2017, 35 anos, causa desconhecida, encontrada morta na cama pela mãe;
2 - August Ames, 05.12.2017, 23 anos, morte por enforcamento, na sequência de cyberbullying associado a depressão crónica, após ter-se recusado a filmar uma cena com um ator gay por motivos de segurança;
3 - Yurizan Beltran, 13.12.2017, 31 anos, overdose por droga não divulgada;
4 - Olivia Nova, 07.01.2018, 20 anos, causa de morte ainda por determinar;
5 - Olivia Lua, 19.01.2018, 23 anos, overdose de drogas e medicamentos.

 

O Trump vai retirar os direitos todos às mulheres (e restantes minorias sociais)?
Vivemos numa cultura da violação?
Masculinidade tóxica?
Objetificação?
Acusações de violação por sexo consentido?
Acusações de assédio sexual inventadas ou sem fundamento?

 

E que tal, e à semelhança dos conselhos que pessoas como a Camille Paglia e a Christina Hoff Sommers dão (nem vou falar do Steven Pinker, porque é homem, cuidado!), preocuparem-se mais com averiguar o que se passou nestes casos, já que são demadiados em muito pouco tempo, e ainda por cima aparentemente todos relacionados com questões de instabilidade psicológica e emocional, e, ao invés de demonizar a pornografia (ou até a prostituição, que, por sinal, até é um dos novos cavalos de batalha da esquerda progressista), como fazem com os homens quando se trata de falar de violação (basicamente, dizer que todos os homens são predadores), terem o cuidado de explicar às mulheres que algumas (muitas, provavelmente) delas simplesmente não têm uma personalidade que condiga com este tipo de atividade profissional? Não estou a garantir que isto seja verdade para todos estes cinco casos. Não. Mas acho que existem boas bases para desconfiar disso.


Claro que, para tal, seria preciso que abandonassem as teorias de construcionismo social e cultura, e aceitassem, finalmente, que existem diferenças inatas entre indivíduos humanos e, neste caso, é muito provável que estas mulheres tivessem uma classificação elevada na característica "Neuroticism" dos Big Five psicológicos e não tivessem suficiente estabilidade psicológica para se moverem de uma forma saudável no mundo da pornografia.


Mas, lá está, e à semelhança do que acontece quando a Paglia ou a Sommers proferem algo tão politicamente incorreto como as mulheres deverem ter cuidado com a forma como se apresentam na rua e com os locais que frequentam à noite (que, já agora, são conselhos que os homens recebem de bom grado, sem acharem que estão a ser paternalistas com eles), com certeza que viriam imediatamente as acusações de "victim blaming". 


Portanto, o que esta gente quer é dizer, ao mesmo tempo, que as mulheres têm toda a liberdade para fazer o que lhes apetece sem terem de se preocupar com as consequências (porque a moralidade pode ir pelo ralo. Quem é que precisa de um sistema ético para dirigir a sua vida? Ninguém. Até porque fazer tudo o que apetece nunca tem consequências negativas. Não, nadinha, nunca.), ao mesmo tempo que têm de ser protegidas absolutamente de tudo pelo Estado, até de olhares de homens e de ideias que as incomodam, sem que ninguém lhes possa dar conselhos para se protegerem nem acerca das escolhas que estariam mais em concordância com a sua personalidade. 


Não, nada disto é preciso. Porque, claro, qualquer mulher pode fazer o que lhe apetecer com o corpo sem ter de tomar em consideração absolutamente nada para além de lhe passar pela cabeça fazer algo e fazê-lo no imediato sem ponderação cuidada.

 

No caso concreto da August Ames, então, a situação atinge níveis que deveriam fazer as feministas de terceira vaga abrir um buraco de 100 metros, atirarem-se todas lá para dentro como se de uma vala comum se tratasse e deixarem-se estar lá a fermentar para ver se os cérebros delas produziam sinapses entre si e, em conjunto, produziam um QI suficientemente alto para processarem uma informação tão simples como:


ONDE PORRA ESTAVAM VOCÊS QUANDO UMA MULHER QUE SOFRE DE DEPRESSÃO CRÓNICA FOI VÍTIMA DE UM SELVAGEM CYBERBULLYING AO PONTO DE TER SIDO CONDUZIDA AO SUICÍDIO?! ONDE?! NÃO PODEM PRONUNCIAR-SE SOBRE ISTO, PORQUE O CASO ENVOLVIA UM HOMOSSEXUAL, E NÃO PODEM OFENDER O DEUS TODO-PODEROSO DO POLITICAMENTE CORRETO?! PREFEREM MANTER-SE NO SILÊNCIO E FAZER USO DA VIDA DE UMA PESSOA COM UM GRAVE PROBLEMA PSICOLÓGICO, QUE FOI VÍTIMA DE OSTRACISMO DO MAIS ABJETO POSSÍVEL, COMO BODE EXPIATÓRIO NO ALTAR DO POLITICAMENTE CORRETO?! É ISSO?! PRECISAM DE EXPIAR OS VOSSOS PECADOS DE PENSAMENTO SACRIFICANDO PESSOAS INOCENTES NO ALTAR DA VOSSA IDEOLOGIA DECADENTE?!

 

E, enfim, já me passei o suficiente. 
Agora, o que gostava mesmo, era de saber o que gente como a Rita Ferro Rodrigues, a Inês Ferreira Leite, ou a Isabel Moreira, teriam a dizer sobre estes casos.

 

Ricardo Lopes

 

 

 

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Fuck Facebook, fuck Zuckerberg, por Luís Garcia

30.01.18 | Pensamentos Nómadas

fuck Facebook, Fuck Zuckeberg 2.jpg

 

Luís Garcia SOCIEDADE POLITICA TECNOLOGIA Fake News 

 

Chegará sempre o dia em que a malta terá de dizer basta. Na minha opinião, baseada numa enorme pilha de factos consternadores, esse dia já passou há muito, já estamos todos em atrasado.

 

O facebook (tal como o google e o twitter) transformaram-se completamente em ferramentas da orwelliana propaganda do Império que tenta impor à plebe uma distópica verdade única, por sinal sempre falsa. Para tal, a máquina de propaganda do Império anda há mais de um ano a chamar "notícias falsas" (fake news) às únicas notícias verdadeiras escritas por gente independente, séria e com a cabeça o suficientemente no lugar para perceber que, sem provas corroborando o que quer que seja, nada se pode chamar de notícias mas sim de opiniões infundadas, na melhor das hipóteses, e de propaganda, na pior das hipóteses.

 

Mas como tudo isso não chega, o facebook e companhia não ficam por aí. Para quem partilha falsas verdades políticas mainstream ou partilha tretas do costume, tudo vai bem, aparentemente.

 

Para quem, como eu, escreve artigos sobre verdades inconvenientes, tem um blog (este), e uma página facebook do blog, e partilha conteúdos de sites ou meios de informação proscritos como a HispanTV ou a Telesur, tudo vai mal!

 

Para as pessoas normais,  partilhar ou comentar conteúdo no facebook é simples e intuitivo, e o resultado é apelativo, com títulos destacados, umas primeiras linhas de texto do artigo em questão e, claro, uma capa que chama atenção e que convida aos cliques.

 

Para gente do demónio, como eu, que partilha o seu próprio conteúdo que não encaixa em cavaquianos consensos, ou partilho de terceiros que encaixam ainda menos em cavaquianos consensos (Eva Bartlett, Vanessa Beeley, Tim Anderson, SANA News, Telesur, HispanTV, Voltaire Net, etc), está tudo fodido. Porquê? Uí, tantos exemplos

 

1 - O botão "like" do facebook no nosso site, por vezes, mesmo que cliquemos nele, é preciso ainda confirmar que queremos mesmo "gostar" e confirmar que não somos robôs. Coisa leve

 

2 - 99% das partilhas que tentamos fazer no facebook de publicações nossas ou de sites do género já aqui citados não funcionam ou, se funcionam, aparecem assim, sem capa, nem título, nem início do conteúdo:

 

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3 - Comentários facebook com links para conteúdo nosso ou conteúdo independente, também não funcionam. Aparece apenas o link, sem pré-visualização da capa, do título, etc:

 

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4 - Quando se diz algo que o Big Brother não gosta, fica-se 1 dia, 1 semana, 1 mês de castigo, ou seja, com a conta de facebook bloqueada. Basta escrever, por exemplo, um comentário facebook juntando a palavra "Ezbolá" a um adjectivo positivo, e ardeu.

 

5 - Publicações com conteúdo proibido pelo Big Brother não aparece no nosso feed do facebook mesmo que sigamos a pessoa ou página autora desse conteúdo. 

 

E por aí fora, que até cansa. O que vos queria contar mesmo, neste artigo, são as novas formas super agressivas de calar malta do contra e independente. Agora, o facebook decide à priori (sem avisar, sem oportunidade de defesa e, sobretudo, sem oportunidade de corrigir as suas más decisões) que conteúdo partilhado por nós é spam, mesmo que seja o nosso próprio conteúdo!!! Querem ver as provas?

 

1 - Este brincalhões do facebook, agora deram para considerar como sendo spam, artigos deste meu site Pensamentos Nómadas, escritos por mim, publicados por mim, partilhados por mim na página facebook do Pensamento Nómadas, página essa criada por mim e gerida por mim. Ainda assim, partilhei na página facebook do Pensamentos Nómadas o meu último artigo "A marcha da estupidez feminazi - parte 2/2", para em seguida o facebook a remover por considerar tratar-se de spam!?! 

 

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O facebook acha, ou finge achar, que a minha publicação que partilhei comigo próprio é spam. Ok, na boa. Estupidez neste mundo é coisa que não falta. Agora, dizerem-me que, se achar que não é spam, posso lhes informar que não é spam mas, detalhe muito precioso, a minha opinião não contará para nada, pois não terei nenhuma opção para remover a classificação de spam! Ah, parabéns!

 

Não, a sério, leia bem esta frase:

 

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Mas se o próprio facebook sabe e diz que fui eu que a publiquei na minha página, por que tortuosa lógica estes zombies chegam à suposta conclusão que a publicação é spam!?! Mas estes zombies conhecem a definição de spam? Facebook,  o 3º maior site do mundo que factura biliões anualmente e cujos programadores são milionários, não sabe a definição de spam? Deixem-me rir!

 

2 - Já está a bater com a cabeça na parede? Espere aí, ainda não acabei. Hoje descobri uma nova, o cúmulo dos cúmulos, que me levou a abandonar de uma vez por todas as ferramentas sociais do facebook para os artigos deste site, e me fez decidir escrever este artigo.

 

Hoje, depois de publicar o novo artigo de Eva Bartlett intitulado Como os media mainstream branqueiam a al-Qaeda e os White Helmets na Síria (1/4), utilizei a caixa de comentário abaixo do artigo (por mim preparada) para nela acrescentar informação que me parece ser útil para o leitor do artigo. Nada de novo, faço-o com frequência. Só que hoje houve uma surpresa facebookiana:

 

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Fui ver o que se passava, e boa, tinham marcado como spam esse meu comentário. Pedem para rever o comentário, mas é só isso: rever o comentário, ver outra vez, ahahah, não é rever de alterar o status do comentário! Que brincalhões.

 

Conclusão, o comentário que eu próprio escrevi na caixa de comentário do meu site, caixa adicionada por mim, associada à página facebook criada por mim (e gerida por mim) para o meu site... não pode levar comentários meus que não agradem ao facebook... Bonito. Na minha terra chamam-lhe PIDE, mazé!

 

Enfim, se eu visito a página, consigo lá ver o meu comentário:

 

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Agora, se for outra pessoa a visitar a página, essa pessoa vai ver este tremendo vazio:

 

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Mmmmmm, parece-me que o sionista censurador facebook, que passa a vida a eliminar contas pró-sírias e pró-palestinianas, e que recusa-se a apagar contas sionistas nas quais se pode assistir a vídeos onde é dito de forma bem clara "morte aos palestinianos", ... não gosta do link do CLARITY OF SIGNAL que vinha no meu comentário. Ou então já não gosta é que, chatos como eu, ponham sequer links em comentários!

 

É que links são perigosos para o Império, pois links podem conter provas que corroborem o que uma pessoa está a dizer. Por isso é que o menino Nuno Rogeiro, quando comentei uma publicação dele, de forma muito respeitosa, mas fazendo referências a provas contidas em links que propus, o menino Nuno perito em esoterismo político bloqueou-me de imediato, hehe. Por isso é que há uns tempos em França houve uma proposta de lei para proibir a publicação de comentários com links no facebook! Sim leu bem, ahahah!

 

Voltando ao facebook, enfim, é por demais evidente que agora, para esta máfia gringo-sionista, spam é eufemismo para verdades inconvenientes, e remoção de spam é eufemismo para censura

 

No português de Portugal, por enquanto, spam não é nada disso:

2018-01-30_19-47-22.png

 

Portanto fuck Facebook, fuck Zuckerberg, acabaram-se os botões "like" neste site. Acabaram as caixas de comentários do facebook neste site. A partir de hoje temos caixas de comentários do Disqus, que chatice! :p

 

E insisto, abra, caro leitor, uma conta no Vkontakte (VK) russo e mande o sionista Facebook para o caralho. Eu já tenho conta (ver aqui), e o Pensamentos Nómadas também já tem página no VK (ver aqui). Continuarei mais uns tempos partilhando (se o facebook deixar) os nossos artigos no facebook e no VK mas, mais cedo ou mais tarde, deixarei de o fazer e partilharei os nossos conteúdos apenas no VK.

 

 

Luís Garcia, 30.01.2018, Ribamar, Portugal

 

 

 

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Como os media mainstream branqueiam a al-Qaeda e os White Helmets na Síria (1/4), por Eva Bartlett

30.01.18 | Pensamentos Nómadas

 


Parte 1/4

 

Eva Bartlett article 1 1-3 copy.jpg

 

Eva Bartlett POLITICA SOCIEDADE 

 

 

No dia 18 de dezembro de 2017, o The Guardian publicou um vergonhoso ataque contra a jornalista britânica Vanessa Beeley, contra Patrick Henningsen e o seu site de notícias independente 21st Century Wire, contra o professor e escritor australiano Tim Anderson, e contra mim própria. A julgar pelos mordazes comentários à publicação do The Guardian no Facebook, o público no geral não foi na conversa. O The Guardian, assim como o Channel 4 News e o Snopesbranqueiam o terrorismo na Síria, empregam argumentos do tipo non-sequitur, promovem propaganda de guerra,  e pura e simplesmente não entendem nada daquilo que se passa:

 

 

Em 2008/9, ofereci-me como voluntária na ajuda a médicos palestinianos durante os 22 dias de implacáveis e indiscriminados bombardeamentos de aviões de guerra e helicópteros Apache israelitas, e de bombardeamentos vindos do mar, de tanques e de drones. A perda de vidas humanas e de gente ferida foram imensas, com mais de 1.400 palestinianos assassinados e milhares de outros mutilados, na sua maioria civis. Usando equipamento rudimentar e degradado (igual ao que se passa com os verdadeiros socorristas na Síria), os médicos palestinianos trabalharam de forma incansável, dia e noite, para salvar vidas de civis.

 

Não houve uma única ocasião em que eu tenha ouvido os médicos (numa Gaza que é sunita) gritar takbeer or Allahu Akbar enquanto se resgatava civis, muito menos caminhar intencionalmente sobre cadáveres, posar para vídeos encenados ou qualquer um dos outros revoltantes actos que os White Helmets têm sido filmados a fazer na Síria. Estes médicos estavam demasiado ocupados resgatando gente e evacuando antes que viesse outro ataque israelita, e geralmente mantinham um focalizado silêncio enquanto trabalhavam, comunicando apenas o necessário. As únicas ocasiões em que eu me lembro de ouvir gritar enquanto estive a ajudar estes médicos foram os gritos de civis que íamos recolhendo e, em particular, os gritos angustiados de um marido ajudando a colocar as partes do corpo da sua esposa desmembrada numa maca para ser levada para a morgue. Os médicos que conheci em Gaza eram verdadeiros heróis. Os White Helmets, nem pensar. Os White Helmets são grotescas caricaturas de socorristas.

 

 

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Um membro dos White Helmets . “Neutro e não armado”?

 

CONTÍNUA

Eva Bartlett, 06.01.2018

 

Leia a 2ª parte aqui: Como os media mainstream branqueiam a al-Qaeda e os White Helmets na Síria (2/4) 

Leia a 3ª parte aqui: Como os media mainstream branqueiam a al-Qaeda e os White Helmets na Síria (3/4) 

Leia a 4ª parte aqui: Como os media mainstream branqueiam a al-Qaeda e os White Helmets na Síria (4/4)

 

traduzido para o português por Luís Garcia

versão original em inglês: How the Mainstream Media Whitewashed Al-Qaeda and the White Helmets in Syria

 

 

 

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Foto-reportagem - A Coreia do Norte que nem Trump nem os media ocidentais querem que o mundo veja, por Eva Bartlett

25.01.18 | Pensamentos Nómadas
 

 

Foto-reportagem - A Coreia do Norte que nem Trump

 

Eva Bartlett POLITICA SOCIEDADE 

 

PYONGYANG, COREIA DO NORTE - A Coreia do Norte (República Popular Democrática da Coreia, ou RPDC) é uma dos países menos compreendidos do mundo e um dos sobre quais mais mentiras se contam. Nas caricaturas dos media corporativos ocidentais, a maioria das notícias sobre o país são alarmistas (do tipo "os norte-coreanos querem te matar"), falsas ("todos os homens têm de ter o mesmo corte de cabelo", uma história com origem em Washington) ou são sobre as forças armadas do país.

 

Relatos sobre as proezas e ameaças militares desta nação por norma ignoram (como se pode pode ver aqui) a presença ocupante de 28.500 militares dos EUA na Coreia do Sul, as suas 38 instalações militares e, mais recentemente, a bateria de defesa  área THAAD instalada também na Coreia do Sul - " um sistema de radar norte-americano que é rejeitado pelo povo coreano, quer do norte quer do sul, bem como pela China ".

 

A 19 de Setembro de 2017, no fórum da Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu "destruir totalmente" a Coreia do Norte.

 

E esta não foi a primeira vez que ameaças foram proferidas contra a Coreia do Norte. Colin Powell, em 1995, ameaçou transformar a Coreia do Norte num "pedaço de carvão" e, em 2013, reiterou essa ameaça de "destruir" o país.

 

O que não é transmitido nos medias corporativos é o fato de que os EUA já aniquilaram uma vez a Coreia do Norte, destruindo a capital Pyongyang e outras cidades pelo país fora, utilizando para o efeito 635 mil toneladas de bombas, incluindo 32.557 toneladas de Napalm, transformando assim o norte  num "pedaço de carvão" '.

 

Curtis E. LeMay, um general reformado das forças norte-americanas, e que liderou o Comando Aéreo Estratégico durante essa guerra, afirmou que "queimaram todas as cidades da Coreia do Norte". Nas palavras de LeMay: "Durante um período de mais ou menos três anos, matámos, sei lá, uns 20% da população da Coreia, vítimas directas da guerra, da fome e da exposição."

 

Também omitidas nas notícias sobre a Coreia do Norte são as sanções contra o norte, aplicadas desde 1950, tornando ainda mais difíceis os esforços de reconstrução pós-destruição. As sanções atacam a população, afectando todos os aspectos das suas vidas (como de forma humorística é posto em relevo neste vídeo). Ainda assim, e contra todas as probabilidades, o país contínua a ter um invejável sistema de saúde. Como chamou à atenção o professor Michel Chossudovsky noted: "O sistema de saúde da Coreia do Norte é a inveja do mundo desenvolvido." E, de acordo com Margaret Chan, a directora geral  da Organização Mundial de Saúde, a Coreia do Norte não "têm falta de médicos nem de enfermeiras".

 

Ainda mais ofuscados nas notícias ocidentais são os bianuais ataques simulados (a que os EUA eufemisticamente se refere como 'jogos de guerra') contra a Coreia do Norte, envolvendo "centenas de milhares de tropas". Como afirmou o autor e investigador Stephen Gowans, "nunca é claro para os militares norte coreanos se as manobras dirigidas pelos EUA se tratam de exercícios defensivos ou preparativos para uma invasão".

 

Um propositado e familiar crime contra a realidade

As absurdas caricaturais "notícias" que se ouvem nos meios de comunicação ocidentais sobre a Coreia do Norte têm como objectivo fazer nos abstrairmos dos crimes norte-americanos passados e actuais contra o povo coreano, assim como recolher apoio para mais um massacre de gente inocente liderado pelos EUA.
 
 
As estórias são desenhadas a pensar na difamação do líder do país e em estabelecer um determinado contexto, ignorando por completo a perspectiva dos norte-coreanos. Este é um procedimento de operação padrão [standard operating procedure] em relação a países como a Síria, a Líbia, a Venezuela, Cuba e, onde quer que os EUA e seus aliados tenham metido na cabeça a ideia de estabelecer o seu controlo (e as suas bases militares). Como escreveu o historiador Bruce Cumings:
 

A demonização da Coreia do Norte transcende as divisões partidárias e assenta num imaginário de ideias subliminares racistas e orientalistas; Ninguém está disposto a aceitar que os norte-coreanos possam ter válidas razões para não aceitar a definição norte-americana de realidade ."

 

É suposto acreditarmos que o líder norte-coreano é paranóico e inexplicavelmente obcecado com a ideia de bombardear a América. Absolutamente eliminado desta estória é o facto de que os norte-coreanos têm uma perspectiva diferente: o direito de dissuasão contra uma nova aniquilação norte-americana do país. O direito à autodefesa. 

 

Em resposta às ameaças de aniquilamento de Trump, Ri Yong Ho, Ministro dos Negócios Estrangeiros da RPDC, afirmou no dia 23 de Setembro [de 2017] que:

 

Os EUA foram o primeiro país a produzir armas nucleares e o único que de facto as utilizou, massacrando centenas de milhares de civis inocentes. Foram os EUA que ameaçaram utilizar armas nucleares contra a RPDC durante a Guerra da Coreia dos anos 50, e foram este quem primeiro introduziu armas nucleares dentro da península coreana durante o pós-guerra.  

… A precisa razão pela qual a RPDC possui armas nucleares chama-se EUA, e aquela teve de reforçar e desenvolver a sua capacidade nuclear para os níveis que actualmente existem de forma a poder lidar com os EUA."

 

Os norte-coreanos na pespectiva de um visitante

Propaganda e história aparte, o que muito raramente vemos em artigos sobre a Coreia do Norte é o lado humano, algumas das caras dos 25 milhões de pessoas que correm o risco de serem mortas ou mutiladas por um ataque liderados pelos EUA.

 

De 24 a 31 de Agosto de 2017, fiz parte de uma delegação de 3 pessoas que de forma independente visitaram a RPDC, com o intuito de ouvir os próprios coreanos falar do seu país e da sua história.

 

À medida que o fomos fazendo, ouvimos também sobre os seus desejos de reunificação com o Sul, sobre os seus esforços passados para alcançar esse objectivo, o seu desejo de paz, e a recusa de voltarem a ser destruídos. Abaixo partilho fotografias e vídeos capturados durante a semana que passei no país, e nos quais me esforcei para mostrar o povo norte-coreano, parte da sua impressionante infra-estrutura, e os desenvolvimentos que os media corporativos certamente nunca mostrarão.

 

Impacto que tem a norte-americana proibição de viagem nas perspectivas não filtradas sobre a Coreia do Norte

A minha visita coincidiu com a iminente proibição de viagem dos EUA à RPDC, que entrou em vigor um dia depois de eu ter deixado o país.

 

Enquanto possuidora de dupla-nacionalidade canadiana e norte-americana, eu ainda posso optar por retornar à RPDC após Setembro de 2017 com o meu passaporte canadiano. No entanto, para os norte-americanos, a proibição significa que apenas em casos muito específicos lhes será possível viajar até à RPDC. Notas explicativas do Departamento de Estado dos EUA: "As pessoas que desejem viajar para a Coreia do Norte com um passaporte dos EUA após este período devem obter uma autorização especial, de acordo com o regulamento 22 C.F.R. 51.64, e tais validações serão concedidas somente em circunstâncias muito limitadas".

 

Embora os EUA façam crer que a proibição de viajem baseia-se em razões de segurança para os seus cidadãos, o mesmo aviso contém esta ameaça:

 

Usar um passaporte norte-americano em violação destas restrições  poderá resultar em penalidades criminais. Mais, o Departamento poderá revocar um passaporte usado em violação destas restrições."

 

Esta linguagem revela que a razão mais provável desta proibição pode ser a de evitar que o público norte-americano obtenha contacto com o lado humano e os aspectos positivos da RPDC. 

 

De facto, num artigo da Forbes de Agosto de 2017 sobre a Coreia do Norte, por entre a previsível retórica ocidental, encontravam-se surpreendentes admissões da realidade:

 

Pyongyang parece muito mais uma cidade normal do que há 25 anos atrás. Na altura não havia carros particulares e poucos eram os carros governamentais. Perguntava-me por que razão se davam ao trabalho de ter semáforos. Hoje em dia há tráfego. Não há muito, pelo padrão norte-americano (ou chinês!). Mas já não há aquela fantasmagórica sensação de avenidas vazias... Os visitantes que vêm durante períodos mais longos e que têm mais guias, frequentemente, têm uma interacção informal mais significativa com os norte-coreanos "reais". Esta é uma das razões pelas quais eu acredito que a proibição de viajar para o Norte é uma ideia absurda e contraproducente ".

 

Para mais fotografias e vídeos sobre a RPDC, por favor consulte o meu albúm no Facebook e a minha playlist no Youtube, e assista à minha conversa com os criadores do documentário satírico entitulado “The Haircut, a North Korean Adventure”.

 

The Mangyongdae Children's Palace in Pyongyang is a sprawling extra-curricular facility offering children lessons in sports, dance and music (Korean and non), foreign languages, science, computers, calligraphy and embroidery, and more. Around 5,000 children daily attend this facility. They may indeed be the most talented children in Pyongyang and surroundings, but encouraging the growth of talent is something done worldwide. Unlike in many Western nations, in the DPRK lessons are free of charge.

O Palácio Infantil de Mangyongdae em Pyongyang é uma extensa infra-estrutura extra-curricular onde são oferecidas às crianças aulas de desporto, dança e música (coreana e não só), línguas estrangeiras, ciência, computação, caligrafia, bordado e muito mais. Diariamente cerca de 5.000 crianças utilizam esta instalação. Pode bem ser as crianças mais talentosas de Pyongyang e arredores, mas incentivo ao desenvolvimento de talentos é algo feito em todo o lado. Ao contrário daquilo que se passa em muitas nações ocidentais, na RPDC as aulas são gratuitas.

 

The Pyongyang International Football School opened in 2013. The complex includes a massive stadium and a school teaching all subjects, with football as a focus for the roughly 200 students. Different classes practised their skills outside, doing warm-up drills to energetic music. When years ago I lived in Korea's south, practicing Tae Kwan Do I warmed-up to similar drills.

A Escola Internacional de Futebol de Pyongyang abriu em 2013. O complexo inclui um gigantesco estádio e uma escola onde se ensina todoo tipo de disciplina, com o futebol como foco central para os aproximadamente 200 alunos. Várias turmas treinam as suas habilidades ao ar livre, fazendo exercícios de aquecimento ao som de música energética. Quando eu há uns anos atrás vivia na Coreia do Sul, costumava fazer os aquecimentos das aulas de Taekwondo recorrendo a exercícios semelhantes. 

 

Students at the Mangyongdae Children's Palace playing the traditional Korean instrument, the kayagun. Listen to their performance here.

Estudantes no Palácio Infantil de Mangyongdae tocando kayagun, o instrumento tradicional coreano. Oiça a performance aqui.

 

In Pyongyang Middle School. Students spoke in English of the universal desire for peace, one girl urging people to struggle for peace. On the issue of North Korea's weapons, one teenage boy said: “We make intercontinental ballistic rockets, not for invading other countries but for our national defense. To protect one's country, the country must have a powerful defense.”

Numa escola secundária de Pyongyang. Os estudantes falaram em inglês sobre o universal desejo de paz, e uma jovem instou pela luta pela paz. Em relação ao temas do armamento norte-coreano, um adolescente afirmou: "Nós produzimos mísseis balísticos intercontinentais não para invadir outros países mas sim para assegurar a defesa da nação. Para se proteger um país, é preciso que se tenha uma poderosa defesa."

 

Em relação às minhas perguntas sobre as sanções norte-americanas, uma jovem respondeu: "As sanções não são justas, o nosso povo não fez nada de errado contra os EUA." Outro rapaz falou sobre o silêncio em torno do uso norte-americano de bombas nucleares sobre civis: "Porque é que pessoas de todo o mundo aplicam sanções contra nós? Porquê só nós? Porque é que não podemos aplicar sanções contra os EUA? É injusto, é completamente errado,"

 

In a hallway in the Middle School, a poster encourages students to alert authorities if they come across unexploded ordnance (UXOs). Our host, Kim Song-Nam, said: “We're still discovering old bombs, for example when we dig to lay foundation for a building.” This article noted the discovery of nearly 400 UXOs near an elementary school playground, that farmers periodically come across UXOs, and that the cleanup period may take longer than 100 years. At the Pyongyang War Museum we learned: “There were 400,000 people in Pyongyang, and they dropped more bombs than that on the city.” 428,000 bombs, according to the museum guide.

Num corredor da Escola Secundária, um cartaz encoraja os estudantes a alertar as autoridades caso encontrem munições não detonadas (UXO's). O nosso anfitrião, Kim Song-Nam, disse-nos: "Ainda continuamos a descobrir bombas antigas, por exemplo, quando cavamos para construir as fundações de um prédio". Este artigo relata a descoberta de quase 400 UXO's perto de um parque infantil do ensino primário, que camponeses periodicamente, encontram UXO's, e que a limpeza de todas estas bombas pode levar mais de 100 anos. No Museu da Guerra de Pyongyang aprendemos que: "Havia em Pyongyang 400.000 pessoas e foram largadas 428.000 bombas, mais bombas que o número de habitantes", de acordo com o guia do museu.

 

Students playing football outside the Middle School. Watch clip here

Estudantes jogando futebol no parque da Escola Secundária.  Veja o vídeo aqui.

 

 Pyongyang's Science and Technology Center, completed in 2015, is an expansive structure heated by geothermal energy, and with drip irrigation-watered live grass on inside walls. Its more than 3,000 computers are solar powered, the library has books in 12 foreign languages, and a long-distance learning program enables people from around the country to study and earn a degree equivalent to that of in-university studies.

O Centro de Ciência e Tecnologia de Pyongyang, concluído em 2015, é uma enorme estrutura aquecida com energia geotérmica e que tem no interior relva natural irrigada por gotejamento. Os seus mais de 3.000 computadores são alimentados a energia solar, a biblioteca possui livros em 12 línguas estrangeiras, e um programa de aprendizagem à distância permite que pessoas de todo o país estudem e obtenham um diploma equivalente ao de estudos realizados numa universidade.


Assista a uma visita ao centro.

 

Student in the aquarium section of Pyongyang's zoo. While the zoo was well-maintained, by far most interesting was watching the human interactions, from schoolchildren to adults. Koreans returned our smiles with deep, genuine smiles.

Um estudante na secção de aquários do jardim zoológico de Pyongyang. Confirmado que o jardim zoológico estava bem mantido, de longe o mais interessante foi observar as interacções humanas, desde as dos alunos até às do adultos. Os coreanos retribuem os nossos sorrisos com profundos e genuínos sorrisos. Assista a um vídeo filmado no jardim zoológico.

 

A group of schoolgirls pause for a portrait photo at Pyongyang's zoo.

Um grupo de estudantes pousam para um retrato no jardim zoológico de Pyongyang. Assista ao vídeo filmado no jardim zoológico.

 

The Okryu Children's Hospital is a six-story, 300-bed facility across from Pyongyang's towering maternity hospital. U.S. sanctions on the DPRK prevent further entry of machines like the pictured CT scan. While defiantly proud of the health care system, Dr. Kim Un-Song spoke of her anger as a mother: “This is inhumane and against human rights. Medicine children need is under sanctions.”

O Hospital Pediátrico de Okryu é um edifício de seis andares com 300, localizado nas mas imediações da maternidade de Pyongyang. As sanções dos EUA contra a RPDC impedem a entrada de equipamento como o necessário à realização de tomografias computorizadas (TAC's). Embora desafiosamente orgulhosa do sistema de saúde nacional, a Dra. Kim Un-Song falou da raiva que sente enquanto mãe: "Isso é desumano e contra os direitos humanos. Medicamentos necessários para as crianças encontram-se sancionados".

 

The Children's Hospital provides classes to inpatient children to continue their studies while in hospital.

O hospital pediátrico providencia aulas para crianças internadas, para que estas possam continuar os seus estudos no hospital.

 

 Dr. So-Yung (60) works in the tele-consultation department of the Children's Hospital. “We have contacts with provincial-level and county-level hospitals, mostly about children's diseases or illnesses. When they have difficulties with diagnoses, they request consultations from this hospital,” he explained. “I cannot suppress my anger about the sanctions imposed by the U.S. and other countries. Yet, generally it doesn't affect our health system. We have a solid health system, we are giving proper treatment to people and are producing our own medicines.”

O Dr. So-Yung (60 anos) trabalha no departamento de tele-consulta do Hospital Pediátrico. "Temos contatos com hospitais provinciais e distritais, principalmente sobre doenças, infantis incluídas. Quando eles têm dificuldades com os diagnósticos, fazem pedidos de consultas a este hospital ", explicou. "Não consigo suprimir a raiva sentida em relação às sanções impostas pelos EUA e outros países. No entanto, no geral, isso não afecta nosso sistema de saúde. Temos um sólido sistema de saúde, estamos dando um tratamento adequado às pessoas e estamos a produzir os nossos próprios medicamentos".

 

While walking up a path to the Pakyong Waterfall, over 100 km south of Pyongyang, I met a group of men and women grilling meat over a fire. At the waterfall, other picnickers ate grilled meat, fish, boiled eggs, kimbap (“Korean sushi”), and kimchi (fermented vegetables), drinking beer and soju (alcoholic drink). Having lived in South Korea, this scene is one I saw countless times along the sea or in the mountains.

Enquanto caminhava num trilho junto à cascata de Pakyong, a mais de 100 km a sul de Pyongyang, encontrei um grupo de homens e mulheres grelhando carne. Junto à cascata, outros mais comiam carne grelhada, peixe, ovos cozidos, kimbap ("sushi coreano") e kimchi (legumes fermentados), enquanto bebiam soju (uma bebida alcoólica). Tendo vivido na Coreia do Sul, esta é uma cena à qual assisti vezes sem conta junto ao mar ou nas montanhas. Assista a este vídeo e a este

 

Beneath a tree near the waterfall, soldiers took turns being photographed with the waterfall as a backdrop. Later, they repeated at the waterfall.

Por detrás de uma árvore junto a uma cascata, soldados revezam-se para tirar fotografias com a cascada como pano de fundo. Mais tarde, fizeram o mesmo na cascata. Veja aqui.

 

Girls played at a puddle of water near the waterfall. Walking past me, one smiled for the camera, the other shy.

Um grupo de homens sentados conversando junto a uma cascata.

 

North Korea has suffered harsh periods of drought and starvation. The long-imposed brutal U.S. sanctions and destruction of the country don't help matters. Yet, traveling over a hundred kilometers south from Pyongyang, we passed endless lush fields of corn and rice.

A Coreia do Norte tem sofrido duros períodos de seca e de fome. As brutais sanções de longa data impostas pelos EUA e a destruição do país não ajudam em nada. Ainda assim, viajando por centenas de quilómetros a sul de Pyongyang, passámos por infinitos e luxuosos campos de milho e arroz.

 

Plots of land surround houses in the Jangchon Cooperative Vegetable Farm. Homes are equipped with solar water heaters, and use methane gas for cooking. Song Myong-Oh moved with her husband from Kangnam county to the farm. Outside their home grew eggplants, peppers, corn, and herbs. Of America's threats against North Korea she said: “Although we don't want war, we are not afraid of the US.”

Lotes de terra rodeiam as casas da Cooperativa Agrícola de Jangchon. As casas estão equipadas com painéis solares para aquecer água e usam gás metano para cozinhar. Song Myong-Oh mudou-se com o marido do condado de Kangnam para aqui. Junto à sua casa crescem beringelas, pimentos, milho e ervas aromáticas. Sobre as ameaças dos EUA contra a Coreia do Norte disse-nos: "Embora não desejemos a guerra, não temos medo dos EUA".

 

 

Inside the child-care center of the Jangchon Cooperative Farm. The cooperative also includes a cultural center for meetings and events, and rows of greenhouses.

Dentro do infantário da Cooperativa Agrícola de Jangchon. A cooperativa inclui um centro cultural para reuniões e eventos, e inúmeras estufas.

 

At the Kaeson Youth Amusement Park inside the city one night, I interacted with people and tried out some of the rides. The park was packed with families and children, including a group of 14-year-olds who had visited multiple times. A schoolteacher from Nampo City said she frequently brings her students to visit. A young man next to me on one of the rides filmed with his mobile. With an entrance fee of 200 North Korean Won (about US $0.22), the lines were long. Photo: A second amusement Park outside of Pyongyang.

No Parque de Diversões Kaeson dentro da cidade, uma noite, interagi com várias pessoas e experimentei alguns dos passeios disponíveis. O parque estava cheio de famílias e crianças, incluindo um grupo de jovens de 14 anos que já haviam visitado várias vezes o parque. Uma professora da cidade de Nampo disse-nos que trás frequentemente os seus alunos a visitar o parque. Um jovem que seguia ao meu lado num dos passeios ia filmando com o seu telemóvel. Com bilhetes de entrada a 200 Won da Coreia do Norte (cerca de 22 cêntimos de dólar), as filas são longas. Foto: Um segundo parque de diversões fora de Pyongyang.

 

Under colonial Japanese rule, Pyongyang Silk Factory laborers worked in unsanitary conditions. When Korea gained independence, conditions were gradually modernized and improved. The present-day factory is clean and well lit, with water coolers throughout. The 1,600 workers work eight-hour shifts, with financial incentives to those who exceed their quotas. A nursery provides childcare, and unmarried women have accommodation on site, with a cafeteria and sports and leisure areas.

Sob ocupação colonial japonesa, os trabalhadores da fábrica de seda de Pyongyang trabalhavam em condições insalubres. Quando a Coreia ganhou independência, as condições foram gradualmente modernizadas e melhoradas. A fábrica actual é limpa e bem iluminada, com água refrigerada em toda parte. Os 1.600 trabalhadores trabalham por turnos de oito horas, com incentivos financeiros para aqueles que excedem as suas cotas. Um infantário oferece assistência à infância, e as mulheres solteiras têm acomodação no local, com uma cafeteria e áreas de desporto e lazer.

 

Fruit stand seen in Pyongyang. Small stands this size also sell snack food, sweets, water, sodas, beer, and ice cream.

Uma frutaria em Pyongyang. Em pequenos stands deste tamanho também se vendem lanches, doces, água, refrigerantes, cerveja e gelados.

 

A revolving bar and restaurant at the top of Yanggakdo Hotel overlooks a modern, rebuilt city. The DPRK receives tourists from around the world -- especially China and Japan, but also South Koreans -- and is continually opening up areas for tourism. The potential for more American tourism was recently stymied with the September 1, 2017 U.S. travel ban.

Um bar e restaurante giratório no topo do Hotel Yanggakdo tem vista para uma cidade moderna e reconstruída. A RPDC recebe turistas de todo o mundo - especialmente da China e do Japão, mas também sul-coreanos - e está continuamente abrindo novas áreas para o turismo. O potencial para mais turismo norte-americano foi recentemente bloqueado com a proibição de viagem criada pelos EUA e em vigor desde 1 de setembro de 2017.

 

At Panmunjom, near the Demilitarized Zone (DMZ), one learns the North Korean side of history, including the over 8,400 ceasefire violations by the United States. One of many notable such violations was the espionage vessel, the USS Pueblo, now on display outside Pyongyang's war museum. North Koreans on several occasions proposed to have peace treaty talks, with “no positive response from the U.S. side.”

Em Panmunjom, junto à zona desmilitarizada, uma pessoa aprende sobre o lado norte-coreano da história, incluindo as mais de 8400 violações de cessar-fogo dos Estados Unidos. Uma das muitas violações notáveis foi a embarcação de espionagem USS Pueblo, agora exposto no exterior do museu de guerra de Pyongyang. Os norte-coreanos propuseram, em várias ocasiões, conversações para um acordo de paz, sempre "sem resposta positiva do lado norte-americano".

 

Isso é algo que o ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter, que visitou a RPDC três vezes, confirmou quando disse que se encontrou com Kim Il-Sung em 1994 "num momento de crise no qual ele [Kim Il-Sung] concordou em colocar todos os seus programas nucleares sob rigorosa supervisão da Agência Internacional de Energia Atómica, alcançar um acordo mútuo com os Estados Unidos sobre um tratado de paz permanente e realizar cimeiras com o presidente da Coreia do Sul ". Carter afirmou que Kim Jong-Il lhe prometera honrar estas promessas.

 

 In a hall near the DMZ, photos depict 2000 and 2007 meetings between North and South discussing reunification, as well as the support of the people in both South and North. Our guide at Panmunjom noted: “On July 7, 1994, the day before he died, President Kim Il-Sung was looking through documents regarding reunification. He devoted his whole life to this.”

Num corredor junto à zona desmilitarizada, um conjunto de fotos retratam as reuniões de 2000 e 2007 entre o Norte e o Sul acerca da reunificação, bem como o apoio popular a sul e a norte. O nosso guia em Panmunjom disse-nos: "A 7 de Julho de 1994, no dia anterior à sua morte, o Presidente Kim Il-Sung examinava documentos sobre a reunificação. Ele dedicou toda a sua vida a isso ".

 

Pyongyang's metro is a three minute escalator ride below ground into a series of marble stations with elaborate chandeliers and beautiful wall paintings. Passengers ranged from well-dressed people, women in nice dresses and high heels, and others in casual blouses and slacks. Mosaics and engravings depict scenes of farming, construction, factories, rebuilding. Riding the metro costs the equivalent of a few cents. The tour group, Uri Tours, writes that half a million people ride the subway daily.

O metro de Pyongyang é um passeio de três minutos em escadas-rolantes debaixo do solo que dá para uma série de estações em mármore com lustres elaborados e belas pinturas de parede. Os passageiros variaram entre pessoas bem vestidas, mulheres em vestidos bonitos e saltos altos, e outras ainda em blusas e calças casuais. Mosaicos e gravuras retratam cenas de agricultura, construção, fábricas ou reconstrução. Andar de metro custa o equivalente a alguns cêntimos. O grupo de turismo, Uri Tours, informa que meio milhão de pessoas viajam diariamente de metro. Veja um vídeo do metro aqui.

 

One of our hosts, Kim-Young, holding the flag of the DPRK. Behind her, the Juche tower, so-named after the dominant philosophy of self-reliance. Our other host, Kim Song-Nam, explained: “The Juche philosophy was created by President Kim Il-Sung. Man decides his own destiny, we rely on our own resources.”

Uma das nossas anfitriãs, Kim-Young, segurando a bandeira da RPDC. Atrás dela vê-se a torre Juche, cujo nome é uma referência à dominante filosofia da auto-suficiência. Um outro anfitrião nosso, Kim Song-Nam, explicou-nos: "A filosofia Juche foi criada pelo presidente Kim Il-Sung. A humanidade decide o seu próprio destino, dependemos dos nossos próprios recursos ".

 

Eva Bartlett, 20.10.2017

traduzido para o português por Luís Garcia

versão original em inglês: Photo-Report: The North Korea Neither Trump Nor Western Media Wants The World To See

 

 
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A marcha da estupidez feminazi - parte 2/2, por Luís Garcia

25.01.18 | Pensamentos Nómadas
 

 

A marcha da estupidez feminazi, por Luís Garcia.j

 

Luís Garcia SOCIEDADE POLITICA

 

Relembremos o cartaz, antes de prosseguir:

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Bodily Autonomy

Não vem na constituição norte-americana (nem em nenhuma outra que eu tenha conhecimento) mas esta seita fundamentalista feminazi, pelos vistos, vê com muitos maus olhos o contacto físico entre seres humanos, independentemente de ser consentido ou não, e de ser casual ou propositado. Não é dito, textualmente, que o contacto consentido seja "interdito" mas, quando se fala de "unwanted" sem propor que se pergunte (porque perguntar também pode causar traumas), na dúvida, a ovelhada participante não perguntará coisa nenhuma e, consequentemente, ninguém tocará em ninguém. Que lindo. Ah, e mais, nada de engates também porque, hoje em dia, segundo esta menina feminazi, os homens NÃO TEM o direito de bater o coro a ninguém, visto que, segundo ela, engate realizado por um homem a uma mulher é, por definição, agressão sexual e, de qualquer maneira, os homens são todos uns violadores. No caso contrário já não, diz ela, numa escandalosa demonstração da sua postura feminazi. 

 

Quanto às distâncias, enfim, há que permanecer a pelo menos 3 a 5 pés dos restantes manifestantes. Epá, boa sorte com as medições! As lojas de chineses é que vão facturar em fitas métricas! E com ou sem fitas métricas made in China, quero ver a fluidez dessa marcha quando passar por uma rua estreita ou por um obstáculo. 

 

E que emoção zombiana esta de participar numa manifestação onde, além de não se poder meter braços aos ombros uns dos outros enquanto se entoam cânticos, ui, também não se vai poder meter braços aos ombros uns dos outros enquanto se entoam sussurros. Chegou-se ao cúmulo da infantilização e da robotização da espécie humana! Parabéns! Deu-se cabo da descomplexada e natural interacção entre seres humanos. Nos anos 60 e 70, hippies manifestavam-se nus, exaltando a liberdade total. Hoje é preciso uma fita métrica para garantir uma distância de segurança em relação aos trajes alheios! Parabéns!

 

E não, por mais que o repitam em voz alta ou o escrevam 100 vezes num Bartiano quadro de escola, tocar propositadamente em alguém não é necessariamente assédio sexual! E, seguramente, não é "agressão sexual"! E estou a falar de contacto físico propositado porque, de contacto "involuntário", só tenho a dizer uma coisa: méééééé!

 

Já estou a ver um gajo tropeçar numa pedra da calçada e acabar batendo involuntariamente com o seu ombro no ombro de uma gaja. 30 segundos depois dá por si envolto de uma maré de polícias trogloditas de 2 metros de altura e sobre-musculados espancado-o e fritando-o com umas tasers até mais não! Ahhhh, viva à liberdade pós-modernista!

 

Neutral Colors

Dizem-nos estas aves raras que "glorificar a cor rosa reforça os patriarcais papéis de cada género" e exigem "neutralidade de cores". Ora não. A cor rosa para meninas e a cor azul para meninos foi uma invenção capitalista-consumista que se estabeleceu definitivamente nos anos 80 em associação à publicidade/promoção diferenciada de brinquedos para meninos (azul) e para meninas (rosa), numa altura em que se estabelecia a convenção de que os videojogos seriam um brinquedo para meninos (a ser publicitado com cores azuis). Querem culpar alguém, culpem a indústria de brinquedos e essa criminosa ferramenta legal do capitalismo selvagem chamada publicidade.

 

E lembrem-se que mulheres também trabalham em departamentos de marketing e de design, e também como peritas em psicologia pagas a peso de ouro por corporações que precisam de prever o comportamento da espécie humana de forma a melhor conseguir vender-lhes produtos que não precisam ou que nem sequer desejam. Sut Jhally já disse tudo o que há a dizer sobre este tema! O denominador comum aqui é a busca de guito, e não um qualquer fantasma patriarcal! O denominador comum é a ambição de riqueza e poder, quer de homens quer de mulheres, que não estão nem aí para baboseiras patriarcais! 

 

Portanto, e voltando ao tópico da neutralidade de cores, pois claro que nós (seres humanos, e não apenas mulheres) não somos definidos por estereotipadas escolhas de cor. Pois claro que não! Quem o faz, fá-lo no intuito de vender mais, como já afirmei acima.

 

Prova disso é que, quando era criança, a minha mãe vestiam-me de todas as cores possíveis e imagináveis, tenho fotos minhas com 8 ou 10 anos nas quais apareço, por exemplo, com umas calças amarelas, uma camisola vermelha, e um boné verde! Não estou a brincar! E que se tira deste exemplo privado e concreto? Que há quase 30 anos atrás num Portugal mais conservador e à partida mais misógino e patriarcal, cores não definiam necessariamente sexos. Cores tomaram esse papel quando o consumo parvo disparou. O problema não está portanto em reptilianas e impalpáveis conspirações patriarcais, mas sim numa bem identificada e documentada doença de consumismo desenfreado.

 

Mas não é só o tóxico consumismo parvo e aparvalhante que impõe classificações de géneros por cor. Ah não! Outro exemplo perfeito são ESTAS MESMAS feminazis que, logo no primeiro tópico do cartaz (No "pussy"-hats), impõem as suas preferências sobre determinadas cores que supostamente representam bem ou mal sexos e/ou raças! Temos pena!

 

Dizem-nos ainda que uma pessoa deve ter o direito de "escolher aquilo que nos apetecer", para na frase seguinte avisarem que devemos "antes vestir cores neutras ou tons de terra". Ora bolas, então e não posso usar azul, rosa ou lilás se, aí está, quiser "escolher aquilo que" me "apetecer"!?! No que é que ficamos?

 

E já agora, o que me dizem daquele suposto novo "género" que, basicamente, inclui pessoas nascidas com o sexo masculino e que se vestem de rosa? E aquele outro "género" que descobri há dias, o "género" das pessoas nascidas com o sexo feminino e que só pintam os lábios de rosa ou lilás? Não estou a gozar, estas merdas existem e já são reconhecidas legalmente pelo menos no Canadá! E então, em que ficamos? Mas ainda há dúvidas sobre o cariz consumista parvo da ideologia destas feminazis e de outros generonazis?

 

Micro-Agressions

Hehehe, vejo-me obrigado a repetir-me sobre o que havia dito na primeira parte em relação aos "espaços seguros" e aos sussurros. Protestar sussurrando, sem levantar punhos no ar e sem expressar ideias politizadas só faz sentido para quem não esteja a lutar por coisíssima nenhuma, o que é o caso. Se querem "manifestar-se" assim, arranjem uma desculpa lógica: "ah, e tal, nós protestamos sussurrando ideias não politizadas de mãos nos bolsos porque temos paralisia mental profunda e QI's equivalentes a lagostas suadas servidas em pratos decorados com folhas de alfaces intelectualmente mais capazes que estas incapazes que somos!" Quem não defende nada a sério, não pode sentir "ganas" nem sangue quente, nem fervor Che Guevariano de quem defende de corpo e alma uma causa justa. E não baseia a sua não-luta em argumentação política bem formada! E não levanta punhos no ar em sinal de insubmissão contra uma suposta opressão (que não existe)!

 

"Política" é uma palavra que já deu muitas voltas mas que, ainda assim, para quem quiser perceber as palavras que usa nos seus diários discursos, é um termo que transmite um conceito muito simples: a preocupação dos indivíduos sobre os assuntos da polis (da cidade) ou, no caso moderno, sobre os assuntos do país. Todos o cidadão é político por definição, e tem posições (positivas, negativas ou neutrais) políticas sobre acontecimentos políticos e actores políticos que dizem respeito à sua "polis" (ao seu país).

 

Diria mais, citando o poeta russo Yevgeny Yevtushenko: "quando a verdade é substituída pelo silêncio, o silêncio é uma mentira". Portanto, o silêncio político não é nem nunca foi uma solução para nada. Pelo contrário, silenciar verdades políticas ou politizadas é, na melhor das hipóteses, querer tapar o sol com uma peneira e, no pior dos casos, uma medida premeditada de impor um orwelliano silêncio, isto é, de impor a censura sistemática e o consenso forçado. Aí está o totalitário feminazismo do qual sou crítico. 

 

E mais, citando o político palestiniano George Habash, apesar do que o que ele afirmou se encaixar noutra temática, "no mundo de hoje ninguém é inocente, ninguém é neutro. Um pessoa ou está do lado dos oprimidos ou está do lado dos opressores. Aquele que não se interessa por política dá a sua bênção à ordem prevalecente, aquela das classes dominantes e das forças exploradoras". Ora aí está, não ter opiniões políticas equivale a apoiar, por defeito, a ordem político-económica prevalecente. E essa ordem é bem conhecida, a ordem do capitalismo selvagem que incentiva o consumo parvo e desmesurado, destruindo a um ritmo impressionantemente acelerado este planeta como se não houvesse amanhã ou como se tivéssemos ali ao lado um pack de planetas Terra suplentes.

 

Contra a assumpção de que símbolos ou discursos políticos podem ser considerados "micro-agressões", tenho 2 coisas a dizer. Primeiro, "micro-agressões" não existem. Ou se agride alguém ou não se agride, irra! Segundo, quem utiliza esta patética linguagem é e só pode ser um puto mimado com o cérebro ruído de pós-modernos e absurdos quasi-conceitos a la millennials. 

 

E não, símbolos ou discursos políticos não podem ser "problemáticos" para esta ou para qualquer outra marcha. Problemático é haver marchas cujos organizadores e cuja temática não sejam politizadas, ou melhor, que maquievelicamente defendem a falsa assumpção de que a sua marcha não é politizada. O exemplo perfeito deste tipo de desonestidade intelectual é nos dado pela propagandista, incoerente e pró-terrorista Marcha Civil para Aleppo. Mas isso é outra estória...

 

Vagina-glorification

Esta é das mais pós-modernistas que podem haver. "As mulheres não são definidas pelos seus órgãos genitais". Hehehehe, pronto, está o caldo entornado. Epá, se me dissessem que não são SÓ definidas por isso, ainda dava para ter uma discussão racional com argumentos baseados em factos concretos. Porque sim, não são SÓ definidas pelas vaginas, existem outras coisas também, como a personalidade, as mamas ou a falta de barba (excepto para as velhas da minha aldeia)! 

 

Ou se, no sentido contrário, me dissessem que, nem todos os seres humanos com vaginas são NECESSARIAMENTE mulheres, epá, aí também dava para ter uma conversa racional sobre, por exemplo, transexuais ou hermafroditas.

 

Agora assim, dito desta forma propositadamente vaga, e ainda mais vinda de uma banda de fundamentalistas que afirmam palavra por palavra, letra por letra, que "os géneros masculino e feminino não existem" ou, pior, que "os géneros são uma construção social", hehehehe, não, não dá para os levar a sério!

 

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Depois afirmam que as transmulheres (transhomens que se fodam ou, também, como diferenciar qualitativamente os problemas de uns e de outros, hein?) são "o grupo de maior risco" e que algumas delas têm pénis! Irra, tanta imbecilidade. Maior risco, a sério? Essas e apenas essas, a sério? Podem me passar estudos que comprovem tal afirmação? E a sério, não podemos falar de vaginas para não ferir susceptibilidades de transmulheres com pénis? E se for para, precisamente, botar abaixo homens com pénis, aí já vale falar de vaginas, divagar sobre vaginas, vitimar vaginas, alucinar sobre vaginas e, inclusive, vestir-se de vaginas como fizeram estas mesmas zombies na edição do ano passado desta mesmíssima marcha? A sério?

 

E pronto, transmulheres com pilas, como são umas coitadinhas, ou melhor, porque as organizadoras desta peixeirada acham e querem que os outros achem também que transmulheres com pilas são umas coitadinhas, vai se ter de  deixar (ou obrigar contrariadas, vai uma aposta?) as transmulheres com pilas "caminhar na frente da marcha" e "discursar primeiro". Para quê? Para que os restantes possam "demonstrar o apoio" que lhes dão (ou não).

 

Não, uí, jazuz, que solução genial! Tens um problema grave? Marcha à frente e fala primeiro. Caso Resolvido. Next.

 

Mas esta gente não percebe que estas medidas decididas de forma caprichosa e sem qualquer justificação clínica ou social não têm utilidade absolutamente nenhuma? Não percebem que "simbolismo" é o que diz a própria palavra simbolismo, ou seja, que não se adianta nem se recua nada com um símbolo do que quer que seja?

 

E pior, esta gente não se apercebe do ritmo alucinante no qual o seu discurso se está a aproximar cada vez mais dos discursos de outras pessoas que punham igualmente os seus caprichos ilógicos à frente dos interesses lógicos do resto das suas comunidades como, por exemplo, Pinochet, Suharto, Estaline, Hitler ou Barack Obama?

 

Pay-gap

A malta que organiza esta peixeirada convida os participantes a faltar ao trabalho sem contudo deixarem de receber o salário desse dia. Já lá iremos à profunda incoerência do que é dito. Primeiro queria fazer uma pergunta óbvia. Se, em primeiro lugar, e como é dito, o salário de quem faltar ao trabalho deve ser recebido de forma a não alimentar o "pay-gap" supostamente existente e, em segundo lugar, dito também no início do cartaz, homens são convidados a participar desta marcha, conclui-se que o que esta malta de facto diz é: as mulheres podem faltar ao trabalho sem perder o salário desse dia, e os gajos que se fodam.

 

Agora a patética e infinita incoerência sugerida por estas zombies. Como assim, querem que mulheres participem na marcha, faltando ao trabalho, sem no entanto deixarem de receber o salário do dia que faltaram!?! Como assim, ou não vão à marcha para não perderem o dinheiro desse dia laboral ou, faltam, de forma injustificada (por enquanto injustificável, querem apostar), e perdem dinheiro por terem optado pela presença na marcha! As duas coisas não, pois não irão ter justificativos válidos (de acidente de trabalho, de casamento, de prova num estabelecimento de ensino, etc) que, por lei, lhes permitiria receber o salário do dia que efectivamente terão faltado! Isto se estivermos a falar de faltas justificadas remuneradas! Irra, isto é o bê-á-bá da vida em sociedade!

 

Impossibilidades técnicas à parte, certo é que existe toda uma mitologia urbana sobre uma suposta diferença salarial (pay-gap) entre homens e mulheres. Qualquer pessoa que já tenha trabalhado numa empresa qualquer, deve por certo ter notado que os seus colegas do sexo oposto recebem exactamente o mesmo salário, quer estejamos a falar de uma loja de roupa, de um banco ou de uma empresa de produção de tomates. Eu digo que essa mitologia é facilmente desmontável, e não vou me esticar muito porque, por exemplo, Jordan Peterson, na entrevista concedida à inglesa Channel 4, já disse quase tudo o que há a dizer de forma a desmontar este mito urbano.

 

Ainda assim, só para picar, pergunto aos cépticos e também às feminazis: quanto ganha por mês um jogador de futebol de topo de um dos 3 grandes portugueses? O quê? Uns 200.000 euros por mês? É capaz. Já pensaram que este salário corresponde, mais ou menos, a 400 salários mínimos portugueses? Ou seja, se compararmos a totalidade dos salários de mulheres com a totalidade de salários de homens, divididos pela quantidade de pessoas de cada sexo no activo, o salário per capita dos homens poderá ser maior devido à inclusão de ordenados de futebol (de meia-dúzia de seres humanos) que alteram de forma substancial o valor per capita masculino sem que, com isso, se possa dizer que efectivamente o salário médio masculino seja superior ao salário médio feminino (aliás, o contrário pode ser verdade, se retirarmos excepcionais profissões como jogador de futebol ou CEO)? E não, não me venham dizer que a culpa é da malta que não paga mais a jogadoras de futebol. Numa sociedade livre só joga futebol quem quer; só vê futebol quem quer; só se pagam salários de luxo economicamente viáveis; e que, portanto, são as lei do mercado futebolístico capitalista que determinam salários de luxo para jogadores de futebol e não a suposta maldade de uma sociedade machista e patriarcal? Aliás, basta olhar para alguns outros desportos, como o ténis e o atletismo, para se poder constatar que, precisamente porque há mercado, mulheres recebem também salários de luxo!

 

Quem diz, jogadores diz directores executivos de empresas (CEO's), certo? Certo. A influência de salários de homens CEO's de empresas como a PT ou a Galp sobre a média salarial masculina em Portugal é sem dúvida significativa e deturpa os valores verdadeiramente médios e necessários para se poder averiguar a existência ou não da tal "diferença salarial" ou "pay-gap". O professor Jordan Peterson na mesma entrevista acima partilhada explica e bem por que razão (que nada tem a ver com ostracização de mulheres) existem mais homens que mulheres em cargos de chefia de grandes empresas. É o trabalho dele investigar e perceber estes temas e é precisamente isso que ele tem vindo a fazer desde há décadas. Portanto não vou analisar este "porquê". Faça o leitor o trabalho de casa.

 

E depois de fazer o trabalho de casa, compare-o com esta tabela onde são indica-os os trabalhos nos quais homens e mulheres têm predominância, assim como o valor numérico dessa predominância:

 

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(dados da OCDE, e que incluem dados sobre Portugal)

 

Se o caro leitor acredita mesmo na existência sistémica de um pay-gap prejudicial às mulheres, convido-o a responder-me (na forma de comentário na caixa abaixo) a estas questões: Em que raio de sociedade patriarcal e machista as mulheres conseguem, por exemplo, serem 15 vezes mais numerosas que os homens na área da educação e 10 vezes mais numerosas que os homens na área de enfermagem? E, no sentido contrário, que raio de sociedade patriarcal e machista é essa na qual os homens ocupam a quase totalidade dos postos de trabalho em áreas de merda? Porque é que existe apenas uma mineira para cada 80 mineiros? Porque é que existe apenas uma pedreira para 65 pedreiro? E por aí fora...

 

Luís Garcia, 25.01.2018, Ribamar, Portugal

 

Leia a primeira parte aqui: A marcha da estupidez feminazi - parte 1/2

 

 
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A maior cerimónia de entrega de prémios de cinema do mundo? Cof…cof…, por Ricardo Lopes

25.01.18 | Pensamentos Nómadas
 

 

A maior cerimónia de entrega de prémios de cinem

 

RICARDO MINI copy       

 

Este é um artigo dedicado aos anjolas que não aceitam que se discuta a seguinte afirmação: “Os Oscars são a maior cerimónia de entrega de prémios de cinema do mundo”. Não, com esta gente não se pode discutir tal. É que, com isto, nem sequer se está a negar que os Oscars são a cerimónia de entrega de prémios de cinema mais antiga do mundo. Não, não se está a colocar isto em causa. Também não se está a colocar em causa que é a cerimónia de entrega de prémios de cinema mais conhecido do mundo. Mas claro que a conversa nunca chega sequer a este ponto, porque é impossível para esta gente conceber a possibilidade (que seria apontada por quem, como eu, faz esta crítica, caso se chegasse a esse ponto na discussão) de que o que se está a criticar é o facto de a frase parafraseada muito facilmente transmite a ideia de que Os Oscars são a cerimónia de entrega de prémios de cinema que distingue os melhores filmes do mundo. Não, não são, e é precisamente este ponto que eu coloco em causa.

 

E, nem espero que este artigo seja longo, uma vez que com duas ou três tabelas e gráficos provo o meu ponto sem qualquer possibilidade de que seja rebatido por mera retórica.

 

Então, e como nem sequer é do meu interesse alongar-me neste artigo reportando-me à artificialidade que existe na escolha dos filmes nomeados (que poderia fazer sem problema), nem a quaisquer outros aspetos, como o facto de ser colocada uma muito forte ênfase em categorias meramente técnicas e a esmagadora maioria dos filmes que arrecadam as estatuetas mais cobiçadas e de maior destaque se distribuírem por uma muito limitada variedade de géneros, vou passar diretamente ao que interessa.

 

Criei, eu próprio uma tabela com o número de Oscars de Melhor Filme distribuídos por país. Atenção, advirto para o facto de eu ter aberto a página da Wikipedia de cada filme vencedor individualmente para confirmar (mesmo conhecendo praticamente todos) a nacionalidade.

 

A tabela que obtive foi a seguinte:

 

Oscar de Melhor Filme

EUA

74

Reino Unido

7

EUA/RU

4

RU/India

1

RU/China/Itália

1

EUA/Alemanha

1

França

1

Total

89

 

Logo aqui se repara em coisas muito engraçadas, e que me permitem expandir a minha argumentação.

 

Hum, então os EUA por si próprios, sem a ajuda de ninguém arrecadam 74 de 89 Oscars de Melhor Filme, numa cerimónia realizada…nos EUA! Boa!

 

Mas, claro que alguém pode sempre vir dizer, “Ah, mas isso não prova que os melhores filmes do mundo em 74 anos de cinema não tenham sido americanos!”. Pois não, mas isso eu vou precisar de mais uns pontinhos para desconstruir.

 

E, logo por esta tabela, se começa a reparar em contradições escandalosas. Então, se existe uma categoria para Melhor Filme Estrangeiro (ou Melhor Filme de Língua Estrangeira, antes que venham aí as carpideiras da língua meter-se com preciosismos merdosos), por que raio é que atribuíram um Oscar a um filme francês?

 

“Ai, mas então agora estás a virar o bico ao prego, e a dizer que só deviam ter premiado filmes americanos e britânicos?”. Não, meu menir ambulante! Estou a referir-me à incoerência, porque então para que é que têm uma categoria de Melhor Filme de Língua Estrangeira, e dão o Oscar de Melhor Filme a um…FILME DE LÍNGUA ESTRANGEIRA?! Ah, espera, por esta altura deve vir aí um iluminado do caraças dizer que o filme era mudo, e, portanto, não tinha língua. E eu respondo: vai-te cagar!

 

Mas, isto não fica por aqui. Então, se o problema do pessoal dos Oscars é a língua, onde é que estão os Oscars para filmes que, mesmo sendo de outros países, foram realizados em língua inglesa? Onde está a Austrália? Onde está a Nova Zelândia? Onde está a África do Sul? Hum? Não estão. Aliás, até mesmo o Reino Unido, desgraçadito, por si próprio só ganhou 7 Oscars de Melhor Filme. Outros 4 ganhou com a ajuda dos grandes benfeitores americanos. E, para além disso, ajudou a Índia, a China e a Itália a dividirem um Oscar de Melhor Filme.

 

“Ah, e então porque é que não pode acontecer que os EUA e o Reino Unido tenham ganho virtualmente todos os Oscars, se, afinal de contas, o Oscar de Melhor Filme é apenas para países de língua inglesa?”.

 

Mais uma vez, então porque é que a França ganhou um? Outra, mas a essa já lá vamos, não há hipótese de uma cerimónia que seja verdadeiramente cosmopolita e eclética tivesse uma distribuição deste tipo, tão tendenciosa, e quando comparar esta banhada com Cannes já vão ver, que pelos vistos só mesmo com bonecada é que lá chegam.

 

E, claro, e antes de seguir para o gráfico, e depois para Cannes, deixo apenas mais um argumento. Porque é que numa mesma cerimónia, que é apresentada como a melhor do mundo para este tipo de prémios, há um Oscar para Melhor Filme de Língua Estrangeira (ou Melhor Filme Estrangeiro), e um Oscar para Melhor Filme? Porque não um Oscar para Melhor Filme de Língua Inglesa, ou um Oscar para Melhor Filme Americano ou Britânico? Porque é que não é esse o nome? Não é, porque o Oscar de Melhor Filme é apresentado como sendo o prémio mais importante do mundo de cinema. Ponto. E, quem é que ganha sempre este prémio? Mais de 80% do tempo, americanos, menos de 10% do tempo britânicos, e 1% do tempo um país que não de língua inglesa sozinho. Boa! Portanto, onde é que está a dificuldade em perceber o argumento de que atribuem um prémio a um filme de língua estrangeira (que, já agora, apenas passou a existir em 1947, 19 anos depois de os Oscars terem começado, e acho que qualquer pessoa percebe porquê – dica: politicamente correto e circunstâncias política), e diferenciam esse prémio do melhor prémio de todos que é sempre atribuído a um filme americano ou britânico.

 

“Ai, mas não é sempre, como tu próprio demonstras aqui.”

 

Cale-se, seu labrego com capacidade lógica de um grão de arroz! É virtualmente sempre, ou é preciso utilizar a mesma linguagem que se usa com putos de 3 anos ou autistas de baixa capacidade intelectual?

 

Por isso, meus caros, não sou eu a querer ser politicamente correto, e também não sou eu a dizer que esta borrada é feita de forma consciente por quem cria e decide os prémios. Não! Sou eu a denunciar esta palhaçada, esta incoerência tremenda!

 

Mas, enfim, e como isto já vai com texto a mais para uma mente que não consegue processar argumentos tão simples, aqui fica o respetivo gráfico:

 

grafico1.jpg

  

Mais uma vez, sigam cada um dos meus argumentos com este gráfico à frente, e digam-me depois onde é que falta validade a algum deles.

 

Mas, agora, vamos passar ao Festival de Cannes que, apesar de ter começado 11 anos depois dos Oscars, e ter sido interrompido entre os anos de 1940 e 1945 (não sei, talvez porque os europeus andavam a ser dizimados por uma guerra mundial, que nunca chegou a território oficialmente americano, exceto no muito pequeno ataque que aconteceu em Pearl Harbor, e tinham mais que fazer do que andar preocupados com dar prémios a filmes), já atribuiu prémios máximos quase no mesmo número que os Oscars (86 para 89 dos Oscars). Mas, para o caso, nem é isso que interessa particularmente, exceto pelo facto de, por serem números tão próximos, se poder estabelecer uma comparação estatística sem problemas.

 

Portanto, temos, como o que é culturalmente aceite, os Oscars como a “maior cerimónia de entrega de prémios de cinema do mundo”. E já vimos a distribuição de nacionalidade dos filmes para o Oscar de Melhor Filme. Ah, já agora, não fiz o mesmo tratamento estatístico para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (ou Filme de Língua Estrangeira) porque não me pareceu relevante depois de ter desconstruído argumentativamente a palhaçada que é a dicotomia entre os dois prémios dos Oscars.

 

E, depois, temos a distribuição da Palme D’Or (ou do Grande Prix du Festival International du Film, como foi designado algumas vezes), que é esta:

 

Palma de Ouro

Grand Prix du Festival International du Film

 

EUA

18

URSS

2

Checoslováquia

1

Suíça

1

Suécia

3

México

2

Itália

12

Índia

1

Reino Unido

10

França

10

Dinamarca

4

Japão

4

Brasil

1

Argélia

1

Alemanha Ocidental

2

Polónia

1

Grécia

2

Turquia

2

Jugoslávia

1

China

1

Nova Zelândia

1

Sérvia e Montenegro

1

Irão

1

Bélgica

2

França/Polónia

1

Roménia

1

Áustria

2

Tailândia

1

França/Tunísia

1

Total

90

 

E que resulta no seguinte gráfico:

 

grafico2.jpg

 

Meus caros, após ter apresentado os argumentos baseados em dados estatísticos (não opiniões, mas ciência), é mesmo necessário extar a explicar no que me baseio para dizer que um festival como o de Cannes é bem mais cosmopolita, bem mais eclético, e que merecia muito mais do que os Oscars ser considerado “a maior cerimónia de entrega de prémios de cinema do mundo”? É que para isto nem preciso de considerar o facto de este festival durar mais de uma semana, e incluir a projeção de filmes dos quatro cantos do planeta, de todos os continentes e nomear filmes de uma enorme variedade de nacionalidades para TODAS AS CATEGORIAS.

 

Uma última estatística, relativa à Palme D’Or honorária:

 

Palma de Ouro Honorária

EUA

3

Portugal

1

Itália

1

França

2

 

Agora, comparem as tabelas e os gráficos. Vá, façam isso! Façam isso, e depois voltem com a cara de pau ligada ao máximo para me dizer que eu estou errado! Aliás, até o podem fazer, mas terão de ter estes dados em consideração e utilizá-los nos vossos argumentos. Boa sorte!

 

Ricardo Lopes

 

A ver sobre o tema: 

 

(veja aqui as fontes deste video) 

 

 
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A marcha da estupidez feminazi - parte 1/2, por Luís Garcia

24.01.18 | Pensamentos Nómadas
 

 

A marcha da estupidez feminazi, por Luís Garcia.j

 

Luís Garcia SOCIEDADE POLITICA

A Origem da Marcha 

Comecemos pela origem, a origem desta "marcha pelas mulheres". De onde vem? Da falta de direitos para mulheres nos EUA? Epá, não, de certeza que não, a não ser que no tempo de Obama, Bush ou Clinton tudo fosse um mar de rosas por aquelas paragens! Aliás uma mar de castanhas, para não ferir susceptibilidades destas marchantes!

 

Portanto, se o problema destas mulheres não é a falta de direitos das mulheres, e porque o que não faltou no ano passou foram cânticos anti-Trump e cartazes com mensagens anti-Trump, o problema destas mulheres (e companhia) só pode ser Trump. O nome da marcha deveria ser, por esta ordem de razões, marcha anti-Trump", não?

 

Mas qual Trump? O Trump que entrega armas a falsos "rebeldes" terroristas sírios que atiram homossexuais do cimo de prédios? Trump que envia milhares de tropas para, de forma absolutamente ilegal e criminosa, ocupar militarmente o norte da Síria? O Trump que mandou, de forma criminosa e ilegal, despejar 60 Tomawaks sobre a base militar síria de Shayrat no dia 6 de Abril de 2017, agressão da qual resultou a morte de 12 civis, 3 deles crianças? O Trump que afirma que irá "destruir totalmente" a Coreia do Norte porque sim? O Trump que ameaça atacar a Venezuela e que sancionou economicamente a Venezuela por o governo desse país ter convocado 2 das coisas mais democráticas do mundo: uma eleição e um referendo? O Trump que insiste em não desmantelar as 11 bases militares ilegais nem retirar os milhares de tropas gringas nelas estacionadas, em solo sírio, enquanto al-Assad, presidente democraticamente eleito desse estado sofrido e soberano, não renunciar ao seu cargo? O Trump que assinou um aumento do orçamento militar dos EUA superior ao total do orçamento militar russo? O Trump que se pôs a escolher, de forma ilegal e imbecil, a capital de um terceiro estado, e logo um criminoso e ilegal estado como é o caso de Israel? O Trump que rasga acordos como o que tinha com o Irão e que punha supostamente fim a uma tensão militar potenciamente danosa para a espécie humana? Não, não e não. 

 

O Trump do qual se queixam é o Trump que afirmou 11 anos antes de ser eleito, numa conversa privada, o seu desejo de "grab de pussy"... puta que pariu! E no entanto, feministas super-estrelas norte-americanas como aquela atrasadinha da Ellen, podem dizer o mesmo em total impunidade! Enfim. Mééééé!

 

O cartaz

Antes de desmontar essa obra-prima de progressimo pós-moderno zombie, convém mostrá-la primeiro:

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Vamos lá então. Pelos vistos, hoje em dia, para participar num protesto qualquer nas ruas dos EUA, não é necessário conhecer ou respeitar as regras e leis aprovadas democraticamente e que prevêem aquilo que se pode ou não fazer legalmente nas ruas dos EUA. Não.

 

Título

Hoje em dia, uma meia-dúzia de putos mimados (ou putas mimadas, para não me acusarem de sexismo) inspirados por um profundo narcisismo misturado com tiques de um ditador irracional com pavor aos montes infinitos de conhecimento cientifico até hoje acumulado, basta para criar regras de conduta ad hoc, assim na boa, como quem enrola um cigarro (ou uma cigarra, para não me acusarem de sexismo) ou coça os tomates (ou a cona, para não me acusarem de sexismo).

 

E pronto, dá nisto, um "guia de sensibilidade" para a marcha anti-trump, AKA "marcha das mulheres".

 

Introdução

Que engraçado, num mundo onde quase toda a gente é vítima, de forma directa ou indirecta, de algum crime, ilegalidade ou atrocidade cometido pelo arrogante Império Gringo, organiza-se uma marcha preocupada apenas com as mulheres (metade da população), e convida-se a restante espécie humana (homens, transexuais e companhia) a participar desde que, pois claro, se respeite essa quimera pós-modernista chamada "safe space". Amén! De forma a mais ou menos garantir que se respeite o seu quimérico "safe space", os putos mimados e as putas mimadas e as(os) transputas(os) midadas(os) que organizam esta peixeirada sem sentido propõem um conjunto de regras de conduta. Amén!

 

No pussy "hats"

Nada de "bonés" conas, é-nos dito. Não digo cona no sentido de parvoíce ou idiotice, apesar de ser uma adjectivação muito apropriada para definir o conceito em questão. Não, digo-o de forma literal, cona, rata, passarinha, vagina, o sentido utilizado pelos pós-modernistas criadores da expressão a vermelho. 

 

É-nos dito que bonés em forma de vagina de cor rosa ofendem e excluem as "pessoas de cor" cujas partes genitais, pelos vistos, não apresentam tal coloração. Epá, não digo que não. Eu, ao contrário daquilo que costumam fazer estes progressistas pós-modernistas, quando o tema são realidades físicas objectivamente quantificáveis e qualificáveis de forma precisa, não costumo me meter em patéticas divagações. Portanto, tudo bem. Para não ofender mulheres com vaginas castanhas, verdes ou azúis, nada de bonés-vagina cor-de-rosa. Tudo bem.

 

Mas, já agora, de onde vem este "problema" enunciado pelos progressistas organizadores desta marcha? Mmmm, simples, da parvalheira destes mesmíssimos progressistas que, aquando da organização da marcha anti-trump (AKA marcha das mulheres) do ano passado, se lembraram de, precisamente, apelar ao uso de bonés-vagina e de fatos-vagina. É no que dá, como dizia acima, se porem a criar regras ad hoc sem pés nem cabeça.

 

E assim, se no ano passado, como se pode ver na capa deste artigo, a ovelhada progressista participou da marcha com bonés-vaginas demonstrando a sua ovelhice ideológica e a sua ovelhice consumista parva. Desta vez não, não podem, afirmam os pastores. Que tiro nos pés, jazuz!

 

Para evitar males maiores, decidiram se antecipar informando que autorizam igualmente o uso de bonés-pénis pois, imagine-se, existem mulheres com pénis e existem transexuais com pénis! É capaz, uma num milhão (exagero), é a vida. E os homens, os homens que num milhão apenas 1 não tem pénis, esses não são levados em consideração? Então não diziam, na introdução, que homens também eram convidados a participar? Das duas uma, ou confirmam a sua mentalidade feminazi defensora da superioridade feminina (ui que exemplo aqui) sobre os homens ou, então, são pós-modernistas que, como tal, não podem, não sabem nem querem dizer coisa com coisa.

 

Eu não sei se é boa ideia, mas enfim, é dito ainda que se pode utilizar bonés castanhos em homenagem às "pessoas de cor". Dizer "pessoas de cor", para começar, e utilizando a terminologia destes progressistas, é "exclusivo" e não "inclusivo". Depois, existem pessoas caucasianas e asiáticas com genitais não-cor-de-rosa. E existem pessoas com cores de genitais que não encaixam nem na categoria "cor-de-rosa" nem na categoria "castanho". Vejam bem o pesadelo burocrático-totalitário no qual esta malta se irá meter, sem necessidade nenhuma, quando organizar as marchas vindouras e respectivas orwellianas regulamentações sobre cores e bonés!

 

Por exemplo, será que para o ano, por respeito e solidariedade para com as pessoas hermafroditas, irão decretar o uso de bonés-vagina+pila?

 

Safe Spaces

Vamos aos "espaços seguros". Esta malta apela a que não se grite nem se entoe cânticos. Eu digo que esta gente é atrasada mental e que desconhece a história dos movimentos político-social lutados pelas liberdades e pelos direitos de todos os seres humanos (não apenas de mulheres!). Precisam de andar 100 anos para trás, mais ou menos, e descobrir o que era sofrer em protestos e greves onde se reclamavam os mais fundamentais direitos de saúde, educação, de trabalhar de forma digna ou de poder votar. Para que todos estes direitos fossem conquistados contra a máquina escravizadora de direita capitalista infinita acumuladora de riqueza a custo do sofrimento abjecto da quase totalidade da restante espécie humana, muitos milhares de protestantes e grevistas foram espancados, baleados, torturados, presos e assassinados! Aí sim, poderíamos, quiçá, falar de PSPT's (Perturbação de stresse pós-traumático). 

 

 

Agora assim não, porque não são só mulheres que sofrem de PSPT's! Porque não existe correlação científica nenhuma entre sofrer de PSPT e ouvir gritos ou cânticos numa marcha. E não havendo, epá, calem-se com as vossas tretas ditatoriais pós-modernistas!

 

No sentido contrário, não vejo onde possa estar o benefício (para as coitadinhas de mulheres sofredoras de PSPT's) de se sussurrar! Não faz sentido! Quem de facto se sentir transtornado ou achar que possa se sentir transtornado por cânticos ou gritos, epá, não participe! E quando digo isto refiro-me, pois claro, a todos os seres humanos independentemente do seu sexo, não como estas pitas histéricas que apenas vêm as mulheres e os transexuais como seres humanos dignos de respeito. Os homens que se fodam, pois claro! 

 

Protestar sussurrando só faz sentido para quem não esteja a lutar por coisíssima nenhuma, o que até parece ser o caso. Portanto, se querem sussurrar, arranjem uma desculpa lógica: "ah, e tal, nós protestamos sussurrando porque temos paralisia mental profunda e QI's equivalentes a lagostas suadas servidas em pratos decorados com folhas de alfaces intelectualmente mais capazes que estas incapazes que somos!" Bravo! 

 

Quem não defende nada a sério, não pode sentir "ganas" e sangue quente, e fervor Che Guevariano de quem defende de corpo e alma a luta por uma causa justa. Zombies e gente morta não podem ter faces coradas. Pessoas sim!

 

CONTÍNUA

 

Na segunda parte continuarei a politicamente incorrecta desmontagem dos restantes tópicos:

Bodily Autonomy

Neutral Colors

Micro-Agressions

Vagina-glorification

Pay-gap

 

Luís Garcia, 24.01.2018, Ribamar, Portugal

 

Leia a segunda parte aqui: A marcha da estupidez feminazi - parte 2/2, por Luís Garcia

 

 
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Uma História de Violência – O Mito dos Rebeldes Curdos Moderados, por Sarah Abed

23.01.18 | Pensamentos Nómadas
 

 

 Parte 3/3

Curdos, arma de desestabilização massiva de Wash

 

Sarah Abed  POLITICA  SOCIEDADE  

 

Os curdos do Médio-Oriente, embora vistos por uma grande parte do Ocidente como idealistas combatentes da liberdade, cometeram uma série de abusos contra direitos humanos, visando principalmente minorias não-muçulmanas. A sua história sombria de violência inclui sequestros, escravidão e genocídio.
 

 

Por   Mint Press News. 9 de Agosto de 2017 

 

Na primeira das 3 partes da análise que Sarah Abed, analista independente, escreveu para o Mint Press News, foi exposta a moderna aliança curdo-israelita que estes têm tentado manter secreta de modo a evitar a atenção do público sobre o seu derradeiro plano, assim como o uso de facções curdas por parte dos EUA para desestabilizar o Médio Oriente. Os curdos se comprometeram com tais relações em parte por causa das divisões internas e da desunião, o que também dificultou o cumprimento do seu objectivo de estabelecer um Curdistão completamente autónomo sobre os quatro países que actualmente ocupam.

 

Examinámos também as tentativas do governo sírio para manter o país unido, abordando e implementando mudanças constitucionais que beneficiam os curdos - tentativas que ainda não conseguiram convencer os separatistas curdos a abandonar o seu objectivo de balcanizar e confiscar ilegalmente partes da Síria à custa daqueles que lá residem.

 

Leia a parte 1 aqui

 

Na parte 2 este tema foi examinado em maior profundidade, na esperança de aumentar a consciencialização sobre esta pouco conhecida mas importante parte do quebra-cabeça sírio. Abed analisou a ligação curda ao apartheid israelita e a razão pela qual este último tem vindo a ter um tão grande interesse pelos curdos, assim como o estranho fenómeno dos veteranos militares ocidentais que viajam até à Síria para lutar ao lado dos curdos. 

 

A ligação curda ao ISIS foi também abordada, uma vez que vários curdos optaram por lutar ao lado do segundo. As alianças curdas com grupos terroristas armados na Síria - em particular com o ISIS - são sinais muito reveladores sobre até que extremos poderão ir os curdos para que a sua manifestação ideológica de um Curdistão independente e autónomo veja a luz do dia.

 

 Leia a parte 2 aqui

 

Nesta terceira parte da série de artigos de Sarah Abed para o MPN, onde é analisado o papel curdo de apoio ao plano de desestabilização do Médio Oriente dos EUA e de Israel, a autora cobre o tema das violações de direitos humanos, presentes e passadas, perpetradas por curdos contra árabes e contra minorias cristãs, assim como expõe os equívocos quanto aos motivos pelos quais os curdos permanecem sem um estado próprio. 

 

É importante salientar que esta análise em três partes não deve ser visto como uma ampla generalização do grupo étnico curdo. Os pontos aqui abordados referem-se especificamente às suas facções corruptas. De facto, o Ocidente aproveitou-se de divisões internas curdas e manipulou algumas das suas facções curdas de forma a usá-las como instrumentos servindo os seus objectivos imperialistas de dividir e enfraquecer o Próximo e Médio Médio. O povo curdo é diversificado e, nos últimos anos, aspectos da sua cultura e dos seus costumes tem sido objecto de debate nos meios de comunicação convencionais. Ainda assim, o comportamento de algumas das suas facções mais corrompidas precisa de ser analisado.

 

Curdos e Assírios: passado e presente tumultuosos

Muito do que os curdos reivindicam como sua própria e exclusiva cultura, de facto, foi tomado emprestado de culturas mais antigas como a dos assírios e dos arménios. Na verdade, muito, se não todo, do território no leste da Turquia que os curdos alegam como sendo seu foi em tempo território arménio. Não é de surpreender, portanto, que os curdos tenham colaborado com no genocídio turco de assírios e no genocídio turco de arménios em 1915.

 

A group of men excavate the remains of victims of the Armenian genocide in modern day, Deir ez-Zor, Syria, 1938. (Photo: Armenian Genocide Museum Institute)

Um grupo de homens desenterrando os restos de vítimas do genocídio arménio, actual Deir-ez-Zor, Síria, 1938. (Foto: Instituto do Museu do Genocídio Arménio)

 

Também conhecido como "Shato du Seyfo", ou o "Ano da Espada", este genocídio teve como alvo principal os cristãos do Império Otomano e teve lugar durante a Primeira Guerra Mundial, principalmente em 1915. Em consequência, a população assíria sofreu uma redução de 75%.

 

Nas planícies de Nínive do norte do Iraque, os curdos habitam cidades como "Dohuk" (anteriormente conhecida pelo nome assírio de Nohadra). Mas essas cidades apenas são "suas" na medida em que os curdos  estabeleceram uma relativa presença por essas paragens.

 

Aplicando o critério de identidade cultural e milhares de anos de autenticidade histórica, estas terras são e têm sido pertença exclusiva de Assírios. Sucintamente, os curdos "receberam" estas terras no início dos anos 70 como forma de de os convencer a abandonar a ideia de vir a possuir os territórios ricos em petróleo dentro e em torno da cidade iraquiana de Quircuque. Para o fazer, foi preciso realojar uma grande quantidade de curdos para Dohuk ocupando, à força, terras de Assírios entretanto expulsos com muitas mais reinvindicações legais e históricas sobre o local.

 

Esta é uma táctica frequentemente utilizada por curdos nas suas tentativas de validar o seu "sagrado" estabelecimento de um estado curdo - algo que nunca existiu em nenhum ponto da história conhecida. Ao definir o "Curdistão" como qualquer lugar onde os curdos já moraram nalgum momento da história, somos levados a crer que os curdos seguem a máxima "a posse é nove décimos da lei" - o que pode funcionar bem na determinação de responsabilidade criminal, mas que não funciona tão bem na determinação da pátria de alguém.

 

No início dos anos 70, os curdos de Níneve começaram a cair numa lógica que se tornaria familiar - a de serem peões dos interesses dos EUA. Neste caso, os curdos traíram o seu país anfitrião quando os EUA - através do seu fantoche, o xá do Irão - começaram a armar e encorajá-los a levantarem-se contra o governo.

 

O governo iraquiano reagiu com repressão, o que resultou em muitos curdos terem sido forçados a sair das terras que recentemente haviam adquirido. O Iraque e o Irão chegaram a uma resolução diplomática conjunta e os curdos ficaram a arder, cenário que tornar-se-ia recorrente ao longo do tempo. Um fenômeno similar ocorreu nos anos 80 e 90, quando, durante a primeira Guerra do Golfo, foi estabelecida uma zona de exclusão aérea que concedeu aos curdos um tangível nível de apoio e protecção internacional.

 

Kurdish guerrillas of the Kurdistan Democratic Party, guard the entrance of Irbil, Iraq, Sept. 1, 1996, after they seized the main Kurdish city from the rival Patriotic Union of Kurdistan on, Aug. 31, 1996. Iraqi President Saddam Hussein's forces stormed Irbil to dislodge one Kurdish group, the Patriotic Union of Kurdistan, and allow its rival, the KDP, to move in. Internal quarrels have long plagued the estimated 20 million Kurds who live in the mountainous region where the borders of Syria, Turkey, Iraq, Iran, Armenia and Azerbaijan converge. (AP/Anatolia)

Os guerrilheiros curdos do Partido Democrata do Curdistão, guardando a entrada de Irbil, no Iraque, no dia 1 de setembro de 1996, depois de terem conquistado a principal cidade curda ao rival União Patriótica do Curdistão rival do Curdistão a 31 de agosto de 1996. As forças do presidente iraquiano Saddam Hussein invadiram Irbil para desalojar um grupo curdo, a União Patriótica do Curdistão, e permitir que o seu rival, o KDP, tomasse o lugar As brigas internas há muito tempo que atormentam os estimados 20 milhões de curdos que vivem na região montanhosa onde convergem as fronteiras da Síria, Turquia, Iraque Irão, Arménia e Azerbaijão. (AP / Anatolia)

 

"Apesar da opressão sofrida pelos curdos nas mãos dos turcos, aqueles não aprenderam a ser tolerantes. Na região autónoma curda do norte do Iraque, o Governo Regional do Curdistão (KRG) comportam-se da mesma forma que o governo turco se comportou durante 90 anos contra curdos e assírios. Relatos de sistemáticos abusos contra assírios dentro da região autónoma curda, no Iraque, têm constantemente aumentado de número. Existe perseguição organizada com o consentimento das autoridades curdas. O objectivo, obviamente, é semelhante ao dos turcos: assimilar ou expulsar assírios autóctones que vêm habitando esta parte do país há de 7000 anos.", escreveu Augin Haninke no seu artigo The Kurds: Victims and Oppressors para a agência de notícias Assyrian International News.

 

A ver: O assassínio de um líder assírio pelas forças curdas:

 

 
 
Tal como é explicado no vídeo acima, as forças de segurança curdas na Síria torturaram e mataram o manobra é uma remeniscência do assassínoi que o líder curdo Simko Shukak cometeu em 1918 e cuja vítima foi o Patriarca Assírio Mar Shimun XXI Benyamin, assassínio este ocorrido após o líder curdo o ter convidado para vir a sua casa.
 

 O Governo Regional do Curdistão (KRG) do norte do Iraque afirma ter uma dívida de 25 mil milhões de dólares, a pesar do facto de ter negociado o seu próprio óleo e de ter recebido uma significativa quantidade de ajuda externa. Uma pessoa é levada a se questionar sobre o nível de corrupção existente dentro da administração curda para que esta se encontre na situação financeira que afirma estar. E o resultado é vermos pequenas organizações de caridade deixadas sozinhas nas tarefas de facilitar e distribuir ajuda a assírios e iazidis, quando era suposto serem protegidos pelo governo curdo do KRG.

 

Sporting a revised version of the phrase "Mesopotamia: The Cradle of Civilization," this sign is located near the Assyrian heritage site of Khinis in Dohuk Province. Such sites are typically unguarded and are often vandalized. (Courtesy of aina.org)

 

Utilizando uma versão revisada da frase "Mesopotâmia: o berço da civilização", este sinal está localizado perto do patrimônio arqueológico assírio de Khinis, na província de Dohuk. Este tipo de lugares geralmente não são protegidos e muitas vezes são vandalizados. (Cortesia de aina.org)

 

Em 2011, imãs em Dohuk encorajaram curdos sunitas a destruir igrejas e negócios cristãos. Em resposta, as lojas foram atacadas e clubes foram sitiados por multidões de centenas de pessoas. Hotéis e restaurantes foram também atacados com pequenas armas de fogo.

 

Nos últimos anos, os curdos têm continuado a agir de forma maliciosa contra as minorias cristãs, incluindo assírios e até mesmo iazidis. Os abusos cometidos por aqueles foram muito além do revisionismo histórico - como se pode ver no exemplo da imagem abaixo. Este tipo de abusos ocorreram também quando curdos se refugiaram no norte da Síria no início do século XIX e procederam à expulsão de árabes e arménios em inúmeras localidades. 

 

Horrores dos tempos modernos - Curdos permitem ao ISIS assassinar assírios

Em Julho de 2014, quando o ISIS iniciou as suas incursões em território iraquiano, o Partido Democrático do Curdistão (KDP) começou a desarmar de forma sistemática assírios e vários outros grupos étnicos, de forma a poderem usar estas armas nas suas próprias batalhas.

 

 

A disarmament order that was circulated by the KRG in Assyrian towns on the Nineveh plains. (Courtesy of ankawa.com)

Uma ordem de desarmamento que foi posta em circulação pelo KRG em cidades assírias das planícies de Níneve. (Cortesia de ankawa.com)

 

Estas ordens foram distribuídas ameaçando com punição severa quem não as cumprisse. Garantias foram dadas de que os Peshmerga viriam a proporcionar algum grau de protecção.

 

No entanto, enquanto o ISIS progrediu, os Peshmerga recolheram as armas e fugiram, seguindo o exemplo do exército iraquiano.

 

Em resultado, assírios e iazidis foram abandonados sem meios de resistir ou defenderem-se do ISIS. Houve inclusive relatos circulando informando que membros dos próprios Peshmerga abateram iazidis que tentaram impedir a fuga daqueles na posse de todo o armamento.

 

Haydar Shesho, um comandante iazidi que conseguiu obter armas do governo iraquiano, acabou preso pelas autoridades do KDP por ter organizado uma milícia "ilegal".

 

Este cenário repetiu-se um pouco por todo o lado no país, enquanto cerca de 150.000 eram forçados a fugir das planícias de Níneve, sua terra ancestral. 

 

Estes eventos só podem ser vistos como um deliberado complõ da liderança curda para permitir que forças estrangeiras executem uma violenta limpeza étnica em áreas de residentes não-curdos para depois, como a ajuda dos EUA, capturar e "libertar as suas terras".

 

A ver: assírios exigindo o fim da ocupação curda das suas terras:

 

 
 
A 13 de  Abril de 2016, forças de segurança curdas impediram centenas de assírios de participar em protestos à porta do parlamento do Governo Regional do Curdistão. Estes protestos tinham sido convocados em resposta à confiscação em curso de territórios assírios pelos curdos no norte do Iraque.

 

Muitos testemunhos vieram à superfície, como as declarações no parlamento britânico do ex-prisioneiro iazidi Salwa Khalaf Rasho, durante as quais afirmou que os Peshmerga, ansiosos por fugir primeiro que os civis iazidi, recusaram pedidos para que ficassem e protegessem as populações iazidi ou que, pelo menos, deixassem-nos com as suas armas. Até chegaram a garantir aos iazidis que estes deveriam voltar para as suas casas, nas quais estariam sobre a protecção dos Peshmerga!

 

Em última instância, membros dos Peshmerga dispararam sobre iazidis perante protestos destes crescendo em intensidade - o que resultou na morte de vários iazidis - a fim de abrir caminho onde passar os seus veículos sem dificuldade. Yazda, uma organização que luta pelo reconhecimento do Genocídio Iazidi, escreveu no seu último relatório de Janeiro de 2016 que: "Se [os Iazidis] tivessem sido defendidos por um dia só, poderiam ter sido evacuados em segurança e os massacres e a epidemia  de escravidão poderia ter sido evitada".

 

O texto abaixo é um excerto do testemunho de Rasho no parlamento britânico no qual ela apelou por ajuda depois de ter escapado a oito meses de escravidão e violação às mãos do ISIS, assim como a várias tentativas de suicídio.

 

"O meu nome é Salwa Khalaf Rasho. Nasci em 1998 e andava no nono ano de escola. Eu tinha uma vida simples e modesta com a minha família até o dia em que ISIS atacou Shengal a 3 de agosto de 2014. Eu gostava muito da minha cidade, Shengal. Cresci sob o princípio da coexistência entre todas as sociedades dentro da comunidade, independentemente da sua religião ou seita, porque os valores da minha religião não permitem odiar os outros ou discriminá-los.

 

Daí que Shengal era bem conhecida por ser a cidade da tolerância e da diversidade étnica. O que ali se passou foi chocante e inesperado. porque nós víamos o ISIS como nossos irmãos. Como isto, eu refiro-me às tribos árabes das aldeias de Shengal. De um momento para o outro, eles transformaram-se em monstros e lobos. Eles colaboraram com o ISIS quando este começou a escravizar as mulheres e as crianças e a matar os homens.

 

Havia cerca de 9.000 Peshmerga na minha cidade armados com vários tipos de armas. Eles nos disseram que 'Iremos proteger Shengal e o ISIS apenas entrará em Shengal por cima dos nossos cadáveres. Defenderemos Shengal até à última bala.'

 

Infelizmente, eles fugiram sem nenhuma resistência e sem avisar os civis de forma a possibilitar-nos escapar das mãos dos monstros do ISIS. Eles deixaram-nos nós, mulheres e crianças, à nossa sorte. Eu e mais pessoas que estavam comigo tentámos fugir pelas montanhas, como os outros."

 

Uma história de abusos de direitos humanos

À luz destes horrores, deveria ser fácil de compreender por que razão os curdos têm um constatável interesse em reclamar a história de árabes, assírios ou arménios como sendo a sua. Quando por vezes falham neste projecto, com frequência optam por simplesmente destruir toda e qualquer evidência histórica de relevo. Nesta matéria, o seu comportamento é semelhante ao ISIS.

 

Cada vez que curdos fracassaram num ataque contra a Turquia, acabam por migrar para território sírio e tentam aí reclamar terra como sendo sua. Por exemplo, tentaram reclamar como sua a cidade síria de Ayn al Arab. renomeando-a de "Kobani". Este nome deriva da palavra "companhia", uma referência à companhia alemã que construiu o caminho de ferro que liga Konya a Bagdade. Os curdos também reclamam al-Qamishili. outra cidade síria, como sendo a sua ilegal capital e renomearam-na de "Qamishlo". 

 

É importante relembrar que os curdos nem sequer são maioritários nos territórios que reclamam no nordeste da Síria. Por exemplo, na governadoria de al-Hasakah, representam cerca de 30 a 40% da população total. Estes números diminuíram deste que deflagrou o actual conflito sírio, visto que muitos curdos fugiram para países europeus. 

 

A maior parte fugiu para a Alemanha, onde vivem cerca de 1,2 milhões de curdos, um pouco menos do número de curdos que vivem na Síria. No entanto, estes não parecem estar interessados em alcançar autonomia na Alemanha. Apenas pretendem fazê-lo nos países do Médio Oriente que lhe ofereceram refúgio durante todos estes anos. Estes são os países ao quais os curdos querem espetar uma faca nas costas em vez de agradecerem a hospitalidade deles recebida.

 

As inúmeras alegações refutáveis da Amnistia Internacional (AI) contra o governo sírio e o exército árabe sírio não podem ser levadas a sério na ausência de relatórios que as corroborem. Em alguns casos, no entanto, a AI consegue relatar de forma honesta, como quando publicou um relatório em 2015 acusando o YPG (a milícia da população curda da Síria) de uma série de abusos de direitos humanos.

 

"Estes abusos incluem deslocamento forçado de populações, demolição de casas, e captura e destruição de propriedade", escreveu o grupo. "Em alguns casos, aldeias inteiras foram demolidas, aparentemente em retaliação pelo suposto apoio dado pelos seus habitantes árabes ou turcomanos ao ISIS ou a outros grupos armados não estatais". A Amnistia Internacional também documentou o uso de crianças-soldados, de acordo com Lama Fakih, um assessor do grupo especializado em análise de crises..

 

Os curdos afirmam que seu o "Curdistão" é "multicultural e multi-religioso", o que é falso quando se têm em conta que essas culturas adicionais consistem em grupos de pessoas que sobrevivem agora entre uma maioria curda em terras que os curdos lhes ocuparam à força. Essas pessoas irão vir a ser confrontadas com a perspectiva de votar em referendos sobre a independência curda absolutamente absurdos uma vez que, mesmo que todos venham a votar "não", os seus votos serão sempre minoritários face ao "sim" da maioria curda  e, como resultado, ficarão sempre sujeitos das decisões e vontades de um governo curdo.

 

Por que razão não têm estado?

O acordo de Sykes-Picot, oficialmente conhecido como o Acordo da Ásia Menor, foi um acordo secreto obtido em 1916 pelo Reino Unido e a França e com o qual o Império Russo da altura concordou. Este estabeleceu as fronteiras para países como a Síria, o Iraque e a Jordânia, e no qual os curdos tiveram pouca ou nenhuma influência. O objectivo principal do acordo para os franceses e britânicos era reforçar a sua própria influência e poder na região. Os curdos argumentam que na altura lhes foi prometido algum território mas que à última da hora foram retirados do acordo.

 

A história curda no século XX foi marcada por uma crescente sentimento de nacionalidade curda focada no objectivo de estabelecer um Curdistão independente de acordo com o Tratado de Sèvres de 1920. Países como a Arménia, o Iraque e a Síria conseguiram obter o seu próprio estado mas a eventual independência Curdistão veio chocar contra a realidade de um recém-fundado estado chamado Turquia, criado por Mustafa Kemal Ataturk. O estado do Curdistão nunca chegou a existir.

 

Kurds leave Kirkuk, Iraq for Erbil on March 28, 1991 after the Iraqi army bombarded the area, to reclaim it from Kurdish rebels. (AP/str)

 

As únicas zonas do Médio-Oriente onde os curdos conseguiram estabelecer algum nível de aparente autonomia legal são o Governo Regional Curdo (KRG) no Iraque - onde as minorias se encontram protegidas ao abrigo de novas leis - e Israel.

 

Como resultado da disparidade entre as áreas habitadas por curdos e as fronteiras políticas e administrativas da região, um acordo geral entre curdos em relação às suas fronteiras nunca chegou a ver a luz do dia. No entanto, o Tratado de Sèvres não chegou nunca a ser implementado e foi entretanto substituído pelo Tratado de Lausanne. A actual fronteira entre o Iraque e a Turquia foi estabelecida a Julho de 1926. Enquanto que o artigo 63 do Tratado de Sèvres explicitamente concedia salvaguardas e completa protecção às minoria assírio-caldeias, este ponto foi complementarmente omitido no Tratado de Lausanne.

 

Vale a pena salientar que os curdos iraquianos ocupam terras nas quais estão situados vários dos campos do país ricos em petróleo. A província síria de Hasakah - que os curdos reivindicam ilegalmente como sendo seu território e que inclui a sua auto-proclamada capital,  al-Qamishli - também contém alguns dos campos petrolíferos mais valiosos da Síria. Portanto, não é coincidência que os EUA estejam apostando o seu  dinheiro nos curdos.

 

Tratamento de minorias antiético e violento, particularmente Cristãos

De acordo com a Aina.org, num artigo escrito em 2014, "no ano passado Ahmed Turk, um político curdo da Turquia, declarou que os curdos também têm a sua cota parte  de "culpa no genocídio" e pediu desculpas aos arménios. "Os nossos pais e avós foram usados ​​contra os assírios e os iazidis, bem como contra os arménios. Eles perseguiram essas pessoas; as suas mãos estão manchadas de sangue. Nós, na qual de seus descendentes, pedimos desculpas", afirmou Turk.

 

Os curdos têm uma história de séculos de perseguição a grupos minoritários, tendo cometido genocídios contra essas minorias numa alarmante frequência. Os relatos históricos de actos de genocídio cometidos pelos curdos entre 1261 e 1999 estão documentados no trabalho Genocides Against the Assyrian Nation.

 

 
Em 1261, no que foi referido como "a vinda dos curdos", milhares de assírios fugiram das aldeias das planícies de Níneve de Bartillah, Bakhdida (Qaraqosh), Badna, Basihra e Karmlis, avançando para a cidadela de Arbil de forma a escapar da substancial emigração curda. O rei Salih Isma'il havia ordenado que um grande número de curdos se mudassem das montanhas da Turquia para as planícies de Nínive. As aldeias assírias nas planícies foram saqueadas e os milhares de assírios que não conseguiram escapar para Arbil foram massacrados pelos recém-chegados curdos. Um mosteiro para freiras em Bakhdida foi invadido e seus habitantes foram brutalmente massacrados .

 

A New York Times article from 1915 addressing the mass slaughter of Christians at the hands of Turks and Kurds. (Courtesy of armenian-genocide.org)

 

Tribos curdas na Turquia, na Síria e no Irão realizaram incursões regulares e até assaltos paramilitares contra os seus vizinhos cristãos durante a Primeira Guerra Mundial. Os curdos, actuando de acordo com uma (por si imaginada) longa tradição de um direito curdo de pilhar aldeias cristãs, foram os responsáveis de imensas atrocidades cometidas contra cristãos assírios. Por exemplo, um chefe curdo assassinou o patriarca da Igreja de Aast durante um jantar de negociação em 1918, assassinato que teve como consequência o avanço do massacre de populações cristãs na altura. 

 

Cumplicidade curda no genocídio arménio

 

O genocídio arménio foi realizado durante e depois da Primeira Guerra Mundial e implementado em duas fases: a matança generalizada da população masculina fisicamente apta e a sujeição de prisioneiros de guerra a trabalhos forçados, seguida da deportação de mulheres, crianças, idosos e enfermos nas marchas da morte rumo ao deserto sírio. Impulsionados por escoltas militares, os deportados dessas marchas da morte eram privados de comida e água e submetidos a periódicos assaltos, violações e massacres.

 

Outros grupos étnicos autóctones cristãos, como os assírios e os gregos otomanos, foram igualmente alvo de extermínio pelo governo otomano no Genocídio Assírio e no Genocídio Grego e, segundo alguns historiadores, o tratamento aplicado a estes povos é em tudo comparável com a política genocida que visou o povo arménio. A maioria das comunidades da diáspora arménia espalhadas pelo mundo fora surgiu como resultado directo do genocídio infligido pela Turquia.

 

Nas províncias orientais, os arménios estavam sujeitos aos caprichos de seus vizinhos turcos e curdos, que os sobre-taxavam com regularidade, os assaltava e raptavam, os obrigavam a converterem-se ao islamismo ou, simplesmente, os exploravam de uma ou de outra forma, sem qualquer interferência das autoridades centrais ou locais .

 

Instigados pelos seus governantes otomanos, chefes tribais curdos violaram, assassinaram e pilharam, nas províncias a leste, arménios e outros povos não-muçulmanos com os quais durante séculos haviam coexistido de forma pacífica. Henry Morgenthau, que serviu como embaixador dos EUA em Constantinopla no auge do derramamento de sangue, descreveu assim, nas suas arrepiantes memórias de 1918 (Ambassador Morgenthau’s Story), a cumplicidade curda:

 

 "Os curdos saíam a correr de suas casas nas montanhas. Correndo ao encontro de jovens mulheres, levantavam seus véus e levavam as mais bonitas com eles para as colinas. Roubavam essas meninas a seu belo prazer e, impiedosamente, roubavam todo o resto da multidão ... Enquanto realizam crimes tais, os curdos livremente massacravam quem lhes apetecesse, enquanto os gritos das mulheres e dos velhos aumentavam ainda mais nível o de horror geral."

 

Discriminação contra os curdos Feyli do Iraque

 

É importante reiterar que existem muitos curdos a quem algumas das caracterizações apresentadas nesta análise não podem e não devem ser aplicadas. Existem curdos que se integraram às suas sociedades culturais atuais e que rejeitam os ideais separatistas curdos. As suas preocupações são principalmente de natureza política e específicas em relação às nações em que residem.

 

Não estão interessados em estabelecer um país curdo unindo partes dos quatro países onde vivem, através de um processo de balcanização, roubo de terras, genocídio ou qualquer outra violação de direitos humanos que tenha sido abordada aqui. Na verdade, estes curdos têm sido vítimas de discriminação por parte da restante comunidade curda como resultado de sua falta de vontade de apoiar o estabelecimento de um estado curdo. 

 

Os curdos Feyli no norte do Iraque são um perfeito exemplo disso mesmo. Muitos deles manifestaram a sua oposição contra o referendo sobre a independência anunciado pelo Governo Regional do Curdistão (KRG) a 7 de junho de 2017, pois temiam que isso levaria a uma escalada da crise em curso na região.

 

O primeiro-ministro iraquiano Haider al-Abadi apresentou a posição oficial do governo iraquiano, no dia 18 de junho, afirmando que: "O referendo regional curdo sobre a sua secessão é ilegal e o governo federal não o apoiará, o financiará ou participará nele". Os Estados Unidos e os vizinhos iraquianos, incluindo a Turquia, o Irão e a Síria, também opõem-se à divisão territorial do país. 

 

Fouad Ali Akbar, um curdo Feyli membro do conselho provincial de Bagdade, disse ao Al-Monitor: "Eles são curdos xiitas ... nem xiitas nem curdos têm sido justo para com os Feylis. A maioria dos Feylis são moderados e culturalmente diversos, o que impediu que gobtivessem a confiança de curdos e xiitas que, por razões étnicas e sectárias, não queriam que aqueles tivessem uma identidade estável com direitos normais como outros cidadãos iraquianos ". 

 

O ativista de Feyli de nome Hassan Abdali afirmou um dia: "Nós, os curdos Feyli, consideramo.nos iraquianos originais. Temos raízes históricas e sociais profundas no Iraque. Defendemos o país e o seu povo em todos os movimentos de libertação iraquianos, na revolta iraquiana contra os britânicos, e participámos nos movimentos curdos e revoluções xiitas e também na luta contra o ISIS. E enfrentámos a perseguição vinda de movimentos nacionalistas árabes e curdos".

 

Ali Akbar declarou também ao Al-Monitor que: "A maioria dos Feylis está expressando as suas preocupações sobre o potencial deslocamento, matança, confiscamento de fundos e saqueios sistemáticos que podem vir aenfrentar em caso de declaração de uma independência do Curdistão, como resultado das ameaças que eles recebem sempre que uma disputa entre o governo central e o KRG entra em erupção ".

 

Sarwa Abdel Wahid, chefe de um bloco parlamentar do KRG ligado ao Gorran (um partido político curdo iraquiano), disse numa conferência de imprensa conjunta com representantes dos Feyli, incluindo legisladores, que: "O referendo a ser realizado em setembro no Curdistão é um referendo partidário que não representa a ambição de todos os curdos, já que não conseguiu passar pelas instituições nacionais legítimas ".

 

Racismo curdo contra árabes - especialmente sírios

 

O jornalista de investigação finlandês Bruno Jantti descreveu a sua experiência trabalhando com curdos do Iraque enquanto investigava o ISIS:

 

"Enquanto trabalhava no Curdistão Iraquiano, fiquei chocado com a prevalência de atitudes regressivas como o racismo e o sexismo. Voltei recentemente do Curdistão iraquiano, onde passei algumas semanas investigando o ISIS. Trabalhando principalmente nas proximidades de Sulaymaniyah e Dohuk, não pude deixar de notar muitas características societais e culturais que me surpreenderam.

 

Considerando o que está acontecendo ali ao lado na Síria, o nível de racismo anti-sírio deixou-me atrapalhado. Encontrei esse preconceito quase diariamente. Em Sulaymaniyah, um taxista saiu-se com: "Estes sírios estão arruinando o nosso país". Depois, um outro motorista de táxi bastante chateado com crianças sírias lavando janelas de carros e vendendo os seus produtos, afirmou: "Estes são miúdos sujos". Era bastante comum que pessoas internamente deslocadas descendentes de árabes iraquianos ou sírios fugidos para o Curdistão iraquiano fossem citados em conversas usando este tipo de linguagem.

 

E não eram apenas os taxistas. No prédio do governo de Sulaymaniyah, uma funcionária considerou apropriado nos preparar para as entrevistas em campos de refugiados na área. Ela me disse, textualmente, que os refugiados sírios "se queixam de tudo". Noutra cidade, um chefe de polícia ficou atónito e desapontado com o facto dos meus colegas e eu termos solicitado uma autorização para trabalhar num campo habitado por refugiados sírios. O chefe da polícia afirmou: "Mas estes são refugiados sírios!" Não havia falta de desprezo na sua voz.

 

Fiquei plenamente consciente de que o nacionalismo curdo anda de mãos dadas com posições altamente questionáveis sobre árabes, persas e turcos. No Curdistão iraquiano, fiquei inclusive surpreso com a frequência de ocorrência de algumas destas atitudes "

 

Um bem implementado mito

Os curdos ganharam popularidade graças à bem sucedida operação de marketing com a qual convenceram as audiências ocidentais a vê-los enquanto revolucionários, feministas, marxistas "lutadores pela liberdade" que têm um ardente desejo de criar a sua própria versão de utopia onde a paz reinará para todos - uma imagem que Stephen Gowans criticou recentemente no seu artigo “The Myth of the Kurdish YPG’s Moral Excellence.”

 

U.S.-backed, Kurdish-led Syria Democratic Forces raise their flag in the center of the town of Manbij after driving ISIS out of the area, in Aleppo province, Syria. (ANHA via AP)

 

O que de facto estão tentando criar é um ilegal estado autónomo a cavalo de estados soberanos já existentes. A liberdade que tentam alcançar é para ser concretizada através do massacre de nativos de países que pretendem balcanizar e dividir em linhas sectárias. Os curdos instalaram-se em áreas entretanto esvaziadas das suas populações autóctones, utilizando para o efeito medo e violentas tácticas apoiadas pelos seus patrocinadores mas que violam princípios de direitos humanos globalmente aceites. Concordar com a sua causa implica concordar com acções genocida que, na sua essência, expulsam povos das suas casas e terras em  conveniente sintonia com as perspectivas imperialistas de nações ocidentais. 

 

Até recentemente, curdos com ambições imperialistas eram vistos com bons olhos. Mas as suas obscuras intenções têm agora vindo a ser expostas e reveladas. A sua aliança passada e presente com Israel e os EUA é indicador claro de tais intenções. Este ponto não pode ser deixado de parte ou minimizado, visto que é a base escondido na qual construiram a sua missão. O projecto da Grande Israel está a todo o gás e precisa de ser parado antes que alcance um novo significativo nível.

 

Apoiar as exigências curdas de autonomia e estabelecer uma federação à custa de outros [países] da região é ilegal, profundamente ilógico e é uma violação dos direitos humanos por todas as razões aqui expostas. E é importante relembrar que um dos líderes principais do ISIS era curdo. Se os curdos verdadeiramente querem viver em paz e coexistir com outros, então precisam de acabar com o excessivo revisionismo histórico do qual participam de forma insistente; os curdos têm de renunciar às alianças que ameaçam a estabilidade dos países nos quais actualmente residem; e têm de trabalhar juntos e unirem-se aos seus irmãos que partilham as mesmas zonas geográficas. Só então os curdos terão outros verdadeiros amigos que não as montanhas.

 

As opiniões expressas neste artigo são as da própria autora e não reflectem necessariamente a política editorial do Mint Press News. 

 
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Sarah Abed

traduzido para o português por Luís Garcia

versão original em inglês: A History Of Violence – The Myth Of The Moderate Kurdish Rebel

 

 
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A teoria das pilas chupáveis e das pilas não chupáveis, por Ricardo Lopes

23.01.18 | Pensamentos Nómadas
 

 

A teoria das pilas chupáveis e das pilas não chu

  

RICARDO MINI copy  SOCIEDADE  POLITICA

 

 

Para as mulheres e para os gays, há pilas chupáveis e pilas não chupáveis. Há pilas com status e pilas borra-botas. A pila do Jorge Jesus é chupável. A pila do treinador do Vouzelenses não é chupável, a não ser que se trate de uma trintona de bigodaça de Fornelo do Monte. A pila do Passos Coelho é chupável. A pila do Jerónimo de Sousa não é chupável. A pila de um branco é chupável. A pila de um preto não é chupável, a não ser que seja um autor reconhecido de rap, hip-hop ou blues, que toda a gente sabe que é a única maneira de um preto ter status, ou se for o Obama, que é a mesma coisa mas com outra musiquinha. A pila do estrangeiro é chupável. A pila do sem-abrigo não é chupável. A pila do patrão é chupável. A pila do estafeta não é chupável. A pila do dono do Maserati é chupável. A pila do dono do carro de bois não é chupável. 


Mas, no fim, tudo se revolve, porque na estrada, pelo menos na estrada portuguesa, todos têm a pila do mesmo tamanha, pequenina, muito pequenina, e por isso é que precisam de fazer roncar o motor e sacar de rateres e, principalmente, de buzinar, precisam de mostrar constantemente que têm a gaita maior que a do outro, porque nunca estão suficientemente convencidos disso. Para além disso, a pila não, mas o pepino do Zé do carro dos bois há-de ir parar à boca da Relações Públicas da 7Noites, nem que seja na salada. Aliás, à boca dela e à boca do dono da discoteca, a acompanhar o frango de churrasco, ao qual tiraram a pila, porque não era pila que se apresentasse. A chupar pila, ao menos que se chupe pila de gente.

 

Ricardo Lopes

 

 
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Golpe de direita em Portugal, por Ricardo Lopes

22.01.18 | Pensamentos Nómadas
 

 

Golpe de direita em Portugal

 

RICARDO MINI copy  SOCIEDADE  POLITICA

 

Com o povo que governa, nem sei como é que a direita em Portugal ainda não se lembrou de pegar nuns gajos quaisquer das juventudes deles, daqueles que lhes lambam bem o cu, um parecido com o Salazar, outro com o D. Sebastião e outro ainda com o D. Afonso Henriques, e, em primeiro lugar, fazer aparecer o Salazar a fazer-se passar por descendente esquecido ou ressurreição dele - papam qualquer uma das versões, e a segunda tem uma aura ainda maior ao redor -, e partir da Beira Alta em caravana pelo país inteiro, depois para o D. Sebastião pagavam um subsídio de 150€ durante 6 meses, vales de compras do Continente de cerveja Super Bock e uma buchinha de sandes de torresmos e de chouriço e Sumol de laranja para a viajem, a 20 portugueses, desde um velho camponês, uma velha carpideira beata de sacristia mordoma da Festa da Nossa Senhora da Agonia de Travanca de Bodiosa desde 1978, quatro ou cinco jovens de um grupo de forcados amadores de Santarém, e uns senhores mais para o engravatado para impor autoridade, para ir até Alcácer Quibir e num descampado qualquer ao calhas fazer emergir o tal D. Sebastião do horizonte, feita segunda aparição de Fátima, e agruparem umas 15000 pessoas dentro do castelo de Guimarães, as quais pulariam todas ao mesmo tempo, produzindo barulho e uma micro atividade sísmica, para quando os velhos começassem a assomar às portas e janelas fazer rebentar a estátua do grande rei e por entre a poeira fazê-lo aparecer.


Entretanto, já a caravana do Salazar teria percorrido todo o Portugal exceto Lisboa, para num domingo se reunirem os três na praça do Marquês de Pombal, com uma aglomeração de 2500000 pessoas, numa manifestação sem precedentes no país, com discurso à vez de cada um, acabando no Salazar, que continuaria a ser o grande líder, velhas com cabazes de couves, batatas, alfaces, carne de porco salgada, queijos caseiros e bolos de ovos à cabeça para tentar levar até à figuras míticas, velhos e velhas a chorar de alegria, jovens a juntarem-se para poderem tirar fotos para o instagram e dizer que participaram na maior aglomeração de pessoas da história de Portugal e porque onde está muito gente é porque normalmente irá acontecer algo "cool" e "da cena", e até fascistas mortos a erguerem-se da tumba para irem prestar homenagem.


Finda a campanha, realizar-se-iam eleições antecipadas, com 5% de abstenção, 95% dos votos para o partido salazarista em coligação com o partido monárquico e 5% para o PNR, e, com o tempo, reforçar-se-ia o poder através dos mecanismos fascistas já sobejamente conhecidos - exceto pelo tuga médio - e pela inclusão no governo de outras figuras de proa do panorama elitista histórico português, como D. Manuel I, D. Dinis, Infante D. Henrique, Viriato, Camilo Castelo Branco, entre outros.

 

Ricardo Lopes

 

 
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Se eu fosse conservador do Registo Civil, por Ricardo Lopes

12.01.18 | Pensamentos Nómadas
 

 

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RICARDO MINI copy  SOCIEDADE  

 

Se eu fosse conservador do Registo Civil, e a lei que o governo, o BE e o PAN querem fazer passar, que permite às pessoas mudar de sexo e nome aos 16 anos, a primeira pessoa que me aparecesse para mudar o sexo nessa idade e que parecesse completamente do sexo com que nasceu e não tivesse feito nada para parecer do sexo para o qual queria mudar, a conversa entre mim e a pessoa decorreria da seguinte maneira:

 

Tranny (com voz efeminada): Bom dia!

 

Eu: (Olha a fava que me veio calhar logo pela manhã.) Bom dia, meu senhor, o que deseja?

 

Tranny: Senhor? Nem sequer perguntou se eu sou homem ou mulher?

 

Eu: Está a ver o meu tio?

 

Tranny: Não, porquê?

 

Eu: Pois, ele também não está aqui, como é que o havia de ver? Mas acha que eu me viro para o meu tio e lhe pergunto se ele se identifica com uma mulher?

 

Tranny: Não.

 

Eu: Então, você parece-se com o meu tio, porque é que eu havia de o tratar de maneira diferente? Tem a mania que é mais do que os outros?

 

Tranny (confuso): Bem, okay, eu vim mudar de sexo.

 

Eu: Você acha que o sexo é biológico ou é a sociedade que impõe?

 

Tranny: É a sociedade que impõe.

 

Eu: Então para que é que quer mudar de sexo? Não são todos iguais?

 

Tranny: Mas eu sinto-me mulher, sua besta asquerosa!

 

Eu: Eu não digo que não. Aliás, eu às vezes também me sinto mulher?

 

Tranny: Ah, sim?! Desculpe! Não tinha percebido que também era trans.

 

Eu: Não, às vezes sinto-me mulher quando tenho sonhos molhados com atrizes porno. Como tudo acontece na minha cabeça, eu sou ao mesmo tempo a atriz porno.

 

Tranny: Ah, seu estúpido hediondo! Vou fazer queixa de si!

 

Eu: Tenha calma. Deixe-me só continuar o raciocínio. Então, porque é que diz que se sente mulher?

 

Tranny: Porque me sinto mulher?

 

Eu: No corpo de um homem?

 

Tranny: Sim.

 

Eu: Então, existem homens e mulheres, certo? É algo biológico, e que não é imposto pela sociedade, certo?

 

Tranny: Não, é pela sociedade, porque há mulheres com pila e homens com vagina.

 

Eu: Ah, então deve ser por isso que uma vez apanhámos o meu tio a levar no cu do Fernando e ele disse que não queria dizer que ele fosse gay. Às tantas tem uma vagina. Se calhar é como o senhor, e por isso é que é tão parecido.

 

Tranny: Ah, seu ser odioso!

 

Eu: Calma! Então se é a sociedade que inventa e impõe tudo, porque é que diz que se sente mulher?

 

Tranny: Porque me sinto mulher, é assim que eu sou.

 

Eu: Então se é assim que é, nasceu assim?

 

Tranny: Sim!

 

Eu: Então quer dizer que nasceu a sentir-se mulher, e por isso é uma mulher biológica, certo?

 

Tranny: Não! Não sabe que eu me desenvolvi livremente, e acabei por me desenvolver como uma mulher? Você é um ignorante!

 

Eu: Calma! Então se não é biológico, porque não nasceu assim, então foi você que decidiu que era mulher, certo?

 

Tranny: Claro! Porque nós somos livres para decidir isto! Ninguém nos impõe!

 

Eu: Então, quer dizer que inventou que é mulher.

 

Tranny: Não, não inventei que sou mulher! Eu sou mulher!

 

Eu: Mas então, para ser mulher, é porque nasceu mulher, certo? Tal como os gays dizem que nasceram gays…

 

Tranny: Não!

 

Eu: Então, mas não soube sempre que era uma mulher?

 

Tranny: Sim!

 

Eu: Então, se soube sempre, é porque nasceu mulher, certo?

 

Tranny: Sim!

 

Eu: Então, é porque homem e mulher são categorias biológicas, e não são inventadas pela sociedade, certo?

 

Tranny: Não! Seu estúpido desmiolado! Não percebe nada! Já me está a ofender!

 

Eu: Não, eu estou só a fazer o meu trabalho. Disse que vinha mudar de sexo, e eu quero perceber que me está a dizer a verdade sobre sentir-se do sexo oposto. Então, sempre se sentiu assim ou não?

 

Tranny: Sim, já disse que sim!

 

Eu: Então, é porque nasceu mulher.

 

Tranny: Sim, nasci mulher, toda eu sou mulher, da cabeça aos pés, do olho do cu à cabeça da pila!

 

Eu: Pronto, não se exalte. Agora, uma última pergunta, que volto a fazer. Então, há pessoas que nascem naturalmente mulheres ou homens, certo?

 

Tranny: Sim!

 

Eu: Certo, obrigado então por ter confirmado que o sexo é biológico, e que não é inventado pela sociedade, porque se fosse ou alguém lhe tinha imposto o sexo feminino, que ninguém impôs, porque toda a gente sempre o tratou como homem, ou então você tinha inventado isto tudo. Ainda quer voltar atrás, negar que nasceu mulher e dizer que alguma destas últimas duas coisas que eu disse é verdade?

 

Tranny (a bufar por todos os lados): Não, é isso, eu nasci mulher!

 

Eu: Ah, bom! Agora diga-me só outra coisa, faz tenção de mudar fisicamente para parecer uma mulher e não uma versão homossexual do Zezé Camarinha?

 

Tranny: Ah, seu asqueroso de merda! Não, não vou mudar! Já lhe disse que há mulheres com pila!

 

Eu: Então, faz tenção de andar a foder os cornos a toda a gente que não o tratar como mulher, apesar de parecer o meu tio?

 

Tranny: Ah, sua besta quadrada! Nem tenho palavras!

 

Eu: Ainda bem que não tem, assim não me chateia mais. Andor!

 

Ricardo Lopes

 

A ver sobre o tema:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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O problema da Eurovisão… ou o problema das Capazes?, por Ricardo Lopes

10.01.18 | Pensamentos Nómadas
 

 

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RICARDO MINI copy  SOCIEDADE  

 

A sumidade intelectual Rita Ferro Rodrigues fez, ontem, uma observação bastante pertinente acerca da composição do painel de apresentadoras da Eurovisão 2018. São todas mulheres brancas. Onde é que estão as mulheres de cor? 


Mesmo assim, acho que foi pouco ambiciosa na sua exigência.
Eu levaria a coisa muito mais longe.


Onde é que está a mulher lésbica? Não está.
Onde é que está a mulher paraplégica? Não está.
Onde é que está a mulher com pila? Não está.
Onde é que está a mulher com pila que tem menstruação? Não está.
Onde é que está a mulher ucraniana? Não está.
Onde é que está a mulher chinesa? Não está.
Onde é que está a mulher índia da tribo Pirahã do Brasil? Não está.


E, mais importante que tudo isso, onde é que está a mulher lésbia paraplégica com pila que tem menstruação ucraniana chinesa índia da tribo Pirahã do Brasil? Não está. 


Não existe? Meus amigos, não interessa. Até porque se não existe é porque a discriminação no mundo é tão absurdamente grande que com tanta mobilidade que há na aldeia global ainda não aconteceu surgir uma mulher lésbica paraplégica com pila que tem menstruação ucraniaca chinesa índia da tribo Pirahã do Brasil.


Mas, enfim, tendo já feito o meu virtue signaling do dia, vamos passar a coisas sérias.


Algo com que a senhora Rita Ferro Rodrigues se deveria preocupar é a extrema falta de diversidade que existe na sua própria associação.


Quer dizer, vai-se à página das cronistas (https://capazes.pt/cronistas/), e o que é que se observa? 100% de mulheres tias de Cascais, ou que quer fazer-se passar por tia de Cascais, ou armadas em alternativas mas que no fundo querem ser tias de Cascais armadas em modernas.


Mais, desde quando uma amostra de mulheres em que praticamente todas são visualmente repulsivas é representativa da população portuguesa no geral? Onde é que está pelo menos uma boa metade de mulheres bonitas? Não está.
E mulheres com QI superior a 83? Isso já é exigir demais.


E, preparem os foguetes para celebrar a máxima expressão de hipocrisia possível: 0 MULHERES DE COR. Repito: 0 MULHERES DE COR na página de cronistas do site das Capazes. 


Ma, também se percebe. Vá, não vamos já lançados a acusar a Rita de racismo. Não é que ela não se esforce por tentar angariar uns 10% de cronistas de cor. Não existem é mulheres de cor interessadas em serem cronistas das Capazes. Porquê? Várias razões. Primeira, têm problemas sérios e reais na vida delas, e, portanto, não têm tempo para andar a redigir textos sobre problemas inexistentes. Segunda, não são narcisistas, e por isso não teriam nunca o desplante de andar a redigir textos que se baseiam puramente em sentimentos, e nunca em factos. Só narcisistas redigem sobre sentimentos, porque cada um apenas pode falar dos seus próprios, ou usar os seus próprios para se reportar aos dos outros. Terceira, nunca conseguiriam sentir-se bem, por não conseguirem criar uma relação de identidade com um grupo de mulheres do tipo dondoca da linha de Cascais, que em nada as representa.


Agora, por outro lado, também não é difícil perceber porque é que as Capazes, com a senhora Rita à cabeça, não são capazes (lol) de mais do que debitar cartilha da Nova Esquerda de forma acrítica, e com toda a certeza que desconhecem o trabalho de grandes feministas como Christina Hoff Sommers, Camille Paglia ou Laura Kipnis, ou outras grandes figuras intelectuais, como Karen Straughan, Cassie Jaye, Janice Fiamengo, Helen Smith, Jordan Peterson, Jonathan Haidt e Gad Saad, entre outros. É preciso não esquecer que os hábitos alimentares de senhoras da classe média-alta incluem várias minirrefeições de saquetas de bolachas de água e sal e iogurtes líquidos. Ora, quem é que gosta muito de bolachas? Os papagaios. E, para além disso, que cérebro, que já de si pouca informação consegue processar devido ao baixo QI, funciona com bolachas de água e sal? Pois é, a semi-anorexia não é propriamente compatível com a vida, ou pelo menos com um cérebro operacional. Vida dura a de viver exclusivamente da imagem, até mesmo ao nível moral.

 

Leia também: (In)Capazes de perceber o que é importante para o feminismo

 

Ricardo Lopes

 

 
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Inquérito telefónico para o Expresso, por Ricardo Lopes

09.01.18 | Pensamentos Nómadas

 

 

 

ou

Aquele dia em que me arrependi de não ter uma app no telemóvel para gravar chamadas

 

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RICARDO MINI copy  SOCIEDADE  

 

Menina do inquérito (MI): Boa tarde, estou a falar com o senhor Ricardo Lopes?

Eu: (Porra, ao Bocaje até pelo cu conheciam, ao gajo do Porsky’s até pela pila conheciam, a mim até pelo número de telemóvel conhecem) Sim, sim.

MI: Olá, senhor Ricardo Lopes, como tem passado?

Eu: (Como a vitela em Bragança) Bem, obrigado.

MI: Isso é que é preciso. Eu estou a contactá-lo da parte do grupo Imprensa, nomeadamente do jornal Expresso, e gostaria de lhe perguntar se estaria disposto a participar num inquérito.

Eu: Sim, sim.

MI: Muito obrigado. Em primeiro lugar, lê o Expresso todos os dias?

Eu: Todos os dias, sim senhor. Em versão impressa e digital.

MI: Muito bem. Podia pedir-lhe, então, para dar uma nota de 1 a 10 em termos de qualidade?

Eu (No imediato segundo): 0.

Silêncio durante 10 segundos.

MI: Ah, desculpe, mas a classificação é de 1 a 10.

Eu: Ah, é de 1 a 10. Ok, 1.

Mais 10 segundos de silêncio.

MI: Mas, então, o senhor lê o jornal todos os dias e só dá 1.

Eu: De lés-a-lés, não falho uma notícia. Até os classificados leio.

MI: Ah, então mas compra o jornal e não gosta?

Eu: Quem falou em comprar? Eu roubo, todos os dias do mesmo quiosque.

Mais 10 segundos de silêncio.

MI: Ah, obrigada, gostava só de lhe falar de uma promoção que estamos a fazer dos 45 anos do Expresso.

Eu: Sim, sim, tudo bem.

Nesta fase, entrei no modo “mãe ao telefone”, em que ou deixo o telemóvel em alta voz e fico a fazer outra coisa qualquer ou continuo com o telemóvel junto ao ouvido mas desligo completamente do que estão a dizer.

MI: …está interessado nesta promoção?

Eu (no mesmo segundo): Não.

Mais 10 segundos se silêncio.

MI: Ah, então, mas porquê?

Eu: Então, não vou gastar dinheiro num jornal a que dou 1, de 1 a 10.

MI: Então, mas disse que lia o jornal todos os dias.

Eu: E leio. Onde é que está a dúvida?

MI: Mas se lê, gasta dinheiro.

Eu: Não. Saco da net, e roubo do quiosque.

Mais 10 segundos se silêncio.

MI: Então, mas se não gosta do jornal qual a sua motivação para o ler?

Eu: Ter mais do que falar mal.

MI: Então, não está mesmo interessado em aderir a esta promoção?

Eu: Então mas já não respondi a essa pergunta?!

MI: E pode indicar-me a razão?

Eu: Já lhe disse, não vou gastar dinheiro em jornalismo da qualidade do jornalismo que se praticava na Burkina Faso no século XXV a.C..

Mais 10 segundos de silêncio, e finalmente lá decide ela terminar a fantochada com a voz um bocado tremida: Ah, agradeço a sua participação (blá, blá, blá) e desejo-lhe uma boa tarde.

Eu: Boa tarde.

 

Foram uns 5 minutos bem reinados.

Ricardo Lopes

 

 
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SIC mentindo sobre o Irão, por Luís Garcia

08.01.18 | Pensamentos Nómadas
 

 

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Luís Garcia POLITICA SOCIEDADE Fake News  

 

Exemplo perfeito e bronco de Fake News à tuga:

As 22 mortes nos "protestos" no Irão ocorreram quase todas num só lugar, uma esquadra da polícia iraniana assaltada por um grupo de "manifestantes pacíficos" que tentaram sem sucesso roubar armas do depósito dessa esquadra. Quase todos os assaltantes foram mortos, assim como alguns dos polícias de serviço que frustraram o assalto.

Portanto não, não, a "repressão da Guarda Revolucionária" NÃO "fez 22 mortos". Não! Aliás, a Guarda Revolucionária nem tem nada a ver com o assunto. 

Ao jornalista da SIC que escreveu esta mérdica mentira desejo-lhe uma morte infeliz resultante de um assalto armado aos estúdios da SIC por parte de um grupo de "manifestantes pacíficos". 

Irra, tanta imbecilidade neste país de merda submisso e beija-cus, impregnado de obscurantismo e de ignorância arrogante!

 

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Outro exemplo perfeito e bronco de Fake News à tuga:

Quanto a esta, enfim, exemplo perfeito de Fake News no sentido estrito da expressão: falsa notícia!

Não, ninguém proibiu o ensino do inglês no Irão. Esta palhaçada foi publicada na net por uns trolls brincalhões (e não, não foram russos nem trabalham para a RT). É do mais imbecil exemplo de falsa notícia facilmente desmontável. Mas aí está, esta macacada "jornalista" não faz fact checking (verificação de factos), não fez, nem nunca fará! E enquanto isso, continuam e continuarão a acusar a RT de produzir e propagar fake news quando não, ao contrário dos jornalistas-palhaços beija-cus prostituídos escravos dos media mainstream ocidentais, os jornalistas da RT fazem cruzamento de dados e emitem as provas necessárias para fundamentar aquilo que dizem!

Mééééééééé!

Só mais um ponto. Ao contrário do que foi dito nesta peça, as autoridades iranianas não precisam de banir o ensino de inglês como medida para abrandar a influência dos maus valores ocidentais no Irão. Não. A revolução islâmica ocorreu em 1979 e não ontem, e o inglês sempre foi ensinado nas escolas iranianas desde então. Se quisessem banir o inglês, com todo o poder que têm mais todo o que lhes é erradamente atribuído pelos trogloditas jornalistas-merda ocidentais, nunca sequer teriam implementado o ensino do inglês no Irão. Malta que, como eu, já viajou pelo Irão, sabe bem que numa cidade iraniana aleatoriamente escolhida, 1 em cada 2 pessoas fala fluentemente inglês, algo dificílimo de encontrar mesmo em país europeus, com a excepção de Noruega, Holanda e mais um ou 2.

 

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Diferença entre os 2 tipos de protestos

Para variar, ou não, o que houve foram protestos implementados de forma não genuína sobre razões económicas genuínas. Sim, os elevadíssimos preços e a elevada taxa de desemprego são problemas graves, mas não se resolvem assaltando esquadras e bases militares. Sim, iranianos têm de ter e têm direito a protestar pacificamente. Mais, quem, como eu, já visitou o Irão, saberá por certo que a maioria dos iranianos têm perfeito conhecimento da origem dos problemas económicos recentes: o ilegal e criminoso embargo que os EUA e seus vassalos impuseram ao Irão desde 2012.

 

Portanto sim, razões legítimas para protestar haviam, mas não foram organizadas de forma genuína. Mais uma vez a flagrante receita de "revoluções coloridas" a la Gene Sharp foi tentada. De forma infantil e grotesca acrescentaria eu. E pois claro, falhou, já ninguém a engole (à excepção da ovelhada zombie-progressista ocidental), e além do mais o Irão, felizmente, não é a Líbia ou as Honduras. 

 

E depois, não me façam rir, que protestos económicos se transformam em absurdidades contra amigos e aliados do Irão? Como Assim? Como explicar os cânticos entoados como "saiam da Síria, preocupem-se connosco", "deixem a Rússia, preocupem-se connosco", "Gaza não é problema nosso", "saiam do Iraque, preocupem-se connosco", "deixem o Líbano, preocupem-se connosco", "fim ao apoio ao Ezbolá, etc. Como assim? Desde quando o povo iraniano se manifestaria contra a amizade com a Rússia que lhes garante segurança e estabilidade? Desde quando o povo iraniano se queixaria de ter influência política nos países seus vizinhos e de combater o terrorismo islâmico (criado pelos EUA) na sua vizinhança? E cúmulo dos cúmulos, como fazer o povo iraniano cantar protestos anti-Palestina quando são precisamente o povo mais comprometido e envolvido na defesa dos direitos dos palestinianos e na denúncia dos crimes do estado sionista?

 

E que dizer de protestos com cânticos pró-curdos, hehehe, esses curdos que fazem atentados terroristas no Irão e que neste momento ocupam e combatem dois estados aliados do Irão: Iraque e sobretudo Síria? Mas anda toda a gente com merda nos olhos?

 

E que dizer dos absurdos protestos contra um dos heróis nacionais, o general Qassem Soleimani, um dos cérebros da reconquista do leste da Síria contra o ISIS (https://twitter.com/IranWireEng.../status/947175820937846784)? 

 

E que dizer, no sentido contrário, dos protestos pacíficos pró-governo que mobilizaram milhões de pessoas de forma pacífica, o preciso oposto dos protestos anti-governo, criminosos e violentíssimos, seguidos por uns milhares de indivíduos? Deste nada, certo? Irra!

 

Constatemos a diferença:

Protesto pró-governo 

 

 

Protesto anti-governo 

 

E que dizer da vergonhoso comportamento dos media ocidentais que nunca noticiam os protestos no Barém  contra o seu regime despota patrocinado pelo ocidente, e que depois utilizam um vídeo de uma gigantesca manifestação de bareinitas como exemplo (falso) de protestos no Irão? Sim, que dizer? Simples: fake news! Basta um olhar atento para detectar que no vídeo não se vê nenhuma bandeira do Irão e sim milhares de bandeira do Barém! Irra!

 

Fake News ocidental 

 

Se quiser mais, tenho aqui 2 bons feeds sobre o tema:

conta facebook

conta Twitter de Michael A. Horowitz

 

Luís Garcia, 08.01.2018, Ribamar, Portugal

 
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Crítica ao Black Mirror - Hang the DJ, por Ricardo Lopes

08.01.18 | Pensamentos Nómadas
 

 

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RICARDO MINI copy     TECNOLOGIA  SOCIEDADE 

 

Black Mirror - Temporada 4

Episódio 4 - Hang the DJ

 

Ora bem, episódio 4, e acho que encontro um excelente exemplo daquilo a que o Jordan Peterson se refere quando diz que a criação artística é uma forma de expressão ainda pré-consciente e, portanto, os artistas não compreendem completamente as suas criações.


E, como se pode sempre recorrer a conhecimento empiricamente validado para tentar articular essas verdades obscuras e fugidias que a mente processa, vou tentar fazer aqui um exercício engraçado de análise deste episódio.

 

Começando pelo mais fácil, é curioso verificar como o autor constrói toda uma narrativa que apresenta como sendo antissistema, mas que acaba por criticar as atitudes modernas antissistema. Isto porque, e mesmo tratando-se de uma realidade simulada, e portanto moralmente neutra, a tecnologia faz com que as pessoas experimentem múltiplas relações ocasionais, mas isso é o que já acontece de qualquer maneira no mundo atual, por isso até se fica sem perceber se isto é mais uma manifestação de tecnofobia ou se é uma crítica social. O que quero dizer com isto é o seguinte. Acham mesmo que foi o Tinder ou qualquer outra aplicação de encontros que esteve na origem do aumento nas relações ocasionais ou de curta duração? Está bem está. O Tinder e demais aplicações vieram simplesmente facilitar e responder a uma demanda de mercado que ainda estava por satisfazer desde os anos 60. Foi a tecnologia a causar uma viragem cultural, e a fazer com que as pessoas deixassem de atribuir a extrema importância que antes tinham as relações de longo prazo? Um redondo não!

 

Outro reparo. Quando, a certa altura, um dos personagens faz referência ao conceito de "option paralysis", que faz todo o sentido que o Charlie Brooker conheça, já que foi cunhado por Barry Schwartz, aquele que terá de ser um dos ídolos dos tecnofóbicos, não se aplica a relações interpessoais, mas sim a produtos de consumo. "Uh, mas é uma metáfora". Não, é treta, porque as pessoas não tratam naturalmente outras pessoas como tratam produtos de consumo, ponto.


Em todo o caso, e quando um gajo ainda não fazia ideia que a história era uma simulação, e mesmo depois de ter ocorrido a cena em que a Amy faz uma manobra (e ainda por cima mal feita) para fazer o Frank expelir um objeto estranho que ele ainda não tinha aspirado porque ainda estava a tossir (não, não façam isto em casa, criançada, porque é completamente estúpido), a coisa até estava a ir bem. Isto até acontecer uma mulher muito bonita (Amy) apaixonar-se se apaixonar por um inepto social, ao invés de um gajo bem parecido, que faz bom sexo (incluindo sexo oral!), e com aptidões sociais ao máximo, e isto só porque o gajo tem um tique nervoso medianamente irritante. Vá, está bem, vou dar o braço a torcer e dizer que até percebo que ela tenha acabado por se fartar dele, porque afinal, pelo menos pelo que foi mostrado, ele não era uma pessoa propriamente afetiva, e nem mostrava sinais de ser fiel a longo prazo. Mas era a porra do padre dos Vikings. Caraças, pá, as mulheres não sabem mesmo aproveitar um bom partido! Enfim, não faz sentido, de qualquer maneira. Ok, ok, vou dar o braço a torcer outra vez, e, sim, uma mulher é capaz de escolher um inepto social se ele tiver outras qualidades, como fazê-la rir, ser minimamente inteligente, e, enfim, o gajo até fazia exercício físico regularmente, e mostrar fidelidade e dedicação. Ok, tudo bem, vou-me deixar de cinismos. 


E o pormenor de ter de dar o consentimento no dispositivo para se poder fazer sexo com a outra pessoa? Essa foi outra de partir a rir de crítica à hiperpaternalização exigida pelos SJWs hoje em dia. Qual é o mal, afinal?


Também não se vê um mundo de gente no evento do serviço, por isso também não é que se tenha espalhado mais do que o que seria normal na sociedade. Aliás, se calhar até se espalhou de menos, porque as pessoas que mais facilmente seriam atraídas pelo serviço seriam aquelas que mais dificuldade têm em assentar em relações, e que são bastantes.

 

Outra situação linda no episódio foi quando o Frank simulado quis ver o tempo que lhe sobrava para estar com a Amy e o sistema começou a dizer-lhe que tudo acontece por uma razão, e não é que a porra da inteligência artificial tinha razão? Afinal de contas, se as coisas lhe correram mal depois disso foi porque ele contribuiu pata que a confiança erodisse, ao falhar com uma promessa muito importante. Portanto, o problema nem sequer foi provocado nem facilitado pela tecnologia. Não é o sistema que é tirano, mas sim o facto de o gajo ter arruinado algo que é essencial para desenvolver e manter uma relação. Genius!

 

Agora, adentrando-me mais na ciência por detrás das relações amorosas humanas. Meus amigos, eu sei que isto tudo pode soar altamente horrível e cínico, mas a verdade é que nunca ninguém sabe porque é que se apaixonou ou gosta muito de outra pessoa. Estudos já mostraram que tanto homens como mulheres têm uma tendência natural para se sentirem mais atraídos por pessoas que têm um sistema imunitário diferente do delas, uma vez que um dos componentes do sistema imunitário (o complexo de histocompatibilidade major, ou MHC) é causa de um certo odor corporal, que processamos de forma inconsciente. Estudos já mostraram que as preferências físicas de homens e mulheres no sexo oposto são culturalmente universais. Para mulheres, homens com ombros largos, queixo quadrado, corpo e face simétrica, sem sinais de doença expressos cutaneamente. Para homens, mulheres com bochechas altas e rosadas, face e corpo simétrico, rácio peito/ancas de cerca de 0,7, e feições neoténicas (ou seja, ter uma cara mais semelhante à de uma criança). Estudos já mostraram que as mulheres preferem homens inteligentes, com bom sentido de humor, com status socioeconómico, fiéis e materialmente ambiciosos, e preferencialmente mais velhos. No caso dos homens, mulheres mais novas, com as características de beleza universal já descritas, e pouco mais, ahah. 


Por isso, meus caros, dizer que não é preciso praticamente tempo nenhum para alguém se apaixonar não é ser cínico, mas sim ser realista, porque em menos de nada já todos estes instintos operaram, juntamente com tudo o que se tiver recebido especificamente de cada cultura, que também passa a operar automaticamente com o hábito, e, a partir daí, tudo aquilo que se apresente como justificação para se estar apaixonado por determinada pessoa não é muito mais que racionalização post hoc. Sim, as qualidade que se detetam e confirmam na pessoa podem ser todas elas reais, mas psoso garantir que não foi nenhuma dessas observações conscientes que conduziram nem mantiveram a paixão.

 

Para finalizar, o Charlie Brooker bem que quis dar a entender que para uma relação ser frutífera tem de se quebrar com o sistema, como colocou os dois pombinhos simulados a fazer, mas, no fim, a verdade é que nem a aplicação que as pessoas estavam a usar era maléfica, nem ninguém escapa ao sistema, que na verdade é a natureza humana, como eu a descrevi aqui, embora não de uma forma exaustiva.

 

Ricardo Lopes

 

 
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