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Golpe de direita em Portugal, por Ricardo Lopes

 

 

Golpe de direita em Portugal

 

RICARDO MINI copy  SOCIEDADE  POLITICA

 

Com o povo que governa, nem sei como é que a direita em Portugal ainda não se lembrou de pegar nuns gajos quaisquer das juventudes deles, daqueles que lhes lambam bem o cu, um parecido com o Salazar, outro com o D. Sebastião e outro ainda com o D. Afonso Henriques, e, em primeiro lugar, fazer aparecer o Salazar a fazer-se passar por descendente esquecido ou ressurreição dele - papam qualquer uma das versões, e a segunda tem uma aura ainda maior ao redor -, e partir da Beira Alta em caravana pelo país inteiro, depois para o D. Sebastião pagavam um subsídio de 150€ durante 6 meses, vales de compras do Continente de cerveja Super Bock e uma buchinha de sandes de torresmos e de chouriço e Sumol de laranja para a viajem, a 20 portugueses, desde um velho camponês, uma velha carpideira beata de sacristia mordoma da Festa da Nossa Senhora da Agonia de Travanca de Bodiosa desde 1978, quatro ou cinco jovens de um grupo de forcados amadores de Santarém, e uns senhores mais para o engravatado para impor autoridade, para ir até Alcácer Quibir e num descampado qualquer ao calhas fazer emergir o tal D. Sebastião do horizonte, feita segunda aparição de Fátima, e agruparem umas 15000 pessoas dentro do castelo de Guimarães, as quais pulariam todas ao mesmo tempo, produzindo barulho e uma micro atividade sísmica, para quando os velhos começassem a assomar às portas e janelas fazer rebentar a estátua do grande rei e por entre a poeira fazê-lo aparecer.


Entretanto, já a caravana do Salazar teria percorrido todo o Portugal exceto Lisboa, para num domingo se reunirem os três na praça do Marquês de Pombal, com uma aglomeração de 2500000 pessoas, numa manifestação sem precedentes no país, com discurso à vez de cada um, acabando no Salazar, que continuaria a ser o grande líder, velhas com cabazes de couves, batatas, alfaces, carne de porco salgada, queijos caseiros e bolos de ovos à cabeça para tentar levar até à figuras míticas, velhos e velhas a chorar de alegria, jovens a juntarem-se para poderem tirar fotos para o instagram e dizer que participaram na maior aglomeração de pessoas da história de Portugal e porque onde está muito gente é porque normalmente irá acontecer algo "cool" e "da cena", e até fascistas mortos a erguerem-se da tumba para irem prestar homenagem.


Finda a campanha, realizar-se-iam eleições antecipadas, com 5% de abstenção, 95% dos votos para o partido salazarista em coligação com o partido monárquico e 5% para o PNR, e, com o tempo, reforçar-se-ia o poder através dos mecanismos fascistas já sobejamente conhecidos - exceto pelo tuga médio - e pela inclusão no governo de outras figuras de proa do panorama elitista histórico português, como D. Manuel I, D. Dinis, Infante D. Henrique, Viriato, Camilo Castelo Branco, entre outros.

 

Ricardo Lopes

 

 
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