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E onde andam as feministas de terceira vaga?, por Ricardo Lopes

E onde andam as feministas de terceira vaga

  

RICARDO MINI copy   SOCIEDADE

 

Então, e onde é que estão as feministas de terceira vaga, essas grandes paladinas pelos direitos das mulheres, quando se verifica isto:

 

Mortes recentes de estrelas porno nos EUA:
1 - Shyla Stylez, 10.11.2017, 35 anos, causa desconhecida, encontrada morta na cama pela mãe;
2 - August Ames, 05.12.2017, 23 anos, morte por enforcamento, na sequência de cyberbullying associado a depressão crónica, após ter-se recusado a filmar uma cena com um ator gay por motivos de segurança;
3 - Yurizan Beltran, 13.12.2017, 31 anos, overdose por droga não divulgada;
4 - Olivia Nova, 07.01.2018, 20 anos, causa de morte ainda por determinar;
5 - Olivia Lua, 19.01.2018, 23 anos, overdose de drogas e medicamentos.

 

O Trump vai retirar os direitos todos às mulheres (e restantes minorias sociais)?
Vivemos numa cultura da violação?
Masculinidade tóxica?
Objetificação?
Acusações de violação por sexo consentido?
Acusações de assédio sexual inventadas ou sem fundamento?

 

E que tal, e à semelhança dos conselhos que pessoas como a Camille Paglia e a Christina Hoff Sommers dão (nem vou falar do Steven Pinker, porque é homem, cuidado!), preocuparem-se mais com averiguar o que se passou nestes casos, já que são demadiados em muito pouco tempo, e ainda por cima aparentemente todos relacionados com questões de instabilidade psicológica e emocional, e, ao invés de demonizar a pornografia (ou até a prostituição, que, por sinal, até é um dos novos cavalos de batalha da esquerda progressista), como fazem com os homens quando se trata de falar de violação (basicamente, dizer que todos os homens são predadores), terem o cuidado de explicar às mulheres que algumas (muitas, provavelmente) delas simplesmente não têm uma personalidade que condiga com este tipo de atividade profissional? Não estou a garantir que isto seja verdade para todos estes cinco casos. Não. Mas acho que existem boas bases para desconfiar disso.


Claro que, para tal, seria preciso que abandonassem as teorias de construcionismo social e cultura, e aceitassem, finalmente, que existem diferenças inatas entre indivíduos humanos e, neste caso, é muito provável que estas mulheres tivessem uma classificação elevada na característica "Neuroticism" dos Big Five psicológicos e não tivessem suficiente estabilidade psicológica para se moverem de uma forma saudável no mundo da pornografia.


Mas, lá está, e à semelhança do que acontece quando a Paglia ou a Sommers proferem algo tão politicamente incorreto como as mulheres deverem ter cuidado com a forma como se apresentam na rua e com os locais que frequentam à noite (que, já agora, são conselhos que os homens recebem de bom grado, sem acharem que estão a ser paternalistas com eles), com certeza que viriam imediatamente as acusações de "victim blaming". 


Portanto, o que esta gente quer é dizer, ao mesmo tempo, que as mulheres têm toda a liberdade para fazer o que lhes apetece sem terem de se preocupar com as consequências (porque a moralidade pode ir pelo ralo. Quem é que precisa de um sistema ético para dirigir a sua vida? Ninguém. Até porque fazer tudo o que apetece nunca tem consequências negativas. Não, nadinha, nunca.), ao mesmo tempo que têm de ser protegidas absolutamente de tudo pelo Estado, até de olhares de homens e de ideias que as incomodam, sem que ninguém lhes possa dar conselhos para se protegerem nem acerca das escolhas que estariam mais em concordância com a sua personalidade. 


Não, nada disto é preciso. Porque, claro, qualquer mulher pode fazer o que lhe apetecer com o corpo sem ter de tomar em consideração absolutamente nada para além de lhe passar pela cabeça fazer algo e fazê-lo no imediato sem ponderação cuidada.

 

No caso concreto da August Ames, então, a situação atinge níveis que deveriam fazer as feministas de terceira vaga abrir um buraco de 100 metros, atirarem-se todas lá para dentro como se de uma vala comum se tratasse e deixarem-se estar lá a fermentar para ver se os cérebros delas produziam sinapses entre si e, em conjunto, produziam um QI suficientemente alto para processarem uma informação tão simples como:


ONDE PORRA ESTAVAM VOCÊS QUANDO UMA MULHER QUE SOFRE DE DEPRESSÃO CRÓNICA FOI VÍTIMA DE UM SELVAGEM CYBERBULLYING AO PONTO DE TER SIDO CONDUZIDA AO SUICÍDIO?! ONDE?! NÃO PODEM PRONUNCIAR-SE SOBRE ISTO, PORQUE O CASO ENVOLVIA UM HOMOSSEXUAL, E NÃO PODEM OFENDER O DEUS TODO-PODEROSO DO POLITICAMENTE CORRETO?! PREFEREM MANTER-SE NO SILÊNCIO E FAZER USO DA VIDA DE UMA PESSOA COM UM GRAVE PROBLEMA PSICOLÓGICO, QUE FOI VÍTIMA DE OSTRACISMO DO MAIS ABJETO POSSÍVEL, COMO BODE EXPIATÓRIO NO ALTAR DO POLITICAMENTE CORRETO?! É ISSO?! PRECISAM DE EXPIAR OS VOSSOS PECADOS DE PENSAMENTO SACRIFICANDO PESSOAS INOCENTES NO ALTAR DA VOSSA IDEOLOGIA DECADENTE?!

 

E, enfim, já me passei o suficiente. 
Agora, o que gostava mesmo, era de saber o que gente como a Rita Ferro Rodrigues, a Inês Ferreira Leite, ou a Isabel Moreira, teriam a dizer sobre estes casos.

 

Ricardo Lopes

 

 

 

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