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Pensamentos Nómadas

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Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 6, por Luís Garcia

 

 

Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 6

 

Luís Garcia  POLITICA    

 

Há uns dias atrás disse a um amigo sírio que os mais recentes desenvolvimentos na Síria relacionados com a traição curda e com a força aérea dos EUA protegendo o ISIS ao bombardear forças sírias que combatem o ISIS a caminho de Raqqa empurram a Rússia e o mundo inteiro para um impasse de terrível resolução. Ou aceita-se a vontade gringa de roubar um terço do território da Síria onde criará o NATO-Curdistão que tanto deseja, ou teremos um conflito a global. Perguntei-lhe que cenário preferiria. Meio a sério, meio a brincar, e com o desespero de um sírio que assiste durante 6 anos ao barbarismo gringo que passa em completa impunidade, respondeu-me: "prefiro a segunda opção"...

 

A novela Catar

Comecemos pelas tresloucadas exigências da Arábia Saudita e seus aliadinhos (Barém, Emirados Árabes Unidos e Egipto) ao Catar, e iremos depois recuar no tempo de forma a poder compreender as razões por detrás dessas absurdas exigências, do embargo ao Catar, da sabotagem do Catar e da guerra económica ao Catar. Peguemos então nessa lista apresentada pelo The Washington Post há uma semana atrás:

 

A lista de exigências

- Cortar os laços diplomáticos com o Irão e fechar as suas missões diplomáticas nesse país. Expulsar membros da Guarda Revolucionária do Irã presentes no Catar e acabar com qualquer cooperação militar conjunta com o Irão. Apenas será permitido comércio com o Irão que cumpra com sanções internacioanis e norte-americanas impostas àquele país.

- Cortar todos os laços com "organizações terroristas", especificamente a Irmandade Muçulmana, o ISIS, a al-Qaeda e o Ézbolá do Líbano. Declarar formalmente essas entidades como grupos terroristas.

- Desligar a  Al-Jazeera e suas estações afiliadas.

- Desligar as agências de notícias financiadas directa ou indirectamente pelo Catar, incluindo Arabi21, Rassd, Al Araby Al-Jadeed e Middle East Eye.

- Pôr termo imediato à presença militar turca no Catar e acabar com qualquer cooperação militar conjunta com a Turquia dentro do território do  Catar.

- Acabar com todas as formas de financiamento a indivíduos, grupos ou organizações que tenham sido designadas como terroristas pela Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Barém, EUA e outros países.

- Entregar "terroristas" e outros indivíduos perseguidos pela Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, Egipto e Barém aos seus países de origem. Congelar os seus bens e fornecer qualquer informação requerida sobre as suas moradas, movimentações e finanças.

- Acabar com a interferência nos assuntos internos de países soberanos. Parar de conceder cidadania aos nacionais da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Egipto e do Barém perseguidos pelas autoridades desses países. Revogar a cidadania catari para os já existentes que violem as leis daqueles países.

- Acabar com todos os contactos com a oposição política na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos, no Egipto e no Barém. Entregar todos a documentação sobre anteriores contactos e apoio do Catar àqueles grupos de oposição.

- Pagamento de reparações e compensações pela perda de vidas e outras perdas financeiras causadas pelas políticas do Catar nos últimos anos. A soma será determinada em coordenação com Catar.

- Alinhar-se com os outros países árabes do Golfo militarmente, politicamente, socialmente e economicamente, bem como em questões económicas, no seguimento do acordo alcançado com a Arábia Saudita em 2014.

- Concordar com todas as exigências dentro de 10 dias após este ter sido emitido, ou a lista tornar-se-á inválida. O documento não especifica o que farão estes países se o Catar recusar cumpri-lo.

- Consentimento para auditorias mensais no primeiro ano depois do Catar ter concordado com as exigências; uma vez por trimestre, durante o segundo ano. Nos 10 anos seguintes o Catar seria monitorado anualmente sobre o cumprimento das exigências.

 

Lei internacional? ONU? Soberania do Qatar? Não, nada? Leu bem caro leitor o monte de ilegítimas absurdidades exigidas? E como as farão cumprir se as próprias exigências vão contra princípios fundamentais da ONU? Só pela força, pois claro! O Iémene e a Síria são exemplos perfeitos do uso ilegal da força pela Arábia Saudita e seus aliadinhos! E isto não escandaliza ninguém nestes merdosos médias portugueses, não? Exigir que se encerre cadeias noticiosas não deixa nenhum jornalista tuga indignado? Ah, bolas, mas quando na Venezuela os tribunais competentes mandaram encerrar 1 canal privado (dos mais de 100 existentes) por este repetidamente não aceitar cumprir a regras de horários para conteúdos para adultos... mmmm, a RTP, SIC e TVI, em vez de explicar o que acabei de dizer, não, acusaram erradamente Hugo Chávez de "censurar" e "calar" o jornalismo e "perseguir" a liberdade de expressão, vezes sem conta, até dar vómitos! Gente tão incoerente! Gente tão mentirosa! Gente tão falsa! Gente tão porca!

 

Cortar relações com organizações terroristas (atenção, juntar Ezbolá à lista não só é cómico como é completamente ilógico), sim, tudo bem. O problema é que, quem o pede, tem maiores ligações com essas organizações terroristas e, paradoxalmente, vêm exigi-lo depois do Catar precisamente se ter afastado delas! Ahahaha, que palhaçada!

 

Quanto ao corte de relações do Irão, hehe, o leitor já está a ver para onde isto vai dar, não está? E quanto ao corte de relações militares com a Turquia, ora essa, cada qual sabe de si, não? Ou não é? Ora bolas, como se os países que o exigem não estivessem minados de bases militares estrangeiras! Como se os países que o exigem não interferissem de forma terrorista na Síria! Como se os países que o exigem não estivessem neste preciso momento bombardeando ilegalmente o Iémene por este se ter visto livre do seu ditador manietado pelos EUA e Arábia Saudita! Tanta incoerência, irra!

 

Quanto às reparações, e compensações e deportações, relacionadas com o apoio do Catar a organizações terroristas e a grupos da oposição daqueles países, é simples! Enterram-se por completo. No caso das organizações terroristas, sim, haveria imensas reparações e compensações a realizar pelo Catar e pelos países que o pedem ao Catar, todos juntos, ao Iémene e a Síria destruídos por todos eles! No caso dos grupos de oposição apoiados pelo Catar e a suposta ingerência catari nos países que assinam esta lista, hehehehe, então pedem compensações por isso e ao mesmo tempo exigem poder interferir em tudo o que se passa "militarmente, politicamente, socialmente e economicamente" no Catar e monitorizar tudo o que se passa Catar, inclusive fechar um monte de canais de informação? Como assim? Isso já não é ingerência? E se o Catar não cumprir, "não dizemos o que faremos", que é como quem diz, "vão levar das boas"! Não é? E além do mais fecharam todas as fronteiras aéreas, marítimas e terrestres com o país, e condenaram aquele minúsculo país de areia e gás a um total embargo económico! E querem discutir ingerências? Que anedota de mau gosto!

 

Rússia e EUA competindo pelo gasoduto na Síria

Antes de andar para trás no tempo, convém relembrar que a lista de países cometendo bullying sobre o Catar é composta por Arábia Saudita, Barém e Egipto. Ao contrário do que foi afirmado há dias na TVI24 por jornalistas que não percebem um caralho do que se passa nem naquela região nem em nenhuma outra região deste planeta, o Iémene NÃO FAZ PARTE dessa lista, ora santa paciência. Malta da TVI24, a sério, Arábia Saudita em conjunto com o RU, os EUA, o Barém, os EAU (Emirados Árabes Unidos) e (até há pouco tempo atrás também o Catar) cometem desde 2015 uma ilegal agressão ao Iémene, OK? E fazem-no de forma a castigar o povo iemenita por se ter visto livre do seu ditador que era apoiado pelos EUA e Arábia Saudita! Aí sim, no Iémene houve uma verdadeira guerra civil ganha pelos iemenitas contra o seu ditador, que não foi noticiada, pois os nossos médias prostituídos andavam e andam entretidos chamando precisamente de "guerra civil" à agressão ocidental contra a Síria. Portanto, a sério, e não foi só a TVI24 a proferir tal disparate, como é que metem Iémene na lista de países que boicotam agora o Catar? Como é que o Iémene, que continua a ser agredido pela Arábia Saudita, Barém e EAU poderia juntar-se a estes num embargo ao Catar? Como? Expliquem lá? Ah, o EX-GOVERNO ditatorial iemenita agora no exílio apoia o boicote? Sim, acredito, e depois? Cambada de otários estes jornalistas tugas vendidos!

 

Que ninguém duvide da veracidade das acusações de apoio catari ao terrorismo proferidas pelos seus vizinhos, claro que não, afinal provas não faltam! Mas é absurdo que tais acusações venham desses seus vizinhos que fizeram o mesmo em colaboração com Catar e que, ao contrário do Catar, continuam apoiando organizações terroristas na Síria até hoje! Que absurdo!

 

Para perceber de onde toda esta novela vem, convém relembrar o motivo pelo qual foi criada a farsa de "guerra civil" na Síria:

2016.10.24 - Syria 4_0.jpg

 

Já por muitas vezes foi dito neste blog, mas volto a insistir, que a falsa "guerra civil" na Síria mais não é que uma guerra de agressão dos EUA, Europa e Países Árabes do Golfo, como castigo ao governo de al-Assad por ter feito a escolha errada. A Europa é o maior mercado de gás no mundo, o Catar tem imenso gás, o Irão também, e esse gás tem de passar fisicamente por algum lado. Esse "algum lado" chama-se Síria! Ao governo de al-Assad foram feitas duas propostas concorrentes: um gasoduto entre o Catar e a Europa passando pela Arábia Saudita e pela Síria apoiado pelos EUA, ou um gasoduto entre o Irão e a Europa passando pelo Iraque e pela Síria apoiado Rússia. Desde pelo menos 2001 que a Síria tem recebido de forma constante ameaças de agressões norte-americonas, bullying necessário para evitar que a Síria escolhesse o projecto russo da Rozneft e "escolhesse" à força o projecto norte-americona.

 

Acredito que se não tivessem havido nunca estas ameaças norte-americonas, há muito que Síria teria assinado o projecto com o seu aliado estratégico russo. Mas, ao contrário do que possa o leitor pensar, a Síria de al-Assad acabou mesmo por o fazer. No início de 2011, rumores sobre a assinatura desse acordo de construção do gasoduto iraniano-russo atravessando a Síria, coincidiram, pois claro, com os primeiros "protestos pacíficos" contra... al-Assad, o presidente da Síria! A assinatura do acordo de construção foi assinado por al-Assad em Março de 2011, a "guerra civil síria" começou no mês seguinte, em Abril de 2011, que coincidência! Cumpria-se, tal como previsto, o castigo norte-americona à Síria, que dura até hoje.

 

Voltando ao Catar, maior produtor de gás do mundo, dá para compreender bem, agora, o interesse que este país tinha pela guerra da Síria, ao ponto de nela investir muitos milhares de milhões de dólares, 3.000 milhões só nos 2 primeiros anos do conflito, não? Só falha um ponto: porque haveriam os EUA e a Arábia Saudita de se chatear agora com o Catar, tão generoso aliado na destruição da Síria e parte central do desejado gasoduto visto que o gás se encontra precisamente no Catar? Ahhh, pois é!

 

Os porquês da novela Catar 

Custe o que custar aos lobotimizados fiéis da mais recente religião, a Dogmática Igreja Anti-Putin dos New-Agers Progressistas Pró-Safe-Spaces, Putin não só não é o monstro que os faz, indirectamente, se mijarem na caminha com pesadelos no qual aparece de cornos e cauda vermelha comendo criancinhas ucranianas e gays ao pequeno almoço, hehe, como, ainda por cima, é de longe o melhor jogador de Xadrez Político Internacional! Sim, é, quer a prova?

 

Em vez de guerras imperialistas ilegais de saque e subjugação, Putin prefere realizar, com os seus inimigos, acordos económico-energéticos estratégicos. Disso mesmo é exemplo o acordo de construção do Turkish Stream em parceria com a Turquia e que trará petróleo russo até à Europa! Sim, com a Turquia que abateu um caça russo nos céus sírios, sim, com essa mesma Turquia que durante anos financiou e apoiou o ISIS e os falsos "rebeldes" terroristas e que pilhou a indústria de Aleppo e que deixou passar pelo seu território o petróleo e as relíquias históricas roubadas pelo ISIS à Síria! Se, perante iguais circunstâncias, os EUA não hesitariam em obliterar o país agressor (Turquia no caso acima), a Rússia de Putin, pelo contrário, de forma a evitar conflitos militares nos quais todos perdem e ninguém ganha coisa nenhuma, prefere "comprar" de forma pacífica os seus inimigos circunstanciais com propostas económicas irrecusáveis! E no entanto, nos nossos podres podrinhos médias de (des)informação, Putin é O Agressor, O Imperialista... e a Rússia é A Ameaça à paz mundial... pois, e eu sou o Pai Natal, irra!

 

Voltando ao Catar, temos mais do mesmo pragmatismo de Putin no tabuleiro de xadrez geopolítico mundial. Em vez de guerras e pilhagens, a Rússia de Putin ofereceu há poucos meses atrás um acordo de parceria com o governo do Catar na área de produção de gás, envolvendo a russa Rozneft e o Catar num negócio multi-bilionário. Com tanto dinheiro em jogo, não é de admirar que o Catar tenha abandonado o patrocínio de terrorismo na Síria por perspectivas de lucros económicos. E Putin, de forma genial, foi ao centro da questão, a disputa entre os 2 potenciais gasodutos a atravessar a Síria, sem disparar uma bala! Em vez de combater militarmente o Catar que promovia o terrorismo na Síria no intuito de fazer cair o governo de al-Assad como condição sine qua non para a criação da alternativa de gasoduto Catar-Arábia-Saudita-EUA, a Síria funde interesses e investimentos com o Catar na área do gás. Assim, e de forma pacífica, ganha a construção russa de um gasoduto ou, também, a construção russa de um gasoduto! Bravo, Putin, bravo!

 

Outra importantíssima razão que envolve o Irão, sim esse Irão citado na tresloucada lista de exigências ao Catar acima partilhado, chegou a um acordo militar com o Catar com importantes repercussões para o terrorismo na Síria! Aí está, a Síria, como sempre. No dia 4 de Abril de 2017, o mesmo dia em que foi encenado O ataque químico que NÃO aconteceu em Khan Shaykhun, o Irão e o Catar chegaram a acordo para a trasladação de "rebeldes" terroristas da al-Qaeda das localidades de Madaya e Zabadani (perto de Damascos) para a região de Idlib, em troca da saída em segurança de civis (xiitas, daí o interesse iraniano) das localidades de al-Foua e Kefraya (cercadas por "rebeldes" terroristas da al-Qaeda apoiados pelo Catar). Tão simples quanto isto! Ora, como é que os EUA e seus vassalos do golfo pérsico e seus vassalos europeus poderiam aceitar uma coisa destas! Ui, que horror, Catar e Irão desenvolvendo negociações diplomáticas que resultaram no resgate pacífico de civis, ui que coisa demoníaca, hahaha! Nós humanistas ocidentais não curtimos paneleirices do género, não! Nós humanistas ocidentais preferimos perpétuas guerras humanitárias e perpétuas guerras contra o terrorismo que resultem no máximo de danos colaterais possível, ora essa! Esses bandidos iranianos do eixo do mal vêem com cada uma! Soluções pacíficas, ora essa!?! Ahahahah!

 

Três artigos interessantes sobre esta novela:

 

A multi-polaridade norte-americona

Em primeiro lugar há que dizer que são uns grandessíssimos trogloditas-zombies os jornalistas ocidentais que, depois de 6 anos de silêncio sobre o patrocínio catari ao terrorismo na Síria, agora que o Catar deixou de o fazer, por fim acusam o Catar de patrocinar terrorismo, heheh, só porque aquele imbecil do Trump o diz em sincronia com as baboseiras do rei das trevas lá da Arábia Saudita! 

 

Depois, se dúvidas havia ainda sobre o facto de que, como diz e muito bem Putin, a Rússia não interferiu nunca em nenhuma eleição norte-americona nem nunca o faria pois o presidente dos EUA, seja ele quem for, não manda nos destinos (bélicos, agressivos, imperialistas) dos EUA, aqui está a derradeira prova:

No dia 13 de Junho o Presidente dos EUA afirmou num discurso público que "o Catar é um estado terrorista" e que "o Catar patrocina o terrorismo", pese embora a maior base militar dos EUA fora dos EUA se encontre precisamente no Catar. Pior, é nessa precisa base que está instalada a USCENTCOM responsável pela organização de todas as forças armadas gringas no Médio Oriente e Ásia Central, a partir da qual são geridas as imperiais agressões ao Afeganistão, Síria, Somália, Iémene, Paquistão, etc.
 

Unified_Combatant_Commands_map.png

 

A piada é que 10 dias antes dessas bombásticas afirmações, aquando da sua visita ao Catar, Trump desfazia-se em elogios aos seus amigalhaços cataris! E a piada ainda maior foi ver o porta-voz do Pentágono defender o Catar e negando que o Catar apoie o terrorismo no mesmíssimo dia em que Trump disse que "o Catar é um estado terrorista", hehe! 
 
E 3 dias depois das posições antagónicas entre a Casa Branca e o Pentágono, de forma a mostrar quem de facto manda em terras gringas, as forças armadas dos EUA deram início a manobras militares conjuntas com as forças armadas do Catar, no Catar! Hehe!
 
No dia anterior tínhamos ficado a saber que os EUA, paradoxalmente, haviam chegado a acordo com o Catar para a venda de 36 caças F-15 pelo valor de 12.000 milhões de dólares, hehe! Portanto, sim, quem manda nos EUA são o conjunto formado pelas forças armadas e pelo complexo militar-industrial privado, conjunto esse apoiado incondicionalmente pela prostituída máquina de informação falsa e de propaganda! Tudo gente NÃO eleita, logo, desculpe lá caro leitor mas, os EUA, não são uma democracia! Ah, e vocês médias tugas, não têm para aí um desses vossos patéticos especialistas internacionais pró-EUA que expliquem ou que pelo menos se espantem com tanta incoerência norte-americona? Então? Ahahahaha!
 
 
A reacção do Irão
o Irão, que é tão mau segundo os nossos médias e segundo a opinião geral tuga, não é verdade?, foi quem disponibilizou de imediato 3 portos exclusivamente para o envio de bens essenciais ao Catar! Ahhh, esses demoníacos iranianos, suprindo necessidades básicas urgentes de um país vizinho, que bárbaros estes iranianos!
 
Em contrapartida, os nossos (nós Europa e EUA) queridos aliados árabes do golfo, são a causa do bloqueio ao Catar que leva à falta dos tais bens essenciais, não é? Fecharam fronteiras, pararam o abastecimento de bens essenciais, não deixam os aviões da Qatar Airways sobrevoar os seus céus, congelaram todos os vôos de Etihad, Emirates e companhia para o Catar, etc, tudo isto contra um minúsculo país que só tem gás e areia... Mas nós ocidentais, cuidado, achamo-nos ignorante e paternalmente os maiores campeões do mundo de direitos humanos e outras cagadas progressistas do género, não é verdade? Fará se não pensássemos isso de nós mesmos!
 
 
Eu não defendo esse retrógrado Catar, patrocinador de terrorismo, não! Só me pergunto é porque os maus iranianos decidem agir de forma humana ajudando o Catar que tanta merda fez na Síria (Síria essa defendida militarmente pelo Irão), e nós, os bons, assistimos impávidos a uma guerra económica e sabotagem económica, e ameaças de intervenção de aliados nossos contra um outro aliado nosso? E quem aparece para desenrascar esse aliado agora metido de castigo é o Irão, um país do "eixo do mal", hehehe! Não há um pingo de vergonha neste nosso Ocidente, quem tem razão mesmo é Andre Vltcheck! Leiam a propósito o seu livro "Terrorismo Ocidental - de Hiroshima à guerra de drones"!
 
Por isso, por essa falta de vergonha misturada por profunda ignorância de quem prefere saber a que horas, minutos e segundos nasceram os novos filhos de Ronaldo, neste país de merda chamado Portugal, a cada vez que digo a palavra Irão ou que digo que já visitei o Irão... ahhh, a ovelhada põe-se a despejar as palavras cliché  "terror", "guerra", "ditadura" , "opressão", "horror", "terroristas", "violência", "intranquilidade" e por aí fora que quase vomito só de pensar! Foda-se, palavras que bem se aplicariam aos EUA adulado por essas mesmas ovelhas tugas!, Palavras que, não, desculpem mas não, não se adequam ao Irão! O Irão não está em guerra com ninguém, nunca invadiu ninguém, não é um pais perigoso, não é uma ditadura, não é o caos e o horror nas ruas como já me disse na cara gente que ao contrário de mim nunca lá meteram os pés e que não se deram nunca ao trabalho de pesquisar seriamente nada sobre o Irão! Para quase toda a gente Irão = inferno na terra, o que é uma das mais revoltantes mentiras aceites como verdades consensuais no nosso ignorante, inculto e obscurantista ocidente!
 
 
Fugindo uns segundos para outro país, queria só lembrar que um país militarmente muito importante, o Paquistão, decidiu enviar 20.000 militares para o Catar, seguindo a decisão turca de enviar um máximo de 5.000 militares, 500 dos quais já presentes no Catar.

 

Excelente debate sobre a "novela Catar"

 

Duas importantes actualizações sobre o conflito sírio

Primeiro, os EUA transladaram os "rebeldes" terroristas do Maghawir Al-Thawra, que se encontravam ocupando o posto fronteiriço de al-Tanf em parceria com os ilegais ocupantes gringos e ingleses, para Ash Shaddaday, cidade do nordeste da Síria ocupada pelas FDS (curdos vendidos + NATO)! Uma vez mais estamos perante uma enorme incoerência curda que, ora combate "rebeldes", ora realiza parcerias com "rebeldes"... ora se queixa do apoio turco aos "rebeldes", ora os acolhe em território que controlam, como é exemplo este mais recente caso! Irra, que doentia multi-polaridade!

 

 

Segundo, ao mesmo tempo que os EUA ocupam ilegalmente o posto fronteiriço sírio de al-Tanf, exemplo flagrante de agressão directa dos EUA à Síria que inclui a construção de uma base militar nesse posto onde os EUA posicionaram escandalosamente um sistema de mísseis de longo alcance (HIMARS), ao mesmo tempo, dizia eu, ali mesmo em frente no lado iraquiano da fronteira, o "impossível" aconteceU! Então não é que o ISIS, em colapso acelerado por todo o lado, dá-se ao luxo de realizar um massivo ataque contra as forças iraquianas e captura-lhes terreno ali mesmo em frente a al-Tanf! E os EUA, ilegalmente ocupando o posto sírio de al-Tanf, não deram por nada do outro lado da fronteira, no Iraque seu suposto "aliado" na guerra contra o terrorismo? Ah, deixa-me adivinhar, os EUA andam demasiado ocupados abatendo caças sírios que (esses sim) realizam ataques aéreos ao ISIS, logo, EUA não tem tempo para combater ISIS mesmo ali atrás da orelha... pois, estou a ver. Depois quando vou ao café tenho de gramar com malta que diz que o que falha nos meus artigos é a "acusação infundada de cumplicidade entre EUA e ISIS"... é isso é... mééééééé!

 

exterminio nuclear parte 5 - mapa 1 copy.jpg

 

Por fim, várias hiperligações sobre estes ataques do ISIS (usando armamento de fabrico norte-americona) contra forças iraquianas por detrás das orelhas de muitíssimo distraídos norte-americonas ali em al-Tanf:

 

CONTÍNUA

 

Luís Garcia, 30.06.2017, Ribamar, Portugal

 

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 1 

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 2

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 3

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 4

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 5

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 7

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 8

leia mais artigos sobre a Síria aqui

 

 
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Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 5, por Luís Garcia

 

 

Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 5

 

Luís Garcia  POLITICA   

 

Há uns dias atrás disse a um amigo sírio que os mais recentes desenvolvimentos na Síria relacionados com a traição curda e com a força aérea dos EUA protegendo o ISIS ao bombardear forças sírias que combatem o ISIS a caminho de Raqqa empurram a Rússia e o mundo inteiro para um impasse de terrível resolução. Ou aceita-se a vontade gringa de roubar um terço do território da Síria onde criará o NATO-Curdistão que tanto deseja, ou teremos um conflito a global. Perguntei-lhe que cenário preferiria. Meio a sério, meio a brincar, e com o desespero de um sírio que assiste durante 6 anos ao barbarismo gringo que passa em completa impunidade, respondeu-me: "prefiro a segunda opção"...

 

Terrorismo na Venezuela

Sim, eu disse ontem que hoje o tema seria o Catar, mas não, fica para amanhã! Antes, um aparte sobre a Venezuela, pois não poderia deixar de reagir ao atentado terrorista ocorrido anteontem nesse país.

 

Tal como em Teerão ou nas Filipinas, terrorismo na Venezuela não é mediático nem merece reacção por parte dos nossos governos. E a TV apenas repete o mantra gasto de apelo ao fim da violência na Venezuela, enquanto a violência é feita pelos mercenários que a Europa apoia e os EUA financia, enquanto que porcamente vão culpando Maduro e o seu legítimo governo pelos crimes e actos terroristas da farsa de "oposição" que mais não são que umas dúzias de mercenários pagos. Provas não faltam! E assim ocorre um atentado terrorista na Venezuela e nada, nem condolências oficiais de estados europeus, nem críticas das TV's ocidentais ao terroristas patrocinados pelos EUA que realizaram o atentado de anteontem, e claro, choradeiras nem pensar! Isso só para Paris e Manchester! Apenas noticiaram de passagem e siga! Aqui fica um exemplo do que apareceu de passagem nos médias tugas:

 

Eu sei que, mea culpa, que nunca defendo a Venezuela neste espaço, mas não é por falta de vontade! É só mesmo porque o caso venezuelano é estupidamente óbvio: uma democracia plena com uma das mais democráticas constituições (ler aqui) e governado pelo partido (de Chávez) que mais eleições por ano enfrentou neste planeta, tendo ganho 18 das 20, sempre com observadores internacionais de dezenas países. Portanto, nem vale a pena tentar desmontar a propaganda porca de RTP, Globo e companhia. Por isso prefiro indicar aquilo que há a ler e a visualizar! É por demais óbvio. O leitor interessado no assunto dê uso ao que partilho abaixo:

 

Mais, assista a estes documentários sobre o golpe falhado em 2002 contra Hugo Chávez pois, sim, a história repete-se de forma incessante, não porque tenha de ser assim, mas porque as massas têm memória curta, curtíssima, e memória curta é caminho aberto e portas escancaradas para a triste repetição de ignóbeis histórias:

 

War on Democracy (em inglês e português)

 

The Revolution Will not be televised (em inglês e português)

 

Puente Llaguno claves de una masacre (em espanhol e português)

 

Asedio a una embajada (em espanhol) 

 

Voltando aos eventos mais recentes, de 2013 a 2017, e porque tão depressa não escreverei sobre este por demais óbvio exemplo de terrorismo norte-americona televisado com o rótulo de "manifestações pacíficas, quero-lhe mostrar alguns vídeos para que constate o quão "pacíficos" (não) são essas dúzias de mercenários terroristas! Alguns, sim, pois são aos milhares os vídeos no Youtube e noutras plataformas online! Não passar nas nossas TV's aparvalhantes e mentirosas não significa que não existam provas em vídeo sobre esses mercenários terroristas, bem pelo contrário! Vamos lá então:

 

"opositores pacíficos" lançado roquetes à polícia

 

#VENEZUELA "Opositores Pacíficos" atacan a la Policía con una granada (Casera) Fíjense bien en la potencia del explosivo, los escudos salen disparados unos 10 metros, dos Policías fueron heridos... Si esto fuera en EEUU ya estarían todos en bolsas de basura por terroristas, de eso pueden estar seguros.. Ahora ¿Saldrá esto en Televisión? Mas Info en Topete GLZ

Publicado por Topete GLZ em Sábado, 27 de Maio de 2017

 

 

"Opositores pacífico" destroem 50 toneladas de comida

 

Jovem pró-Maduro queimado vivo pelos "opositores pacíficos"

 

jornalismo parvo embebido no terrorismo "pacífico"  

 

"opositores pacíficos" ardem infantário público com bebés dentro

 

"opositores pacíficos" assaltando o Centro Comercial Palo Verde

 

"opositores pacíficos" assaltando o Sundde de El Rosal

 

"opositores pacíficos" detidos após assalto à Base Militar La Carlota

 

Enfim, todos estes actos terroristas são tão ridiculamente óbvios que nem me dou ao trabalho de os analisar. Em poucas palavras, as nossas TV's ocidentais, quando denigrem o governo de Maduro estão pura e simplesmente MENTINDO, MANIPULANDO INFORMAÇÃO e OMITINDO INFORMAÇÃO SUPER ESSENCIAL! O resto são cantigas!  

 

Ainda assim, não quero acabar este artigo sem antes relembrar que a democratíssima constituição venezuelana inclui um democratíssimo artigo que permite derrubar de forma automática um governo se 1 milhão de assinaturas forem recolhidas. 1 milhão é coisa pouca num país de 30 milhões, e corresponderia a 333.000 em Portugal, se a nossa constituição fosse tão democrática como a venezuelana! Portanto, em vez de queimar por completo 18 universidades públicas mandadas construir por Chávez, em vez de queimar comida e medicamentos, em vez de esconder comida e medicamentos até perderem a validade, em vez de tentar impedir cidadãos venezuelanos pró-governo de irem trabalhar usando para o criminosos efeito invisíveis cabos metálicos atravessando ruas e óleo no chão que têm tido como consequência a morte de dezenas de seres humanos, etc, etc, em vez de todos estes atentados terroristas, epá, juntai um milhão de assinaturas foda-se! Ah não conseguem juntar sequer um milhão? Epá, então fodam-se mais aos médias ocidentais que vos apoiam! Pois claro que não conseguem nem de perto nem de longe um milhão de assinaturas, basta ver que os "manifestantes pacíficos" cometendo crimes e atentados terroristas nas ruas da Venezuela nunca ultrapassam umas dúzias! E querem os médias ocidentais que, pela violência total, umas dúzias de criminosos derrubem um governo democraticamente eleito? Pó caralho mazé!

 

Veja a lista das recentes mortes no país e constate que a maioria das mortes são de pessoas pró-governo e forças da ordem, irra! Pó caralho RTP que nos informa no seu diário e orwelliano minuto de ódio à Venezuela que morreu mais alguém, mas que se esquece (perversamente) de dizer como e porquê:

 

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Para que o leitor fique com uma noção sobre quanto a oposição terrorista venezuelana respeita o sistema democrático no seu país, sim, por favor, assista ao vídeo abaixo. Oposição liderada pelo senhor Capriles e financiada com fundos oferecidos pela Comissão Europeia, o mesmo senhor Capriles que em 2002 invadiu de forma criminosa a Embaixada de Cuba (ver o documentário mais acima "Asedio a una embajada") e prometeu matar de fome e sede os seus funcionários. Oposição da qual faz parte Leopoldo López, preso por ter cometido atentados terroristas mas apelidado na altura de "prisioneiro político" pela nossa RTP de merda. Sim esse mesmo Leopoldo López, vejam no vídeo abaixo o que diz ele sobre a sua derrota em eleições democráticas: "não estamos para esperar 6 anos para que ocorra uma mudança na Venezuela! Ou o que diz Marina Corina Machado, essa terrorista funcionária do imperialismo gringo: "alguns dizem que temos de esperar"! Alguma dúvida ainda pessoal?

 

Leopoldo Lopez culpable

Leopoldo Lopez culpable

Publicado por Pensamentos Nómadas em Sexta-feira, 3 de Junho de 2016

 

E também convém relembrar tudo isto e não permitir que a história repita-se, porque sim, a Rússia apoia de forma inequívoca a soberania venezuelana e tem enormes investimentos na Venezuela no sector energético. Porque a Rússia em colapso de 2002 não é a potência intocável de 2017. Porque os EUA têm um porta-aviões, barcos de guerra, aviões e milhares de soldados há anos na ilha de Curaçao, ali mesmo ao lado a poucos quilómetros da costa venezuelana, esperando ordens do seu governo para invadir a Venezuela. Uma invasão norte-americona da Venezuela, sim, também nos conduziria portanto para o extermínio nuclear!

 

Oiça, caro leitor, as palavras sábias e sensatas proferidas recentemente pelo eurodeputado espanhol Javier Couso acerca da perversa posição espeanhola e europeia sobre o terrorismo de que é vítima a Venezuela:

 

 

E assista a estes documentários de Abby Martin para a Telesur English:

 

Abby Martin Meets the Venezuelan Opposition

 

Abby Martin in Venezuela - Supermarkets to Black Markets

 

Venezuela Economy Minister — Sabotage, Not Socialism, is the Problem

 

Constituent Assembly Dictatorship or Democracy in Venezuela?

 

E, se acredita na triste propaganda que acusa, sem lógica nem fundamento nenhum, Chávez e Maduro de provocarem pobreza e violência na Venezuela, por favor, leia estes 2 documentos com análises matemáticas a vários indicadores sócio-económicos:

 

CONTÍNUA

 

Luís Garcia, 29.06.2017, Ribamar, Portugal

 

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 1 

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 2

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 3

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 4

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 6

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 7

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 8

 

 
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Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 4, por Luís Garcia

 

 

Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 4

  

Luís Garcia  POLITICA    

 

Há uns dias atrás disse a um amigo sírio que os mais recentes desenvolvimentos na Síria relacionados com a traição curda e com a força aérea dos EUA protegendo o ISIS ao bombardear forças sírias que combatem o ISIS a caminho de Raqqa empurram a Rússia e o mundo inteiro para um impasse de terrível resolução. Ou aceita-se a vontade gringa de roubar um terço do território da Síria onde criará o NATO-Curdistão que tanto deseja, ou teremos um conflito a global. Perguntei-lhe que cenário preferiria. Meio a sério, meio a brincar, e com o desespero de um sírio que assiste durante 6 anos ao barbarismo gringo que passa em completa impunidade, respondeu-me: "prefiro a segunda opção"...

 

 

A doentia multipolaridade curda

Em primeiro lugar há que distinguir os vários tipos de curdos que participam na terrorismo-colonização da Síria a mando dos EUA, onde são a cara naquilo que o ISIS é a coroa. Primeiro, curdos do Iraque, cuja província autónoma é um estado vassalo dos Israel e dos EUA ou, se preferirem, um protectorado controlado política e economicamente por aqueles 2 estados. Os seus peshmergas são invasores ilegais na Síria e foram estes que andaram namorando com Erdogan para a criação de um estado curdo no norte da síria onde a Turquia despejaria os indesejados curdos turcos. Segundo, os curdos sírios que eram em grande parte curdos turcos que fugiram da perseguição na Turquia no tempo de Assad pai e que receberam a cidadania do multi-étnico-multi-religioso-laico estado sírio no tempo de Assad filho. Estes combateram do lado do governo sírio contra a ingerência ocidental no inicio do conflito, mas venderam-se depois aos EUA com a promessa absurdo de estado curdo sob solo roubado à Síria, país onde não só nunca foram perseguidos como onde sempre foram bem acolhidos quando outros os perseguiam. Terceiro, curdos turcos, que fizeram mais ou menos o mesmo que os curdos sírios até que também se venderam à tal absurda promessa. Mas há uma diferença, ao se venderem aos EUA, permanecendo na Síria, prontos para actuar pelas SDF contra a Síria numa guerra de colonização do nordeste deste país, estão a cometer um acto ilegal e portanto não há forma de lhes dar razão!

 

Com as tristes reviravoltas em torno do Catar, esta malta curda, no seu conjunto até já pede ajuda à bárbara Arábia Saudita, imagine-se! Catar será o tema da parte 5 mas, ainda assim, analisemos aqui aquilo que envolve directa ou indirectamente curdos. Para tal é preciso recuar uns anos no tempo de forma a relembrar de que lado estavam os curdos no início da agressão ocidental à Síria.

 

De 2011 a 2014, curdos sírios e curdos turcos combatiam do lado do governo de Assad contra os falsos rebeldes e o ISIS pagos pelos nossos ocidentais impostos. Eu próprio me encontrei no verão de 2014 no leste da Turquia com curdos turcos acabados de voltar na luta contra o terrorismo ocidental na Síria, e mostravam-se muito orgulhosos por o fazer. Para quem não quiser acreditar na minha palavra, e faz muítissimo bem, que procure por notícias da altura e constate que curdos nessa altura estavam efectivamente combatendo do lado das forças legítimas sírias, enquanto outros iam-se vendendo secretamente ao plano norte-americona de um NATO-Curdistão. A reviravolta aconteceu em 2014 quando esse plano de um NATO-Curdistão começou a ser implementado pelos EUA sob o disfarce de coitidinhas FDS, a tal cara (curdos) do outro lado da coroa (ISIS) na terrorismo-colonização norte-americona da Síria que já foi explicada de forma exaustiva no artigo Terrorismo-colonização da Síria! E para a mediatização das novas FDS (curdos vendidos + NATO), de muito serviram massacres como os de Kobani que, para quem lê a história do imperialismo norte-americona por esse mundo fora, é fácil perceber que (esse massacre) encaixa perfeitamente no macabro padrão: criar uma matança de curdos com o seu ISIS, mediatizar ao máximo, apoiar a criação de uma força curda (FDS) para supostamente por termo a matanças do género e, no final, quando a malta acorda, upssss, mais um estado vassalo dos EUA saído da cartola! Só não constata o padrão quem dorme em demasia!

 

Mas bom, a partir desse momento uma grande parte dos curdos presentes na Síria venderam a alma ao demónio. Digo boa parte porque acredito que, como sempre, o mal vem de cima, de chefias militares e políticas curdas, contaminando uma boa parte dos curdos abaixo daqueles. Mas não todos, claro. Prova disso são as minhas constantes conversas com sírios árabes que me asseguram que seus amigos sírios curdos se opõem ao plano norte-americona de partição da Síria. Mas enfim, foquemo-nos na maioria tresloucada ou lobotimizada e com pactos com o demónio.

 

Quando digo que venderam a alma ao demónio é óbvio que me refiro ao consentimento que deram para a colonização militar do nordeste da Síria pelos EUA e seus estados vassalos membros da NATO. Os EUA/NATO, descaradamente, construiram pelo menos a partir de 2014 (muito provavelmente 2013) várias bases militares no nordeste da Síria controlada militarmente por forças curdas. Fizeram-no de forma absolutamente ilegal, um acto escandaloso se feito por outro qualquer estado a um qualquer outro estado. Escandaloso para mim que devo ser tolo pois, para os nossos médias, de tal modo devem ter achado ser tudo isto meras banalidades que nunca sequer as noticiaram, não é? E que em altura começou esta colonização militar norte-americona e a construção de bases militares norte-americonas no estado soberano sírio? Eheheheh, precisamente na altura em que os nossos médias repetiam incessantemente a mentira de que a Rússia teria invadido a Ucrânia. Até hoje estou à espera das provas, nem um vídeo, nem uma foto sequer dos tão anunciados tanques russos invadindo solo ucraniano, não é? Isto numa altura em que os EUA realizaram o golpe de estado que tirou do poder, de forma violenta, o presidente democraticamente eleito da Ucrânia, o senhor Viktor Yanukovych. E não, não me venham com a treta da Crimeia, não! A Crimeia habitada por uma esmagadora maioria de mais de 80% de russos reagiu de forma pacífica ao golpe de estado norte-americona em Kiev organizando um pacífico referendo. Queriam o quê depois de ter sido aprovada uma nova constituição ucraniana (ilegítima) que proíbe o uso da língua russa na Ucrânia e que incentiva a caça a russos, sim, caça a russos, ou perseguição a russos, como preferirem? Então a malta no ocidente não adora usar o nome Hitler, o tal mauzão nazi, como sinónimo de demónio na terra? Ora, assim sendo, como se podem espantar que russos da Crimeia realizem referendos para se verem livres dos novos hitlers no poder em Kiev? E mais, quando os EUA inventaram uma guerra civil na Jugoslávia de forma a desmontar o único grande estado europeu insubmisso, onde andavam aqueles que se chocam com a anexação russa da Crimeia? Sim, onde estavam quando os EUA inventaram o referendo de independência do Kosovo? Ahhh, referendo no Kosovo sob um falso pretexto de genocídio, sim, falso, ide ler o relatório final da ONU sobre o que (não) se passou no genocídio que levou à massiva destruição NATOniana da Sérvia e ao referendo de independência do Kosovo. E então, referendos de independência, sim ou não? Ahahahahahah!

 

Stolen Kosovo

 

La Guerra Infinita 1

 

La Guerra Infinita 2

  

Voltando à Síria ou, mais precisamente ao nordeste da Síria ocupado pela NATO com a desculpa parva de umas FDS, a pergunta que estou mesmo à espera que o leitor formule é: então, perante a ocupação militar ilegal gringa, a construção ilegal de várias bases militares, o treino e armamento ilegais de forças (curdas) em território sírio, o governo sírio não diz nada? Assad, o tal "sanguinário tresloucado" não reage? E a Rússia, de Putin, o outro "sanguinário", também não reage? Ora essa! Então a TV está sempre a dizer-nos que Assad "mata indiscriminadamente civis " por puro prazer, e que Putin quer "invadir os países bálticos porque sim" e que por isso Putin é "uma ameaça à paz mundial", e raios, nem um aproveita para matar uns coitadinhos curdos nem o outro aproveita para empurrar o mundo para o extermínio nuclear! Porque será? Certamente porque nem um é sanguinário nem o outro deseja exterminar a espécie humana, bem pelo contrário. Os sírios andam há 6 anos ocupados a defender-se de uma agressão múltipla dos EUA, da NATO, dos seus aliados terroristas (Israel, Arábia Saudita, etc) e de organizações terroristas norte-americonas como a al-Qaeda ou o ISIS. Portanto, a questão do NATO-Curdistão, como tem dito Assad, fica para depois da eliminação do terrorismo na Síria! Voilá! Os russos, esses, enfim, têm um assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas e respectivo poder de veto, o qual têm usado para barrar propostas de legalização da invasão norte-americona à Síria. Mais, embora não passe nas nossas orwellianas TV's ocidentais hiper-selectivas (ler: que realizam uma censura total), a Rússia e não só (Bolívia, Venezuela, etc) sempre criticaram no seio da ONU a invasão ilegal dos EUA disfarçada de FDS, pois claro! E propõem inclusive resoluções contra! Mas claro, nem os EUA as deixam passar, nem as nossas censuradoras TV's nos dizem que os EUA assim reagem! Vive-se numa realidade paralela no Ocidente, apesar da sede das Nações Unidas estar localizada no Ocidente, nos EUA! Enfim. Voltando à Rússia. Que mais poderiam fazer? Usar força física? Sim, claro, teriam toda a legitimidade pois encontram-se legalmente na Síria, ao contrário do invasor gringo! Mas claro que não usa, pelo contrário, a Rússia tem habilmente evitado nestes últimos 3 anos muitos convites dos EUA para o tal extermínio nuclear e, a ocupação militar norte-americona do nordeste sírio é só o mais óbvio convite para esse extermínio nuclear! Depois venham-me dizer que Obama era um "santo" e que Putin é um "monstro", sim, descerebrados submissos que regurgitam toda a merda que a TV vos impinge!

 

Bom, por fim, voltemos à frente no tempo, até ao presente, para falarmos de novo da questão Catar. Portanto, o cocktail curdo, depois de tudo o que se passou nos últimos anos, e sem esquecer que supostamente combatem o ISIS na Síria (ler partes anteriores), agora, lembra-se de pedir ajuda à Arábia Saudita! Porquê? Ahhh, porque a Arábia Saudita chateou-se com o Catar, a Turquia chateou-se com a Arábia Saudita e mandou 500 militares turcos para o Catar para o proteger, logo.... puta de curto-circuito mental tipicamente curdo: "Árabia Saudita dá-nos guito e armamento, por favor!" Que risada! Não, a sério, todos os 3, Turquia, Arábia Saudita e Catar passaram anos patrocinando terrorismo na Síria. A Turquia, seguindo os acordos de Astana com o Irão e a Rússia desvia-se desse caminho, e ainda bem. O Catar, devido a questões económicas e geostratégicas (na próxima e quinta parte) desistiu de patrocinar terrorismo na Síria. Até aqui tudo bem, e deveriam ser boas notícias para curdos... mas não. Quem se chatear com a Turquia, neste caso a Arábia Saudita, passa a imediato aliado de gente com distúrbios mentais profundos!

 

Sim, distúrbios mentais profundos! Então, quem massacrou curdos em Kobani e por essa Síria fora, não foi o ISIS apadrinhado sobretudo pela Arábia Saudita? Então, e que raio andam neste momentos as FDS curdas fazendo em redor de Raqqa, não é conquistar essa cidade ao ISIS? Então, e não é "a eliminação do ISIS em solo sírio" a desculpa oficial do Pentágono para apoiar militarmente as FDS curdas? Ora bolas, e vão pedir ajuda à Arábia Saudita? 

 

Mais, então, não são o PKK e o YPG curdos (que compõem as FDS) movimentos que, ideologicamente se dizem progressistas, socialistas, libertários, igualitários, laicos, até comunistas? Ahahahah, e vão pedir ajudar económica e militar a um reino medieval onde não há sequer uma constituição a sério, nem eleições, onde mulheres mandam menos que gado e onde se pode decapitar gente na rua por que sim? Ah, bravo, 1000 vezes bravo aos progressistas curdos da treta! E tenho bem presente em mente as palavras progressistas que ouvi da boca de curdos do PKK na Turquia, quando por lá andei... está bonito o progressismo curdo, está!

 

Mais exemplos da tresloucada multipolaridade curda

No noroeste da Síria, região de Afrin (zona amarela no mapa abaixo), as forças curdas no local aceitaram há poucas semanas a vinda de forças russas para os proteger dos ataques turcos que ocorreram mais ou menos entre o dia 25 de Abril e o dia 10 de Maio contra posições curdas. Muito bem, é só mandar os bombeiros russos que eles apagam todos os fogos, apesar de na imprensa ocidental russos serem rotulados de pirómanos. Não esquecer que Erdogan, outro tresloucado, apesar dos acordos alcançados em Astana com vista à desconflitualização das zonas "rebeldes" terroristas na Síria, contínua afirmando que apoia os "rebeldes" do Free Syrian Army (FSA) e, portanto, FSA são também inimigos das FDS (curdos mais NATO) apesar daqueles "rebeldes" das FSA serem apoiados pela NATO, como se viu no caso da captura de militar da NATO durante a libertação de Aleppo em Dezembro último, NATO essa que é quase tudo nas "curdas" FDS. Enfim, a multipolaridade norte-americona também daria uma série de artigos só por si, portanto foquemo-nos na dos curdos. Para quem duvide, basta procurar notícias entre 25 de Abril e 10 de Maio e constatar que uma boa parte dos ataques contra as FDS não vieram da Turquia mas sim dos "rebeldes" da FSA! Não se esqueça deste ponto caro leitor, pois a seguir vêm contradições!

 

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Continuando na onda de parcerias, agora entre forças sírias e as curdas FDS, desde o dia 2 de Março até ao dia 24 de Junho (4 dias atrás), havia uma zona tampão patrulhada por forças sírias e disponibilizada para o eifeto pelas FDS curdas, de forma a minimizar o contacto directo em as forças turcas que ocupam uma parte da Síria e os curdos das FDS que ocupam uma parte ali mesmo ao lado. A Síria de Assad, que, ao contrário do que a TV ocidental afirma, é pacífico e se mostra sempre disponível para fazer compromissos pacíficos deste género, só abandonou o acordo desse tampão há 4 dias porque, não esquercer o que foi dito na parte 2, as forças dos EUA embedidas nas FDS abatarem um caça sírio quando este combatia o ISIS! Assim não dá, pois não! Então não basta já serem os sírios, tão desgastados por 6 anos de guerra, a oferecerem-se para fazer de tampão entre uma parte do seu território ocupado pela Turquia (membro da NATO) e uma parte do seu território ocupado pelas FDS (curdos + NATO), para depois ainda serem atacados por quem ilegamente (EUA) se encontra na Síria patrocinando curdos e suas tresloucadas ambições? Assim não dá!

 

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Agora, indo directo às incoerências, quem me explica, portanto, a presença de "rebeldes" do FSA nos arredores de Raqqa colaborando com os curdos das FDS no teatralizado combate contra o ISIS dentro de Raqqa, hein? Então FSA e e FDS não são inimigas e não estão em permanente conflito a norte, hein?

 

Ou, porque é que em redor de Raqqa, as FDS (curdos + NATO), em vez de conquistarem simplesmente a cidade ao ISIS, não, metem-se antes a barrar o caminho às forças governamentais sírias (que também tentam chegar a Raqqa)? Mais, em vez de simplesmente conquistarem a cidade ao ISIS, cercam parcialmente a cidade deixando os membros do ISIS sair pela zona não cercada em total impunidade? Porque não bombardeiam os EUA estes trogloditas saindo de Raqqa a pé, de moto, de jipe, alvos tão estupidamente fáceis, em vez de andarem a abater caças sírios que, precisamente, bombardeiam esses mesmos membros do ISIS saindo impunemente de Raqqa? Ahhh, foda-se, não dá para explicar, não é? Ainda assim levo com malta dizendo que lê os meus artigos mas que não concorda comigo quando digo que os EUA apoiam o ISIS? Não? Puta que pariu de paralisia mental! E depois, claro, têm de serem os monstruosos e gulagianos russos a matar centenas de membros do ISIS com ataques aéreos  , enquanto estes trogloditas fogem de Raqqa para Der-ez-Zor.

 

Pior, como se explica que as FDS capturem subúrbios de Raqqa ao ISIS sem disparar um tiro? Não é só a questão dos membros do ISIS que saem impunemente da cidade rumo ao deserto, não! Sim, digam-me, como se conquista subitamente zonas urbanas sem combater? Veja-se, em claro contraste, os meses que têm levado aos iraquianos para conquistar Mossul, bairro a bairro, rua após rua! Pois claro, se estou farto de dizer que FDS é cara e ISIS é coroa na moeda imperialista gringa, não é de espantar tais acontecimentos!

 

E o contrário também não! Sim, o contrário, alguém me explica por que raio as FDS perderam para o ISIS há dias uma faixa de território junto à fronteira sírio-iraquiana? Que conveniente, sabendo que os EUA querem que haja ISIS bloqueando essa fronteira! E perder território para o ISIS agora que o ISIS desmorona-se por completo? A sério? Como?

 

E pior ainda, os curdos das FDS perdem esse pedaço de território sírio para o ISIS junto à fronteira sírio-iraquiana mas, do outro lado, do lado iraquiano propõem ajudar as PMU (iraquianos aliados de Assad) a combater o ISIS! Ora essa! 

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E agora, parece que os seus patrões, os EUA, querem levar curdos das FDS para o posto fronteiriço de al-Tanf no deserto do sul do país, com a missão de substituírem os "rebeldes" da treta que fazem companhia ao sistema de mísseis gringos e à mini-base gringa lá instalada há poucas semanas! Portanto, curdos, neste caso, voltam a não ter problemas com "rebeldes", hehe! E "para quê esta jogatana gringa", pergunta-se o leitor, não é? Porque desde os massacres de  Kobani os curdos são "os desgraçadinhos na terra", não pela chacina de pessoas (curdas), pois chacinas não faltam do Iémene à Nigéria que passam completamente despercebidas, mas porque essa chacina orquestrada pelos EUA e bem apresentada mediaticamente, cumpriu em pleno os seus objectivos e hoje, as cabecinhas ocidentais que não ligam a coisa nenhuma, quando ouvem a palavra "curdos" ou a palavra "Kobani", desfazem-se em lágrimas. Com curdos ocupando o posto fronteiriço de al-Tanf em parceria com os EUA, pobre do sírio que tente recuperar (de forma legítima) aquele seu posto fronteiriço! E pobre do russo que tente chacinar tadinhos de curdos ladrões de postos fronteiriços em al-Tanf!  

 

Para acabar, um dos mais flagrantes exemplos de multipolaridade curda é a própria aliança com os EUA desde 2014 sob a forma de FDS e com o objectivo de criar o tal NATO-Curdistão. Mas come merda esta gente? Ahhhh, então eu que sei, de experiência própria, que curdos da Turquia adoram história e debater história... passa-se tardes e serões inteiros debatendo história e política com curdos sem se dar por ela... e agora vejo curdos vendendo-se aos EUA? Mas que se passa com esse pessoal? Amnésia colectiva? Já se esqueceram por que razão boa parte fugiu do genocida estado turco para encontrar abrigo e acolhimento na Síria? Já se esqueceram do papel central da NATO na horrível perseguição aos curdos desde os anos 60 na Turquia que levou a criação do próprio PKK? Irra, que triste amnésia colectiva! O leitor interessado pode ler o último capítulo do livro abaixo, sobre Turquia, NATO e curdos:

 

Portanto sim força, curdos vendidos, sim, invadi Raqqa com apoio dos EUA e chacinai sírios árabes de Raqqa, pois para as ovelhas ocidentais há massacres maus (curdos de Kobani) e massacres bons (árabes de Raqqa)! Força, continuai podres vendidos curdos! Continuai a enterrar bem fundo o próprio futuro do povo curdo! Os EUA não têm aliados, apenas interesses estratégicos e peões (como vocês) em part-time! Estão se cagando completamente para curdos e para quem quer que seja! E vocês curdos, ficarão isolados, sem aliado nenhum, sem nenhum país amigo ou amigável por culpa vossa, por cuspirem na cara dessa Síria que vos acolheu de braços abertos quando a Turquia (+ EUA) voz perseguia selvaticamente!

 

A Turquia e Erdogan na Síria

É quase impossível para os sírios confiar em turcos hoje em dia, depois de toda a pilhagem industrial, patrocínio de terrorismo e por aí fora. Na minha opinião, depois dos últimos eventos (provocações curdo/NATO à Síria), a Turquia, apesar de ser membro da NATO, paradoxalmente, só poderá ser levada a sério por sírios se invadir as zonas sírias controladas pelas SDF, única maneira de retirar o controlo físico de território sírio aos curdos sem despoletar um conflito mundial, pois SÃO membros da NATO! Portanto podem fazer o que quiserem, e têm poder de negociação para o fazer (bases dos EUA dentro da Turquia), como ajudar indirectamente a Síria contra as FDS, visto que nem sírios nem russos podem atacá-los sem que acabemos num extermínio nuclear.

 

Pelos vistos sim, devido a interesses económicos e energéticos de força maior, como a indústria do turismo mas, sobretudo, como o oleoduto Turkish Stream a construir em parceria com a Rússia, mesmo que contrariados, os turcos vão agindo em função dos interesses da Síria e da Rússia. Basta constatar que desde o dia 25 de Junho, 1 dia depois da Síria ter abandonado o seu papel de tampão entre curdos e turcos já referido acima, a Turquia voltou a atacar zonas das FDS e assim continuam até ao momento em que escrevo este texto, de forma bastante intensa! Outro exemplo-prova da viragem turca é o apoio diplomático e militar ao Catar, já aqui referido! Se Turquia apoia Catar no conflito ArábiaSaudita-Catar é porque acabou o casamento-terrorista Turquia-ArábiaSaudita! Mais, estando na origem desta novela Catar acordos económico-energéticos entre Rússia e Catar, e tendo o Irão prontamente reagido à agressão indirecta ao Catar disponibilizando de forma exclusiva 3 dos seus portos por onde enviar bens essenciais para os estrangulados cataris... Turquia enviando 500 militares turcos para proteger o Catar demonstra bem de que lado está a Turquia por esta altura!

 

 

Mais, a Turquia ficará responsável pela desconflitualização de Idlib, o que é bem, visto que essa mesma Turquia que criou o conflito na região de Idlib e Aleppo no início da agressão à Síria, foram os turcos que roubaram a indústria têxtil e outras indústrias de Aleppo, foram eles que abriram fronteiras ao tráfego de armas, petróleo, pessoas, artefacto históricos, terroristas etc, apoiando falso rebeldes e ISIS. Eu espero que sim, que a Turquia cumpra a sua parte dos acordos de Astana, e que ajude à normalização pacífica da região de Idlib. Só estou é a adivinhar uma grande enchente de terroristas "rebeldes" a caminho de um continente chamado Europa. E não tenho pena nenhuma. Quem semeia ventos, colhe tempestades!

 

Ah, e quanto ao território sírio ocupado neste momento pela Turquia, só se pode concluir que seja para largar, também de forma pacífica, quando e se acabar a tentativa norte-americona de colonização da Síria disfarçada de coitadismo curdo. Assim sendo, o esporádico ladrar de Erdogan contra Assad será apenas para confundir norte-americonas e euro-ovelhas ou, a boca fugindo-lhe para o que passa na mente desse criminoso e terrorista Erdogan! Ou as duas coisas!

 

CONTÍNUA

 

Luís Garcia, 28.06.2017, Ribamar, Portugal

 

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 1 

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 2

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 3

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 5

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 6

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 7

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 8

leia mais artigos sobre a Síria aqui

 

 
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Extermination nucléaire, oui par pitié! Partie 2, par Luís Garcia

 

Extermination nucléaire, oui par pitié! Partie 2

 

Luís Garcia  POLITICA  en français 

 

Je disais avant-hier à un ami syrien que les évolutions récentes en Syrie, mises en relation avec la trahison kurde et avec les forces aériennes étatsuniennes protégeant Daesh en bombardant l’armée syrienne qui combattent Daesh sur la route de Raqqa, ont entraîné la Russie et le monde entier dans l’impasse d’une terrible résolution. Soit on accepte la volonté gringa de voler un tiers de territoire à la Syrie pour créer l’OTAN-Kurdistan tant désiré, soit on arrive à un conflit mondial. Je lui ai demandé quel scénario il préférait. En plaisantant à moitié, et avec le désespoir d’un syrien qui assiste depuis 6 ans au barbarisme gringo qui se déroule en toute impunité, il a répondu «je préfère la 2nde option»…

 

Retour sur la reprise définitive du Plan B

Avant d’aller plus loin dans ce sujet, il est indispensable de partager ici quelques cartes qui exprimeront d’elles-mêmes l’indignation qu’inspire l’éhonté, illégal et criminel sabotage étatsunien  de la reconquête syrienne contre Daesh. J’en appelle à votre sens de l’empathie, mettez-vous à la place des gens en Syrie qui, depuis 6 ans de guerre ayant provoqué la destruction massive du pays, la mort d’un demi-million de personnes et la fuite de presque la moitié de la population, sans parler de l’embargo européen criminel imposé à la Syrie sur la nourriture et les médicaments, mettez-vous à leur place, disais-je, imaginez l’énorme sentiment de frustration, d’impuissance et d’injustice devant le sabotage étatsunien des avancées syriennes qui sont largement supérieures à l’ennemi et parviennent à avancer à une moyenne de 10km contre Daesh dans plusieurs directions! Imaginez-vous être syrien, et assister au sabotage étatsunien de ces avancées par des bombardements illégaux  d’avions de chasse contre les forces syriennes combattant Daesh! Imaginez la frustration de voir les Etats-Unis d’Amérique (EUA) saboter l’arrivée des syriens à Raqqa! Mais venons-en aux cartes. J’ai choisi la date du 8 mai de manière à remonter à 1 mois et demi dans le temps, recul suffisant pour démontrer visuellement ce que je dirai plus bas:

 

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Base militar de al-Tabka ocupada pelos EUA e o RU = Base militaire de al Takba occupée par les EUA et le Royaume Uni

Território sírio ocupado pela Turquia = territoire syrien occupé par la Turquie
governo sírio = gouvernement syrien
"rebeldes" terroristas = «rebelles» terroristes
FDS EUA/NATO + vendidos =  FDS États-unis/OTAN + kurdes corrompus
ISIS = Daesh

 

J’aimerais d’abord rappeler au lecteur qu’il convient d’avoir lu l’article Terrorisme-colonisation en Syrie pour comprendre (ou pas, si mon analyse se révèle inexacte) comment et pourquoi le 22 mars 2017, les EUA/FDS ont décidé de traverser illégalement l’Euphrate et, illégalement aussi, occuper la base militaire d’al-Tabka (au centre des cartes, à côté de al-Tawrah) où se sont installées non des troupes kurdes, mais des troupes terroristes britanniques et étatsuniennes. En résumé, l’idée était de bloquer préventivement l’armée syrienne (SAA) qui avançait rapidement vers Raqqa depuis le mois d’avril. Pour bloquer à l’avance l’armée syrienne, les EUA, se trouvant illégalement en Syrie, ont occupé la base d’al-Takba et le carrefour avoisinant reliant Alep à Raqqa et Homs à Raqqa.

 

Carte 1- 08.05.2017
Commençons par la première carte, le 8 mai. Comme vous pouvez le constater, en comparant les cartes de l’article Terrorisme-colonisation en Syrie, l’armée syrienne avance rapidement contre Daesh, depuis la banlieue d’Alep jusqu’à la base aérienne de Jirah, le rectangle rouge à la frontière Syrie/Daesh sur la partie nord de la carte. Là, ils se sont arrêtés quelques jours, pour que les forces de Tigre (celles qui réalisent les avancées militaires contre Daesh) se réorganisent et se rééquipent. A partir du 13 mai, après la conquête de la base de Jirah, l’avancée rapide contre Daesh a repris, vers Raqqa. De plus, en analysant les cartes des mois passés (d’ailleurs, des 2 dernières années), on peut facilement conclure que la frontière des FDS et de Daesh autour de Raqqa n’a presque jamais changé, dans une fausse paix entre les «pauvres malheureux» kurdes et les terroristes de Daesh, ce qui amène à une conclusion dérangeante, que les FDS et Daesh ne décident de rien, n’ont aucune stratégie et qu’ils sont simplement les 2 facettes du Plan B américon.

 

Oui, je sais, le Plan B, d’après ce que j’ai affirmé sur ce site (Terrorisme-colonisation en Syrie), l’idée générale de ce plan est que Daesh conquière du territoire aux syriens, pour qu’ensuite les FDS kurdes conquièrent du territoire à Daesh, territoire où l’OTAN-Kurdistan est censé être créé à la fin. Pourquoi diable cette fausse paix entre FDS et Daesh alors? Ahhh, mais c’est simple, Raqqa est de facto la capitale de Daesh en Syrie, et Daesh a besoin de cette grande ville comme quartier général de son armée terroriste. Je pourrai ici donner des exemples concrets pour expliquer l’importance de cette affirmation mais l’espace est réduit et les exemples ne manquent pas sur internet. Il suffit de dire que, maintenant que les syriens s’approchent dangereusement (pour les ambitions illégales et impérialistes des EUA) de la capitale de Daesh, les EUA ont ordonné à Daesh d’abandonner la ville et ont ordonné aux FDS de conquérir la ville. Sinon, merde, si les kurdes (FDS) veulent créer un Kurdistan au nord de l’Euphrate, et que Raqqa se trouve au nord de l’Euphrate, et que c’est la plus grande ville syrienne au nord de l’Euphrate, et que les FDS ont le soutien militaire (illégal) de plusieurs pays de l’OTAN (Pologne, France, Danemark, Norvège, RU, EUA, etc…), et que l’OTAN a au moins 5 bases militaires (illégales) sur ce territoire au nord de l’Euphrate, pourquoi diable les kurdes n’ont-ils pas décidé de conquérir Raqqa bien avant? Et si c’était parce que le patron EUA/OTAN ne les y avait pas alors autorisés? Bien sûr que c’est pour ça. Et quand on constate que maintenant, tout d’un coup, les FDS se mettent à conquérir des zones urbaines de Raqqa aussi rapidement qu’on conquière une zone de désert vide (si on compare, par exemple, les mois que les iraquiens ont pris à reconquérir Mossoul à Daesh) comme on conquiert quelque chose à quelqu’un qui, non seulement n’offre pas de résistance mais en plus fuit sans combattre, c’est que quelque chose ne tourne pas rond dans cette équation FDS x Daesh autour de Raqqa.

 

Carte 2 – 01.06.2017
La deuxième carte, du 1er juin 2017, illustre bien ce que je viens de dire. Les forces syriennes avancent considérablement sur la route Alep-Raqqa, les EUA ont étendu leur contrôle territorial autour du carrefour des routes Alep-Raqqa-Homs, et les kurdes ont soudainement (sans combat, pour ceux qui n’ont pas creusé le sujet) conquis une énorme zone suburbaine autour de Raqqa.

 

Carte 3 – 08.06.2017
Passons à la troisième carte du 8 juin 2017, lorsqu’une chose très intéressante et très attendue s’est finalement produite. A côté des avancées théâtralisées des FDS contre Daesh dans la banlieue de Raqqa, à l’ouest, l’armée syrienne, en prenant du territoire à Daesh, a atteint la frontière FDS/Daesh au sud de l’Euphrate, à côté du carrefour fatidique des routes Alep-Raqqa, Homs. Evidemment, et pragmatiquement, malgré la légitimité totale de la Syrie à combattre les FDS/OTAN pour récupérer cette route qui mène à Raqqa, non, l’armée syrienne n’a pas attaqué les FDS, et ce point est extrêmement important. Ils n’ont pas attaqué et ont décidé de faire quelque chose de logistiquement compliqué mais stratégiquement sensé. Je m’explique. Si à ce moment Daesh s’effondre et les syriens avancent rapidement contre Daesh; si à ce moment précis, grâce aux accords d’Astana se produit la fin du conflit entre les syriens et les forces «rebelles» terroristes dans les 4 grandes zones de désescalade; il est bien évident que tôt ou tard les syriens devront s’occuper de la conspiration gringa pour la création de l’OTAN-Kurdistan! Mais plus tard que tôt évidemment, puisqu’il faut d’abord récupérer militairement le territoire occupé par Daesh et diplomatiquement le territoire occupé par les «rebelles» terroristes. Alors seulement il faudra inévitablement s’occuper du problème OTAN-Kurdistan qui n’est pas Kurdistan mais bien une occupation militaire illégale de l’OTAN au nord-est syrien où se trouve la plus grande partie des réserves de pétrole et de gaz syriens. Malgré tout cela, ceux qui suivent la très intelligente stratégie militaire syro-russe  savent que les syriens n’auraient jamais, durant cette phase, attaqué l’OTAN/FDS! Point!

 

Cependant, deux jours plus tard, le 10 juin, le malheureux évènement arrive: les EUA ont attaqué l’armée syrienne à la frontière Syrie/FDS juste à côté du carrefour en question. Après un jour passé à reprendre des  villages à Daesh, les syriens se trouvaient en manœuvres de réorganisation quand ils furent attaqués par les EUA de manière absolument éhontée. Avec des  avions de chasse, les EUA réalisèrent des attaques aériennes qui aboutirent à la destruction de plusieurs véhicules militaires syriens dans le village récemment repris de Runthan. Quant à Raqqa, sur la troisième carte on peut voir que les conquêtes «kurdes» contre Daesh s’intensifient à partir du 8, et que les premiers quartiers de la ville commencent à être repris! Rien d’étonnant bien-sûr!

 

Carte 4 – 18.06.2017
Rendons-nous maintenant à la quatrième carte, le 18 juin il y a 5 jours, jour très important. En premier lieu, comme prévu, l’armée syrienne, de façon pragmatique, a évité la confrontation avec les FDS/OTAN et a contourné la parcelle de route Alep-Raqqa occupée par ces derniers, en continuant son avancée vers Raqqa, traversant le désert sans routes. C’est ici que se clarifie un point essentiel! Si l’OTAN/EUA/FDS ne s’est jamais donné la peine de gagner du terrain face à Daesh au sud de l’Euphrate, bien qu’ayant tous les moyens pour le faire, comme je l’avais présumé dans l’article Terrorisme-colonisation en Syrie le 28 mars de cette année, les EUA ne cachent même plus aujourd’hui qu’ils se concentrent sur le sabotage illégal de la reconquête syrienne du territoire syrien à Daesh. Donc ils soutiennent Daesh, donc ils soutiennent le terrorisme qu’ils affirment combattre, sans parler du fait que leur présence en Syrie, soi-disant pour combattre le terrorisme de Daesh, est d’après la loi internationale complètement illégale et criminelle, puisque qu’ils n’ont aucun mandat de l’ONU pour ce faire ni n’y ont été invités par la Syrie. Il n’y a qu’un zombie sans cervelle qui puisse refuser d’admettre ce fait évident et limpide!

 

 

Pire, lors de ce fatidique 18 juin, les EUA attaquent et abattent un avion de chasse syrien SU-22 alors que celui-ci participait à des manœuvres militaires syriennes contre Daesh en direction de Raqqa. Le pilote s’est éjecté mais a été capturé par les infâmes et corrompues forces kurdes; on ne sait ni comment il va ni où il se trouve à l’heure où j’écris ces lignes! Inqualifiable! Les EUA ont affirmé avoir abattu l’avion syrien par «légitime défense» (consultez le site U.S. Central command), affirmation qui n’a aucun sens, mais vraiment aucun! Premièrement les forces gringas se trouvent illégalement en Syrie et devraient en sortir! Deuxièmement l’avion de chasse syrien effectuait des raids aériens contre Daesh (ah, à moins que la légitime défense se réfère au Daesh Etatsunien, là oui, ils ont raison, mais cette position gringa est tout aussi honteuse)! Troisièmement, même si l’attaque avait été réalisée contre des kurdes, comment les EUA peuvent-ils le revendiquer, qu’est-ce que les EUA ont à faire avec le sujet? Les EUA se trouvent à l’autre bout de la terre et n’ont pas de mandat de l’ONU pour se mêler de cette affaire, bon sang! Quatrièmement, même si l’avion de chasse syrien avait attaqué les forces américonnes, il avait toute la légitimité pour le faire, puisque la présence des forces américonnes sur le sol syrien résulte d’une illégale et criminelle invasion de la Syrie par les EUA! Donc au diable la «légitime défense»! Cinquièmement,  on y retourne? Pourquoi diable les syriens iraient gâcher leur reconquête victorieuse contre Daesh pour aller attaquer les armées de l’OTAN/FDS? Pour rien, objectivement pour rien! C’est comme ces conneries d’histoires d’attaque chimique (lire L’attaque chimique qui n’a PAS eu lieu à Khan Shaykhoun), le 4 avril dernier, quand l’armée syrienne se trouvait en supériorité sur presque tous les fronts, avec un soutien populaire presque total? Stratégiquement, pourquoi? Pour perdre le soutien populaire inutilement? Pour inviter Trump à bombarder la Syrie, comme il l’a fait d’ailleurs, pour qu’Assad dépasse les ésotériques et obamiennes lignes rouges? Bon sang tant de connerie humaine dans ce monde! Mais finalement, c’est celle-là la version des EUA et des médias occidentaux, «la Syrie a attaqué les kurdes», donc «les EUA ont réagi par légitime défense»! Je n’ai plus la patience de supporter les moutons qui avalent toute cette merde! Et RTP* et compagnie me dégoûtent par le silence total (lire «censure honteuse») au sujet des récents évènements!

 

*Rádio Televisão Portuguesa, l’auteur est portugais

 

Egalement le 18 juin, (quatrième carte), quelque chose de très intéressant s’est produit, l’Iran a bombardé les positions de Daesh à al-Mayadin avec des missiles lancés à partir de la base militaire iranienne de Mang  Lat, et qui ont survolé à cet effet (détail important) l’espace aérien de l’Iraq, pays officiellement allié des EUA mais qui en fait ne l’est pas, comme on a déjà pu le comprendre dans la première partie de cet article. S’il subsistait encore des doutes à ce sujet ils se sont définitivement effacés avec l’autorisation iraquienne pour le lancement des missiles iraniens  depuis l’Iran jusqu’à la Syrie, en passant par l’espace aérien iraquien. J’imagine déjà la réaction émotive et pas du tout rationnelle de ceux qui, de manière pavlovienne, détestent l’Iran sans savoir pourquoi. Vous voulez voir? «Ahhh, comme ça pour toi les EUA ne peuvent pas bombarder la Syrie mais l’Iran a le droit, comment ça se fait?» Et la réponse est simple: oui, c’est ça, les EUA ne peuvent pas mais l’Iran oui, en accord avec le droit international, puisqu’il y a été invité par le gouvernement légitime de l’Etat souverain syrien, au contraire des EUA! Combien de fois j’ai répété (en vain) cet argument dans des discussions au café, bon sang! Une autre bonne raison, et qui suit la logique occidentale mais de manière LÉGALE, à l’inverse des pays occidentaux, l’Iran a décidé de réagir à l’attaque terroriste de Daesh du 7 juin dernier à Téhéran. Oui, cet attentat qui a tué des êtres humains mais qui, pour être des êtres humains IRANIENS sont de la merde humaine aux yeux des médias occidentaux chauvinistes-racistes-xénophobes-nazis, n’a réveillé aucune empathie, aucune larme, ni de télé-sensationnalisme, ni rien du tout! Juste de l’omission, au point que cette merde de SIC*, le jour qui a suivi l’attentat de Téhéran, au lieu d’en parler, se lamentait encore sur le lointain attentat de Manchester. Enfin, ne venez pas me parler ensuite de la propagande nazie à l’époque d’Hitler, puisqu’aujourd’hui c’est pareil voire pire dans les médias occidentaux.

 

*Chaîne portugaise

 

Toujours sur les réactions aux attentats de Téhéran, je vous invite à le comparer à celui de Paris (au Bataclan) en 2016. Non, je ne parle pas des drapeaux français sur les millions de profils Facebook démontrant que tout le monde ressent de l’empathie et de la compassion pour la mort d’êtres humains français et, donc inévitablement, un mépris total pour la mort d’êtres humains dans des circonstances absolument identiques en Syrie, au Pakistan, au Nigeria, au Liban, en Chine, aux Philippines, en Somalie, etc! A ce sujet, et pour que les moutons intègrent bien mon point de vue au sujet de leur comportement: bèèèè! Mais je voulais parler des réactions des gouvernements français et iranien. La France, pays où prolifèrent les mosquées sponsorisées par le Qatar et l’Arabie saoudite dans lesquelles se forment des terroristes français qui terminent à Al-Qaïda ou Daesh en Syrie, malgré les avertissements des services de renseignements syriens et autres, est un pays dont le gouvernement a toujours volontairement fermé les yeux sur ces financements, à la création de ces terroristes français et bien-sûr sur les précieux partages d’information d’espionnage. Pourquoi ça? Ahahaha, je laisse le lecteur tirer ses propres conclusions. En contrepartie, cette même France, après les attaques du Bataclan, un jour après, en se fondant sur absolument rien et en totale illégalité, a bombardé la ville syrienne de Raqqa en tuant 150 civils syriens, plus que les victimes du Bataclan, comme si des civils syriens étaient coupables des attentats de Paris! Non, au contraire, le coupable c’est le gouvernement français lui-même, pour volontairement fermer les yeux sur ce qui se passe en France, et pire, pour sponsoriser et soutenir militairement des organisations terroristes en Lybie, en Syrie et en Iraq! Au contraire, l’Iran n’a pas réagi immédiatement à l’attentat de Téhéran, malgré l’autorisation octroyée par le gouvernement syrien  pour combattre le terrorisme en Syrie. Il a réagi 11 jours plus tard, et pas en représailles aveugles à l’attentat qu’il a subit, mais comme l’invité officiel et légal qu’il est pour combattre le terrorisme en Syrie. D’ailleurs, bien plus important que d’avoir attaqué Daesh avec des missiles, c’est la manière dont l’Iran l’a fait et les répercussions politiques et géostratégiques. Le fait est que, au contraire des pays occidentaux qui sponsorisent les changements de régimes avec la création d’organisations terroristes, et qui ensuite prétendent combattre le terrorisme qu’ils ont créé, et qui «combattent» en envahissant illégalement d’autres pays pour ensuite bombarder et assassiner de manière criminelle leurs populations, l’Iran, pays pacifique qui n’en a jamais envahi aucun autre, a été victime d’innombrables actes terroristes occidentaux (avion Iran Air 655 abattu en 1989 par les EUA qui a donné lieu à la mort de 290 civils, attentats terroristes israéliens entre 2010 et 2012 qui ont tué 5 scientifiques du programme nucléaire iranien, le virus israélo-américain Stuxnet qui a détruit des milliers de centrifuges iraniennes), ne s’est jamais immiscé dans aucune «lutte contre le terrorisme» en dehors de ses frontières. Aujourd’hui le scénario a changé. Aujourd’hui les missiles de l’Iran survolent l’espace aérien d’un autre pays (Iraq) pour atteindre les positions terroristes dans troisième pays (Syrie), démontrant aux EUA et à Israël que oui, sa technologie militaire est efficace et que oui, l’Iran, s’il est menacé, peut réagir sans aucun doute. Une agression israélienne ou américonne, tant de fois annoncée, aura pour conséquence des attaques de missiles (clairement efficaces) sur le territoire d’Israël et les bases militaires gringas de la région. Bravo l’Iran, plus de soumission!

 

Quant à Raqqa, sur cette quatrième carte, j’ajouterai seulement que, comme on peut le voir, les FDS/OTAN (kurdes corrompus + OTAN, ou OTAN-Kurdistan, appelez ça comme vous voudrez) contrôlent déjà des quartiers à l’intérieur de la ville. Mais pas n’importe lesquels, non, uniquement ceux situés au sud, le long de l’Euphrate, dessinant une ligne qui laisse imaginer ce que des emmerdeurs comme moi ont présagé, que les FDS/OTAN ne sont pas intéressés à reconquérir Raqqa, mais bien à empêcher les SAA (armée syrienne) de la reconquérir. Pour ces vendus et leur impérialiste patron, les objectifs sont (et les informations qui sortent nous le confirment): premièrement encercler Raqqa pour empêcher les syriens de la prendre, pendant qu’ils laissent en sortir les membres de Daesh; ensuite réaliser un nettoyage ethnique  (lire «génocide des arabes de Raqqa») pour que dans cette ville propre puisse être créée une ville kurde. Cet article ne va pas contenir d’hyperlien pour d’autres articles pour une question de temps mais ceux qui le souhaitent peuvent facilement trouver des informations qui corroborent cet article. Mais je disais, les EUA sont en train d’attaquer des civils (arabes) au phosphore blanc, une arme chimique illégale seulement utilisée par les EUA et Israël, et brûle vivant tout ce qui bouge dans ces quartiers de Raqqa, en tout impunité puisque les médias occidentaux censurent totalement ces crimes américons. En plus des attaques chimiques (illégales), les EUA bombardent aussi illégalement Raqqa avec des armes conventionnelles, tuant sans distinction des civils (arabes) de Raqqa, en toute impunité et encore une fois, protégés par la censure totale des médias occidentaux.

 

Carte 5 – 23.06.2017 (aujourd’hui)

Depuis que les terroristes EUA ont abattu un avion de chasse syrien il y a 5 jours, l’armée syrienne a interrompu son avancée vers Raqqa, en dépit du droit qu’elle a pour ce faire, et malgré l’illégalité de la présence militaire américonne sur les lieux de l’attaque de l’avion. On a ainsi la preuve que la Syrie n’a aucun intérêt à provoquer une escalade de violence, l’extermination nucléaire citée dans le titre. Au contraire, de manière pragmatique elle accepte l’injustice de ne pas pouvoir avancer vers la ville syrienne de Raqqa pour ne pas provoquer l’agresseur étatsunien et les maniaques qui les gouvernent! Donc la théorie américonne selon laquelle l’avion de chasse syrien bombardait des kurdes et pas Daesh est une immense connerie! Les EUA voulaient encore un incident du golf de Tonkin, encore un Pearl Harbor, encore un 11 septembre, pour déclencher un massacre nucléaire! Les malades! Seuls les abrutis ne le voient pas!

 

Pendant ce temps à Raqqa, profitant de la pragmatique halte syrienne imposée par le terrorisme impérialiste étatsunien, les FDS/OTAN continuent, non pas à conquérir Raqqa mais à l’assiéger pour empêcher que dans le futur l’armée syrienne n’entre à Raqqa sans d’abord avoir à attaquer les kurdes/OTAN/EUA, acte qui comme je le disais à l’instant, ne serait pas réalisé par les syriens de manière à éviter un conflit global. Et quand je dis assiéger je ne me réfère pas à la continuation du siège qui apparaît sur la carte 4, non. Je me réfère à la 2ème ligne de siège qu’ils viennent de créer il y a 2 jours (voir zoom sur la carte 5), au sud de l’Euphrate sur la route reliant Alep à Raqqa, pour que l’armée syrienne ne puisse même pas s’approcher de Raqqa. Je ne sais pas ce qu’il manque pour qu’enfin certaines personnes que je connais, et bien d’autres que je ne connais pas arrivent à la conclusion et admettent que les EUA: premièrement ne combattent pas le terrorisme; deuxièmement attaquent les syriens combattant Daesh, servant donc de force aérienne à Daesh; troisièmement protègent Daesh et permettent que ses membres  quittent Raqqa sans combattre; Quatrièmement, souhaitent que la ville de Raqqa reste aux mains des kurdes manipulés par ces derniers!

Au sujet de ce dernier point, sérieusement, combien de fois ces dernières semaines l’armée russe a-t-elle montré au monde la fuite des membres de Daesh de Raqqa sans que ni les kurdes ni les gringos n’attaquent? Combien de fois ont-ils montré au monde que ces mêmes membres de Daesh  fuient par milliers vers Deir Ezzor et As-Zuknah? Nooooon, zéro fois les médias occidentaux ont parlé du sujet! Mais l’armée russe l’a montré à de nombreuses reprises, tout comme des médias syriens, russes, iraniens, libanais, vénézuéliens, etc… Voici un exemple clair pour ceux qui vivent en occident orwellien :

 

 

Une autre information importante passée complètement inaperçue dans nos médias occidentaux prostitués a été celle de l’attaque russe qui aurait (très probablement) mené à la mort d’al-Bagdadi, leader de Daesh. Ça oui, ce sont des actions concrètes et nécessaires, pas le meurtre sans distinction des syriens arabes de Raqqa en conséquence des attaques aériennes illégales de gringos avec des armes conventionnelles et des armes chimiques! Et de celle-là on ne dit absolument rien dans ces Télés et journaux à la botte de l’Empire? Pourquoi ? Dites-le chers journalistes prostitués, pourquoi? Parce qu’ils ont passé des semaines à parler de l’attaque chimique qui n’a PAS eu lieu à Khan Cheikhoun et pour lequel ils n’avaient aucune preuve valide, et maintenant ils ne montrent pas les forces aériennes étatsuniennes balancer du phosphore blanc dans le ciel de Raqqa, hein? Expliquez-moi ça!?! On n’explique pas la censure médiatique, n’est-ce pas ? Ahhh mais on peut expliquer les raison derrière les attaques chimiques américonnes contre des civils arabes de Raqqa. C’est simple, nettoyer la ville des arabes et la remplir avec des kurdes! On dirait que pour les chauvinistes occidentaux il y a de bons meurtres et de mauvais meurtres, des meurtres à médiatiser et des meurtres à cacher à tout prix, n’est-ce pas?

 

EUA larguant du phosphore blanc il y a quelques jours à Raqqa

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Les effets du phosphore blanc, une arme chimique illégale, sur des êtres humains

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Et combien de fois les occidentaux journalistes – prostitués à la botte de l’Empire parlent-ils des bases militaires des EUA implantées illégalement sur le sol syrien? Et combien de fois parlent-ils de celles qui sont en train d’être construites maintenant, dans un trop évident exemple d’impérialisme nord-américain, dans un trop évident exemple montrant à quel point les EUA méprisent le droit international, dans un trop évident exemple montrant que ce sont les EUA qui poussent le monde à l’extermination nucléaire et pas la Russie ou la Corée du Nord? Aucune, absolument aucune. Les EUA construisent en ce moment-même une base militaire sur une île dans l’Euphrate, près de la base d’al-Tabqa indiquée sur les cartes ci-dessus. Les EUA construisent maintenant une méga-base militaire dans l’ancienne usine de ciment française Lafarge au nord de la Syrie! Cette même entreprise Lafarge a construit d’innombrables infrastructures pour Daesh (et même des tunnels servant au trafic d’armes à la Turquie pour la Syrie) et ne le cachent même pas, mais rien dans nos France24, BFMTV et TF1 de merde! Et puis bien-sûr, personne ne s’étonne de la coïncidence de voir en ce moment ces usines françaises  qui travaillaient pour Daesh se transformer en une base illégale des EUA, hehehe, oui stupide monde occidental!

 

Ancienne cimenterie Lafarge, nouvelle base militaire américonne au nord de la Syrie
(coordonnées 36º 32' 48.0'' N 38º 35' 16.6'' E)

36º 32' 48.0'' N 38º 35' 16.6'' E

 

Ancienne cimenterie Lafarge, nouvelle base militaire américonne au nord de la Syrie

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Encore juste un point sur l’abatage criminel de l’avion de chasse syrien SU-22 par les EUA. En conséquence de cet acte criminel, la Russie a décidé de fermer l’espace aérien syrien à toutes les forces illégalement présentes  dans le conflit (EUA, OTAN, Israël, etc.). A partir de ce moment, si les russes font ce qu’ils ont promis, la Russie aussi bien que la Syrie attaquera tout avion quel qu’il soit illégalement présent dans le conflit. Encore une fois, grâce aux EUA, nous sommes à un pas de l’extermination nucléaire, pour changer!

 

Et les médias occidentaux, bien-sûr, ne parlent ni n’analysent absolument rien sur les faits auxquels je viens de référer dans ce long article! Qu’ils se plaignent, les consommateurs de télé-poubelle quand ils se feront surprendre par le début d’un conflit mondial provoqué par leurs EUA adorés! Bèèèèèè!

 

À SUIVRE

Luís Garcia, 23.06.2017, Ribamar, Portugal

(Traduit par Claire Fighiera)

 

Lisez la 1ère partie dans: Extermination nucléaire, oui par pitié! Partie 1

Lisez la 3ème partie dans: Extermination nucléaire, oui par pitié! Partie 3

Lisez la 4ème partie dans: Extermination nucléaire, oui par pitié! Partie 4

Lisez la 5ème partie dans: Extermination nucléaire, oui par pitié! Partie 5

Lisez la 6ème partie dans: Extermination nucléaire, oui par pitié! Partie 6

Lisez la 6ème partie dans: Extermination nucléaire, oui par pitié! Partie 7

Lisez la 5ème partie dans: Extermination nucléaire, oui par pitié! Partie 8

 

 
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Quotas de género, por Ricardo Lopes

 

 

Quotas de género

   

RICARDO MINI copy  SOCIEDADE 

 

Então e esta palhaçada de terem aprovado quotas de género para as grandes empresas? Ai ui porque, tem de haver pelo menos 30% de mulheres nos altos quadros. Porquê? E se acontecer que haja mais homens com competência do que mulheres para essas posições? E se não houver um número suficiente de mulheres competentes a querer assumir essas posições?


Meritocracia é a pilinha. E a seguir? Vai ter de haver 10% de pretos, 10% de asiáticos, 10% de ucranianos, 10% de homossexuais, 10% de cegos, 10% de paralíticos e 10% de judeus? E onde é que isto para? E se depois vem alguém e diz que estão a discriminar contra as testemunhas de Jeová? E depois alguém diz que estão a discriminar contra os comunistas? Mas esta gente pensa nestas merdas? Por que raio é que há de haver distribuição igualitária de pessoas de diferentes grupos pelas ocupações?

 

E se houver, por exemplo, mais homens interessados em algumas ocupações do que mulheres? Olha, porque é que não vão 30% de mulheres para as obras, por exemplo? Ah pois, para as obras não querem ir, não é? Como não querem ir, já não lhes interessa se for 100% homens. Fantochada! É, agora tens 100 lugares, ocupas 70 com homens, já não pode ir mais nenhum, nem que apareçam mais 20 que tenham mais competência e habilitações do que as mulheres candidatas. Ui, porquê? porque tem de haver 30 mulheres. Só palhaçada! E se não houver mulheres suficientes para preencher esses lugares simplesmente porque as mulheres preferem outras ocupações? Também são obrigados a ir encontrá-las e obrigá-las a trabalhar naquilo? Ser burro é outra coisa. Então e camionistas também não querem ser? E pedreiras? E canalizadoras? Ah pois, mas disso já não se queixam, de não existir 50% de mulheres nesses trabalhos. Então e por que é que não lutam para que 30% dos lugares como empregada de limpeza vão para homens também? Há gente que parece que acorda e pensa "porra, eu hoje não ganho o dia se não comer uma pratada de merda às colheradas".

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Ricardo Lopes

 

 
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Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 3, por Luís Garcia

 

 

Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 3

 

Luís Garcia  POLITICA    

 

Há uns dias atrás disse a um amigo sírio que os mais recentes desenvolvimentos na Síria relacionados com a traição curda e com a força aérea dos EUA protegendo o ISIS ao bombardear forças sírias que combatem o ISIS a caminho de Raqqa empurram a Rússia e o mundo inteiro para um impasse de terrível resolução. Ou aceita-se a vontade gringa de roubar um terço do território da Síria onde criará o NATO-Curdistão que tanto deseja, ou teremos um conflito global. Perguntei-lhe que cenário preferiria. Meio a sério, meio a brincar, e com o desespero de um sírio que assiste durante 6 anos ao barbarismo gringo que passa em completa impunidade, respondeu-me: "prefiro a segunda opção"...

 

O ilegal e terrorista estado de Israel

Já tudo foi dito neste blog sobre o tema, recebem terroristas nos seus hospitais, realizam atacam aéreos contra a Síria em sincronia com "rebeldes" terroristas, al-Qaeda e ISIS, e por ai fora. mas, aí está, devido à total impunidade, nos nossos meios de comunicação, nem se fala do que se tem passado estes últimos 2 dias, porque será? Não ouviu nada sobre o assunto nos médias/mídias nacionais caro leitor? Ora pois claro que não! Israel atacou forças sírias, sim, irra, forças sírias na Síria, e a Síria reagiu atacando os ilegais ocupantes israelitas nos ocupados montes Golá? E ninguém, por estas chauvinistas e obscurantistas terras ocidentais fala de nada! Porque será? Ahhhhh, noutro contexto estariam aí todos a estremecer-se de ataques epilépticos parvos e vomitanços pseudo-jornalísticos, relatando parcial e prostituidamente a "agressão" síria a Israel! Mas assim ficam calados, não é? Porque depois se cagariam todos perante a impossibilidade de explicar os ilegais e criminosos ataques israelitas! Porque para começar, nunca noticiaram nem noticiarão que o raio dos montes Golã sírios ocupados por Israel eram até há pouco monitorados por uma equipa da ONU, os quais fugiram com medo dos terroristas da al-Qaeda que Israel lá instalou, não é? Cambada de prostituídos os nossos jornalistas! E como arranjar desculpa para mais este criminoso ataque israelita uma semana depois dos EUA terem abatido um caça sírio S-22 enquanto combatia mercenários do ISIS, que teve como consequência a saída unilateral russa do acordo russo-americano de partilha de informação sobre os céus sírios, a qual por sua vez teve como consequência o necessário fim de voos dos EUA e aliados por aqueles céus, de modo a evitar o tal extermínio nuclear? Não dá, pois não zombies-jornalistas-prostituídos? Não dá, pois não? Primeiro porque nem sequer passou nas nossas estupidificantes TV's a notícia do criminoso acto norte-americona, andam demasiado entretidos com futebol e choradeiras. E depois, mesmo que tivessem passado a vital notícia, como explicar mais estes ataques israelitas que, devido à decisão russa que acabei de mencionar, empurram à bruta este mundo para o extermínio nuclear? Não dá caros jornalistas prostituídos, cegos, surdos e brutos, não dá. Por isso calam-se! Felizmente, o racionalismo pacifista de Assad Putin, os mesmos sobre os quais vocês tanta mentira parva e tanta acusação falsa cometem, o racionalismo pacifista desses, dizia eu, leva-os à contenção pragmática que nos salva a todos do extermínio nuclear! A síria reagiu, com todo o direito, mas apenas contra israelitas ocupantes dos monte Golã sírios! Atacar território Israelita, apesar da legitimidade para o fazer, condenar-nos-ia a todos. Mas enfim, até cansa, cansa-me falar de Israel, Israel encontra-se numa alucinante realidade paralela de "povo escolhido" para espezinhar, matar, roubar, destruir, massacrar, envenenar, esventrar, balear, vilipendiar, enganar, humilhar, sabotar, bombardear, prender, e tudo mais, na mais completa impunidade

 

Por isso mesmo, por me cansar, abstenho-me de analisar certas badalhoquices criminosas de Israel, até porque bons artigos sobre esses badalhocos temas é coisa que não falta. Por exemplo, sobre a ligação Israel-ISIS ainda há pouco saiu este interessante artigo:

 

Sobre o recorrente acolhimento de terroristas da al-Qaeda e do ISIS, feridos na Síria, em hospitais israelitas, leia este artigo de ontem, precisamente sobre os últimos eventos junto aos montes Golã (porque senão há muitíssimo mais para ler sobre o tema):

 

Ou, na categoria de tragicomédia, leiam este discurso de um filho da puta de rabi das forças armadas terroristas de Israel que defende que violar mulheres civis do povo ilegalmente ocupado (palestinianos) é bom e recomenda-se! Não há vergonha! Nem por parte dos criminosos invasores israelitas, nem por parte dos nossos médias/mídias que continuam, de forma "incondicional", bajulando Israel, esse "democratíssimo" estado onde existem leis diferentes para cidadãos israelitas judeus e para cidadãos israelitas árabes, por exemplo!

 

Mas voltemos aos ataques israelitas dos últimos 3 dias, e só para concluir este ponto, o único de que falarei sobre Israel neste conjunto de artigos. Israel, nestes últimos 3 dias, atacou as legítimas forças armadas sírias que combatem legitimamente a al-Qaeda no sudoeste do país, perto dos montes Golã. Desses ataques israelitas ilegais, ilegítimos, criminosos, resultou a morte de soldados sírios e a destruição de equipamento militar sírio! Foda-se! Como se não tivessem já morrido 100.000 soldados sírios combatendo tudo e mais alguma coisa nesta guerra de agressão, sim, de agressão, e não civil! Foda-se, como se a Síria nadasse em dinheiro para comprar mais equipamento militar (caro, caríssimo) depois de desgastantes e exaustivos 6 anos de guerra de agressão ocidental! Irra!

 

A Israel não lhes chega ter roubado impunemente os montes Golã à Síria! A Israel não lhes chega ter criminosamente substituído (à força) a equipa da ONU nos montes Golã por terroristas da al-Qaeda! Não! E sim, essa mesma norte-americona al-Qaeda criada para destruir o estado moderno comunista do Afeganistão nos anos 70 e 80 e para "atolar a URSS no seu próprio Vietname", palavras do próprio demónio em pessoa chamado Henry Kissinger! Até tinham o seu "herói revolucionário", o senhor Bin Laden:

 

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Sim, essa mesma al-Qaeda que supostamente teria mandado abaixo as Torres Gémeas de Nova Iorque no dia 11 de Setembro de 2001, precisamente 28 anos depois de Salvador Allende (presidente democraticamente eleito do Chile) ter sido morto com os criminosos e ilegais bombardeamentos norte-americonas ao palácio presidencial no dia 11 de Setembro de 1973. Essa suposta culpa de Bin-Laden às Torres Gémeas nova-iorquinas foi o Pearl Harbour do novo imperialismo selvagem norte-americona pós colapso da URSS mas, não, o imperialismo bélico norte-americona não teve como alvo a Arábia Saudita, pátria de Bin Laden e de 15 dos 19 supostos autores do ataque de 11 de Setembro. Não, ora essa, não atacaram nem atacariam nunca esse aliadíssimo estado bárbaro e medieval, pois claro que não! Como estado terrorista que é, os EUA e os seus mérdicos estados vassalos europeus, mérdico-Portugal incluído, atacaram, dizimaram e espezinharam o já atolado Afeganistão. E a barbárie NATOniana por lá contínua, 16 anos depois! E depois voltaram a NÃO atacar a bárbara e medieval pátria de Bin Laden, mas sim o Iraque, esse estado inimigo da Arábia Saudita e alvo potencial da al-Qaeda de Bin-Laden, vejam lá o absurdo da situação! Para combater a al-Qaeda, os EUA invadem um país constantemente ameaçado pela al-Qaeda! Puta que pariu estes demónios!

 

A Guerra que você não vê, de John Pilger

 

E, quando a al-Qaeda encena um ataque químico em Khan Shaykhun (ler O ataque químico que NÃO aconteceu em Khan Shaykhun) e acusa a Síria (que não tem armas químicas) de o ter feito, a al-Qaeda pelos vistos também é cool e é uma excelente agência de notícias (falsas) para a RTP, Globo e prostituída companhia se servirem como fonte de aldrabado conteúdo apresentado aos telespectadores como verdades indesmentíveis! Irra! 

 

Tão cool essa al-Qaeda que agora Israel destrói tanques sírios e mata soldados sírios em combate contra essa al-Qaeda e estes filhos da puta de jornalistas vendidos ocidentais não dizem nada, nadinha, nadíssima! Absolutamente nada! Só Ronaldo, e canções da treta, e fogos que já não ardem há dias, e "atentados terroristas" de Londres que não foram sequer terroristas! Ahhh, submissão parva deste portugalinho ao império anglo-saxónico! Andaram estes tugas aparvalhados lamechando a morte de ingleses em Manchester e Londres, e chauvinisticamente ignorando a morte de iranianos e filipinos pelas mesmas razões, para quê? Para agora sabermos, pelos médias/mídias parvo-submissos, que um cidadão português foi morto pela polícia inglesa por excessiva e desnecessária violência! E agora? Continuam parvo-submissos ou revoltar-se-ão? O senhor era cidadão português, mas era preto, portanto a choradeira será pouca, tristemente pouca, racistamente pouco, antecipo eu. 

 

Mas voltando a Israel, já tou a adivinhar a desculpa parva desses terroristas. "Ah, receamos a presença de forças iranianas junto às nossas fronteiras"! Pró caralho! Já estou a ver a nazi lógica de dois pesos, duas medidas. "Com medo da proximidade iraniana", gente que nunca atacou Israel nem nenhum outro país, Israel ataca a Síria "preventivamente" e ajuda de forma escandalosa a organização terrorista da al-Qaeda na Síria. Objectivo: amedrontar iranianos de forma a afastá-los! Pois, lindo! E o direito internacional? E a soberania da Síria? E se fosse ao contrário? Puta de chauvinismo desse "povo escolhido" para aterrorizar os demais. Chauvinismo que nos diz sempre que agressores são bons e vítimas (Israel) e que agredidos (Síria) e pacíficos (Irão) são perigosos, sujos, maus e tresloucados! Irra! Que nojo este ocidente, que nojo esta Europa de merda, que nojo esses terroristas EUA, que nojo essa nazi e criminosa Israel que se acha acima da lei! Irra para tanta estupidez humana!

 

Um bem haja aos restantes, mentes atentas e com empatia suficiente para querer compreender as origens do desnecessário e desesperante sofrimento humano, de humanos como nós, por esse mundo fora!

 

 CONTÍNUA

Luís Garcia, 26.06.2017, Ribamar, Portugal

 

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 1 

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 2

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 2

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 4

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 5

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 6

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 7

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 8

leia mais artigos sobre a Síria aqui

 

 
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Extermination nucléaire, oui par pitié! Partie 1, par Luís Garcia

 

Extermination nucléaire, oui par pitié!

  

Luís Garcia  POLITICA  en français 

 

Je disais hier à un ami syrien que les évolutions récentes en Syrie, mises en relation avec la trahison kurde et avec les forces aériennes étatsuniennes protégeant Daesh en bombardant l’armée syrienne qui combattent Daesh sur la route de Raqqa, ont entraîné la Russie et le monde entier dans l’impasse d’une terrible résolution. Soit on accepte la volonté gringa de voler un tiers de territoire à la Syrie pour créer l’OTAN-Kurdistan tant désiré, soit on arrive à un conflit mondial. Je lui ai demandé quel scénario il préférait. En plaisantant à moitié, et avec le désespoir d’un syrien qui assiste depuis 6 ans au barbarisme gringo qui se déroule en toute impunité, il a répondu «je préfère la 2nde option»…

 

«Extermination nucléaire, oui par pitié» mais attention, ce n’est pas moi qui le demande, ce sont les chefs de la dictature économique mondiale dirigée par les Etats-Unis d’Amérique (EUA) qui le demandent. Je vais l’expliquer, en plusieurs parties.

 

Retour définitif au plan B de John Kerry

Ceux qui ont lu mon article «Terrorisme-colonisation de la Syrie » ainsi que «Terrorisme-colonisation de la Syrie (suite)» connaissent mon opinion sur le Plan B dont parlait John Kerry il y a environ 1 an. Pour ceux qui ne l’ont pas fait, je vous conseille de les lire avant de continuer la lecture de cet article, pour saisir entièrement le sens de ce qui est dit dans celui-ci. Quant à l’article écrit à la suite, «Le plan C pour la Syrie», j’admets que je me suis trompé dans presque toute mon analyse, pour avoir donné trop d’importance aux évènements et aux acteurs impliqués dans ce que j’ai appelé de Plan C. Il n’y a pas de Plan C des EUA dans leur agression criminelle et illégale à la Syrie. Ce que j’ai appelé Plan C n’était rien de plus que des mouvements secondaires nécessaires (du point de vue agresseur des étatsuniens) en vue d’assurer le succès complet du Plan B qui, qui de manière extrêmement résumée, est la stratégie de créer un grotesque Kurdistan dans le Nord-Est de la Syrie (où se trouvent le gaz et le pétrole syrien), en utilisant à cet effet la farce des conquêtes militaires des Forces Démocratiques Syriennes (FDS) contre Daesh, en empêchant en même temps l’accès du territoire syrien par voie terrestre aux armées iraniennes et iraquiennes (UMP) disposées à soutenir le gouvernement légitime, légal et démocratique de Bashar al-Assad. Et nous pouvons commencer par-là, par la tentative de barrer aux iraquiens et iraniens l’accès au territoire syrien, aussi parce que c’est sur ce point que je me suis complètement trompé.

 

Au début du mois dernier (mai 2017), les EUA ont finalement plus ou moins reconnu, y-compris sur leur site officiel U.S. Central Command, ce qu’ils faisaient depuis déjà un moment à la frontière sud de la Syrie avec l’Iraq et la Jordanie. Les EUA, après avoir créé un groupe armé qu’ils nommèrent New Syrian Army, composé de troupes étatsuniennes, britanniques, norvégiennes et jordaniennes, ont décidé de le faire passer à l’action, en envahissant le sud de la Syrie. Les EUA ont surnommé cet acte illégal «soutien de la coalition aux rebelles syriens». Mais non, ce n’est pas vrai, et ça ne l’est pas parce qu’il n’existe pas de «rebelles syriens», et parce qu’ils ne sont pas en train de les soutenir mais bien d’essayer d’empêcher la Syrie de reconquérir du territoire à Daesh, et parce qu’ils ne font pas parti d’une coalition reconnue légalement, par absolument aucun organe international légitime, ONU y-compris. Ce que les EUA ont fait, en s’installant au sud de le Syrie et en occupant illégalement et militairement le poste frontière syrien d’al-Tanf,  par où passe l’autoroute connectant Damas à Bagdad et à Téhéran, a été de mettre en place un plan de création d’une «zone tampon» (mots du U.S. Central Command) le long de la frontière syro-iraquienne, avec pour objectif d’empêcher 2 acteurs importants d’entrer en territoire syrien. L’un est Popular Mobilization Units PMU, une nouvelle armée iraquienne alliée à l’Iran et à la Syrie et indépendante de l’ingérence étatsunienne occupant l’Iraq, armée qui offre officiellement une aide militaire au gouvernement de Bashar al-Assad dans la lutte contre Daesh, et qui n’attend que la demande officielle de la Syrie pour y entrer légalement. L’autre acteur est l’Iran, pays qui a soutenu militairement la Syrie à travers l’approvisionnement en armement, le partage d’informations de son intelligentsia militaire, l’envoi de conseillers militaires haut-gradés à l’armée syrienne et l’envoi de 2 groupes militaires luttant côte-à-côte avec les Forces Armées Syriennes (SAA), à savoir Liwa Zainebiyoun et Liwa Fatemiyoun.

 

Liwa Zainebiyoun    Liwa Fatemiyoun

 

De manière à ce que les uns combattent à l’intérieur de la Syrie et que les autres puissent fournir les SAA à grande échelle, il faut d’abord retirer Daesh de la frontière syro-iraquienne. Et c’est justement pour éviter que cela ne se produise, malgré la légalité et la légitimité totale des actions voulues par ces 2 derniers que, les EUA, eux oui, ont occupé al-Tanf illégalement et ont scandaleusement commencé à menacer l’armée syrienne et les PMU iraquiennes. Ce sont bien les EUA qui ont attaqué l’armée syrienne, quand les syriens avançaient contre Daesh et contre l’organisation terroriste Maghawir Al-Thawra que les EUA incluent également dans leur insensée New Syrian Army. Il en a résulté la mort de 6 soldats syriens et la destruction de plusieurs équipements militaires. Quant au PMU iraquien, armée d’un pays officiellement allié des EUA, les EUA ont menacé de les attaquer si ces derniers (iraquiens) continuaient à reconquérir du territoire iraquien à Daesh, à la frontière syrienne! Imaginez! Tout cela publié officiellement sur le site de US Central Command cités plus haut! De leur propre aveu les EUA ne veulent que ni les SAA ni les PMU conquièrent le territoire de leurs pays contre Daesh, désir qu’on peut comprendre d’un point de vue stratégique, mais qui est complètement absurde d’après la loi internationale, sans parler de la totale illégitimité des EUA à ce sujet. Tout cela pour 2 raisons. D’un côté, empêcher que l’armée syrienne se renforce et reçoive du soutien militaire de l’étranger qui lui permette d’accélérer la reconquête de territoire à Daesh. De l’autre, réunir les conditions pour que le territoire soit théâtralement conquit par les SDF (kurdes corrompus + OTAN)  à Daesh, en vue de créer le plus grand Kurdistan possible, le plan B de John Kerry!

 

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Heureusement, les SAA ont évité de manière pragmatique l’invitation à la confrontation avec les EUA, congelant temporairement leur avancée vers le poste-frontière d’al-Tanf, malgré la légitimité qu’ont les syriens pour reconquérir du territoire syrien occupé par des groupes terroristes sponsorisés par l’occident et illégalement par les armées des EUA, le Royaume-Uni, et la Norvège! Heureusement, les SAA ont conquis une bande de terre à Daesh jusqu’à la frontière avec l’Iraq, quelques kilomètres au nord, bloquant ainsi la création de la zone-tampon gringa tant désirée par les EUA, et permettant enfin l’accès par voie terrestre aux iraquiens et iraniens qui attendent de pouvoir venir aider l’armée syrienne légitime. Heureusement aussi, les PMU iraquiennes ont ignoré la menace étatsunienne et ont réalisé d’énormes avancées ces dernières semaines, reconquérant des territoires à Daesh  à la frontière syro-iraquienne, à partir du nord. Précisément dans cette zone nord, et de manière inexplicable, les FDS (kurdes corrompus + OTAN) ont perdu sans combattre (lire «ont cédé »), une bande de territoire à Daesh ! Aahhh, s’il y avait encore des doutes que les FDS et Daesh ne sont que les deux facettes du plan étatsunien de partition de la Syrie, le fameux Plan B.

 

Pour en revenir aux menaces des gringos, le despotisme et l’illégalité scandaleuse se poursuivent. L’armée étasunienne continue d’avertir que les syriens n’ont pas intérêt à oser poursuivre leur avancée vers LEUR poste-frontière, parce que les EUA, s’ils se sentent menacés, seront contraints d’attaquer! Les EUA menacés? Que font-ils dans le désert syrien, occupant un poste-frontière syrien (al-Tanf) où, de manière scandaleuse, ils construisent une base militaire? Il n’y a pas de limite à l’impérialisme criminel de cet infâme pays! Ils se sont même permis le luxe de lancer des tracts, en arabe, avertissant les syriens (propriétaires de ces terres) de ne pas s’approcher d’al-Tanf !Et que dit le Pentagone et ses tracts impérialistes? Ils disent que cette zone (déserte, vide!) est une «zone de désescalade» comme il en existe d’autres! Ahhhh, quelle blague! Celle-ci s’adresse vraiment aux moutons endormis, et même de cette manière elle ne passe pas dans les « moutonnisantes » France 24, BFMTV et compagnie!

 

Premièrement il y a 4 «zone de désescalade», oui QUATRE : la région d’Idlib et les villes de Hama, Homs et Damas. Deuxièmement elles ont été créées précisément pour que cessent les conflits en zones urbaines à haute densité populationnelle. Troisièmement elles ont été créées avec pour objectifs des syriens et des russes de résoudre la question des zones de «rebelles» terroristes disséminées en îles  sur le territoire syrien, sans qu’il y ait, si possible, d’échanges de tirs, mais un rassemblement de chaque partie et renonciation de la part des «rebelles» à la lutte armée. Bravo al-Assad, bravo Poutine, pour vos compétences diplomatiques! Au diable les France 24 et compagnie qui les surnommaient sans fondement «boucher», «génocidaires», et qui censurent entièrement des faits si importants comme ces zones de désescalade. Et en vérité, depuis que ces mesures ont été mises en place, des «rebelles» de près de 50 localités ont déjà rendu les armes et se sont joints pacifiquement aux forces légitimes du pays. Quatrièmement, les zones de désescalade ont été créées durant le sommet d’Astana, organisé par la Russie, l’Iran et la Turquie, et PAS les EUA! Donc les EUA n’ont rien à faire dans les zones de désescalade, et tant mieux, puisqu’à chaque fois que les EUA participent à des sommets pour la «paix», il n’en sort jamais de paix, mais précisément le contraire! Qui a oublié les effroyables conséquences (pour les palestiniens, bien-sûr) des accords d’Oslo, par exemple? Cinquièmement, ce concept de «zone de désescalade» s’est créé à Astana, avec pour objectif de réduire le conflit. Maintenant les EUA, en entrant illégalement au sud de la Syrie, en occupant illégalement le poste-frontière d’Al-Tanf, en y établissant illégalement une base militaire, en menaçant illégalement si les syriens s’approchent trop près de ce poste-frontière syrien… mais bon sang, ce qu’ils sont en train de créer ce n’est pas une zone de désescalade légale, mais bien le contraire au centuple, une zone illégale de conflit, complètement inutile puisque personne n’y vit! Prenez votre équipement et vos militaires terroristes et sortez du désert syrien où vous ne devriez jamais être entrés, envahisseurs sans vergogne! Si vous le faites, ce morceau de désert désertique sera  certainement la zone la plus tranquille du pays, sans conflit, aucun!

 

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Une information non confirmée, et qui pour cela, vaut ce qu’elle vaut, indique que les EUA déplaceraient l’armée des FDS à al-Tanf, pour que cette dernière se substitue à l’invention de la New Syrian Army sur ce poste-frontière, et qui maintenant, d’après les EUA, ne sont plus que des «forces rebelles syriennes». Je laisse le lecteur réfléchir sur ce point. Alors, comment explique-t-on qu’au nord du pays les «forces rebelles syriennes» (al-Qaïda et compagnie) continuent activement d’attaquer les kurdes FDS, avec le soutien de la Turquie, et qu’en même temps les FDS viennent remplacer les «forces rebelles syriennes» au poste-frontière d’al-Tanf? C’est simple, parce que les FDS ne décident de rien! D’ailleurs les kurdes des FDS ne décident de rien, ceux qui  décident sont les EUA. Mais quelle innocence! Des kurdes (syriens, turques et aussi iraquiens) se révèlent des pions idiots et vendus aux mains des EUA, des pions creusant leur propre tombe en signant des pactes avec le diable, comme ce partenariat illégal avec les EUA, ou celui qu’ils envisagent de faire avec l’Arabie Saoudite, oui, cette même Arabie Saoudite qui a créé et financé les «rebelles» terroristes et Daesh que les kurdes sont soi-disant en train de combattre! Et puis qu’est-ce que c’est que ces kurdes organisés sous la forme de parti laïque, libertaire, socialiste (PKK), qui souhaite maintenant joindre ses forces à l’Etat médiéval barbare de l’Arabie Saoudite ?!?!?!?!?!? Mais bon, je garde ce sujet pour une des prochaines parties.

 

Une autre information, celle-ci confirmée par le Pentagone lui-même, indique que les EUA ont déplacé de manière tout-à fait légale, criminelle et dangereuse, très dangereuse, plusieurs véhicules transportant leur système de missiles balistiques HIMARS (High Mobility Artillery Rocket System) au poste-frontière syrien d’Al Tanf. Je n’ai plus d’adjectifs pour qualifier ce genre d’affront mais, au moins, cher lecteur, j’espère que vous serez d’accord avec moi quand j’affirme et j’insiste qu’il n’existe pas de «guerre civile syrienne» mais une « invasion des EUA en Syrie ». Celui qui affirmerait le contraire, devant cette information du Pentagone, a pour sûr des problèmes de  raisonnement logique. Pour en revenir au HIMARS, en laissant momentanément de côté l’évidente illégalité de cette plaisanterie de mauvais goût, comment ce système de missiles balistiques placé à l’intérieur du territoire syrien peur «désescalader» quoi que soit ? Il ne peut pas! Au contraire! C’est une demande claire, une en plus des dizaines d’autres que les EUA ont faites à la Russie ces 3 dernières années, pour que la Russie accepte de déclencher le début d’un conflit mondial, un conflit nucléaire, en réalité! C’est que les EUA ne peuvent pas l’utiliser, (le système HIMARS) puisque les russes devront réagir, et oui, la boucherie nucléaire mondiale se déclenche. Ou, de manière plus subtile, les russes, puisqu’ils se trouvent légalement en Syrie (au contraire des EUA), pourraient détruire ce système, ou autoriser les syriens à le faire, et ce faisant, déclencher une boucherie nucléaire mondiale. La présence du système de missiles américains à al-Tanf ne sert donc pas à la protection de la fausse zone de désescalade désertique. Elle sert précisément au contraire. C’est tout pour aujourd’hui! Merci de votre lecture!

 

À SUIVRE

 

Luís Garcia, 22.06.2017, Ribamar, Portugal

(Traduit par Claire Fighiera

 

Lisez la 2ème partie dans: Extermination nucléaire, oui par pitié! Partie 2

Lisez la 3ème partie dans: Extermination nucléaire, oui par pitié! Partie 3

Lisez la 4ème partie dans: Extermination nucléaire, oui par pitié! Partie 4

Lisez la 5ème partie dans: Extermination nucléaire, oui par pitié! Partie 5

Lisez la 6ème partie dans: Extermination nucléaire, oui par pitié! Partie 6

Lisez la 6ème partie dans: Extermination nucléaire, oui par pitié! Partie 7

Lisez la 5ème partie dans: Extermination nucléaire, oui par pitié! Partie 8

 

 
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A terceira fase do pós-modernismo, por Ricardo Lopes

 

 

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RICARDO MINI copy  SOCIEDADE 

 

  

Clip de uma conversa com o grande Stephen Hicks. Um resumo das fases pelas quais passou um movimento intelectual que demonstra a decadência mental da cultura ocidental, o movimento intelectual mais cancerígeno da atualidade: o pós-modernismo.


Um movimento que, na sua terceira fase, culmina na sua transformação numa autêntica religião, tomando emprestados conceitos como o do pecado original (rever os privilégios), virtuosidade e pureza moral (dos que fazem parte dos grupos identificados como vítimas), condenação moral dos pecadores (os identificados como carrascos são necessariamente maus e têm de expurgar dos seus pecados), dogmatismo (nada da verborreia produzida se pode questionar), obscurantismo intelectual (produção intelectual baseada em especulações muitas vezes pautadas por formas de escrita labirínticas, pedantes e desprovidas de conteúdo, com absoluto desprezo dirigido ao método científico, à lógica e à razão).


Tudo isto se junta para produzir ataques à liberdade de expressão, à meritocracia, aos imensos valores e vantagens associados ao sistema sócio-culturo-económico prevalecente, à verdade, ao rigor, por parte de pessoas maioritariamente degeneradas, frustradas, incapazes, estúpidas, incultas, ignorantes, iletradas e, pior ainda, movidas a inveja e ódio por tudo o que é admirável e merecedor de distinção.

Ricardo Lopes

 

Entrevista completa

 

 
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Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 2, por Luís Garcia

 

 

Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 2

 

Luís Garcia  POLITICA    

 

Hoje disse a um amigo sírio que os mais recentes desenvolvimentos na Síria relacionados com a traição curda e com a força aérea dos EUA protegendo o ISIS ao bombardear forças sírias que combatem o ISIS a caminho de Raqqa empurram a Rússia e o mundo inteiro para um impasse de terrível resolução. Ou aceita-se a vontade gringa de roubar um terço do território da Síria onde criará o NATO-Curdistão que tanto deseja, ou teremos um conflito aglobal. Perguntei-lhe que cenário preferiria. Meio a sério, meio a brincar, e com o desespero de um sírio que assiste durante 6 anos ao barbarismo gringo que passa em completa impunidade, respondeu-me: "prefiro a segunda opção"...

 

Mais sobre o regresso definitivo ao Plano B

Antes de continuar com este tópico, é imprescindível partilhar aqui alguns mapas que melhor ilustrarão a revolta de quem assiste impotente à descarada, ilegal e criminosa sabotagem norte-americona da reconquista síria contra o ISIS. E apelo ao seu sentido de empatia, ponha-se no lugar das gentes sírias que, depois de 6 anos de guerra que provocou a destruição massiva do país, a morte de meio milhão de pessoas e a fuga de quase metade da população, já para não falar do criminoso embargo europeu a comida e medicamentos à Síria, ponha-se no lugar deles, dizia eu, e imagine o infinito sentimento de frustração, impotência e injustiça perante a sabotagem norte-americona aos avanços sírios que agora estão completamente por cima e que conseguem avançar uma média de 10km contra o ISIS em várias direcções! Imagine ser-se sírio assistindo à sabotagem norte-americona desses avanços na forma de bombardeamentos ilegais com caças de guerra contra as forças sírias que combatem o ISIS! Imagine a frustração de ver os EUA sabotarem a chegada síria a Raqqa! Mas vamos lá aos mapas. Escolhi a data 8 de Maio para que perfaça 1 mês e meio para trás no tempo, recuo suficiente para demonstrar visualmente aquilo que direi a seguir:

 

exterminio 1.jpg

 

exterminio 2.jpg

 

exterminio 3.jpg

 

exterminio 4.jpg

 

exterminio 5.jpg

 

Em primeiro lugar, quero lembrar que convém ler o artigo Terrorismo-colonização da Síria, para que o leitor possa perceber (ou não, caso a minha análise esteja errada) como e porquê os EUA/FDS no dia 22 de Março de 2017 decidiram atravessar ilegalmente o Rio Eufrates e também ilegalmente ocupar a base militar de al-Tabka (no meio dos mapas, junto a Al-Thawrah) onde foram instaladas não tropas curdas coisa nenhuma, mas sim tropas terroristas britânicas e norte-americonas. Em resumo, a ideia foi bloquear preventivamente as forças sírias (SAA) que avançam rapidamente rumo a Raqqa desde Abril. Para bloquear antecipadamente as forças sírias, os EUA, ilegalmente presente na Síria, ocupuram a referida base e o cruzamento adjacente que liga Aleppo a Raqqa e Homs a Raqqa.

 

Mapa 1 - 08.05.2017

Quanto aos mapas acima, comecemos pelo primeiro, o de dia 8 de Maio. Como pode constatar, comparando com os mapas do artigo Terrorismo-colonização da Síria, as forças sírias avançaram rapidamente contra o ISIS desde os arredores de Aleppo até a base aérea de Jirah, o rectângulo vermelho na fronteira sírios/ISIS na parte norte do mapa. E aí pararam uns dias, para que as Forças Tigres (as que realizam os avanços militares contra o ISIS) se reorganizassem e se reequipassem. A Partir do dia 13 de Maio, após a conquista dessa base de Jirah, recomeçou o avanço rápido contra o ISIS, rumo a Raqqa. Agora olhe para o lado direito desse primeiro mapa. Veja como as FDS (NATO + curdos vendidos) ainda se encontravam longe da cidade Raqqa. Mais, analisando mapas dos meses passados (aliás, dos últimos 2 anos), facilmente pode concluir que a fronteira FDS com o ISIS ao redor de Raqqa quase nunca mudou, numa clara paz podre entre "desgraçadinhos" curdos e terroristas do ISIS que leva a subentender uma realidade inconveniente, isto é, que FDS e ISIS não mandam nada, não decidem nada, não têm estratégia absolutamente nenhuma, e que simplesmente são a cara e coroa do Plano B norte-americona.

 

Sim, sei, o Plano B, segundo tenho afirmado neste espaço (Terrorismo-colonização da Síria), a ideia geral deste plano é ter ISIS conquistando território aos sírios, para depois as FDS curdas conquistarem território ao ISIS, território esse no qual é suposto ser criado por fim o tal NATO-Curdistão. Por que raio então serve a paz podre FDS/ISIS em redor de Raqqa? Ahhh, simples, Raqqa é a capital de facto do ISIS na Síria, e ISIS precisa dessa grande cidade como quartel geral das suas forças terroristas. Poderia dar exemplos concretos explicando a premência desta afirmação mas não há espaço e os exemplos são abundantes na internet. Basta dizer que, agora que os sírios se aproximam perigosamente (para as ilegais e imperialistas ambições dos EUA) da capital ISIS de Raqqa, os EUA deram ordens para o ISIS abandonar a cidade e deram ordens às FDS para conquistarem a cidade. Senão, foda-se, se os curdos (FDS) querem criar um Curdistão a norte do Eufrates, e Raqqa encontra-se a norte do Eufrates e é a maior cidade síria a norte do Eufrates, e as FDS têm apoio militar (ilegal) de vários países da NATO (Polónia, França, Dinamarca, Noruega, RU, EUA, etc), e a NATO tem pelo menos 5 bases militares (ilegais) nesse território a norte do rio Eufrates, por que raio, pergunto eu, por que raio então não decidiram os curdos conquistar Raqqa muito antes? Não será porque o patrão EUA/NATO não lhes autorizou até então? Claro que é esta razão. E quando se constata que agora, de repente, FDS conquistam zonas urbanas de Raqqa a uma velocidade de quem conquista deserto vazio (compare-se, por exemplo, os meses que levaram os iraquianos a reconquistar Mossul ao ISIS), como quem conquista algo a alguém que não só não oferece resistência como ainda foge sem combater, algo de muito errado há nesta equação FDSxISIS em torno de Raqqa.

 

Mapa 2 - 01.06.2017

O segundo mapa, de dia 1 de Junho de 2017, mostra bem o que acabei de dizer. As forças sírias avançaram imenso na estrada Aleppo-Raqqa, os EUA expandiram o controlo territorial em torno do cruzamento das estradas Alepo-Raqqa-Homs, e os curdos subitamente (e sem combate, para quem se der ao trabalho de pesquisar o assunto) conquistaram uma enorme área sub-urbana ao redor de Raqqa.

 

Mapa 3 - 08.06.2017

Passemos para o terceiro mapa, de dia 8 de Junho de 2017, quando algo muito interessante e muito antecipado finalmente aconteceu. Além dos avanços teatralizados das FDS contra o ISIS nos arredores de Raqqa, mais a oeste, as forças sírias, conquistando território ao ISIS, alcançaram a fronteira FDS/ISIS a sul do Eufrates junto ao fatídico cruzamento das estradas Alepo-Raqqa-Homs. Obviamente, e pragmaticamente, apesar da legitimidade total da síria de combater SDF/NATO de forma a recuperar essa estrada que leva a Raqqa, não, as forças sírias não atacaram as SDF, e este ponto é extremamente importante. Não atacaram e decidiram fazer algo logisticamente complicado mas estrategicamente sensato. Eu explico. Se neste momento o ISIS colapsa e os sírios avançam rapidamente contra o ISIS; se neste preciso, graças aos acordos de Astana parou o conflito entre sírios e forças "rebeldes" terroristas nas 4 grandes zonas de desconflito; ora, claro que mais cedo o mais tarde os sírio terão de se ocupar da questão da conspiração gringa para a criação do NATO-Curdistão! Mas mais tarde que cedo, claro, pois primeiro há que recuperar militarmente o território ocupado pelo ISIS e diplomaticamente o território ocupado por "rebeldes" terroristas. Só então terão, inevitavelmente, de pegar no osso duro de roer, que é o NATO-Curdistão que não é Curdistão mas sim ocupação militar ilegal da NATO no nordeste sírio onde se encontra a maior parte das reservas de petróleo e gás sírias. Perante tudo isto, sobretudo para quem segue a inteligentíssima estratégia militar sírio-russa, é claro que os sírios não pensariam nunca, nesta fase, atacar NATO/FDS! Ponto!

 

No entanto, dois dias depois, a 10 de Junho, o tristemente esperado aconteceu: os EUA atacaram as forças sírias na fronteira sírios/FDS ali mesmo ao lado do tal cruzamento. Depois de um dia de conquistas de aldeias ao ISIS, os sírios encontravam-se em manobras de reorganização quando foram atacados pelos EUA de forma absolutamente vergonhosa. Utilizando vários caças de guerra, os EUA realizaram ataques aéreos que resultaram na destruição de vários veículos militares sírios na aldeia recém conquistada de Rumthan. Quanto a Raqqa, ainda acerca do terceiro mapa, as conquistas "curdas" contra o ISIS intensificaram-se de dia 8 para a frente, começando a serem tomadas os primeiros bairros da cidade propriamente dita! Nada de espantar, claro está.

 

Mapa 4 - 18.06.2017

Saltemos agora para o quarto mapa, de dia 18 de Junho há 5 dias atrás, e de enorme importância. Em primeiro lugar, como previsto, as forças sírias, de forma pragmática evitaram o confronto com as SDF/NATO e contornaram a parcela da estrada Aleppo-Raqqa ocupada pelas SDF/NATO, continuando o seu avanço rumo a Raqqa atravessando deserto sem estradas. E aqui que fique claro um ponto essencial! Se NATO/EUA/SDF nunca se deram ao trabalho de conquistar território ao ISIS a sul de Eufrates, e tinham meios de sobra para o fazer, claro está, como antecipei eu no meu artigo Terrorismo-colonização da Síria de 28 de Março deste ano, os EUA agora declaradamente concentram-se na ilegal sabotagem da reconquista síria de território sírio ao ISIS, logo apoiam o ISIS, logo apoiam o terrorismo que afirmam combater, já para não falar do facto de que a sua presença na Síria, supostamente para combater o terrorista ISIS, é perante a lei internacional, completamente ilegal e criminosa, pois nem têm mandato da ONU para o fazer, nem foram convidados pelo governo legítimo da Síria para o fazer. Só um zombie descerebrado é que pode recusar aceitar este facto óbvio e claro!

 

 

Pior, nesse fatídico 18 de Junho, os EUA atacaram e abateram um caça de guerra sírio Su-22 quando este participava nas manobras militares sírias contra o ISIS rumo a Raqqa. O seu piloto ejectou-se mas foi capturado pelas ignóbeis e vendidas forças curdas; não se sabe da sua sorte nem do seu paradeiro até à hora em que escrevo este artigo! Inqualificável! Os EUA alegam que abateram o caça sírio em "legítima defesa" (consulte o site do U.S. Central Command), afirmação que não faz sentido nenhum! Nenhum mesmo! Primeiro as forças gringas encontram-se ilegalmente na Síria e deveriam de lá sair! Segundo, o caça sírio efectuava raides aéreos contra o ISIS (ah, a não ser que legítima defesa se refira ao norte-americona ISIS, aí sim, têm razão, mas é igualmente vergonhosa a posição gringa)! Terceiro, mesmo que o ataque tivesse sido feito contra curdos, como alegam também os EUA, que teria os EUA a ver com o assunto? Os EUA encontram-se a meio-mundo de distância e não têm mandato da ONU para se intrometerem no assunto, irra! Quarto, mesmo que o caça sírio tivesse atacado forças norte-americonas, teria toda a legitimidade para o fazer, pois a presença de forças norte-americonas em solo sírio resulta de uma ilegal e criminosa invasão da Síria por parte dos EUA! Portanto, "legítima defesa" o caralho! Quinto, lá vamos nós outra vez? Por que raio haveriam os sírios de deitar tudo a perder, parar subitamente a sua vitoriosa reconquista contra o ISIS, para irem atacar forças das FDS/NATO? Para nada, objectivamente nada! É como a outra estória da treta do ataque químico (ler O ataque químico que NÃO aconteceu em Khan Shaykhun). Para que raio haveriam os sírios, que aliás já não possuem armas químicas desde o verão de 2014, de realizar um ataque químico em Khan Shaykhun, a 4 de Abril deste ano, quando já se encontravam completamente na mó de cima em todas as frentes e com um quase total apoio popular? Estrategicamente para quê? Para perder o apoio popular de forma desnecessária? Para convidar Trump a bombardear a Síria, como aliás o fez, por ter al-Assad supostamente ultrapassado esotéricas e obamianas linhas vermelhas? Irra, tanta estupidez humana neste mundo! Mas enfim, é essa a versão dos EUA e dos médias/mídias ocidentais, "a Síria atacou os curdos", logo, que idiotice, os EUA "reagiram em legítima defesa"! Não há paciência para aturar as ovelhas que engolem esta merda toda! E metem nojo RTP e companhia pelo apagão total (ler "censura vergonhosa") em torno destes eventos recentes! 

 

Ainda no dia 18 de Junho (quarto mapa), algo de muito importante aconteceu, o Irão bombardeou posições do ISIS em al-Mayadin com mísseis lançados a partir da base militar iraniana de Mang Lat, e que sobrevoaram para o efeito (importante detalhe) o espaço aéreo do Iraque, país oficialmente aliado dos EUA mas que não o é, como já deu para perceber na primeira parte deste artigo. Se dúvidas haviam sobre este ponto, foram-se por completo com a autorização iraquiana para o lançamento dos mísseis iranianos desde o Irão até à Síria, passando pelo espaço aéreo iraquiano. Já estou a imaginar a reacção emotiva e nada racional daqueles que de forma pavloviana odeiam e têm nojo do Irão, mas sem saber porquê. Querem ver? "Ahhh, então, os EUA para ti não podem bombardear a Síria, mas o Irão já pode, como é?" E a resposta é simples: sim, é isso mesmo, os EUA não pode mas o Irão pode, de acordo com a lei internacional, pois foi convidado pelo governo legítimo do estado soberano sírio, ao contrário dos EUA! Quantas vezes já repeti (em vão) este argumento em conversas de café, irra! Outra boa razão, e seguindo a lógica ocidental mas de forma LEGAL, ao contrário dos países ocidentais, o Irão decidiu reagir ao ataque terrorista do ISIS do passado dia 7 em Teerão. Sim, aquele atentado que matou seres humanos mas que, por serem seres humanos IRANIANOS, logo merda-humana aos olhos dos médias ocidentais e telespectadores ocidentais chauvinistas-racistas-xenófobos-nazis, não despertou empatia, nem choradeira, nem tele-sensacionalismo, nem coisa nenhuma! Apenas omissão, ao ponto de na merda da SIC, no dia a seguir ao atentado em Teerão, em vez de falarem deste, não, ainda lamechavam com o já longínquo atentado de Manchester. Enfim, depois não me venham falar da propaganda nazi do tempo de Hitler, pois hoje é igual ou pior nos médias/mídias ocidentais.

 

Ainda sobre a reacção ao atentado em Teerão, convido-o a compará-lo com o de Paris (no Bataclan) em 2016. Não, não estou a falar das bandeiras de França em milhões de fotos de perfil Facebook demonstrando que toda a gente sente empatia e compaixão pela morte de seres humanos franceses e, por inevitável consequência, um total desprezo pela morte de seres humanos em igualíssimas circunstâncias na Síria, no Paquistão, na Nigéria, no Líbano, na China, nas Filipinas, na Somália, e por aí fora! Quanto a esta parte, e para que a ovelhada assimile bem a minha perspectiva sobre o seu comportamento: méééé! Mas eu queria mesmo era falar das reacções dos governos de França e do Irão. A França, país onde proliferam as mesquitas patrocinadas pelo Catar e Arábia Saudita nas quais se formam terroristas franceses que acabam na al-Qaeda ou no ISIS da Síria, e apesar dos avisos da intelligentsia síria, é um país cujo governo sempre e propositadamente fechou os olhos a esses financiamentos, à criação desses terroristas franceses e claro e às preciosas partilhas sírias de informação de espionagem. Porque será? Ahahahah, o leitor que tire as suas próprias conclusões. Em contrapartida, esta mesma França, após o ataque no Bataclan, um dia depois, baseada em absolutamente nada e em completa ilegalidade, bombardeou a cidade síria de Raqqa matando 150 civis sírios, mais do que as vítimas civis do Bataclan, como se fossem sírios civis os culpados do atentado em Paris! Não, pelo contrário, o culpado é o governo francês por fechar os olhos propositadamente em França e, pior, por patrocinar e apoiar militarmente organizações terroristas na Líbia, Síria e Iraque! Irra! No sentido contrário, o Irão, não reagiu de imediato ao atentado de Teerão apesar da autorização que tem do governo sírio para combater o terrorismo na Síria. Apenas reagiu 11 dias depois, não como retaliação cega ao atentado que sofreu, mas como convidado oficial e legal que é no combate ao terrorismo na Síria. E mais, bem mais importante do que ter atacado o ISIS com mísseis, é a forma como o Irão o fez e as repercussões políticas e geostratégicas. É que, ao contrário dos países ocidentais que patrocinam mudanças de regimes através da criação de organizações terroristas e que depois pretendem combater o terrorismo que criaram, e que o "combatem" invadindo de forma ilegal outros países para depois bombardear e assassinar de forma criminosa as suas populações, o Irão, país pacífico que nunca invadiu país nenhum e já foi vítima de inúmeros actos terroristas ocidentais (avião Iran Air 655 abatido em 1989 pelos EUA que resultou na morte de 290 civis, atentados terroristas israelitas entre 2010 e 2012 que mataram 5 cientistas do programa nuclear iraniano, vírus Stuxnet israelo-americano que destruiu milhares de centrifugadoras iranianas), nunca se intromete em "lutas contra o terrorismo" fora das suas fronteiras. Agora o cenário mudou. Agora o Irão faz os seus mísseis sobrevoar o espaço aéreo de um país (Iraque) para atingir posições terroristas num terceiro (Síria), demonstrando aos EUA e Israel que sim, a sua tecnologia militar é eficiente e que sim, o Irão, se ameaçado, pode reagir e reagirá por certo. Uma agressão israelita ou norte-americona, tantas vezes anunciadas, terá como resultado ataques com mísseis (comprovadamente eficazes) ao território de Israel e a base militares gringas na região. Bravo Irão, não mais submissão!

 

Quanto a Raqqa, neste quarto mapa, só queria acrescentar que, como se pode ver, as FDS-NATO (ou curdos vendidos + NATO, ou NATO-Curdistão, chame-os como preferir) já controlam bairros dentro da cidade. Mas não uns quaisquer, não, apenas bairros a sul, junto e ao longo do Rio Eufrates, desenhando uma linha que deixa adivinhar o que era antecipado por chatos como eu, que às FDS-NATO não lhes interessa conquistar Raqqa, mas sim impedir que as SAA (forças sírias) conquistem Raqqa. Para esses vendidos e seu imperialistas patrões, os objectivos são (e as notícias que saem vão confirmando): primeiro cercar Raqqa para impedir sírios de a conquistar, enquanto deixam sair os membros do ISIS; segundo, fazer uma limpeza étnica (ler "genocídio de árabes de Raqqa") para que com a cidade limpa, se possa criar uma cidade curda. Este artigo não vai ter hiperligações para notícias, por razões de tempo, mas quem o tiver pode facilmente encontrar as notícias que corroboram este artigo. Mas dizia eu, os EUA estão atacar civis (árabes) com fósforo branco, uma arma química ilegal apenas usada pelos EUA e Israel, aproveitando para queimar vivo tudo o que se mexa nesses bairros de Raqqa, e em total impunidade visto que os médias/mídias ocidentais censuram por completo estes crimes norte-americonas. Além dos ataques químicos (ilegais), os EUA bombardeiam também ilegalmente Raqqa com armamento convencional, matando indiscriminadamente civis (árabes) de Raqqa, em total impunidade e, uma vez mais, protegidos pela total censura dos médias/mídias ocidentais

 

Mapa 5 - 23.06.2017 (hoje)

Desde que os terroristas EUA abateram o caça sírio há 5 dias atrás, as forças sírias interromperam o avanço rumo a Raqqa, apesar do direito a fazê-lo, e apesar da ilegalidade da presença militar norte-americona no local responsável pelo ataque ao caça sírio. Assim se prova que a Síria não tem interesse nenhum em despoletar uma escala de violência, o tal extermínio nuclear do título. Pelo contrário, de forma pragmática aceita a injustiça de não poder avançar rumo à sua cidade de Raqqa, para não provocar o agressor norte-americona e os tresloucados que o dirigem! Portanto, a teoria norte-americona segundo a qual o caça sírio estaria a bombardear curdos e não ISIS é uma grandessíssima treta! Os EUA queria mais um golfo de Tonkin, mais um Pearl Harbor, mais um 11 de Setembro, para despoletar o extermínio nuclear! Gente doida! E gente burra quem não o vê!

 

Entretanto em Raqqa, e aproveitando a pragmática paragem síria imposta pelo terrorismo imperialista norte-americona, as FDS/NATO continuam, não conquistando Raqqa, mas sim cercando-a para impedir que no futuro forças sírias entrem em Raqqa sem que primeiro tenham de atacar curdos/NATO/EUA, acto que como ainda agora dizia, não será realizado pelos sírios de forma a evitar um conflito global. E quando digo cercar não me refiro à continuação do cerco que aparece no mapa 4, não. Refiro-me à segunda linha de cerco que acabaram de inventar há 2 dias atrás (ver zoom no mapa 5), a sul do rio Eufrates, na tal estrada que liga Aleppo a Raqqa, para que as forças sírias nem sequer se aproximem de Raqqa. Não sei o que mais falta acontecer para que por fim certas pessoas que conheço e muitas outras que desconheço admitam e concluam que os EUA: primeiro, não combatem terrorismo; segundo, atacam os sírios que combatem o ISIS, servindo portanto de força aérea do ISIS; terceiro, protegem o ISIS e permitem que os seus membros saiam de Raqqa sem combate; quarto, querem que a cidade de Raqqa fica ilegitimamente nas mãos de curdos manietados por esses!

 

Pegando no terceiro ponto, a sério, quantas vezes nas últimas semanas as forças armadas russas mostraram ao mundo a fuga de membros do ISIS de Raqqa sem que nem curdos nem gringos os ataquem? Quantas vezes mostraram ao mundo que esses mesmos membros do ISIS fogem aos milhares rumo a Der-ez-zor e As-Zukhnah? Zero? Nãoooo, zero foram as vezes que os médias/ocidentais falaram do assunto! Mas as forças armadas russas mostraram-no inúmeras vezes, assim como médias/mídias sírios, russos, iranianos, libaneses, venezuelanos, etc. Aqui fica um exemplo claro para aqueles que vivem no orwelliano ocidente:

 

 

Outra notícia importante que passou quase por completo despercebida nos médias/mídias prostituídos ocidentais foi o ataque russo que terá (muito provavelmente) levado à morte de al-Bagdadi, líder do ISIS. Isto sim são acções concretas e necessárias, não a chacina indiscriminada de sírios árabes de Raqqa em consequência dos ilegais ataques aéreos gringos com armas convencionais e armas químicas! E destes não se diz rigorosamente nada nessas TV's e jornais beija-cus do Império? Porquê? Digam caros jornalistas prostituídos, porquê? Porque andaram semanas falando do ataque químico que NÃO aconteceu em Khan Shaykhun e do qual não tinham nenhumas provas válidas, e não mostram agora a força aérea norte-americona largando fósforo branco nos céus de Raqqa, hein? Explicai-me lá!?! Não dá para explicar a censura mediática pois não? Ahhh, mas dá para explicar as razões por detrás do ataques químicos norte-americonas e dos ataques convencionais norte-americonas contra os civis árabes de Raqqa. Simples, limpar a cidade de árabes para preenche-la com curdos! Parece que para os chauvinistas ocidentais há chacinas boas e chacinas más, chacinas mediáticas e chacinas para esconder a todo o custo, não é?

 

EUA largando fósforo branco nos últimos dias em Raqqa

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Efeitos do fósforo branco, uma arma química ilegal, em seres humanos

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E quantas vezes falam os ocidentais jornalistas-prostitutos beija-cus do império sobre as bases militares dos EUA ilegalmente implantadas em solo sírio? E quantas vezes falam das que estão agora a ser construídas, num por de mais evidente exemplo do imperialismo norte-americona, num por de mais evidente exemplo de como os EUA desrespeitam o direito internacional, num por de mais evidente exemplo de que são os EUA que empurram o mundo para o extermínio nuclear e não a Rússia ou a Coreia do Norte? Nada, absolutamente nada. OS EUA constroem agora uma base militar numa ilha dentro do rio Eufrates, perto da tal base de al-Tabqa indicada nos mapas acima e nada. Os EUA constroem agora uma mega base militar na antiga fábrica de cimento da francesa Lafarge no norte da síria e nada! Essa mesma empresa Lafarge construiu inúmeras infra-estruturas para o ISIS (até mesmo túneis por onde traficar armas da Turquia para a Síria) e nem o esconde, mas nada nas nossas RTP's, SIC's e TVI's de merda! E depois claro, ninguém se espanta com a coincidência de ver agora essa fábrica francesa que trabalhava para ISIS se transformar agora numa ilegal base dos EUA, hehehe! Pobre e estúpido mundo ocidental!

 

antiga cimenteira Lafarge, nova ilegal base militar norte-americona no norte da Síria

(cooordenadas 36º 32' 48.0'' N 38º 35' 16.6'' E)

36º 32' 48.0'' N 38º 35' 16.6'' E

 

 antiga cimenteira Lafarge, nova ilegal base militar norte-americona no norte da Síria 

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Só mais um ponto sobre o criminoso abate do caça sírio S-22 pelos EUA. Em consequência deste criminoso acto a Rússia decidiu fechar o espaço aéreo sírio a todas as forças ilegalmente presentes no conflito (EUA, NATO, Israel, etc). A partir deste momento, se os russo cumprirem o prometido, quer a Rússia quer a Síria atacarão toda e qualquer aeronave ou míssil de forças ilegalmente presentes no conflito. Umas vez mais, graças aos EUA, estamos a um pequeno passo do extermínio nuclear, para variar!

 

E os médias/mídias ocidentais claro, não falam nem analisam absolutamente nada sobre os factos que acabei de referir neste extenso artigo! Depois que se espantem os consumidores de lixo-televisivo quando forem apanhados desprevenidos com o início de um conflito global provocado pelos seus adorados EUA! Méééééé!

 

CONTÍNUA

 

Luís Garcia, 23.06.2017, Ribamar, Portugal

 

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 1

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 3

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 4

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 5

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 6

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 7

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 8

leia mais artigos sobre a Síria aqui

 

 
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Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 1, por Luís Garcia

 

Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 1

 

Luís Garcia  POLITICA    

 

Ontem disse a um amigo sírio que os mais recentes desenvolvimentos na Síria, relacionados com a traição curda e com a força aérea dos EUA protegendo o ISIS ao bombardear forças sírias que combatem o ISIS a caminho de Raqqa, empurram a Rússia e o mundo inteiro para um impasse de terrível resolução. Ou aceita-se a vontade gringa de roubar um terço do território da Síria onde criará por fim o NATO-Curdistão que tanto deseja, ou teremos um conflito global. Perguntei-lhe que cenário preferiria. Meio a sério, meio a brincar, e com o desespero de um sírio que assiste durante 6 anos ao barbarismo gringo que passa em completa impunidade, respondeu-me: "prefiro a segunda opção"...

 

"Extermínio nuclear, sim por favor" mas não sou eu quem o pede, atenção! São os chefes da ditadura económica mundial encabeçada pela EUA quem o pede. Vou explicar, por partes.

 

Regresso definitivo ao Plano B de John Kerry

Quem leu o meu artigo "Terrorismo-colonização da Síria" e a continuação "Terrorismo-colonização da Síria (continuação)", sabe a minha opinião sobre o Plano B de que falava John Kerry há cerca de um ano atrás. Quem não o fez, aconselho que leia antes de continuar a leitura deste artigo, para que perceba por completo o sentido daquilo que é dito neste. Quanto ao artigo que escrevi em consequência,  "O Plano C para a Síria", admito desde já que me equivoquei quase completamente na minha análise, por ter dado demasiada importância aos acontecimentos e actores relacionados com aquilo a que chamei de Plano C. Não há Plano C dos EUA na sua agressão criminosa e ilegal à Síria. Aquilo que chamei de Plano C mais não eram, afinal, que jogadas secundárias necessárias (do ponto de vista do agressor norte-americona) com vista a assegurar o êxito completo do Plano B que, muitíssimo resumidamente é a estratégia de criar um absurdo Curdistão no nordeste a Síria (onde se encontra o gás e o petróleo sírios), usando para o efeito a farsa de conquistas militares das Forças Democráticas Sírias (FDS) contra o ISIS, ao mesmo tempo impedindo por todos os meios a Síria de conquistar território sírio ao ISIS, e impedindo o acesso por terra ao território sírio às forças militares iranianas e iraquianas (UMP) dispostas a apoiar o governo legítimo, legal e democrático de Bashar al-Assad. E podemos começar por aí mesmo, pela tentativa de barrar acesso a iraquianos e iranianos ao território sírio, até porque foi precisamente nesse ponto que me equivoquei por completo.

 

No início do mês passado (Maio 2017), os EUA por fim reconheceram, mais ou menos, e através do seu site oficial U.S. Central Command, o que andavam a fazer desde há uns tempos na fronteira sul da Síria com o Iraque e a Jordânia. Os EUA, depois de criarem um grupo armado ao qual denominaram de New Syrian Army, composto por tropas norte-americonas, britânicas, norueguesas e jordanas, decidiram por fim pô-lo em acção, invadindo o sul da Síria. Ao seu ilegal acto os EUA apelidam de "apoio da coligação aos rebeldes sírios". Mas não, não é verdade, e não é verdade porque não existem "rebeldes sírios", porque não estão a apoiá-los mas sim a tentar impedir a Síria de conquistar território ao ISIS, e porque não são uma coligação reconhecida legalmente por absolutamente nenhum órgão internacional legítimo, ONU incluída. O que os EUA fizeram, ao entrar no sul da Síria e ocupar ilegal e militarmente o posto fronteiriço sírio de al-Tanf, por onde passa a auto-estrada que liga Damascos a Bagdade e a Teerão, foi dar início a um plano de criação de uma "zona tampão" (palavras do U.S. Central Command) ao longo da fronteira sírio-iraquiana, com o objectivo de impedir a entrada em território sírio de 2 importantes actores. Um são as Popular Mobilization Units (PMU), um novo exército iraquiano aliado do Irão e da Síria e independente da ingerência norte-americona que ocupa o Iraque, exército esse que ofereceu oficialmente ajuda militar ao governo de Bashar al-Assad na luta contra o ISIS e que apenas espera o pedido oficial sírio para, de forma legal, entrar na Síria. O outro é o Irão, país que tem apoiado militarmente a Síria através do fornecimento de armamento, da partilha de informação da sua intelligentsia militar, do fornecimento de conselheiros militares de alta patente às forças armadas sírias e do envio de dois grupos militares que lutam lado a lado com as Forças Armadas Sírias (SAA), nomeadamente a Liwa Zainebiyoun e a Liwa Fatemiyoun.

 

Liwa Zainebiyoun    Liwa Fatemiyoun

 

De modo a que uns combatam dentro da Síria e que outros possam abastecer as SAA em grande escala, é primeiro preciso retirar o ISIS da fronteira sírio-iraquiana. E é precisamente para evitar que tal aconteça, apesar da completa legalidade e legitimidade das acções desejadas por aqueles 2 que, os EUA, este sim de forma ilegal, ocuparam al-Tanf e passaram a ameaçar de forma escandalosa quer as forças sírias quer as PMU iraquianas. Ao exército sírio atacou-o os EUA no início deste mês perto de al-Tanf, quando sírios avançavam contra o ISIS e contra a organização terrorista Maghawir Al-Thawra que os EUA inclui também no seu tresloucado New Syrian Army. O resultado foi a morte de 6 soldados sírios e a destruição de vário equipamento militar. Quanto ao iraquiano PMU, exército de um país oficialmente aliado dos EUA, os EUA ameaçaram de os atacar se estes (iraquianos) não parassem de imediato de conquistar território iraquiano ao ISIS, junto à fronteira com a Síria! Imagine-se! Tudo isto publicado oficialmente no site do U.S. Central Command acima citado! Declaradamente os EUA não querem que nem as SAA nem as PMU conquistem território dos seus países contra o ISIS, desejo que até se pode compreender, de um ponto de vista estratégico, mas que é completamente absurdo de acordo com a lei internacional, para não falar da completa falta de legitimidade dos EUA dentro deste assunto. Tudo isto por dois motivos. Por um lado, impedir que as forças sírias se reforcem e recebam apoio militar estrangeiro que permita acelerar a reconquista de território ao ISIS. Por outro, maximizar o território a ser teatralmente conquistado pelas SDF (curdos vendidos + NATO) ao ISIS, com vista à criação do maior Curdistão possível, o tal Plano B de John Kerry!

 

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Felizmente, as SAA evitaram pragmaticamente o convite de confronto com os EUA, congelando temporariamente o avanço rumo ao posto fronteiriço de al-Tanf, apesar da legitimidade que têm os sírios para reconquistar território sírio ocupado por grupos terroristas patrocinados pelo ocidente e ilegalmente por forças armadas dos EUA, Reino Unido e Noruega! Felizmente, as SAA conquistaram uma faixa de terra ao ISIS até a fronteira com o Iraque, uns quilómetros a norte, bloqueando a criação da zona tampão gringa desejada pelos EUA e permitindo por fim o acesso por terra aos iraquianos e iranianos que esperam para poder vir ajudar as forças legítimas sírias. Felizmente também, as PMU iraquianas cagaram para a ameaça norte-americona e avançaram imenso nestas últimas semanas com a conquista de território ao ISIS na fronteira sírio-iraquiana, a partir do norte. Precisamente nessa zona norte, e de forma inexplicável, as FDS (curdos vendidos + NATO) perderam sem combate (ler "cederam") uma faixa de território para o ISIS! Ahhh, se dúvidas houvessem de que SDF e ISIS mais não são que cara e coroa do plano norte-americona de partição da Síria, o tal Plano B. 

 

Voltando às ameaças, dos gringos, contínua o despotismo e a escandalosa ilegalidade. As forças armadas norte-americonas vão avisando que os sírios não devem se atrever a continuar rumo ao SEU posto fronteiriço pois os EUA, se se sentiram ameaçados, voltarão a atacar! Ameaçados os EUA? Que fazem no deserto da Síria ocupando um posto fronteiriço sírio (al-Tanf) onde, de forma escandalosa, estão a construir uma base militar? Não há limites para o imperialismo criminoso desse infame país! Até se deram ao luxo de deitar panfletos a partir do ar, em árabe, avisando os sírios (donos daquela terra) para não se aproximarem de al-Tanf! E que diz o Pentágono e os seus imperialistas panfletos? Dizem que aquela zona (deserta, vazia!) é uma "zona de desconflito" como outras mais! Ahhh, puta de riso! Esta é mesmo para a ovelhada adormecida, e ainda assim também não passa nas ovelhizantes RTP, Globo e companhia!

 

Primeiro, as "zonas de desconflito" são 4, sim QUATRO: a região de Idlib e as cidades de Hama, Homs e Damascos. Segundo, foram criadas precisamente para que cesse o conflito em áreas urbanas de elevada densidade populacional. Terceiro, foram criadas com o objectivo sírio e russo de resolver a questão das zonas "rebeldes" terroristas espalhadas em ilhas pelo território sírio sem que haja, se possível, troca de tiros, mas sim reunião de ambas as partes e renúncia por parte dos "rebeldes" à luta armada. Bravo al-Assad, bravo Putin, pela vossa perícia diplomática! Pró caralho RTP's e companhia que os apelidam, infundadamente, de "carniceiros" e "genocidas", e que censuram por completo factos tão importantes como este das zonas de desconflito. E a verdade é que, desde que foi oficialmente implementada esta medida, os "rebeldes" de cerca de 50 localidades já largaram as armas e juntaram-se pacificamente às forças legítimas do país. Quarto, as zonas de desconflito foram criadas na Cimeira de Astana, organizada pela Rússia, Irão e Turquia, em que NÃO participaram os EUA! Portanto, os EUA não têm nada a ver com o assunto das zonas de desconflito, e ainda bem, pois sempre que cimeiras de "paz" envolvem os EUA, delas nunca saem paz, mas o seu preciso contrário! Quem não se lembra das hediondas consequências (para os Palestinianos, claro) dos Acordos de Oslo, por exemplo? Quinto, em Astana criou-se o conceito de "zonas de desconflito" com o objectivo de, aí está, reduzir o conflito. Ora, os EUA, ao entrarem ilegalmente no sul da Síria, ao ocuparem ilegalmente o posto fronteiriço de al-Tanf, ao construirem ilegalmente um base militar nesse local, ao atacarem ilegalmente forças sírias na Síria perto desse local, ao ameaçarem ilegalmente de repetir a ilegal dose se sírios se aproximarem demasiado desse posto fronteiriço sírio... santa paciência, o que estão a criar não é uma legal zona de desconflito mas sim, o seu preciso contrário ao quadrado, uma ilegal zona de conflito, completamente desnecessária pois ali não vive ninguém! Pegai no seu equipamento e nos seus militares terroristas e saiam do deserto sírio onde nunca deveriam ter entrado desavergonhados invasores! Se o fizerem, aquele pedaço de deserto desértico será por certo a mais tranquila zona do país, sem conflito nenhum, aí está! Irra! 

 

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Uma notícia não confirmada e que, por isso mesmo, vale o que vale, indica que os EUA estarão a trasladar forças das SDF para al-Tanf, de forma a que estas substituam a inventada New Syrian Army nesse posto fronteiriço e que, agora,  segundo os EUA, mais não são que "forças rebeldes sírias". Reflicta o leitor neste ponto. Então, como se explica que no norte do país as "forças rebeldes sírias" (al-Qaeda e companhia) continuem activamente atacando as curdas SDF, com o apoio turco, e ao mesmo tempo as SDF venham substituir as "forças rebeldes sírias" no posto fronteiriço de al-Tanf? Simples, as SDF não mandam nada! Aliás, os curdos das SDF não mandam nada, quem manda são os EUA. ora essa, que inocência! Curdos (sírios, turcos e também iraquianos) são peões parvos e vendidos nas mãos dos EUA, peões parvos que cavam a sua própria sepultura ao assinar pactos com o diabo, como esta parceria ilegal com os EUA, ou com a parceria que agora dizem querer fazer com a Arábia Saudita, sim, essa Arábia Saudita que criou e financiou os "rebeldes" terroristas e o ISIS que, supostamente, os curdos andam a combater! E mais, que raio de curdos organizados na forma de um partido laico, libertário, socialista (PKK) e que agora, risada das risadas, querem juntar esforços ao estado medieval bárbaro da Arábia Saudita!?!?!?!?! Mas bom, este tópico fica para uma das próximas partes.

 

Uma outra notícia, esta sim confirmada pelo próprio Pentágono, indica, imagine-se, que os EUA deslocaram de forma ilegal, criminosa e sim, perigosa, muito perigosa, vários veículos que transportam o seu sistema de mísseis de longo alcance HIMARS (High Mobility Artillery Rocket System) para o posto fronteiriço sírio de al-Tanf. Já não tenho adjectivos para qualificar afrontas destas mas, pelo menos, caro leitor, espero que esteja de acordo comigo quando afirmo e insisto que não existe "guerra civil síria" mas sim "invasão dos EUA à Síria". Quem dizer o contrário, perante esta informação do Pentágono, por certo terá problemas com o raciocínio lógico. Voltando ao HIMARS, e deixando momentaneamente de parte a óbvia ilegalidade desta palhaçada de mau gosto, como é que o sistema de mísseis de longo alcance colocado dentro do território sírio pode servir para "desconflitar" o que quer que seja? Não pode! Pelo contrário! É um claro pedido, mais um entre as dezenas que os EUA fizeram à Rússia nos últimos 3 anos, para que a Rússia aceite despoletar o início de um conflito global, nuclear claro está! É que os EUA não o podem usar (ao sistema HIMARS) pois os russos terão de reagir e, sim, despoleta-se a tal carnificina nuclear global. Ou, de forma mais subtil, os russos, visto que se encontram legalmente na Síria (ao contrário dos EUA), poderiam destruir esse sistema ou autorizar os sírios a fazê-lo e, com isso, despoletar a tal carnificina nuclear global. A presença do sistema de mísseis norte-americona em al-Tanf não serve portanto à protecção da falsa zona de desconflito desértica. Serve sim ao seu preciso contrário! Por hoje é tudo! Obrigado pela leitura!

 

CONTÍNUA

 

 

Luís Garcia, 22.06.2017, Ribamar, Portugal

 

 

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 2

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 3

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 4

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 5

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 6

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 7

leia aqui: Extermínio nuclear, sim por favor! - parte 8

leia mais artigos sobre a Síria aqui

 

 
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