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Pensamentos Nómadas

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White Helmets, humanistas ou terroristas? Parte 1, por Luís Garcia

 

 

White Helmets, humanistas ou terroristas? Parte 1, por Luís Garcia

 

Luís Garcia POLITICA SOCIEDADE Fake News  

 

Os White Helmets segundo os White Helmets e os media mainstream

Os White Helmets (Capacetes Brancos) ou Defesa Civil Síria (como são também erroneamente denominados, pois esta existe há décadas mas é controlada pelo governo de Damasco) são tudo gente mais pura que um recém-nascido, fazem parte de uma ONG que não recebe financiamento de estado nenhum de forma a manter a sua neutralidade e imparcialidade, pois claro. Os seus membros são honrados médicos, pasteleiros, pintores, costureiros, professores, engenheiros, carpinteiros, estudantes e vendedores de banha de cobra que largaram as suas nobres profissões por uma causa ainda mais nobre: salvar vidas humanas das garras do sanguinário al-Assad.

 

White Helmets Heroes

 

Como podem ver pela montagem acima, andam todos com barbas bem aparadas que transparecem decência e inspiram confiança (retenham em mente este detalhe). As suas especialidades são carregar martelos pneumáticos às costas com os quais desenterram vítimas dos barris-bombas do sanguinário al-Assad e correr em slow motion levando ao colo crianças vítimas dos barris-bombas do sanguinário al-Assad, sempre num ângulo relativo à câmara que proporcione melhor iluminação para a foto do que numa foto tirada num estúdio de fotografia profissional e posteriormente processada durante mais de 2 horas num versão actualizada do Photoshop. Enfim, milagres que com certeza deus nosso senhor todo-poderoso proporciona aos fotógrafos White Helmets que documentam a bárbarie Al-Assadiana. Nas horas vagas, dedicam-se ainda, segundo eles, à encenação de resgates e maquilhagem de falsos feridos que um gajo inocente como eu, ao ver o produto final, não consegue distinguir a montagem da montagem! Perdão, a montagem da realidade! Mas já lá iremos na segunda parte. Vejamos agora o trailer de um documentário da Netflix (sobre os White Helmets) de deixar em choradeiras piegas mesmo a um carrasco pró-Assad depois de morto e enterrado:

 

 

E, para não dizerem que sou parcial, aqui vão 2 slideshows com 20 fotografias, sim, 20 fotografias de heróis em slow motion salvando criancinhas. Não, não foi em Hollywood, foi mesmo em Aleppo, dizem eles, e corroboram os nossos media mainstream, que se passaram as seguintes cenas:

 

Slideshow 1

  

Slideshow 2

 

 

Por exemplo, cliquem na foto abaixo para vê-la em alta-resolução e elucidem-me se que o que vejo na parte branca da cara do pobre rapaz é pó dos destroços provocados pelos barris bomba de al-Assad... ou creme Nívea mal espalhado? É que eu sinto-me confuso:

 

PhotoDiary_Syria1.jpg

 

Eu não digo (por enquanto) que sejam encenadas as fotos, mas não deixo de me espantar com o contraste enorme entre fotos de guerra dos White Helmets, dos Observatório Sírio dos Direitos Humanos, dos Free Syrian Voices, dos Mayday Rescue, dos Syrian Network For Human Rights, e as fotos de guerra do lado pró-governo sírio. Há uma diferença que me transtorna: nas fotos dos White Helmets e companhia, as vítimas estão todas pintadas de pó branco e sangue vermelho. Pó muito branco mesmo e sangue muito vermelho mesmo. E ambos em enormes quantidades. Mas é tudo! Não passam disto as consequências dos barris-bombas do sanguinário al-Assad. No entanto, quando vejo fotos e vídeos das vítimas dos roquetes e das armas químicas dos heróicos rebeldes libertadores, vejo crianças sem membros, pele rasgada com carne à mostra, ossos expostos, bolhas amarelas provocadas por gases tóxicos, etc. E, para meu espanto, nas fotos e vídeos destes, o pó não é nem tão branco nem tão abundante. O sangue não é nem tão vermelho nem tão abundante... mas enfim, devem ser paranóias minhas, gajo que, segundo alguns, é (sou) pago pelo Kremlin e por Damasco para espalhar fake news através do seu blog que (quase) ninguém lê e através da sua conta Facebook que não chega a 100 amigos e com a qual pouco ou nenhum constrangimento pode causar nas páginas dos media portugueses no Facebook visto que, a cada vez que comenta com voz dissonante um qualquer post relacionado com a Síria, acaba sempre bloqueado. 

 

Voltando aos White Helmets, pessoalmente, a característica que prefiro dos White Helmets é a super-heróica avengeriana capacidade de detectar - só com os olhos e o sabor do ar - Sukhoi SU-24 russos nos céus que são depois perseguidos, a pé, por estes bravos homens. Objectivo? Desenterrar criancinhas com martelos pneumáticos, vítimas dos bombardeamentos completamente aleatórios decididos em dias nos quais Putin acorda com diarreia ou com um torci-colo de lhe trazer lágrimas aos olhos. E quando não são caças russos, são caças sírios, que al-Assad não é menos propenso a diarreias matinais, e acha imensa piada gastar as últimas libras sírias em barris-bomba, cagando-se completamente para o facto do povo sírio andar há anos a passar fome graças ao humanitário embargo económico dos EUA, União Europeia e restantes estados vassalos do Império. Enfim, coisas que um gajo aprende assistindo a Aljazeerazinha (AJ+) financiada pelos mesmos humanistas cataris que não distribuem (poucos) milhões de dólares em armamento por entre a oposição síria e o Estado Islâmico. Em mais um golpe de imparcialidade, hehe, heis 3 excelentes vídeos da AJ+ sobre os White Helmets:

How These Ordinary Citizens Became Heroes Of Syria

 

Syria's White Helmets 

 

The White Helmets Are Saving Syria From Within

 

Repararam no terceiro vídeo, sobre o resgate do Omran Daqneesh? Ah, gente boa estes White Helmets, também foram eles que realizaram o épico resgate! Mas onde andava eu com a cabeça para poder ter escrito o recente artigo FAKE NEWS - tadinho do puto da cadeira laranja! Que bicho desalmado sou eu, ahahah! 

 

FAKE NEWS - tadinho do puto da cadeira laranja, por Luís Garcia

 

Agora mais a sério, aqui fica uma lista das características que os White Helmets (e seus apoiantes) atribuem a esta organização:

  • Financiam-se com doações provenientes de privados;
  • Não recebem doações de estados, de forma a manterem-se politicamente independentes;
  • São uma ONG "ferozmente independente";
  • São neutros e imparciais, tendo como único objectivo aliviar o sofrimento humano; 
  • Não fazem distinção entre feridos dos 2 lados do conflito;
  • Salvaram várias dezenas de milhares de vidas;
  • Encontram-se por todo o país, em mais de 100 localizações diferentes;
  • São pacifistas, humanistas, solidários;
  • São voluntários provenientes de várias áreas profissionais;
  • São sírios;
  • Não utilizam nem tampouco carregam armas consigo;
  • Fornecem serviços civis a quase 7 milhões de pessoas;
  • Etc.
  • Ahhh, e mereciam ganhar o Prémio Nobel da Paz.

 

Visitem a página oficial dos White Helmets e leiam as maravilhas que dizem deles mesmos:

 

Muito bonita, sem dúvida, a estória dos White Helmets, mas eu proponho, baseado numa extensa quantidade de factos disponíveis (que irei partilhar aqui), discordar a 100%, pelos menos, hehe, desta angélica versão sobre os White Helmets. Fique portanto atento à segunda parte deste artigo!

 

Luís Garcia, 31.12.2016, Chengdu, China

Leia também: 

White Helmets, humanistas ou terroristas? Parte 2

 

 
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Bom sucesso para todos no Novo Ano, por Ricardo Lopes

 

 

Bom sucesso para todos no Novo Ano

 

RICARDO MINI copy  SOCIEDADE 

 

Agora que se avizinha o novo ano, queria começar por desejar a todos uma completa e realizada integração no novo ano.

 

Desejar a todos que a vida que tiveram desde que nasceram se repita neste novo ano. Que neste novo ano, haja a mesma rotina escolástica para a criançada, a mesma rotina de trabalho para os adultos, a mesma organização semanal com dois dias de descanso, o mesmo número de dias de férias e, já agora, nos sítios onde toda a gente gosta de ir, e toda a costumeira rotina de feriados e festividades, outra pascoa, outro natal, outro dia de aniversário, outro halloween, outro dia de ação de graças, outro hannukah, e, já agora, outro ano novo. Não desejo coisas rotineiras como estas a pessoas que não festejem os eventos que enumerei, porque essas não estão integradas na sociedade global e, portanto, estão condenadas ao insucesso. E, claro, no ano novo deseja-se o sucesso e a boa aventurança.

 

E, já agora, e para deixar a coisa aviada, ate porque posso morrer antes do ano novo de 2018, deixo já desejado o mesmo loop anual para todos os restantes anos que forem vivos.

 

Desejo-vos, com toda a boa vontade e sinceridade, que possam sentir-se realizados na repetição das estruturas sociais, tradições e costumes que tanto sentido dão à vossa vida. Aliás, se não fosse isso, a vida não faria sentido, não é?

 

Desejo-vos um tal sucesso na capacidade de darem sentido à vossa vida pela repetição de eventos anuais, que os vossos filhos possam olhar para vocês, para cima, com orgulho, por saberem como será a vida deles, com todos os detalhes, dali a 30 anos, 40 anos e 80 anos, se lá chegarem. Que sensação de segurança fenomenal!

 

Para quê passar pelo stress sufocante de ter de tomar decisões, quando a vida pode já estar decidida e agendada ao segundo por quem tem muito mais e melhores e competências para o fazer?

 

Quero, também, que tenham a oportunidade de entrar com o pé direito no ano que marca o nascimento de um tipo muito importante, mas que na verdade ninguém sabe ao certo que tenha existido, muito menos que tenha nascido no ano a que lhe é atribuído o nascimento. Mas o que importa? O que importa é que vamos celebrar o 2017, não é? O que interessa o que marca? Até pode marcar o dia do nascimento de um sírio filho de uma prostituta bastardo de um judeu que nem sequer lhe pagou, porque é na poupança que se enriquece. Mas, quem é que vai querer estragar as ilusões que tanto sentido dão à nossa vida, com essas coisas chatas de se pensar?

 

O universo "nasceu" há cerca de 13.8 biliões de anos atrás, mas também para quê ter de escrever que estamos no ano 13800000016, quando podemos abreviar a coisa para coincidir com o possível mas não comprovável nascimento de um filho de uma senhora da vida bastardo de um judeu capitalista (passe o pleonasmo)? Se pode ter coincido com o nascimento de um personagem de uma história de fantasia compilada no livro Bíblia, também pode coincidir com o personagem que acabei de  inventar.

 

A Terra "nasceu" há cerca de 4.6 biliões de anos. Mas, mais uma vez, para quê ter de escrever que estamos no ano 4600000016, ou o raio que for, quando podemos abreviar a coisa para coincidir com o possível mas não comprovável nascimento do trisavô do gajo muçulmano que inventou o método cientifico 1000 anos antes dos europeus?

 

A vida "nasceu" na Terra há cerca de 500 milhões de anos. Mas, mais uma vez, para quê ter de escrever que estamos no ano 500000016, quando podemos abreviar a coisa para coincidir com o possível mas não comprovável nascimento do tetra tetra avô do gajo que pegou nos vikings e decidiu ir ate à América 600 anos antes do Cristóvão Colombo?

 

Humanos anatomicamente modernos surgiram à cerca de 200 mil anos atrás. Mas, mais uma vez, para quê ter de escrever que estamos no ano 200016, quando podemos abreviar a coisa para coincidir com o possível mas não comprovável nascimento do muçulmano que decidiu traduzir os filósofos gregos para irem de encontro à ideologia monoteísta e que serviu de base à teologia medieval?

 

Há cerca de 50-30 mil anos atrás, os humanos migraram para as Américas, Austrália e Ásia. Mas, mais uma vez, para quê ter de escrever que estamos no ano 50016, quando podemos abreviar a coisa para coincidir com o possível mas não comprovável nascimento de um antepassado da padeira de Aljubarrota?

 

Há cerca de 11000 anos atrás, as primeiras sociedades complexas começaram a desenvolver-se. Mas, mais uma vez, para quê ter de escrever que estamos no ano 11016, quando podemos abreviar a coisa para coincidir com o possível mas não comprovável nascimento do homem que ia violar a mulher que ia dar à luz o antepassado do Diogo Cão?

 

E, já agora, foi nessa altura que as pessoas começaram a desenvolver a obsessão de seguir os astros no céu para poderem manter um registo da passagem do tempo, o que desembocou na criação de anos, meses, dias. Calendários foram criados para se adaptarem a princípios religiosos, eventos sociais, para prever o futuro, ou por mera masturbação mental matemática.

 

Já agora, o ano de 2016, ou o de 2017 vindouro, que tanto veneram, só o é, porque há 1500 anos atrás alguém decidiu que era giro, por exercício de poder, fazer um reset na contagem dos anos para fazer coincidir com o tal possível mas não comprovável nascimento de Jesus Cristo, ou o do tal filho bastardo do judeu capitalista, ou o do gajo muçulmano que inventou o método cientifico, ou o do viking que decidiu passar a perna ao Colombo porque tinha um vidente do caralho que previu que ia aparecer um cágado armado em bom, explorador de pessoas e não de terras, que ia armar-se que tinha descoberto um sítio onde já estavam pessoas e que mesmo outros europeus já tinham descoberto, ou o do gajo que traduziu os gregos para se poder criar a Inquisição, ou o do antepassado da padeira, ou o do violador da antepassada do Diogo Cão.

 

Mas, outra notação do tempo que se foda, porque dá trabalho a escrever, e porque seria mais científico, e esses gajos da ciência, desde que apareceram só querem andar a foder a nossa posição privilegiada no universo e na vida. Primeiro, foram os caralhos que nos tiraram do centro do universo, depois foi o caralho que nos tirou do pináculo da vida, depois foi o caralho que nos tirou do controlo da nossa mente, agora são os caralhos que dizem que nem sequer livre arbítrio temos, mais os caralhos todos que tentam destruir as construções culturais com as quais cimentamos a sociedade e as nossas ilusões de sentido e de continuidade.

 

Mas vamos lá celebrar o fim rigoroso de um dia e o começo de outro. Vamos lá fazer de contas que um dia também não é um conceito inventado e que corresponde a algo de altamente rigoroso. Vamos lá fazer de contas que a noção de dia é tão simplesmente metade da Terra estar iluminada no seu movimento de rotação pelo Sol e a outra metade receber apenas luz de diferentes comprimentos de onda de estrelas mais distantes ou refletida por outros planetas. Mas, se tivéssemos uns olhos do caralho, daqueles que nos dariam mesmo uma vantagem evolutiva do caralho, que nos permitissem detetar radiação infravermelha, então não havia noite. Que cena do camandro, já viram? Era forrobodó 24/7.

 

E a rotação da Terra e a translação ao redor do Sol não serem exatas? Caralho, estes cientistas só querem é foder-nos as passas e o champanhe. Afinal, é preciso não esquecer que precisamos destas ilusões para organizar a sociedade, e isso legitima a obsessão. Não precisamos de ciência para nada, nem os nossos relógios foram aprimorados ao longo do tempo para sofrer menos perturbações de movimentos, pressão e força da gravidade e marcarem o tempo de uma forma mais precisa. Isso nunca aconteceu. Quem é que quer andar para aí a instrumentalizar a ciência, quando se tem a religião, ou vários tipos de religião, para organizar a sociedade?

 

Nem as horas foram criadas a observar o movimento da sombra produzida por um pau enfiado na terra, nem nada, que isso é coisa de gente sabuja. Nós cá, gente moderna e desinibida, se enfiamos paus é no cu, que é o único sítio onde estão bem.

 

E dividir o movimento da sombra do pau em 12 unidades nem foi inventado pelos egípcios nem nada, que calhou que usavam um sistema duodecimal, porque usavam as falanges de 4 dedos da mão, deixando o polegar de fora, para contar, e também porque correspondia ao número de ciclos lunares num ano. Isso não!, que ninguém na sociedade moderna, assim avançada graças ao monoteísmo, anda para ai nas misturadas com pagãos. E isso do horário de verão e de inverno também não foi inventado por eles. Foi tudo inventado pelo Aristóteles e os que o estudaram, seus hereges! E também ninguém andou a medir o tempo à noite a seguir 12 estrelas no céu! Quem é que inventou essa palhaçada?

 

E quem é que foi inventar que as horas só foram ajustadas para ter a mesma duração apenas há 600 anos? Esses bandalhos que gostam de andar a causas distúrbio social e a fazer a pessoa perder a esperança na vida, por já não se poder agarrar a ilusões, nem a mangalhos, que afinal transmitem doenças. E a duração da hora não foi decidida por usarem um sistema sexagesimal, nem porque 60 é o número mais pequeno divisível por 1, 2, 3, 4, 5 e 6. Nem foi por usarem este sistema para desenvolver o sistema de latitude e longitude terrestre que decidiram dividir em 60 as horas e os minutos! Mas, quem é que quer saber desta treta toda?

 

Não há nada melhor do que desejar a outra pessoa que esteja bem integrada neste sistema para poder ter sucesso e cumprir com todos os preceitos sociais que dão sentido à sua vida, depois de deus ter morrido.

 

Portanto, desejo uns maravilhosos 2 dias presos no transito, 9 dias a verem anúncios comerciais, 15 dias a fazer compras, 80 dias no trabalho, 5 dias a limpar a casa, 20 dias a conduzir, 122 dias a dormir e 12 dias a cozinhar. Mantenham a motivação! Não se deixem ficar para trás neste grande jogo competitivo inventado por um gajo há 200 anos atrás! Podem perder a próxima viagem às Caraíbas por causa disso!

 

E, se fores mais pequenino, e ainda estudares, desejo-te uns excelentes 2 dias presos no transito, 15 dias nas compras, 50 dias na escola, 122 dias a dormir e 9 dias a ver anúncios.

 

Portanto, 256 dias em 365 já ocupados para os trabalhadores e 200 para os estudantes. Há coisa mais maravilhosa do que ver gente ocupada, que tem todos os segundos do dia já agendados e programados para tirar o máximo do tempo de vida limitado que tem? E isto sem contar com pausas, que às vezes está-se com uma comichão terrível no nariz e tem de se parar 2 segundos.

 

Desejo-vos também, porque isso também conta para a salubridade da integração no sistema, uns bons dias passados em filas de espera, nos transportes públicos, a fazer horas extra na escola ou no trabalho, a esperar pela bagagem no aeroporto ou à espera dos pequerruchos antes de poder sair de casa ou de poder fazer seja o que for que não tratar deles depois de os ter tido para se afirmar socialmente e mostrar que se é fértil.

 

Para quem anda na escola, desejo ainda uns bons tempos letivos aleatoriamente determinadas, e a maior parte das vezes passados sem fazer nada, sem aprender nada, para que alguém muito cioso do programa que tem a cumprir, também ele determinado aleatoriamente, e entulhado de informação completamente irrelevante, te tenta convencer que aquilo é tudo muito sério, embora possivelmente nem ele próprio acredite nisso. E, claro, não questionem o facto de não poderem sair da sala de aula, mesmo que a matéria para aquele dia já tenha terminado, porque sair antes do tempo dá azar e o vosso fim certeiro será como sem-abrigo debaixo de uma ponte. E, se o professor faltar, vão à aula na mesma com o substituto, porque se o que ensina a disciplina nem sabe bem o que está a ensinar, imaginem o substituto de outra disciplina. Mas, já sabem, têm de se ir habituando simplesmente a respeitar as autoridades, porque é certinho que vão apanhar patrões que sabem muito menos do que vocês, mas têm de fazer de contas que sim para manter a sociedade a funcionar. Eles nem queriam tratar-vos abaixo deles, mas tem de ser, senão é anarquia e caos. E nunca falem mal das aulas de educação física, porque são as mais importantes de todas! São aquelas em que vos dizem que vão aprender a trabalhar em equipa, a colaborar, mas em jogos de competição, que é exatamente o mundo real do mercado de trabalho e em todas as outras vertentes da sociedade capitalista moderna.

 

Para quem trabalha, desejo-vos força de vontade para persistirem numa atividade cuja duração diária não se baseia em quaisquer medidas de progresso ou eficiência. Aliás, podem sempre estar descansados, porque, por mais que trabalhem, vão também passar muito tempo no local de trabalho sem fazer absolutamente nada. Muito tempo livre para ocuparem sem fazer nada.

 

E, se se sentirem mal, lembrem-se de nunca enveredar por essas coisas a um domingo, porque provavelmente vão-se ver lixados para encontrar uma farmácia, mas sempre podem ir ao casino afogar as magoas, que já sabem que o horário de funcionamento neste sistema é determinado pela quantidade de dinheiro que se faz.

 

Se se sentirem desiludidos, têm sempre um manancial de distrações audiovisuais, para consumir de acordo com o tempo previamente determinado pela indústria ou pelo canal televisivo para encaixar o filme, o documentário, ou o que for, na programação. Toda a gente sabe que se pode aprender tudo sobre um assunto em 58 minutos, ou ter um grande desenvolvimento das personagens em 90 minutos. Quem disse que não é possível? O sistema prova que é possível. Porque, não se esqueçam que tem de haver sempre tempo para os anúncios, para saberem o que devem comprar para manterem o status social. Se não vos dissessem o que comprar, já viram que vergonha que era a de saírem à rua sem terem exatamente as mesmas posses que todos os outros?

 

E, se todos estas motivações não bastarem, pensem sempre que podem almejar, semana após semana, pela chegada do fim de semana, para pôr as horas de sono em dia e tratar dos afazeres para os quais não tiveram tempo durante a semana, e levar os putos ao parque, e não terem tempo nenhum para as vossas coisas de qualquer maneira, o que é bom porque assim evitam o contacto com coisas que poderiam perturbar a vossa integração no sistema e causar distúrbios psicológicos vários. E, não se esqueçam, também precisam de tempo livre para consumirem, e para terem trabalho também e não morrerem. Se deixarem de consumir o sistema rui e toda a gente morre ou cai no mais completo caos e perde o sentido para viver.

 

E, por amor da santinha, não se esqueçam de comprar roupas chiques para a passagem de ano, senão ainda o 2016 se engasga, fica a tossir para sempre e nunca mais morre. Escolham um bom restaurante, onde o vestido dê com a cor da mobília, para dar boas fotos para o facebook e o instagram. Estoirem bem em comida e bebida e fotografem a mesa antes de despachar aquilo, também para mostrar como são pessoas bem de posses.

 

E, claro, recordem o ano de 2016, recordem o melhor e o pior, porque más histórias também são sempre bons temas para conversa de circunstância. Recordem a grande tragédia que foi o Brexit, a grande tragédia que foi a eleição do Trump. Recordem as imagens manipuladas que os media divulgam sobre criancinhas chacinadas pelo regime sírio. Recordem o que os terroristas islâmicos fizeram em Bruxelas, em Nice, em Orlando e em Berlim. Recordem as choradeiras coletivas, os discursos cheios de floreados que vos fizeram sentir-se humanos de vez em quando, que nos transmitiram para não se esquecerem que são humanos. Recordem que ainda existem líderes políticos boas pessoas, como o Trudeau que gosta tanto dos gays brancos e é aliado da confederação que aniquila vidas diariamente pelo mundo fora. Chorem a ver a milestone quebrada pela SpaceX, porque se foderem este mundo, há sempre a esperança de poderem ir foder outro a seguir. Recordem o passarinho que foi parar propositadamente à frente do Bennie Sanders no discurso, porque os passarinhos reais, tais como os da Bíblia, sabem com quem se dar. Recordem a Ellen, que vos mostra como se pode ser uma pessoa decente lutando pelos próprios interesses e direitos. Recordem os Jogos Olímpicos, para nunca se esquecerem que, por mais merdosos que sejam, por mais que se estejam a cagar para tudo, estão integrados num sistema que promove eventos que integram e permitem a participação de todos, até dos muçulmanos terroristas, tão bonzinhos que somos. Recordem as vitórias dos vossos clubes desportivos favoritos que vos fizeram chorar por alguém ter acertado com bolas em buracos e redes. Recordem o magnífico trabalho audiovisual que vos entreteve durante um ano, como japoneses a enfiarem canetas imaginárias em ananases imaginários, e pretas a abanarem a celulite ao som de músicas cuja letra foi redigida por outras pessoas, tão estúpidas como elas. Recordem o melhor das séries americanas e do youtube. Recordem o Obama a armar-se em rapper. Recordem discursos psicóticos de pessoas que gaguejaram a dizer “amor”, porque já nem o cérebro processa bem essa palavra. E recordem toda a gente que teve tempo de antena na praça pública e que morreu, sem nunca ter feito nada de útil para a sociedade. Recordem tudo isso, porque é o que dá esperança para continuarem a ser uns montes de estrume egocêntricos que, na verdade, não têm de fazer nada de útil, e mesmo assim há uma elevada probabilidade de ficarem para a história por uma estupidez qualquer. Recordem e embriaguem-se nisto, porque, se não fosse isto, só restaria depararem-se com o nada que são, e o nada que apoiam de cada vez que ligam a televisão.

 

Portanto, tal como o Obama, vou largar o microfone, mas não sem antes vos desejar um 2017 inventado cheio das mesmas palhaçadas inventadas e repetitivas que toda a gente gosta de consumir até à exaustão para que os estímulos constantes não lhes permitam ter 1 segundo para se deparar com a miséria humana que carregam. E, claro, celebrem a mesma vacuidade de sempre.

 

Resumo do ano segundo o Google Trend

 

Ricardo Lopes

 
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Virtude

 

 

Virtude

 

RICARDO MINI copy    Enciclopédia Portuguesa dos Bons Costumes  Letra V

Prefácio  A - B - C - D - E - F - G - H - I - J - K - L

- MN - O - P - K- R - S - T - U - V - W - X - Y - Z

  

Virtude - nem tanto ao mar nem tanto à terra; no meio está a virtude; mas depende do meio... se for no meio das pernas, já não há grande virtude. A não ser que seja na parte de trás do meio das pernas e se estivermos a falar de pessoas com idade compreendida entre os 3 e os 17 anos.

Ricardo Lopes

 

 
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Voix insoumises - Pierre Le Corf

 

 

Pierre Le Corf

ClaireVoix Insoumises  en français

Une autre voix insoumise sur laquelle nous penchons l’oreille ici est celle de Pierre Le Corf. Pourquoi insoumise? Nous allons l’expliquer.

 

Jeune entrepreneur à succès, Pierre Le Corf a vendu tout ce qu’il avait pour créer sa propre ONG We Are Superheroes. Malgré ses réussites entrepreneuriales, Pierre se situe à mille lieues des modèles de réussite sociale qu’on nous impose. Il croit profondément en les humains et il a décidé de se mettre à leur service. Avec we are superheroes il accompagne les communautés marginalisées et met leur histoire en lumière.

 

Il raconte être arrivé en Syrie avec le regard d’un français, c’est- à dire avec le regard que nous imposent les médias français, et affirme avoir vite changé de regard peu de temps après son arrivée.

 

Pierre Le Corf a élevé la voix sur la vérité de ce qui se passe à Alep car c’est justement le but de sa démarche de faire entendre les oubliés, et c’est l’absurdité de ce qu’on nous raconte à longueur de temps dans les médias occidentaux/français en nous apitoyant sur les «rebelles» martyres d’Alep-Est qui fait que les gens de la plus grande partie d’Alep ont été oubliés. Pierre Le Corf nous l’a confirmé en nous retransmettant les voix des aleppins : il n’y a pas de rebelles à Alep-Est, il y a des terroristes.


Voici une belle démonstration de voix dissonantes, où Pierre Le Corf est pourtant le sujet du journal de France 2:

 

 

Pendant des mois il parcourut la ville, effectuant un vrai travail d’humanitaire 100% INDEPENDANT, délivrant comme il pouvait kits de 1er secours et formations aux premiers secours à la population souffrant non seulement de la guerre et de tout ce qu’elle implique, mais aussi des conséquences de l’embargo imposé au pays par l’Union Européenne à la Syrie, interdisant aux syriens l’accès à des produits essentiels, comme du matériel médical. Humanitaire neutre, oui, mais comment ne pas élever la voix devant un tel gaspillage de vies humaines, dont une partie pourrait être épargnées sans ce genre d’intervention extérieures (embargo), sachant qu'une partie est déjà détruite par l’intervention extérieure (envoi d’armes).

 

Il est important de parler de Pierre Le Corf, et surtout de l’écouter et d’écouter les témoignages qu’il partage, car depuis quelques temps il fait l’objet d’une campagne de mensonges nauséabonde dont on ne partagera rien ici. Et parce que depuis quelques temps certaines voix lui suggèrent explicitement de se taire, ça n’en devient qu’une autre bonne raison de l’écouter:

 

 

 

Voici un très bon résumé de Pierre Le Corf, de son travail et ce en quoi il croit avec cette interview :

 

 

Enfin, voici une interview à laquelle il a participé avec Eva Bartlett à la télévion syrienne:

 

 

Claire Fighiera, 30.12.2016, Chengdu, Chine

 

 
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Da Sérvia à Sérvia (Kosovo), por Luís Garcia

 

DOS BALCÃS AO CÁUCASO – EPISÓDIO 6

Da Sérvia à Sérvia

 

bw  VIAGENS POLITICA  Luís Garcia   

Estou bem, aonde não estou, porque eu só quero ir, aonde eu não vou, porque eu só estou bem, aonde não estou, porque eu só quero ir, aonde eu não vou, porque eu só estou bem... aonde não estou. (Estou Além, António Variações)

 

12.06.2014

Oitavo dia de viagem, acordámos felizes e repousados na casa desta gente tão boa, a família de Nikola que no dia anterior nos trouxera à boleia de Niš para Prokuplje. Para começar bem o dia tomámos café com leite na companhia de Nikola e a sua mãe, tão querida! Com a ajuda do google translator do tablet de Nikola e do instinto comunicativo de sua mãe, a manhã passou rápida enquanto conversávamos sobre política, sobre a má e errada imagem que o ocidente tem da Sérvia, sobre o futuro incerto deste belo país e desta gente tão interessante e acolhedora. Ao contrário de quase toda a gente que conheço ou com quem me cruzo na Europa Ocidental, aqui toda a gente (mais culta, menos culta) parece estar ciente que as “rebeliões” na Líbia e na Síria não passam de guerras de proxy realizadas pelos EUA. E também não têm dúvidas nenhumas que o golpe de estado feito por Nazis ucranianos, CIA e membros do FMI na Ucrânia é uma clara violação da ordem e da justiça, que o acordo económico Rússia-Ucrânia era legal e benéfico para a Ucrânia, ao contrário de uma farsa de golpe de estado com agentes da CIA, do UÇK kosovar e das guerrilhas tchechenas, sob ordens dos EUA, que levam agora o país definitivamente de volta ao terceiro mundo do qual tentava desesperadamente sair. Mas bom, são outras estórias…   Antes de partirmos, recebemos de presente da mãe de Nikola 3 pares de meias novas, finas, de verão, mesmo como precisávamos, pois as que temos são um pouco quentes para a época. Instinto de mãe em acção! 🙂

 

Por volta das 10 horas fomos no carro de Nikola até ao local onde se encontrava estacionado o camião de seu pai. Entrámos no maquinão velhinho e seguimos rumo ao Kosovo… a viagem até à fronteira poderia levar menos de 1 hora, mas levou mais de duas, graças ao estado da estrada, péssimo, completamente destruído diria. Não há dinheiro, é normal, com os bombardeamentos “humanitários” da NATO, a Sérvia recuou mais de 20 anos economicamente, e não sou eu quem o diz, é o insuspeito Henry Kissinger, mestre e estratega de barbáries maiores. Eu diria mais, pois já passaram 15 anos desde o terrorismo humanitário da NATO em forma de bombas que destruiram quase todas as fábricas, linhas de comboio, centrais eléctricas, pontes, refinarias (para falar só de recursos estratégicos) e o país mal consegue funcionar. Para voltar ao dinamismo económico e industrial da grande Jugoslávia ainda hão de passar umas décadas, se entretanto não caírem nas malhas da EU. Enfim, e por falar em bombardeamentos, sim, as provas viam-se da janela do camião, enquanto vagarosamente nos aproximávamos da região autónoma do Kosovo.

 

Junto à fronteira fomos encontrar uma fila infinita de camiões. Saímos com Dragan (pai de Nikola) e dirigimos-nos ao Posto de Controlo de Merdera. Pelo caminho Dragan cumprimentou um montão de amigos também camionistas a quem delegou a tarefa de tomar conta do camião e avançá-lo sempre que necessário. No controlo de passaporte, pois claro, obtemos os carimbos sem problemas, mas não sem antes aturar dois polícias trogloditas que de forma grotesca, ridícula e bruta perguntavam por que é que eu tinha tantas bandeiras na mochila e não do Kosovo!?! Respondi o óbvio, ahhh, que gente deficiente, porque “nunca fui ao Kosovo”! E para mim próprio respondi “porque o Kosovo não existe, é uma colónia militar dos EUA”! E é daí mesmo que veio a arrogância nacionalista daquele troglodita, perante um país que não existe, um albanês da província sérvia do Kosovo quer a todo custo ver bandeiras que confirmem o que não faz sentido, caso contrário não perguntava por bandeiras ou, se perguntasse, não seria com aquela expressão corporal de quem diz “de que raio estás à espera para colcar na tua mochila de viagem A BANDEIRA do nosso PAÍS que EXISTE MESMO, hein?”! Ahhhhh, haja paciência.

 

Tratada a burocracia, Dragan conduziu-nos a um restaurante do lado kosovar, mesmo junto ao quartel militar português da NATO, onde nos ofereceu uns cafés e onde esperámos mais de 2 horas para ver o camião atravessar também a fronteira. Durante a espera, voltei a por a bandeira da Albânia no saco, que retirei por respeito à Sérvia, e que agora serviria para agradar os descontentes albaneses pela não presença da bandeira kosovar. Maquiavélico eu? Um pouco, ahahah!

 

De volta à estrada, uma sensação de déjà vu: resmas  de casas espalhadas aleatoriamente, pela paisagem, 99% delas por rebocar. Onde é que já vi isto? Ah, Albânia, há 9 anos atrás. Tá explicado. Eheheh. Nos 40 km que separam a fronteira da capital Pristina, vimos muitas centenas de bandeiras da Albânia, algumas dezenas de bandeiras do Kosovo, EUA, NATO, OTAN e EU! Em telhados de casas e edifícios privados, sim, que não fique a dúvida!

 

Como nos deslocávamos de camião, não pudemos entrar na cidade com a nossa boleia. Ficámos pelos arredores e apanhámos um autocarro urbano para o centro. O primeiro objectivo era encontrar as estações de autocarros e comboios de Pristina, que aparecem nos mapas do google, mas que afinal não existem, como viemos a descobrir de malas às costas de um lado para o outro. O bom-senso fez-nos desistir de procurar as estações virtuais e ir para o centro, belo, novíssimo, bem organizado, com bares e restaurantes “super cool”, hotéis de luxo em cada esquina.  O problema é que um centro destes num país em que a economia não funciona (não há indústria, não se produz nada) e numa cidade em que por detrás do centro se está numa favela, não faz sentido nenhum, é completamente artificial. Dada a presença de muitos estrangeiros que trabalham pela ONU, EU, KFOR, NATO, OCDE, entre outros, na construção deste estado, percebe-se a presença dos tais hotéis e bares de luxo, Mas quero ver o que acontecerá a tudo isto quando todos os estrangeiros partirem…

 

Detalhes interessantes da cidade de Pristina:

 

Outro detalhe interessante, presente não só em Pristina mas por todo o estado autónomo do Kosovo é o nome “Ilíria”, antigo reino do tempo do Império Romano e Grécia Clássica. Até hoje ninguém provou de forma conclusiva que exista alguma ligação histórica entre o extinto reino ilírio e o povo albanês, mas estes últimos juram de pés juntos que são descendentes dos ilírios, pois claro, assim podem reclamar como sua terra ancestral toda a Jugoslávia e parte da Itália, Grécia e Bulgária, e criar a  Grande Albânia, a utopia nacionalista de um povo que não consegue sequer tomar conta do estado falhado da Albânia. E assim temos restaurantes Ilíria, bombas de combustíveis Ilíria,  lojas Ilíria, garagem Ilíria, loja de electrodomésticos Ilíria, etc… Uma lista infinita. Mas sim, já percebemos, bandeira da Albânia por todo lado e o nome Ilíria, sim, percebemos, vocês existem e são albaneses e hipoteticamente ilírios, ah que claustrofóbica paranóia.

 

Como a cidade não é muito grande, atravessámo-la a pé até à saída sul onde à beira de uma estrada em construção, muito entulho e terra se encontrava uma multidão de gente à espera com malas nas mãos. Supusemos que aquele aglomerado de gente e entulho seria a estação de autocarros de Pristina e acertámos. Não levou muito tempo até aparecer um autocarro para Uroševac (Ferizajt em albanês). Meia hora depois estávamos já no centro da cidade de Uroševac.

 

Uroševac foi uma cidade que sofreu bastante destruição por parte das bombas humanitárias dos EUA e companhia. Passados 15 anos e com ajudas externas a cidade recompôs-se, mas não para os sérvios que foram obrigados a partir para nunca mais aqui regressar. Os albaneses do Kosovo, esses sim, parecem contentes, são donos e senhores da cidade e, nem de propósito, estavam a tratar dos últimos detalhes para o início das comemorações da entrada “vitoriosa” da NATO no Kosovo. Esse fatídico dia no qual, para libertar os albaneses-kosovares das mãos dos sanguinários sérvios que também lá habitavam, e a graças a uma imensa chuva de bombas de alta-precisão, a NATO conseguiu matar quase todos os albaneses-kosovares que propunha salvar! Ahhh, gandas malucos!

 

E que absurda coincidência termos entrado no Kosovo precisamente neste dia! Enfim… Para Uroševac tínhamos organizado uma noite em casa de um couchsurfer, só não tínhamos era forma de comunicar com ele. Deslocámo-nos até à praça central onde estavam a começar as referidas comemorações e olhámos à volta em busca de uma cara simpática a quem pedir um telemóvel emprestado. Não foi preciso, o organizador das comemorações veio ter connosco dando-nos as boas-vindas num bom inglês, telefonou ele mesmo ao couchsurfer e apresentou-nos aos membros de uma banda kosovar famosa enquanto esperávamos a vinda do nosso anfitrião couchsurfer. Também, enquanto esperávamos, fomos atacados por uma multidão de miúdos curiosos e ansiosos por serem fotografados. O resultado está aqui:

 

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Pormenor interessante de Uroševac: bandeira e símbolos do UÇK por todo o lado, até um café do grupo terrorista do UÇK! Tudo bem, ninguém da OSCE, da KFOR, da ONU ou da UE, que passam constantemente em jipes a patrulhar o Kosovo, para trás e para a frente, parece ligar ou sequer reparar! Tudo bem, viva a podríssima paz podre!

 

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A minha mala tem muitas bandeiras entre elas está uma da Jugoslávia! Ah, caos, horror, barbárie! Enquanto esperávamos o pelo nosso hóspede couchsurfer, um troglodita veio-me chatear a cabeça com “Jugoslávia Kaput”, “Jugoslávia finish”! A sério? Jura, não sabia! E quê, não posso ter uma bandeira antiga na MINHA mala? Nacionalismo ridículo de quem tem um país colónia dos EUA reconhecido por apenas 1/3 dos países com assento na ONU e que, aí está, tendo bandeira (do Kosovo) só usam a da Albânia. Incoerências de gente apanhada do clima…

 

Com muito atrasado, devido à sua vida muito ocupada, chegou Enis, o couchsurfer kosovar. Levou-nos no seu Mercedes de vidros escuros até à sua casa em Sojeve, uma aldeia a 10 km de Uroševac, onde se encontra a maior base militar dos EUA em território europeu (Bond Steel). O próprio Enis trabalha na base militar gringa, hehe! Enquanto jantámos e bebemos vinho, tudo oferta do nosso anfitrião, conversámos e discutimos imenso sobre os EUA e a sua máquina de guerra, com a base militar em frente à varanda e dezenas de helicópteros a sobrevoar-nos! Que maravilha! Desse jantar ficou-me marcada na memória esta frase interessante de Enis: “Os kosovares são como os judeus, adoram dinheiro, e não olham a meios para obter os seus fins.” Ele é um bom exemplo, ex-mercenário pago pelo Pentágono na Líbia e Afeganistão e tem fotos para convencer os mais cépticos. 

 

Bom, isto é só uma introdução à parte 7 (a seguinte), essa sim com Estórias De Viagem. E mais, com imagens esclusivas da base militar norte-americana de Bond Steel, ahahah! 

 

Álbuns de fotografia

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Luís Garcia, 29.12.2016, Chengdu, China

Se quiser ler mais estórias desta viajem clique em:

 

 

 
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Fake news: le pauvre petit garçon dans le fauteuil orange, par Luís Garcia

 

 

FAKE NEWS - tadinho do puto da cadeira laranja

Luís Garcia POLITICA SOCIEDADE Fake News  en français  

 

Vous vous souvenez du pauvre petit garçon plein de poussière et de sang lui coulant le long du visage, résultat des bombes des méchants russes et syriens ? Celui qu’on a fait poser pour la photo avec un iconique décor orange sélectionné par les membres de l’organisation terroriste des Whites Helmets (casques blancs) toujours plus préoccupés par les campagnes publicitaires que d’arrêter de dangereuses hémorragies de la tête des enfants? La vidéo ci-dessous pourra vous rafraîchir la mémoire, si nécessaire:

 

 

Un enfant si petit utilisé pour la production de propagande émotionnelle avec pour objectif de faire accepter au monde une résolution de l’ONU qui permette  aux gros-bras et à leurs vassaux d’effacer la Syrie de la carte… c’est honteux, vraiment honteux, et triste de voir un enfant se faire traiter de cette manière. Et d’autres manières. Vous pourrez me dire, en voyant le diaporama suivant que le garçon du fauteuil orange, Omran Daqneesh, est un malade, mais non, il ne l’est pas. Malades mentaux arriérés sont ceux qui se mettent à enseigner à un enfant à décapiter des peluches. Mais qu’attendre de gens qui décorent leur salon avec des drapeaux de l’Etat Islamique!!!

 

 

Oui, vous avez bien lu et bien vu! C’est petit Omran Daqneesh supposé avoir été bombardé par les méchants syro-russes à Alep. Plus encore, il n’y a pas de drapeaux de terroristes «rebelles» de cette ineptie d’Armée Syrienne Libre virtuelle, non, il y a (avait) des drapeaux de l’Etat Islamique dans son salon à Alep! Etat Islamique à Alep? Non, ça ne m’étonne pas, et ça n’est pas une nouvelle, bien qu’on n’en entende jamais parler dans nos médias inactivateurs. Nos médias inactivateurs nous disent qu’Alep-Est n’avait que de gentils-rebelles et des enfants, les deux cibles de prédilection des «psychopathes» d’Assad et de Putin, ahahah!

 

Mais revenons au sauvetage d’Omran Daqneesh, sale et ensanglanté dans son fauteuil orange. Qui l’a sauvé? Qui l’a mené dans ce décor orange? Qui l’a photographié? Vous voulez un nom? Le voici: Mahmoud Raslan, l’homme des photos ci-dessous:

 

Mahmoud Raslan

 

Regardez-le à nouveau, souriant à l’appareil photo, avec la même chemise bleue à motifs blancs, probablement très fier d’avoir été cité par la prestigieuse AFP (Agence France Press):

 

Mahmoud Raslan

 

Il a l’air d’un mec cool, non? Mais les apparences sont trompeuses. Les mauvaises fréquentations en disent d’autre part beaucoup sur quelqu’un:

 

 

Grand malade, non? Un jour photographe indépendant et volontaire au secours des enfants, les sauvant des démoniaques bombes russes. L’autre, mercenaire terroriste d’Al-Qaïda. Un vrai homme-à-tout-faire! Mais il y a plus. Pour ceux qui avalent les couleurs télévisées qui nous content qu’Al-Qaïda qui tue à Paris c’est du terrorisme tandis qu’Al-Qaïda qui tue à Alep c’est de la lutte pour la liberté, à ceux-là je pose la question suivante:

 

Mahmoud Raslan em más companhias!

 

Vous ne comprenez pas la question? Je répète, que fait Mahmoud Raslan, supposé bénévole humanitaire, souriant pour une selfie en compagnie du groupe d’arriérés qui a décapité Abdullah Issa, un jeune palestinien de 12 ans, dont le crime était d’avoir un père sympathisant du président Al-Assad? Vous n’avez pas entendu parler de la décapitation du jeune Abdullah Issa? C’est bien probable que non. Abdullah Issa apparaît sur la photo de droite avec le visage flouté, accompagné des souriantes brutes du groupe al-Zenki (encore une connerie de filiale terroriste d’Al-Qaïda) qui quelques minutes après avoir pris la photo ont fait ceci:

  

 

Et n’essayez pas de dire que j’invente puisque Mahmoud Raslan a lui-même reconnu, dans une interview au Telegraph, qu’il savait que ses compagnons de la selfie avaient décapité le jeune Abdullah Issa 5 semaines auparavant. Il a confirmé avoir connaissance du crime mais, en défense de ses compagnons de la selfie, il a avancé qu’Abdullah Issa était un nain, et qu’il n’avait pas 12 mais 19 ans. Ok. Et on peut décapiter un nain de 19 ans avec pour raison que son père n’aime pas les  «rebelles» et préfère le gouvernement d’Al-Assad? Bref.

 

Si vous voulez plus de détails, regardez cette vidéo:

 

 

Si vous doutez encore que Mahmoud Raslan qui a admis avoir pris des photos avec des décapiteurs d’enfants vivants est le même Mahmoud Raslan qui a pris les photos du «pauvre petit garçon dans le fauteuil orange», regardez cette vidéo :

 

 

Enfin, pour ceux qui souhaitent en savoir plus sur le gang qui a décapité le jeune palestinien:

 

Luís Garcia, 26.12.2016, Chengdu, China

(Traduit par Claire Fighiera

 
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Deus é um puto mimado 4, por Ricardo Lopes

 

Deus é um puto mimado 4

 

RICARDO MINI copy  SOCIEDADE  RELIGIÃO

 

O millennial ficou todo queimadinho da cornadura, mais uma vez, de tão calhau que é, de tão cordilheira dos Andes intelectual que é, e, claro está, e como está só a jogar um jogo que permite criar novos mundos do zero, e ele tem plenos poderes sobre a narrativa, decidiu vingar-se. Mandou um anjo para falar com a Maria, que era o nome da gaja mais linda da paróquia, e dizer-lhe que o filho era dele, e não do José. Logo a matar não sei quantos coelhos de uma cajadada. Por um lado, convenceu-se que tinha perdido a virgindade. Por outro, negou ao José a perda de virgindade e a paternidade, porque ainda por cima a Maria continuava a ser virgem, não se sabe como. Ainda por outro, conseguiu pôr em curso o seu plano maquiavélico para fazer praticamente o mundo inteiro sucumbir perante a violência de dois milénios, and counting, da porra de uma crença, e que não se fica apenas pela religião…mas já lá vamos.

 

Mas, enfim, lá nasceu o puto, vieram lá uns gajos de longe para oferecer ouro, incenso e mirra, que o coitado do José deve ter estoirado todos em vinhaça, tais deveriam ser os distúrbios mentais resultantes de saber que não tinha perdido a virgindade mesmo tendo feito sexo com a Maria, que a qualquer momento podia vir um espírito e violar-te no sono, e que o salvador do mundo não era filho dele. Portanto, e sem culpa nenhuma, lá estoirou a fortuna toda e teve o pessoal de continuar a viver numa gruta, que o ordenado de carpinteiro não dava para mais.

 

O filho cresceu e, claro, com pai adotivo alcoólico, pai biológico desconhecido e mãe virgem, foi-se meter nas leituras anarquistas, por causa da sua revolta, e começou a questionar o sistema todo. Questionou o sistema todo, andou pelo deserto 40 dias, esfarrapou o único par de sandálias que tinha, roubou a uns pobres para dar a outros pobres, estroncou a Madalena, que tinha o mesmo nome que a mãe, só que nunca assumiu a relação, porque era o único arquétipo relacional que tinha por causa dos pais que tinha, salvou uma prostituta do apedrejamento, provavelmente porque queria ele ir apedrejá-la a seguir como deve ser e não à frente de todos, transformou água em vinho para afogar as mágoas, multiplicou o pão porque já andava esfomeado como o caraças, ressuscitou e curou pessoas porque tinha uma grande necessidade de atenção. Também por isso é que deu um último grande banquete para os amigos todos, para o recordarem como uma pessoa que sabia apreciar uma boa festa e beber com a malta. Sempre eventos bem regados de vinhaça, ou cerveja, que era a bebida mais comum na altura, mas disso ninguém fala, porque é coisa de bêbedos de tasca. E, claro, como bom Kurt Cobain de Nazaré, teve de planear uma morte dolorosa, para a dor física eliminar a dor psicológica, e foi dizer ao Judas para o denunciar, depois de ter andado metido na delinquência a rebentar com um mercado todo num templo, às autoridades romanas, que na verdade eram as autoridades judaicas, e ser torturado e crucificado. Ele, na altura, estava mais a pensar em cortar os pulsos. Espetar pregos custou mais, mas não se pode ter tudo.

 

 

Agora, meus amigos, sejamos sinceros. Quem é que ainda duvida que isto da Bíblia foi a história criada por um puto estúpido gamer, num jogo que permite criar o seu próprio mundo, praticamente analfabeto, inculto, arrogante, tarado sexual, virgem, sádico, psicopata, num futuro mais ou menos próximo em que já existia máquina do tempo, e ele não a quis usar ele próprio porque ia ter de sair da casa da mãe para um mundo perigoso lá fora, e ainda por cima num tempo antigo em que não havia Pringles com sabor de churrasco, e meteu lá dentro o texto redigido automaticamente pelo algoritmo do jogo, para ir parar algures entre um tempo antes e depois do nascimento de Cristo, e, na verdade, quem o encontrou ter passado simplesmente os 2000 anos seguintes a modificá-lo, mas nunca o ter redigido originalmente?

 

E, este cara de tremoço, lixou a história mundial inteira por causa disto. Não esqueçamos que ele também é antissocial, misógino e misândrico, misantropo vá. Ele gosta que toda a gente no mundo sofra por não reconhecer o seu valor e por nunca ter feito sexo. Por isso, que melhor vingança, do que meter toda a gente do mundo a fazer exatamente tudo o que ele quer, exceto abrir as pernas para ele, pelo menos diretamente?

 

Não esqueçamos que foi esta fantochada de um deus único e todo-poderoso que justificou as maiores atrocidades que se cometeram ao longo da história humana, poder esse que depois transcorreu para figuras de estado e que legitimou as suas chacinas e estupidez.

 

Não esqueçamos que foi uma figura paternal toda poderosa e incondicionalmente boa e misericordiosa que legitimou o mundinho das ideias do grande janado do Platão e engolfou toda a atividade intelectual europeia, e depois do mundo, praticamente até aos dias atuais, e prossegue em muitos domínios intelectuais. Foi esta palhaçada que legitimou terminantemente a atividade segundo a qual alguém consegue criar conhecimento dentro da sua própria cabeça por se deixar estar muito tempo a fazer associações entre merdas que outros retiraram de dentro da sua própria cabeça, num ciclo infindável de insanidade e deturpação do mundo real.

 

Não esquecer: a moralidade tem andado em redor das perturbações mentais deste puto estúpido que criou o mundo retorcido da Bíblia, e até mesmo a forma de epistemologia prevalecente, e única até ao desenvolvimento do modelo científico moderna, tem uma relação estrita com a ideia de que uma entidade divina toda poderosa e omnisciente nos permitir atingir o conhecimento através de pura masturbação mental ou esgrima “racional”. Estes senhores dos mundos das ideias e das artes são os ociosos que tinham tempo para andar constantemente a olhar para dentro do próprio entulho mental, enquanto outros mantinham a sociedade a funcionar.

 

Não esqueçamos também que, como millennial, este retardado mental teve de chamar a quem se lhe opunha no mundinho inventado dele de “infiel”, que é a versão larilas de “hater”.

 

Vou deixar uma última prova para suportar a minha tese de que o deus da Bíblia é um millennial puto estúpido mimado virgem gamer: os dez mandamentos.

 

Isto é importante porque os dez mandamentos são as únicas leis que o manelinho fez questão de deixar escritas para toda a gente ver.

 

1 - Amar a Deus sobre todas as coisas.

Mais uma vez, reconheçam o meu valor, porque eu não tenho de fazer ponta de um corno para ser evidente que valho muito mais do que tudo e toda a gente. Também, só penso em mim próprio.

 

2 - Não tomar seu santo nome em vão.

Não andem para aí a falar mal de mim, porque é por isso que quando a minha mãe não está em casa e eu tenho de ir a pé ao Pingo Doce para comprar Coca-Cola e Pringles com sabor a chouriço, eu nem olho para ninguém, porque já sei que toda a gente me está a julgar, e se lhes dissesse o meu nome iam logo para o facebook falar mal de mim, porque são todos uns retardados, no-lifers.

 

3 - Guardar domingos e festas de guarda.

São os únicos dias em que eu tenho a certeza que a minha mãe vai passar os dias inteiros em casa, e eu não tenho de me levantar da cadeira de escritório que já range com o meu peso, para ir à cozinha 5 minutos preparar uma lasanha no forno. Para além disso, gosto de prendas, e por isso gosto do Natal, da Páscoa e dos meus anos.

 

4 - Honrar Pai e Mãe.

Porque quem não honra são esses atrasados mentais que andam para aí a ser contra o sistema e não jogam Counter Strike nem Halo 4, nem gostam de ver Breaking Bad ou Westworld nem os filmes dos Transformers, e por isso não sabem nada do que é bom.

 

5 - Não matar.

Não podem matar quem eu não quiser, porque eu quero torturar toda a gente. Para além disso, foi o que a minha mãe me ensinou, e ela sabe tudo, e também me disse que era para eu não ir parar à prisão. De qualquer maneira, eu quero matar muita gente na mesma, mas não me apetece levantar a peida da cadeira almofadada nem deixar de poder comer francesinhas e Big Mac’s, porque a seguir teria de me suicidar, para não ter de lidar com o julgamento alheio e ir parar a uma prisão sem computador com teclado de gamer.

 

Para além disso, também não quero que os talibãs me entrem pela casa adentro e me matem, como anda a aparecer no 9gag.

 

6 - Não pecar contra a castidade.

Para evitar que as pessoas andem para aí a sentir-se bem por terem mais sexo do que eu, que é nenhum.

 

7 - Não roubar.

Mais uma vez, porque não quero que as pessoas me façam mal, até porque eu sou aleijadinho parcial derivado da minha obesidade tipo III, e daqui a dez anos vou andar de muletas.

 

8 - Não levantar falso testemunho.

Já disse, não me julguem, seus haters de merda! Nem quero sequer ouvir ninguém a dizer que não gosta das mesmas coisas que eu gosto, porque não sei lidar com isso!!!

 

9 - Não desejar a mulher do próximo.

Mais uma vez, não façam mais sexo do que eu!!!

 

10 - Não cobiçar as coisas alheias.

Mais uma vez, não me venham roubar, que eu sou semi-aleijadinho, e não tenho culpa de só gostar de comidas calóricas, gordurosas, açucaradas e processadas!!!

 

 

FIM

Ricardo Lopes

Leia também:

Deus é um puto mimado 1 Deus é um puto mimado 2 Deus é um puto mimado 3

 

 

 
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Deus é um puto mimado 3, por Ricardo Lopes

 

 

Deus é um puto mimado 3 

RICARDO MINI copy  SOCIEDADE  RELIGIÃO

 

Então, prosseguindo para a história do Noé, que está para a revelação do millennial que é deus, como os escritos do Freud estão para a revelação da sua taradice sexual.

 

O Noé era um velho do caraças, que pelos vistos ou nasceu logo velho, ou então o retardado que criou o mundo da Bíblia fez fast forward na história, porque, como bom puto estúpido, não gosta de história “parada”, quer passar logo para as partes de ação, e foi logo para a parte em que ele já tinha 600 e tal anos, salvo erro. Ou seja, se um gajo já vê velhos tugas de andarilho aos 60 e poucos anos, imaginem um velho que vivia algures no antigo Médio Oriente, porque toda a gente sabe que estas tretas destas histórias todas se passaram no antigo Médio Oriente, e até dá jeito ao canalhita que as inventou porque, como vive na porra da cave da casa da mãe, como qualquer outro retardado que utiliza o 9gag para se informar do estado atual de coisas no mundo, odeia, porque é da moda e porque é cool, os muçulmanos todos e receia um atentado terrorista na casa dele, até porque, mais uma vez, é completamente centrado em si mesmo e, portanto, se atacam Berlim, porque é que não hão de ir a seguir para a pessoa mais importante do mundo, a seguir à mãe dele quando chega a hora das refeições?

 

Agora, voltando ao Noé, era então um velho nos seus 600 e tal anos, portanto no auge da sua aptidão física, e um dia deus, que se fartou de as pessoas não fazerem o que ele queria, isto depois de ter sido ele propositadamente a colocar a árvore com o fruto da perversão sexual – porque, para quem não sabe, a perversão sexual nasce da moralização do nudismo e do sexo, e não de tratar o sexo como algo natural – no paraíso capitalista, e como um millennial não tolera que os outros não façam tudo exatamente como ele quer, e ainda por cima andava tudo a pinocar forte e feio e ele continuava virgem, e portanto tinha criado um mundo para ver nele ainda mais do mesmo que o fazia sofrer no mundo original de onde vinha, qual foi a sua grande ideia? Qual foi o grande plano que ele teve séculos para congeminar, sendo ele o dono de toda a sabedoria? Ah e tal, vou mandar o velho de 600 anos e os filhos dele construir uma arca grande como o raio que me parta, para o meter lá a ele e à família e a dois de cada bicho, que aquilo para lá caber tudo vai ter de ser uma puta de uma arca que até lá podiam meter todos os americanos obesos e aquilo não afundava nem partia, vou mandar vir uma chuvada que deus me livre para matar estes desvirginados todos e pronto, depois deixo um bocadinho de terra para os meus escolhidos se estabelecerem. Que bocadinho de terra? Outro qualquer no Médio Oriente, como sempre. E provavelmente a arca era mas é para andar num rio de grande caudal e eles é que não conseguiam ver as margens. Mas, adiante. Primeiro passo do plano: falar com o velho. Como? Eh pá, fácil, ligo altifalantes e o gajo ouve-me lá em baixo instantâneo. Não! Vou chamá-lo ao monte.

 

É curiosa a tradição de deus de chamar pessoas ao monte para falar com elas ou lhes dar coisas. Mas eu sei porque é que um millennial o faria e, portanto, porque é que o deus da Bíblia o fez. Primeiro, porque como ele tem aptidão social zerinho, cada vez que fala com uma pessoa tem de ter a certeza de que apenas ela está presente para outros não julgarem. Também por isso é que quis matar toda aquela gente que andava metida nos pecados carnais, porque era tudo gente que estava ali mesmo à mão de semear para o julgar. Aliás, nunca ouviram millennials a comunicarem através das redes sociais ou presencialmente e, após exporem uma situação, terminarem com “Não me julguem”? Não? Eu ouvi, e muito. E, em segundo lugar, o monte é sempre um bom lugar para se dedicar a atividades de cariz sexual condenadas socialmente – lembrar que ele é que criou as condições para que fossem condenadas socialmente, porque os millennials também gostam muito de arranjar sarna para se coçar -, e como o único contacto que um millennial como o deus da Bíblia alguma vez teve com sexo foi através da pornografia na internet, com certeza que, depois de tantos anos de masturbação, já tem de ir para a categoria “granny” para não sentir os efeitos da disfunção erétil a acometerem.

 

Enfim, isto tudo para dizer que ele também foi retardado o suficiente para, ao invés de usar os seus poderes e sussurrar ao ouvido do Noé os seus planos, o chamar ao monte e falar alto como o caralho na mesma. E se calhava ir por ali a passar um pastor de cabras? É que ele também dizia que sabia tudo, mas não sabia, apenas suponha, como bom millennial armado em intelectual de esquerda. Por isso, também, é que teve de ir perguntar ao Adão e à Eva o que tinham feito. Se eles tivessem dito que não tinham feito nada, estava tudo na boa, só que eles eram pessoas decentes que o deus da Bíblia puto estúpido mimado enfiado na cave da casa da mãe inventou para torturar.

 

Agora, lá foi o desgraçado do velho, que deve ter ficado uma semana fora de casa só para fazer a puta da caminhada. E imaginem o chiqueiro que não deve ter sido quando voltou para casa, sem ter levado o telemóvel carregado com ele, e ainda por cima dizer que foi para o monte. O que é que a mulher não há de ter pensado, e o que é que ele não há de ter aturado, ainda por cima num mundo em que todos exceto eles era tarados sexuais induzidos pelo estafermo do deus? Digamos que não é uma desculpa que pegue com facilidade, “Ah e tal, fui ao monte para falar com deus, porque ele gosta de falar nos montes”. Até eu pensava “É, é, o que tu foste fazer sei eu.”. E tudo por culpa de quem, mais uma vez? Do millennial retardado que quer andar sempre a desestabilizar as relações humanas no mundo que criou, para se sentir menos mal com a sua precariedade emocional.

 

 

Mas, a coisa lá se resolveu, quanto mais não fosse porque a mulher também cada vez que tinha tentado ir para a cama com o marido desde que ele fez 95 anos, já via que aquilo murchava logo, e não havia de ser uma galdéria qualquer a conseguir, e ele lá juntou a escassa família para construírem a torre do Dubai dos aparatos navais. Provavelmente, mandaram vir uns escravos, com a promessa falada de um bom ordenado, do sudeste asiático, norte de África e América Central, como fazem no Dubai, que só assim se explica uma coisa tão grande ter ficado feita em tão pouco tempo. Também se já ia toda a gente morrer de qualquer maneira, o pessoal da Etiópia que desse valor à sua vida, em vez de passar o dia de papo para o ar a beber bagaço e a mandar as mulheres cultivar os campos.

 

A arca lá ficou pronta, veio um casal de animais de cada espécie da porra do mundo inteiro, que eu ainda estou para perceber como é que o conseguiram fazer em tão pouco tempo. Provavelmente deus, filho da puta como é, largou uns mísseis na América e os animais cagaram-se todos que com o susto até aprenderam engenharia naval, construíram uma nau e foram a remar até lhes caírem os braços até lá ao Médio Oriente. Portanto, às tantas até foram os americanos que descobriram a Ásia e, quem sabe, até a Europa, só que não se assustaram o suficiente para desenvolver a linguagem e um sistema escrito da mesma. Mas, enfim, mesmo que tivesse ocorrido esse feito colateral, e no espaço de uns dias tivessem feito tudo isso, a arca ia tão apinhada que o Noé lá lhes mandava deixar para trás a sacola de manuscritos, provavelmente redigidos por um irmão da anaconda que tinha a mania que era a legítima herdeira do trono da Amazónia para a legitimar através de uma árvore genealógica que começava no primeiro organismo unicelular a aparecer na América do Sul e a consumir dois gramas de hidratos de carbono.

 

Enfim suposições à parte, e parágrafos inteiros que não têm nada a ver com nada à parte, eles lá conseguiram enfiar a bicharada toda, até porque o puto não se queria dar ao trabalho de perder pontos de experiência a mandar com os porcos toda a sua criação animal não humana e começar a evoluí-los do zero até chegarem ao Pikachu, logo a seguir começou a chover brutidades, até há quem diga que caíam verdadeiras cascatas das lágrimas juntas de toda a gente que saiu da Europa para ir descobrir outras terras, juntas com as lágrimas de todos os que chegaram a alguma dessas terras com vida, juntas com as lágrimas que eles derramaram cada vez que tiveram de matar uma pessoa diferente deles, juntas com as lágrimas que derramaram de cada vez que violaram uma mulher de alguém diferente deles, juntas com as lágrimas que derramaram de cada vez que se viram obrigados pelo sistema capitalista a explorar os recursos locais e a deixar as pessoas a morrer à fome ou economicamente dependentes deles, juntas com as lágrimas que derramaram de cada vez que, mesmo depois de terem sido tão magnânimos para com os povos autóctones, estes cometeram crimes e atentados contra eles, juntas com as lágrimas que derramam por os verem como seus filhos e terem de os chacinar por mais recursos para manter a economia a fluir e a os iates atestados. Sim, está mesmo lá na Bíblia, para quem souber ler nas entrelinhas.

 

Mas, enfim, eles lá foram, que nem sei como é que a arca andava, porque não tinha velas e não havia quem conseguisse remar uns remos para fazer aquilo andar. Ele lá fez o Noé e a família penar por nunca mais verem terra, os recursos estarem já a esgotar-se, para alimentar tanta malta, o cheiro a merda já se ter entranhado no epitélio nasal, que já não havia pás suficientes para limpar o cocó de tanta gente e a urina já estar a fazer apodrecer a madeira, porque um bom millennial só consegue conceber relações humanas nas quais quem gosta tem de sofrer e fazer os outros sofrer, que é a mesma que viu ter os pais entre si e as que viu ter as professoras com os alunos e as mulheres com os estafetas de pizzarias nos filmes pornográficos. Mas, depois de bem sofridos, lá ele deixou vir um bocado de terra à superfície com a oliveira – e isto prova, também, e até porque ainda mais sentido faz assim, porque a cultura latina o promove, que o puto certamente vinha de um país azeiteiro, como Portugal – para a pomba arrancar uma folha e a família da arca chorar de alegria por finalmente ter algo com que regar o bacalhau, que agora andavam muito dedicados à pesca, por razões óbvias, mas o bacalhau sem uma boa gordura saudável não escorregava bem. Deve ter sido também esta mesma gente que trouxe a tradição do bacalhau para um país que não tem bacalhau no seu território marítimo, sendo provavelmente o único país do mundo em que as pessoas são suficientemente idiotas para ter como principal ingrediente gastronómico algo que não se encontra no próprio país. Parabéns à prima.

 

Eles lá chegaram, os filhos do Noé fizeram sexo, os filhos dele fizeram sexo, cagou-se para tudo quanto era convenção social e bons costumes genéticos, e toca a meter irmãos e irmãs, avós e netos, pais e filhos que, tal como o senhor tinha dito lá no início, “crescei e multiplicai-vos”, e o que ele queria mesmo era criar relações humanas insalubres para depois poder dizer que tinha razão. Pronto, foi esta estrumeira desgraçada, até ao Novo Testamento.

 

Depois o puto começou a ficar aborrecido, porque as coisas já estavam a ficar repetitivas, não havia explosões suficientes, não havia gente a ser torturada até à morte com fartura e pensou “Espera lá, agora é que eu vou montar a puta. Vou enfiar o headset de realidade virtual, vou violar uma gaja que eu já topei que anda ali que tem umas tetas que meu deus do céu, que sou eu, vai nascer um filho meu, que vai ser uma pessoa muito boa, embora nunca tão boa como eu, os outros é que têm problemas em reconhecê-lo porque são pessoas fúteis e superficiais, as pessoas vão adorá-lo, ele vai morrer por elas, e depois vai ser um forró-bodó contínuo, que o pessoal vai justificar tudo em nome dele, e eu não vou ter culpa de nada, e vai ser cruzadas, mortes, queimadas, torturas variadas, papas a foder com tudo quanto tem buraco, vai ser uma puta de uma sequela do Saw, nem te digo nem te conto!”.

 

E o gajo lá enfiou o headset, só que como estava lá só numa espécie de espírito, porque toda a gente sabe que a pessoa não é porque se mete nas realidades virtuais que está lá mesmo no mundo virtual e pode andar a perder a virgindade e, quando já estava quase a arregaçar a saia da coitada, apareceu o José e começou no comilanço, e roubou-lhe a gaja mais linda da paróquia.

 

 Continua

Ricardo Lopes

 
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FAKE NEWS - Censura no Facebook, por Luís Garcia

 

 

Clinton Bruxa

Luís Garcia Fake NewsPOLITICA SOCIEDADE

A caça às bruxas

O todo-poderoso Facebook anunciou que já começou a sua orwelliana luta contra fake news (notícias falsas) em colaboração com outras organizações fact checkers (verificadoras de factos) criadas e financiadas por gente muitíssimo cândida e credível.

 

Eu até gostava de acreditar num sistema de verificação de factos e vê-lo implementado, apenas e só se o sistema de verificação de factos não passasse da verificação de factos. No entanto, factos verificados ou não não deveriam ser censurados, deveriam permanecer exactamente onde estão. Cabe ao seguidores dos produtores de conteúdo avaliar o trabalho destes e, se o leitor se sentir ludibriado, desiludido ou mesmo escandalizado... ahhh, simples, que deixe de ser leitor daquilo que não gosta! Ele e todos os que se sentirem na mesma situação! Nesse momento, o produtor de conteúdo desonesto perderá todo a clientela e arruinar-se-á. É a lei do mercado, a santa lei do mercado adorada, nos states e seus domínios, como uma verdadeira deusa! Onde está o problema? Nenhures! Então para quê propor eliminar (ler censurar) os conteúdos rotulados de falsos após uma verificação de factos com resultados negativos? Simples, para uma pessoa concluir que os donos do Facebook são trogloditas e que devem achar que a sua rede social é invulnerável aos efeitos nefastos da lei do mercado! Ahhhh....

 

Depois, a sério, vai ser o Facebook, essa cândida rede social que já suprime contas e páginas de (palestinianos, sírios, etc.) ao ritmo de dezenas de milhar por mês, que agora irá eliminar (ler censurar) conteúdo que não passar na sua imaculada ferramenta de verificação de factos? Ahhh, gandas malucos!  Como disse acima, eu até gostava de acreditar num sistema de verificação de factos e vê-lo implementado, pois gostava. E adoraria ver a lista que, a ser rigorosa, haveria de conter falsas notícias como:

 

 

Mas, ao contrário destes suspeitos puritanos, eu não gostaria de ver censuradas as comprovadas falsas notícias de media algum!, Não, pelo contrário! Deveriam ficar onde estão, para que a malta pudesse ver e rever vezes sem conta quão enganados foram pela Rede Globo, a CNN, a BBC, a RTP, a EuroNews, a SkyNews, a Aljazeera, a AJ+ (Aljazeerazinha) e companhia. Acredito que privar o público presente e vindouro das provas que incriminam os produtores de conteúdo falso baseado em falsas provas ou vazio absoluto é, no mínimo, contraproducente. Enfim, paranóias minhas, quiçá.

 

Talvez abrisse excepção e concordasse com a proibição de publicação no Facebook a organizações criminosas como a norte-americana White Helmets ou o inglês Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Mas que se preservasse em segurança o que fizeram até hoje, claro! Por uma causa nobre: o aperfeiçoamento da compreensão da realidade presente com base nos exemplos passados! (Se achar que sou demasiado bruto com os White Helmets e o OSDH, fique atento ao blog, que em breve serão publicados artigos nos quais se desmontará ponto por ponto - e com factos verificados - as grandes trafulhices terroristas que são.)

 

Os caçadores de bruxas

Desculpem-me lá a má língua mas já se está mesmo a ver que esta orwelliana brincadeira vai dar em bruxas (como a da capa) fazendo de caçadoras de bruxas, querem apostar? Ahaha! Por que razão tal suposição? Porque me inquietam várias questões do género: As organizações fact checkers, quem são elas? Quem as gere? Quem as financia? Quais os seus laços com políticos ou organizações políticas? Qual é a sua agenda política? Vamos aos factos verificados:

 

  1. Os verificadores de factos agrupam-se num fórum chamado International Fact Checking Network (IFCN) organizado pela Poynter;
  2. A Poynter é financiada pela Fundação Open Society  de George Soros, sim, esse senhor que investe às dezenas de milhões de dólares em terrorostas primaveras árabes e criminosas revoluções coloridas; George Soros é também doador da Fundação Clinton e financiou a última campanha de Hillary Clintton;
  3. A Poynter é financiada pela Fundação Bill & Melinda Gates, do bilionário fundador da Microsoft: Bill Gates é também doador da Fundação Clinton e financiou a última campanha de Hillary Clintton;
  4. A Poynter é financiada pela National Endowment for Democracy (NED), essa sucursal da CIA famosa por patrocinar golpes de estado e produzir conteúdos de manipulação mediático-emocional catalizadores desses golpes, como o "I am an Ukranian". A NED está profundamente envolvida (facto verificado) na sabotagem económica, violência e destruição na Venezuela desde 2013 até hoje;
  5. A Poynter é financiada pela Omidyar Network, de Pierre Omidyar, fundador do gigante da internet Ebay. Pierre Omidyar doou milhões de dólares para a última campanha eleitoral de Hillary Clinton;
  6. Craig Newmark, dono de outro gigante da internet, a Craiglist, é o maior doador da Poynter com a oferta de 1 milhão de dólares. Como é um gajo porreiro e muito generoso, Craig Newmark foi um dos financiadores da última campanha eleitoral de Hillary Clinton;
  7. The Washington Post, esse jornal que jurava serem verdades comprovadas e vistas pelos olhos dos seus próprios jornalistas as provas das armas de destruição massiva iraquinas que não existiam... esse jornal que produziu esta e tantas outras fake news sem fact checking... este mesmo jornal norte-americano vai ser colaborador na orwelliana empreitada de fact checking do Facebook!

  

Preciso responder às perguntas do parágrafo acima? Não, pois não? Ahahahah...

 

 

Pois é, em vez de remover as maçãs podres, ou nada fazer, o Facebook propõe que a bruxa das maçãs envenenadas (e sua trupe) instale o roubo sistemático de maçãs sãs à escala planetária... ahhh, admirável mundo velho!

 

Veja também:

Luís Garcia, 27.12.2016, Chengdu, China 

 
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Deus é um puto mimado 2, por Ricardo Lopes

 

Deus é um puto mimado 2

 

RICARDO MINI copy  SOCIEDADE  RELIGIÃO

 

Agora, começa a parte mais queimada, mas também mais interessante.

 

O que é que ele faz? Tira uma costela lá ao tal Adão, para criar a mulher. O sadismo já começa, portanto. Porque é que ele fez isto? Porque tem raiva aos homens que conseguem ter mulheres, e ele não. É uma espécie de dissonância cognitiva, porque é como quem diz “Ah, tu queres ter uma mulher, mas espera lá que vais sofrer para a aturar.”, ao mesmo tempo que ele anda todo mamadinho da cornadura por nunca ter tido nenhuma. Aliás, tanto que ele, onde estava, estava sozinho, não é? Pois!

 

E, como é burro que deus me livre, esqueceu-se de tirar os umbigos ao homem e à mulher que criou. Estás a ver, meu retardadozinho, como és apanhado tão facilmente. Se eles tinham umbigo e ele criou o homem à sua semelhança, então ele também tinha um e, portanto, está provado que era filho da mãe…e de algum pai também, provavelmente o padeiro, e também por isso – e pelo facto de ser um millennial, e pelo facto de ter nascido numa família privilegiada disfuncional, e pelo facto de os pais sempre lhe terem dado tudo para compensar pelo facto de quererem ter tido um filho para serem outras pessoas nomeadamente familiares a criar, e pelo facto de a mãe e a avó sempre lhe terem dito que era o menino ‘mai lindo do mundo, uma jóia de moço, e pelo facto de sempre ter recebido todo o apoio necessário para ser um dos melhores alunos da escola e poder usar isso para fazer pouco das crianças com menos recursos, e pelo facto de ter visto 6 horas de televisão diárias todos os dias desde que saiu da porra da incubadora e se ter tornado num viciado em consumo, e pelo facto de lhe terem comprado todos os anos o novo modelo de iPhone -, tornou-se num jovem adulto com as aptidões sociais e humanas de um presunto fumado de Trás-os-Montes.

 

Agora, voltando à palhaçada do genesis. Portanto, temos animais, temos terra sem continentes, temos uma Lua que emite luz, temos luminares, temos oceanos que se dividem não se sabe bem onde, e temos um homem com 23 costelas e uma mulher que aparentemente se desenvolveu a partir de uma costela. O que fazer a seguir? Começar a torturar os novos inquilinos. Toca a meter a porra de uma árvore especial com um fruto que não se podia comer lá no sítio onde eles viviam. A árvore que tinha o fruto do conhecimento. Agora é que a coisa fica mesmo gira. Já toda a gente conhece a história da treta, sobre como a desgraçada da mulher se deixou levar na conversa de uma serpente, isto não porque as mulheres sejam estúpidas, porque são com certeza suficientemente inteligentes para nunca terem acedido a relacionar-se com o misógino de merda que tem tantos problemas com o sexo oposto porque acha que basta aparecer num sítio e as mulheres têm de ir a correr para ele ou a meter-se de quatro, como fazem a mãe e a avó, mas porque um retardado encalhado apenas poderia criar uma mulher estúpida, que é a única imagem de mulher que ele tem na cabeça, exceto no caso da avó e da mãe, que ainda lhe batem todos os dias a Cerelac para o pequeno-almoço e preparam o bife com arroz e ovo a cavalo para o almoço. E, então, lá foi a desgraçada enganada pela serpente, que ele tinha mesmo de ter colocado o diabo – que deve  ser a representação bíblica de um antigo amigo dele que andava com quantas raparigas queria, e que o menino expulsou do clube de Magic the Gathering porque não tinha aptidões sociais a mais para conseguir tornar-se num mestre de jogos de cartas com bonecada – sob a forma de serpente, porque, claro, ele de outros homens só conseguia pensar em elementos fálicos, porque vivia obcecado com o tamanho da pila. Já se sabe…fifis que não arranjam mulher, obcecam-se com o tamanho da pila. É por isso que depois, e como normalmente têm a sorte de nascer em famílias com posses, lhes compram carros de alta cilindrada e têm de andar sempre a esgalhar na estrada, como esgalham o pessegueiro em casa, e a buzinar a quem se mete à frente, para andar a mostrar que têm gaita, não vão as pessoas esquecer-se disso, e cada vez que alguém os obriga a reduzir até ao limite de velocidade permitido por lei, sentem a pila a invaginar. Portanto, lá tinha de ser a serpente, que era uma espécie de representação que ele tinha na cabeça do tamanho da pila do tal amigo que ele expulsou do clube de cartas.

 

A tipa, e depois o tipo, lá acabam por ingerir a fruta. A da mulher vai sem dificuldade, mais uma vez a aludir ao facto de as mulheres serem todas umas grandessíssimas rameiras que engolem com facilidade, claro.

 

Mas o que é que era o tal conhecimento, então? A unificação da teoria da relatividade com a mecânica quântica, na Teoria do Tudo? Ficar a saber-se tudo acerca do comportamento humano? Ficar-se a conhecer as soluções e um plano detalhado acerca de como acabar com a guerra e a pobreza no mundo? Finalmente saber acertar com a intensidade do fogão elétrico para não fazer o refugado agarrar todo ao tacho? Não, não, não…e não! Não nos podemos esquecer que foi um puto estúpido virgem perpétuo que criou este mundo. Portanto, o conhecimento só podia ter a ver com eles saberem que estavam nus e terem vergonha disso. Mais uma vez, sinal de degeneração mental. Quem é que associa deturpações mentais ao estado de nudez? Os virgens misóginos…e os moralistas…e os virgens misóginos moralistas…e os virgens misóginos moralistas que depois se tornam em pedófilos.

 

E, pronto, agora que a malta sabia que estava nua, tinham de ser expulsos do paraíso, que nem se percebe que merda de paraíso era aquele, que estavam os dois a viver no meio do mato, sem roupa, sem dinheiro, sem casa, sem eletricidade, sem água canalizada, sem saneamento básico, sem acesso a meios de transporte, a ter de andar à procura de comida, e com um gajo a falar do céu, que ninguém via, a dizer que estavam no paraíso. Basicamente, estavam a viver no capitalismo, só que ainda não tinham dado por ela, porque também, coitados, não conheciam mais nada, e também o gajo lhes andava a dizer que fora dali era uma merda. Quem é que é muito pelo capitalismo? Millennials putos estúpidos virgens misóginos tarados sexuais.

 

E, eles tinham de ter vergonha de saber que estavam nus, que era para o retardado lhes retirar o prazer de estarem nus à frente um do outro e cortar no apetite sexual de quem tem mais pujança num pintelho do que o gajo no corpo todo. E, nisto, saíram do tal oásis capitalista, e esta confusão toda só para ficarem a saber que estavam nus e sem sequer ficarem a saber como cozinhar e fazer uma boa receita de farófias.

 

O que é que acontece a seguir? Eles lá têm filhos, e ele arma-se em psicopata e leva um irmão a matar o outro. Para quê? Para foder a cabeça aos dois originais que criou, o Adão e a Eva. Não esqueçamos que o Adão era para representar, também, outro homem bem sucedido em termos sentimentais, humanos e relacionais..tudo aquilo que ele não era. Por isso, tinha de sofrer, e tinha de sentir vergonha de ter procriado. Porquê? Porque ele também nunca iria procriar para poder afirmar socialmente a sua força de verga. Isto, claro, é aquilo que lhe vai pela cabeça, por isso tem de ser posto nestes termos. É como quem diz “Ah, quiseste ter filhos, mas quem tem filhos tem cadilhos, e agora vais ficar todo mamadinho dessa cabeça. É muito melhor a abstenção sexual.”. Não, não é, e ele sabe que não é, mas como é puto estúpido mimado virgem misógino moralista de merda, tem também de ser constantemente hipócrita.

 

Em relação a isto de ficar todo mamadinho da cabeça por ter filhos, principalmente numa situação em que há escassez de recursos – e que o traste fez questão de agravar por exigir oferendas sacrificiais -, há que dizer que é verdade. Mas, não podemos considerar isso vindo de um tamanho mentecapto.

 

Agora, and to cut a long story short, como dizem os anglofalantes, o gajo lá prosseguiu a conferir realidade aos seus intentos sádicos, obrigando pais a quase matarem filhos, condenando milhares ou milhões de pessoas inocentes a mortes horríveis, por fogo, pragas, ou o raio, fazendo velhos subir a montes para carregarem pedras grandes como o caralho com as leis dele, que poderia simplesmente ter imprimido em times new roman tamanho 12 num cartão de boas festas e levava o velho no bolso, entre coisas que só poderiam brotar da mente retorcida de um millennial que passou a primeira década dos anos 2000 a consumir filmes de terror com cenas explícitas de tortura e a explorar os confins da doença mental sexual a ver vídeos de zoofilia e coprofilia na internet.

 

Mas, para terminar, e porque são, para mim, as duas histórias onde se pode ir encontrar mais e melhores evidências para suportar a minha tese de que o deus da Bíblia é um puto estúpido mimado millennial complexado virgem e que vive na cave da casa da mãe, vamos avançar para a história da arca do Noé e, depois, para terminar, para a história de Jesus Cristo e o Novo Testamento.

 

 Continua

Ricardo Lopes

 
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Deus é um puto mimado 1, por Ricardo Lopes

 

Deus é um puto mimado 

RICARDO MINI copy  SOCIEDADE  RELIGIÃO

 

Estou convencido que o deus da Bíblia é um puto estúpido mimado, que foi criado de acordo com as guidelines para manter um burro a pão-de-ló que foram criadas nos anos 80, e vou prova-lo.

 

A Bíblia começa com o génesis, e logo aí podemos encontrar evidências irrefutáveis de que deus é um puto mimado.

 

Para já, quem é que vive sabe-se lá onde (mas a isso também já lá vamos) e se lembra de criar “o” universo? Algum degenerado mental que não consegue libertar-se da merda de ideias que ele próprio formula, projeta no mundo em que vive, e acha que correspondem ao mesmo, precisando de um escape ficcional para o sofrimento que causa a si próprio. Ou seja, estamos a falar, claramente, de um artista. O que é que são muitos artistas? Putos mimados que não têm problemas a sério com que se ocupar e decidem que o melhor a fazer da vida é inventar tretas para se distrair e contaminar as mentes alheias. Aliás, basta ver que esta merda toda foi parar a um livro que anda a contaminar fortemente a mente de um enorme número de pessoas desde há cerca de 2000 anos.

 

Depois, e assim que se entra no texto, encontram-se mais pistas para suportar a minha tese. A primeira é que o gajo para ter criado o universo, é porque já sabia mais ou menos o que é que era preciso existir num, tinha de ter referências disso para estabelecer associações mentais. A imaginação não existe, meus amigos, e mesmo que um gajo saiba tudo (seja omnisciente) tem de ter essa informação na cabeça para poder pensar nela. Agora, o que ele tinha eram referências precárias. Qual foi a primeira coisa que ele se lembrou de fazer? O mais evidente, porque ele sendo um puto estúpido, só poderia lembrar-se daquilo que lhe é mais imediato em termos físicos: criar o céu e a terra. Nem sei como é que ele não criou primeiro a terra, já que ainda lhe seria mais imediata fisicamente do que o céu. Mas também pode ter sido porque ele iria seguir a história de merda que inventou das “alturas” – outra boa pista para a minha tese final, marquem bem isto na memória.

 

Ora, então, agora o gajo criou o céu e a terra. O que é que já fez? Cagada! Como ele é estúpido e superficial, só podia sair cagada. Como os seus conhecimentos de astronomia e física estão ao nível de um puto de 5 anos quando olha para o céu à noite, tinha de ter feito cagada. E, claro, como bom puto estúpido que era, fê-la logo sem pensar duas vezes. Porque é que foi cagada? Porque os planetas e a sua atmosfera se formam muito depois das estrelas, seu torresmo intelectual de merda! E, mesmo que pudessem formar-se antes, já que tens plenos poderes sobre o universo que criaste e podes manter um planeta a pairar no meio do nada, lindo trabalho meter um planeta no meio do caralho da escuridão total! Muito bom arranjinho! Deve ter sido por isso que não conseguiste ver as ainda maiores cagadas que fizeste a seguir como deve ser, e deu no que deu.

 

Prosseguindo, o gajo, claro, apercebeu-se que estava uma puta de uma escuridão do caralho, e que se calhar mandar o avatar dele andar para ali a mover-se “sobre a face das águas”, ao fim de uns tempos aborrecia. Lá está, como bom puto estúpido e com aptidões sociais de merda e enfiado na cave da casa da mãe (já lá vamos), primeiro teve de experimentar um universo onde apenas existia ele – que é basicamente o que já acontece em termos psicológicos, de qualquer maneira, sem necessidade de estar fisicamente sozinho -, para descobrir que era chato e que giro mesmo é fazer os outros aturá-lo.

 

Então, finalmente, decidiu meter luz na porra do universo. Atenção, não mandou criar estrelas. Não, não. Mandou fazer luz. Mais uma vez, atraso mental. Mas, enfim, pelo menos, finalmente, meteu porra de luz naquela porcaria pior que a merda de um projeto de ciências naturais de alunos do 5º ano para recriar à escala o sistema solar com plasticina.

 

E o que é que o gajo fez? Chamou à luz Dia, e às trevas Noite. Onde é que o gajo foi buscar estes nomes? Porque já os conhecia de onde ele vinha! E, mais uma vez, intelectualidade do caralho. Mas qual luz e trevas, minha ameba intelectual? Rotação terrestre? Conheces o conceito? Não!

 

O que é que fez a seguir? Ah e tal, isto se calhar de o mundo estar tipo só água não é bem igual ao mundo real. Pois não, meu retardado! Ai ui, agora vou expandir as águas para criar terra e oceanos e o raio. Mais uma vez, debilidade mental. Não conhece a tectónica de placas.

 

E quando um gajo pensa que isto está a ir mal, tornar-se ainda pior. O que é que ele chamou à expansão? Céus! Céus?! Mas eu perdi-me em algum lado? Então mas a expansão não era para separar águas? Onde é que isto foi parar aos céus, de repente? E um novo concílio para rever esta merda? Eu sei que o gajo que criou o universo católico é retardado, mas por amor de deus.

 

O que é que acontece a seguir? Ainda piora! “E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca; e assim foi.”. What the fuck?! Que é esta puta desta merda? Então o gajo ao início tinha criado o céu e a terra. Depois não se sabe por que caralho quis criar uma expansão para separar as águas, e lá vieram a merda dos céus outra vez. E agora é para as águas juntarem-se todas num lugar? Oh meu Eusebiozinho Come-Cerelac ao Pequeno-Almoço aos 30 Anos, mas tu bates completamente mal dessa cornadura? Se a porra das águas vão todas para um mesmo lugar, então como raio é que há vários oceanos e vários continentes? Não há, pois não? Pois, claro, agora percebe-se porque é que tinhas de conseguir arranjar uns retardados a padecer de distúrbios obsessivo-compulsivo para andarem sempre a inventar merdas de numerologia e rezas ritualizadas e o diabo, para andarem por ti a fazer o trabalhinho sujo de tornar o resto das pessoas em ignorantes e não as deixar ler o livro onde ficou o teu grande projeto descrito. Quem é que acreditaria numa estupidez tão grande?

 

Depois, “produza a terra erva verde, erva que dê semente”. Com a puta que me pariu e aos fariseus todos, mas onde é que este retardado me foi buscar que ervas dão semente? Eu estou fodido com este fifi do caralho! Mas é possível alguém comer pratos de merda com colher de chá todos os dias ao pequeno-almoço, como este retardado faz? “árvore frutífera que dê fruto”. Eh pá, grandes skills escriturárias, pá! Árvore frutífera que dê semente. Não, havia de dar o quê? Troncos de pinheiro manso que te nascessem no cu?

 

E nisto ainda só vão – ou já vão, dependendo da perspetiva – e o gajo só anda a fazer merda desde o início. Quem é que pensa numa merda nova para fazer e só faz merda, por ser estúpido como os americanos que assistem regularmente a talk shows? Putos mimados estúpidos retardados, da minha geração. Mas, já lá vamos. Eu sei que ando a dizer muitas vezes que já lá vamos, mas iremos mesmo. Calma!

 

“Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite”. Mas que puta de merda é esta? Então, mas para que é que foi esta merda, afinal? Luminares? Mas este atrasado mental quer fazer poesia amaricada ou criar um novo universo?

 

E depois fez o luminar maior e o menor. Oh com puta que me pariu. Queres ver ele chama luminares ao Sol e à Lua? Oh com cornadura mansa que há de se enterrar no teu rabo até ganires como uma cadela no cio!, mas este filho de uma grande égua perenemente prenha é tão retardado que pensa que a Lua emite luz? Mas o que é que se passa com este gajo? Perdeu a matéria cinzenta toda no nascimento, tal como a mãe perdeu em parte e por isso é que o criou como uma abécula parasitária?

 

“Produzem as águas répteis”. Mas alguém é capaz de parar este deficiente mental induzido pela educação? Mas quais répteis? Mas este gajo sabe sequer qual é o nome que se dá aos animais que vivem na água? Pelo menos, à maior parte deles?

 

Enfim, depois criou as baleias, as aves, o gado e as feras. Portanto, os batráquios, que se fodam. Os insetos, que se fodam. As bactérias, que se fodam. O fitoplâncton, que está ao mesmo nível que este retardado numa escala de inteligência, que se foda. Já agora, qual foi a parte onde decidiste enfiar entre os estratos terrestres ossos de animais já extintos? Não te lembraste disso aqui, pois não, meu balofo consumidor de McDonald’s?

 

“Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.”. Portanto, está provado que o gajo é igual aos machos da espécie humana. O que é ele, então? A porra de um humano! Mas, mais uma vez, já lá vamos! E, depois, o desgraçado que foste criar, que ande à vontade no meio da bicharada, porque nada lhe faz mal. Exceto, a porra das “feras” que criaste e que não colocaste sob o seu domínio! Sim senhor, pá, muito bom trabalho, que só poderia ser realizado com alguém com ainda menos cultura do que a tanga do Tarzan. Ou, então, é só mesmo porque este menino queria era divertir-se com acontecimentos sádicos. Mas, já lá vamos! Não vamos queimar etapas, e façam o favor de se munir da puta da calma!

 

 Continua

Ricardo Lopes

 
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Voix insoumises - Vanessa Beeley

 

 

Vanessa Beeley

Luís GarciaVoix Insoumises  en français

Aujourd’hui on parle de Vanessa Beeley, investigatrice, écrivaine, photographe et activiste pour la paix, ayant passé des années dans des zones problématiques ou en guerre comme Gaza, l’Egypte, le Yémen et la Syrie. Après avoir lu de nombreux articles de cette femme et vu de nombreuses interviews d’elle, je peux affirmer sans réserve sur Vanessa Beeley exactement la même chose que j’ai dite sur Eva Bartlett dans le précédent article: Vanessa Beeley n’hésite pas à appeler les choses par leur nom et se montre profondément engagée dans le récit de la réalité et dans la récolte de données objectives qui la démontrent. Il est donc naturel de la voir contredire de nombreux mythes infondés et de la pure propagande des médias mainstream. Un des mythes occidentaux que Vanessa Beeley démonte le mieux est celui des casques blancs (White Helmets), une organisation de relations publiques et de propagande de la machine de terreur installée en Syrie. Regardez aussi cette conférence et vous comprendrez ce que je veux dire:

 

 

Une description détaillée faite à la première personne peut aussi se trouver sur la page de son site: À Propos.J’en partage ici un paragraphe essentiel: «Je suis investigatrice indépendante, écrivaine et photographe. Je suis autofinancée à 100%, ce qui me permet de garder mon indépendance, au contraire de tant de moyens de commutation mainstream et de médias publics connus pour être indépendants mais influencés par les intérêts de leurs sponsors. Je suis également engagée dans l’activisme pour la paix et je défends la souveraineté des nations et l’autodétermination de leurs peuples sans intervention destructrice venant de l’étranger, ou toute ingérence destructrice dans les affaires d’Etat.»

 

Vanessa Bartlett est aussi volontaire au sein du mouvement Global Campaign to return to Palestine et fondatrice de Gaza Smile Project. En mars dernier elle témoigna au Conseil des Droits de l’homme des Nations Unis contre l’utilisation de bombes à fragmentation de fabrication nord-américaine par l’Arabie Saoudite contre des civils au Yémen. De juin jusqu’à aujourd’hui elle a effectué plusieurs voyages en Syrie, pendant lesquels elle a recueilli des photos, vidéos et témoignages sur la réalité en Syrie, contredisant ainsi la version officielle des médias occidentaux.

 

On trouve ses articles dans des médias comme 21stCenturyWireMintPressNews, UKColumnGlobal ResearchDissident VoiceSOTT, entre autres. En plus de tous ces médias, vous pouvez suivre le travail de Vanessa Beeley:

 

On peut aussi accéder au travail de Vanessa Beeley à travers les nombreux débats et interviews de Russia Today, PressTV, sur UKColomn et autres. Voici une sélection d’interviews sur les thèmes du conflit syrien et des Casques Blancs:

 

Presentation "A Journey to Aleppo" 

 

CROSS TALK - Vanessa Beeley, Eva Bartlett & Patrick Henningsen expose the White Helmets

 

'No 2nd opinion, no alternative', experts discuss Aleppo liberation and its media coverage

 

Mnar Muhawesh & Vanessa Beeley Dissect the 'Humanitarian' Propaganda Train Driving US War in Syria

 
Why Everything You Hear About Aleppo Is Wrong

 

UK Column - Syria White Helmets: Humanitarians or Executioners

 

UK Column News - 2nd November 2015

 

Luís Garcia, 23.12.2016, Chengdu, Chine

(Traduit par Claire Fighiera)

 

 
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FAKE NEWS - tadinho do puto da cadeira laranja, por Luís Garcia

 

 

FAKE NEWS - tadinho do puto da cadeira laranja

Luís Garcia POLITICA SOCIEDADE Fake News  

 

Lembra do menino coitadinho cheio de pó e sangue escorrendo pela cara abaixo, fruto das bombas más dos mauzões sírios-russos? Aquele que foi posto a pousar para a foto, com um icónico fundo laranja proporcionado por membros da organização terrorista White Helmets (Capacetes Brancos) que estão sempre mais preocupados em campanhas publicitárias do que em parar perigosas hemorragias na cabeça de uma criança? O vídeo abaixo poderá refrescar-lhe a memória, se necessário: 

 

 

Uma criança tão pequena sendo utilizada na produção de propaganda emocional com o objectivo de fazer o mundo aceitar uma resolução da ONU que permitisse a rambos e seus vassalos limpar a Síria do mapa... é vergonhoso, muitíssimo vergonhoso. E é triste ver uma criança ser abusada desta forma. E de outras formas. Podem me dizer, ao ver os seguintes slideshow e vídeo, que o miúdo da cadeira laranja, Omran Daqneesh, é um ganda maluco, mas não, não é. Doente mental troglodita é quem se mete a ensinar uma criança a degolar peluches. Mas esperar o quê de gente que decora a sua sala de estar com bandeiras do Estado Islâmico!!!

 

 

  

Sim, leram bem e viram bem! É o menino Omran Daqneesh, que era suposto ter sido bombardeado pelos mauzões dos sírios-russos em Aleppo. E mais, não tem bandeiras de terroristas "rebeldes" dessa treta virtual do Exército de Libertação Sírio, não, tem (tinha) bandeiras do Estado Islâmico na sua sala de estar em Aleppo! Estado Islâmico em Aleppo? Não, não me espanta nem tampouco é novidade, apesar de nunca ser dito na TV ovelhizante. a TV ovelhizante diz-nos que em Aleppo leste só havia rebeldes-boa-gente e crianças, os dois alvos predilectos dos "psicopatas" al-Assad e Putin, ahahah!

 

Mas voltemos ao resgate do ensanguentado e sujo Omran Daqneesh numa cadeira laranja. Quem o resgatou? Quem o trouxe para o cenário laranja? Quem o fotografou? Quer um nome? Aqui vai: Mahmoud Rslan, o senhor das fotos abaixo:

 

Mahmoud Raslan

 

Olhe ele de novo, a sorrir para a câmara, com a mesma, camisola azul às pintas brancas, provavelmente muito orgulhoso por ter sido citado pela prestigiada AFP (Agence France Press):

Mahmoud Raslan

 

Parece um gajo porreiro, não parece? Pois, mas as aparências enganam. As más companhias, por outro lado, dizem muita de uma pessoa:

 

Ganda maluco, não? Num dia fotógrafo independente e voluntário que resgata criancinhas das demoníacas bombas russas. Noutro, mercenário terrorista da al-Qaeda. Um verdadeiro mestre dos 7 ofícios! Mas há mais. Para aqueles que engolem a treta televisiva que nos conta que al-Qaeda matando em Paris é terrorismo enquanto que al-Qaeda matando em Aleppo é luta de libertação, para esses, deixo esta pergunta: Acham normal que, quem tirou a foto do icónico Omran Daqneesh, ande com companhias destas:
 

Mahmoud Raslan em más companhias!

 

Não percebem a pergunta? Repito, que faz Mahmoud Raslan, suposto voluntário de ajuda humanitária, sorrindo para uma selfie na companhia do grupo de trogloditas que decapitaram o pobre Abdullah Issa, um jovem palestiniano de 12 anos, cujo crime foi ter um pai que simpatizava com o presidente al-Assad? Não ouviram falar da decapitação do jovem Abdullah Issa? É bem provável que não. Abdullah Issa aparece na foto da direita com a cara desfocada, na companhia dos sorridentes trogloditas do bando al-Zenki (mais uma treta de filial terrorista da al-Qaeda) que minutos depois de tirar a foto fizeram isto:

  

 

E não vale a pena dizer que estou a inventar pois o próprio Mahmoud Raslan reconheceu, em entrevista ao Telepraph que sabia que os seus companheiros de selfie haviam decapitado 5 semanas antes o jovem Abdullah Issa. Confirmou ter conhecimento do crime mas, em defesa dos seus companheiros de selfie, argumentou que Abdullah Issa seria anão e que teria não 12 mas sim 19 anos. Ok. E decapita-se um anão de 19 anos por causa do seu pai não gostar dos "rebeldes" mas sim do governo de al-Assad? Enfim.  

 

Se quiser mais detalhes, assista a este vídeo:

 

 

Se ainda dúvida que o Mahmoud Raslan que admitiu tirar fotos com decapitadores de crianças vivas é o mesmo Mahmoud Raslan que tirou as fotos do "tadinho do puto da cadeira laranja", assista a este vídeo:

 

 

Finalmente, para quem quiser saber mais sobre o gangue que decapitou o jovem palestiniano:

 

Luís Garcia, 26.12.2016, Chengdu, China 

 
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Boas Férias, por Ricardo Lopes

 

 

Boas Férias!

 

RICARDO MINI copy  SOCIEDADE  RELIGIÃO

 

Desejo um bom evento de origem pagã a toda a gente que está convencida que se trata da celebração do nascimento de uma pessoa que nem se sabe ao certo que tenha existido, mas que se existiu não correspondeu absolutamente em nada à imagem que o catolicismo fez dele, desumanizando-o numa espécie de semi-deus que fazia milagres como arruinar água potável transformando-a numa bebida que provoca um estado alterado de consciência e transformando a mãe dele numa imagem desnaturada da mulher, deturpando a sexualidade feminina. Mas, acho que sim, acho que devem festejar isto.


Desejo a todos uma boa desculpa para ingerirem calorias e nutrientes nocivos em excesso, porque é "tradição". Sabem o que era tradição também? Juntar o pessoal todo para ver pessoas a arder na praça pública. Juntar o pessoal todo para ver pessoas a combaterem até à morte. Sabem o que é tradição? Juntar o pessoal todo num festival para comer cães. Porque o peru, o bacalhau, o pato, ou o que for, são menos animais que o cão. São uma espécie de vegetais ou minerais. Sabem o que é que é tradição também? Comer porcarias o resto do ano todo, mesmo sem precisar de desculpa, e desenvolver patologia diabética.


Desejo a todos que tenham o mais completamente possível um evento que reúna as melhores condições possíveis à melhor expressão possível da hipocrisia social, como juntar pessoas à mesa que se estão a cagar umas para as outras e que são obrigadas a não se matar só porque são da mesma família, muito embora se se andar o suficiente para trás na árvore genealógica, se fique a saber que toda a gente que existe é da mesma família.


Desejo a todos uma boa oportunidade para se fazerem passar por pessoas decentes, a desejar a toda a gente o melhor para a vida, mas a escarrar para o lado de cada vez que passam por um sem-abrigo ou a falar mal constantemente de toda a gente que é minimamente diferente deles.


Desejo a toda a gente que tenham uma fisiologia suficientemente boa para processar quantidades absurdas de açucares e gorduras.


Desejo a toda a gente que possam fazer as resoluções de Ano Novo que nunca vão cumprir, e que sejam suficientemente convincentes a tentar enganar os outros no processo. Desejo também que tenham dinheiro para pagar a inscrição no ginásio onde nunca vão meter os pés, para poderem mostrar o cartão aos amigos e colegas.


Desejo a toda a gente que continuem a ter condições para usufruir de uma posição privilegiada que lhes permite desenvolver preconceitos desinformados em relação a outras pessoas que tentam encontrar uma vida decente nos seus países, vindas de condições miseráveis e de guerra, tendo perdido tudo o que tinham na vida, inclusivamente a tal família, com quem não poderão encetar o teatrinho de se darem todos bem nesta altura do ano.


Desejo a toda a gente que continuem a ter condições privilegiadas para se dar ao luxo de maltratar alguém porque, em vez de lhes desejar "Feliz Natal", deseja "Boas Férias".


Acima de tudo, quero desejar a toda a gente que pode continuar a usufruir das condições em que teve a sorte de nascer e nas quais viver, que lhes permitem ser um monte de ego a mover-se de uma forma inerte na vida, e que a sociedade lhes disponha sempre a oportunidade de poderem ser moralistas, que nunca fazem nada por ninguém que não seja eles próprios, mas que com tanta facilidade julgam e condenam outros, que provavelmente são pessoas muitos mais respeitáveis e decentes do que eles alguma vez serão.

 

Ricardo Lopes

 
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Imundices Bíblicas - O divino dilema, por Luís Garcia

 

 

O divino dilema

  

Imundices Bíblicas RELIGIÃO   Luís Garcia

E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi. Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque seu filho; e cortou lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera. Ao terceiro dia levantou Abraão os seus olhos, e viu o lugar de longe. E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e havendo adorado, tornaremos a vós. E tomou Abraão a lenha do holocausto, e pô-la sobre Isaque seu filho; e ele tomou o fogo e o cutelo na sua mão, e foram ambos juntos. Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? Gênesis 22:2-7

 

Deus disse "não matarás" e até se compreende. O que não se compreende é que, para provar a fé de Abraão em deus, este tenha exigido àquele que matasse o seu filho Isaac. Além de ser absurdo e criminoso, aposto que este pedido de deus terá deixado Abraão num dilema sem solução: "Ou mato barbaramente o meu filho à facada e serei condenado pelo meu amado deus que condena o assassínio ou... não mato o meu filho e falho, falho imensamente na minha desobediência a uma ordem divina..." Entre filho Isaac traumatizado por se ver a um palmo da morte prematura fruto de um infanticídio por ordem divina e Abraão, atormentando pelo pedido criminoso de deus e pelo consequente e insolúvel problema moral, temos deus, esse adorado ser que não é, esse caprichoso e triste ser de ética bem duvidosa, esse grandessíssimo filho da puta! Amén!

 

Luís Garcia, 25.12.2016, Chengdu, China

 
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Aparições da virgem Maria, por Luís Garcia

 

 

Aparições da Virgem Maria

 

RELIGIÃO  Luís Garcia

Milagres acontecem para aqueles que acreditam neles. Por que razão a virgem Maria nunca aparece a budistas, muçulmanos ou hindus que não ouviram falar dela?  (Bernard Berenson)

 

Não querendo sequer entrar na discussão sobre a absoluta impossibilidade de realização do que a igreja católica denomina de milagres, vou (momentaneamente) partir do princípio que eles acontecem de facto, de forma a analisar um tipo de milagre bem particular: aparições da virgem Maria.

 

O facto da virgem Maria aparecer com diferentes cores de pele e traços raciais distintos, embora possa parecer uma contradição, certamente se explicará pela razão desta querer mostrar a sua proximidade e estreita relação com o povo escolhido por deus para receber uma determinada mensagem divina. Sagrada empatia!

 

Quanto a idiomas, em vida provavelmente Maria falaria hebraico (?); nas suas milhenas de miraculosas aparições tem constantemente falado a língua do receptor da sua mensagem. Contradição? Não me parece, afinal Maria vive à mais de 2000 mil anos no paraíso. O que lhe não deve ter faltado foi tempo e condições privilegiadas para aprender português, chinês, suaíli ou tagalog!

 

O que de facto me perturba imenso é a constatação que Maria apenas apareceu até em hoje em culturas ou territórios onde se praticava o catolicismo ou onde pelo menos existia o conhecimento deste e o contacto com este. Poderão me dizer, contra-argumentando, que o que não faltam são relatos históricos de conversões de nativos americanos, judeus ibéricos, chineses, quiçá até pigmeus da África profunda, graças às miraculosas aparições de Maria. Sim, sem dúvida, mas todas essas conversões ocorreram num contexto de conhecimento e interacção com crentes da religião católica, não provando assim coisa nenhuma, nem a existência de deus, nem a verosimilhança das aparições.

 

Por que não apareceu a virgem Maria na América do Sul ou em África antes dos portugueses lá terem chegado? Se o tivesse feito, aquando da chegada dos portugueses, realizar-se-ia a tão procurada prova de deus, a prova de que a igreja católica seria a única e verdadeira religião deste mundo. Por um lado teria deus evitado que esses povos tivessem sido convertidos à lei da espada e da escravatura. Conversão por aparições divinas soa-me ser um processo bem mais benevolente. Mais importante ainda, havendo a certeza de jamais esses povos terem estabelecido entre si contactos num passado próximo ou longínquo, a única explicação plausível seria então que deus de facto existe, e que este ou a sua mensageira de eleição, Maria, apareceriam de facto em milagrosas aparições...

 

Mas o facto factual é que nem Maria nem o deus católico jamais fizeram tal façanha. As aparições de Maria são reais apenas na mente de quem é católico e acredita em milagres. Crentes católicos cépticos da ocorrência de milagres não presenciam milagres. Crentes em milagres mas desconhecedores da igreja católica não terão nunca visões da virgem Maria. Não-crentes da igreja católica e da ocorrência de milagres escrevem textos como este...

 

Versão original: Luís Garcia, 21.01.2012, Moletai, Lituânia 

Versão actualizada: Luís Garcia, 24.12.2016, Chengdu, China

 

 
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Vozes Insubmissas - Vanessa Beeley

 

 

Vanessa Beeley

Luís GarciaVozes Insubmissas

O artigo de hoje é sobre Vanessa Beeley, uma investigadora, escritora, fotógrafa e activista pela paz com anos de experiência em zonas problemáticas ou em guerra como Gaza, Egipto, Iémene e Síria. A pós ter lido inúmeros artigos desta senhora e assistido a muitos vídeos com entrevistas suas, não tenho dúvidas em dizer de Vanessa Beeley exactamente o mesmo que disse sobre Eva Bartlett no artigo anterior: Vanessa Beeley não hesita em chamar as coisas pelos nomes, mostra-se profundamente comprometida com o relato da realidade e com a recolha de dados objectivos que a demonstram, daí que seja natural encontrá-la contradizendo os inúmeros mitos infundados e a propaganda pura dos mainstream media. Um dos mitos ocidentais que Vanessa Beeley melhor desconstrói é o dos Capacetes Brancos (White Helmets), uma organização de relações públicas e propaganda da máquina de terror instalada na Síria. Assista a esta palestra e compreenderá o que quero dizer com estas palavras:

 

 

Uma descrição detalhada feita na primeira pessoa pode ser encontrada nesta página do seu site: Sobre. Partilho aqui o parágrafo essencial:  "Sou uma investigadora independente, escritora e fotógrafa. Sou 100% auto-financiada, o que me permite manter a minha independência, ao contrário de tantos meios de comunicação mainstream e media estatais conhecidos como sendo independentes [mas que] são influenciados pelos interesses dos seus patrocinadores. Interesso-me também pelo activismo pela paz e defendo a soberania das nações e a autodeterminação de seus povos, livres de intervenções estrangeiras ou intromissões destrutivas nos assuntos de estado de países independentes."

 

Vanessa Beeley é também voluntária na Global Campaign to Return to Palestine e fundadora do Gaza Smile Project, Em Março deste ano testemunhou no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas contra o uso pela Arábia Saudita de bombas de fragmentação de fabrico norte-americano utilizadas contra civis no Iémene. De Junho até hoje visitou por várias vezes a Síria, aproveitando para recolher fotografias, vídeos e testemunhos da realidade Síria contrária à versão oficial dos media ocidentais. 

 

Os seu artigos podem ser encontrados em meios de informação como a 21stCenturyWireMintPressNews, UKColumnGlobal ResearchDissident VoiceSOTT, entre outros. Além de todos estes meios, poderá seguir o trabalho de Vanessa Beeley: 

 

É possível ainda ter acesso a Vanessa Beeley através de inúmeros debates e entrevistas na Russia Today, na PressTV, na UKColomn e outros. Aqui fica uma selecção de entrevistas sobre os temas Conflito Sírio e Capacetes Brancos:

 

Presentation "A Journey to Aleppo" 

 

CROSS TALK - Vanessa Beeley, Eva Bartlett & Patrick Henningsen expose the White Helmets

 

'No 2nd opinion, no alternative', experts discuss Aleppo liberation and its media coverage

 

Mnar Muhawesh & Vanessa Beeley Dissect the 'Humanitarian' Propaganda Train Driving US War in Syria

 
Why Everything You Hear About Aleppo Is Wrong

 

UK Column - Syria White Helmets: Humanitarians or Executioners

 

UK Column News - 2nd November 2015

 

Uma entrevista de Debbie Lusignan a Vanessa Beeley:

 

Luís Garcia, 23.12.2016, Chengdu, China

 

 
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O sexo no século XXI (ou porque é que o bom bullying dá resultado), por Ricardo Lopes

 

 

O sexo no século XXI

 

RICARDO MINI copy  SOCIEDADE 

 

Caríssimos, venho dirigir-vos hoje, uma vez que acordei estremunhado e com suores frios a pensar num tema que anda a ser preocupantemente negligenciado, no que diz respeito a discussão e a regulamentação, e que será o novo fator de impacto sobre os ineptos sociais da minha geração e das vindouras. Este tema é o sexo com robots e a necessidade de definir, de uma forma universalmente aceite e consensual, a perda de virgindade.


É assim, por mais que isto custe a ler à esquerdalhada, a verdade é que o medo é uma reação fisiológica muito útil a situações que representam ameaça à integridade individual. Não podemos eliminar o medo da vida das pessoas, e não podemos permitir que elas se comportem sem ser sob a rédea curta do medo.


Por exemplo, uma pessoa que não tenha medo de morrer de enfarte agudo do miocárdio vai continuar a consumir recursos de uma forma insustentável e a obrigar a que a própria indústria de mobiliário se veja obrigada a dispensar recursos, que poderiam ser encaminhados para outros fins, para criar peças de mobília suficientemente robustas para aguentar o peso macabro que aquela pessoa adquire. Uma pessoa que não tenha medo de chegar à escola e comer uma bolachada nas trombas, não aprende a defender-se. Por isso, é que os atrasados mentais da minha geração, mesmo já tendo chegado aos 30 anos, andam para aí a usar palavras como “hater” para se referirem a pessoas que simplesmente colocam em causa aquilo que eles proferem. Criam-se abrolhos, abéculas e completos ególatras narcísicos. Para além disso, se aprendessem a se defender e entrassem em lutas, e já que o que lhes espera irremediavelmente é o precariado, sempre poderiam abandonar a sua vida hedonista-consumista e passar a ocupar o nicho de mercado do trabalho escravo que é realizado por pessoas no sudeste asiático e em África e ajudá-las a libertar-se para outro tipo de atividades para as quais têm com certeza mais capacidades mentais do que quem consome regularmente snacks gordurosos e bebidas gaseificadas. Quem tem medo de ficar sem casa, trabalha com mais afinco. Quem tem medo de morrer, adota um estilo de vida mais saudável.


E muitos mais exemplos poderia dar. Mas, isto tudo serve para dizer que o bullying por si não é mau. Já para não falar que tratar uma pessoa como merda, como constitui um momento de grande carga emocional, é algo que fica mais facilmente gravado na mente das pessoas e, no caso de acontecer passarem por uma crise identitária, quem diz que não se agarrarão aos valores que quem as maltratou tentou transmitir? Se se andar à pedrada intelectual com religiosos, quem diz que um dia que lhes morra um ente querido não lhes assoma à memória o revirar de entranhas que sentiram quando discutiram com um ateu e pensem que afinal deus não existe mesmo ou, se existe, é um grandessíssimo filho da puta?


Mas, enfim, deixemos de falar de exemplos, e passemos ao tema em si. Portanto, e para resumir, existe bom bullying, que é aquele bullying que faz com que fiquem marcadas na mente das pessoas informações que podem germinar mais tarde para a fazer mudar para algo melhor.


Agora, porque é que eu estou a falar de bullying quando o tema do artigo é o sexo no século XXI? Muito simples. Porque a catástrofe que se avizinha nunca pediu tanto a ação do bullying como qualquer outra coisa que tenha existido na história da humanidade.


Meus amigos, já existem robots sexuais. Já existem a preços que muitos putos estúpidos – porque a esmagadora maioria deles vive numa situação privilegiada – podem adquirir. E, como acontece com tudo no mundo do consumo, com o tempo os preços baixarão ainda mais.


Assim sendo, e depois de no ano passado se terem juntado os grandes líderes mundiais para tentar encontrar as mesas do coffee break onde estavam os bolos com passas… Peço desculpa, depois de no ano passado se terem juntado os grandes líderes mundiais para tomar decisões políticas acerca do fenómeno das alterações climáticas, tem de se apelar a estes mesmos grandes líderes mundiais que, e por mais que isto custe no orçamento de estado, se desloquem a um sítio para se encontrarem todos e redigirem a Carta Definitiva das Condições que Determinam a Perda de Virgindade de uma Pessoa Humana (CDCDPVPH).


Tem de ser. A sexualidade, como toda a gente sabe, é o motor da evolução e da preservação da espécie. Não se pode andar a negligenciar este tema, como se nada fosse.


Tem de se determinar o que é exatamente a perda de virgindade e em que situações é que tal é reconhecido. Porque, pensemos, agora alguém enfia a pila no buraco de um robot fêmea. O que é que acontece a seguir? Lá vai o Manelinho caixa-de-óculos, de camisa aos quadrados…ah não, esperem, essa é a imagem dos anos 90 dos fifis…lá vai a abécula armada em alternativa e muito rebelde com a mesada dos pais na carteira que tem ligada à corrente que lhe sai das calças e a cara de pateta alegre de cada vez que vê outra abécula por quem se sente sexualmente atraído pelo facto de ser emo e ter um iPhone 7, chega à escola, aproxima-se dos colegas, e faz questão que os seus bullies estejam nas imediações, e profere “Perdi a virgindade!”.


É assim…não pode ser! Esta merda não pode acontecer! Tem de se lutar pelo direito dos bullies de se manterem pessoas informadas, para poderem cometer bom bullying, bullying daquele que pode ajudar a fazer entrar estes atrasados mentais na linha. Senão, daqui a pouco, reverte-se tudo. Depois, os papéis invertem-se, e passa de bullying para humilhação económica. Depois os pais, que são uns grandes pais que andam sempre a trabalhar e nunca estão com o atrasadinho mental, e de cada vez que estão a mãe tem de estar sempre a dizer-lhe que ele é o melhor, que é uma jóia de moço, que é muito lindo e muito boa pessoa, e como têm de andar a comprar toda a merda para o menino não amuar, porque no fundo é uma criança muito carente e nós temos de ensiná-lo a associar os sentimentos positivos à aquisição de bens de consumo, um dia o puto com 5 anos envia um link ao pai para ele fazer o pagamento de uma robot fêmea da Kim Kardashian, a encomenda chega, ele enfia lá o pirilau que ainda nem tamanho tem para ter prepúcio, às tantas da fricção caem da uretra umas gotas de urina que ficaram para trás depois do xixi, chega à escola e diz “Tomem! Tomem! Já perdi a virgindade e vocês não! Nah nah nah nah nah nah!”. E o que é que é mais irritante que um puto gozão? Um puto gozão privilegiado e com a mania que é mais esperto e vivido do que os outros, só porque já conseguiu ver diferentes tonalidades de água azul-esverdeada em 10 diferentes resorts de luxo.


Portanto, este é um tema que não se pode, de todo, negligenciar. Há que definir - até porque tal definição não existe, não passando, neste momento, de uma regra não oficial da sociedade, mas de interpretação muito difusa – o que é fazer sexo e perder a virgindade.


Atualmente, e mesmo depois de centenas de milhares de anos de prática sexual, esta definição ainda é uma salganhada horrenda, e está prestes a tornar-se pior com a introdução dos robots sexuais.


Afinal, e depois da introdução dos robots sexuais, o que passa a ser fazer sexo? No caso dos homens enfiar a pila num buraco artificial ladeado por circuitos eletrónicos? Então, e se enfiarem a pila numa tomada, também já perderam a virgindade? E se se passa a aceitar como perda de virgindade enfiar a pila num buraco qualquer, independentemente de ser sequer num ser vivo ou não, o que é que impede alguém que abrir um buraco na terra, atirar-se lá para dentro e, como estando lá dentro a pila também está, assumir-se que já perdeu a virgindade?


E no cado das mulheres? É levarem com algo na vagina? Então, e se enfiarem uma banana na vagina, também já conta? Então, e aquelas devotas que não querem perder a virgindade da vagina antes do casamento e que andam metidas no sexo anal? São virgens de vagina e não de cu?


Estão a perceber onde eu quero chegar? Onde é que isto para? Então, um gajo enfiava a pila num buraco qualquer e a gaja enfiava uma coisa qualquer num buraco qualquer do corpo e já podiam aliviar o fardo da pressão social adolescente para terem sexo.


Mas querem que esta gente, ainda por cima pessoal da minha geração e das vindouras – friso, pessoal da minha geração e das vindouras, que eu acho que as pessoas não têm bem a noção daquilo a que me estou a referir em termos de atraso mental e características pessoais repugnantes -, fique ainda mais mamada da cabeça? Querem que completos montes de gosma que já nem se conseguem levantar da cadeira à frente do computador, e qualquer dia têm de os sentar numa cadeira de rodas reforçada com betão armado e grafeno, tenham o direito de se sobrepor a outros que tiveram o trabalho de construir uma relação humana normal e ter sexo com uma pessoa? Querem que completos ensimesmados podem escapar ao bullying para se tornarem pessoas ainda mais insuportáveis?


Por isso, deixo aqui o apelo a que assinem a petição que eu redigi do meu próprio punho, para que se faça história, evitando uma calamidade social antes que ela já esteja em andamento.

 

Sexo no século XXI - um problema de saúde social

 

Na eminência de um fenómeno de impacto social importante e grave, como será o da introdução massificada de robots sexuais nos lares de pessoas privilegiadas, urge fazer história.


Esta petição, se atingidas as 10000 assinaturas, será endereçada ao Presidente da República Portuguesa, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, para que Portugal seja figura de proa e organizador daquele que se apela a que seja o maior evento diplomático do século XXI, a seguir ao Acordo de Paris para as alterações climáticas.


Numa sociedade humana, tem de se dar primazia ao cultivo saudável das relações interpessoais. Um robot não pode, nem deve, sob pena de prejudicar irremediavelmente a psique dos seus utilizados, representar uma alternativa, nem ao encentameto de relações humanas da mais diversa índole, nem à substituição de pessoas humanas como únicos parceiros sexuais.


Assim sendo, apresenta-se como proposta a reunião de todos os grandes líderes mundiais, num evento à porta aberta, para que da saudável discussão promovida se possa lavrar a Carta Definitiva das Condições que Determinam a Perda de Virgindade de uma Pessoa Humana (CDCDPVPH).


O objetivo de tal será, não só impedir que os jovens associais e privilegiados substituam relações humanas por relações artificiais, como também permitir que os praticantes de bullying possam exercer a sua normal atividade de uma forma esclarecida, estando ao corrente daquilo que é, oficialmente, considerado ser virgem.

 

Ricardo Lopes

Adenda (de 9 de Dezembro de 2017):

Bem, estive a pensar e, se calhar, ao contrário do que disse outrora, esta ideia dos robots sexuais até é capaz de ser boa.
Porque, pensem nisto. Antigamente, virtualmente todos os gajos conseguiam arranjar uma mulher. Porque toda a gente vivia na sua comunidade, e acabava-se por arranjar casamento para toda a gente. 
Hoje em dia, o pessoal tem de conseguir convencer a mulher em que estiver interessado de que realmente não é tão imbecil e ridículo como outros potenciais candidatos, que é uma coisa que dá trabalho, e que os zezinhos (machos beta) se veem à rasca a conseguir fazer, porque não têm aptidão para isso, e portanto é muito difícil.
Então, se arranjarem uma ROBOA, ou até se se casarem com uma, é da maneira que tendo uma mulher em casa, mesmo que seja falsa, já ficam com menos tempo para andar a desenvolver ódio pela humanidade e a planear um atentado. 
Portanto, é win-win-win. A sociedade ganha por não ter de aturar esta gente a fazer figura de urso nos bares e discotecas, as mulheres ganham por não ter de levar com estes trastes, e eles ganham porque conseguem satisfazer o desenho sexual e perder a virgindade aos 32 anos

 
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Syrie: qui croire? (partie 1), par Luís Garcia

 

 

Syrie, qui croire - 1ère partie

 

Luís Garcia POLITICA SOCIEDADE  en français  

 

Médias Occidentaux

Les medias occidentaux, orwelliennement auto-dénommés «détenteurs de la vérité» disent une chose. La «propagande» du «régime syrien» et du méchant Poutine disent le contraire. Alors, qui devons-nous croire ? Je propose de ne croire en personne et, parallèlement, d’établir 3 méthodes d’analyse qui se complètent entre elles:

  1. Exiger des données, des faits, tout comme des sources et l’identité des sources.
  2. Raisonner avec logique.
  3. Comparer l’évènement actuel avec des évènements historiques similaires.

 

Analysons ce qu’on nous propose :

  1. Y a-t-il des photos ou des vidéos de bombardements massifs sur des civils ? Non. Y a-t-il des photos ou des vidéos de soldats syriens exécutant des femmes et des enfants ? Non. Existent-ils des images ou des photographies montrant des masses de personnes mortes à Alep ? Non. Combien de médias occidentaux se trouvent en ce moment à Alep transmettant des preuves sur ces accusations gravissimes ? Zéro.
  2. Pour quelle raison les syriens libéreraient-ils les « rebelles » terroristes et exécuteraient les civils ? Pour quelle raison l’armée syrienne effectuerait-elle une longue guerre de guérilla urbaine, conquérant quartier après quartier sans bombardement aérien pour, après la conquête, exécuter les civils qu’ils avaient tenté d’épargner en agissant de la sorte ? Si l’armée syrienne est «sanguinaire», composée de «monstres barbares», «désireux de tuer des civils», pourquoi n’ont-ils pas nettoyé Alep-Est avec une pluie de bombes, tuant sans effort et sans risque « rebelles » terroristes et civils, épargnant ainsi la vie de ses militaires «sanguinaires» ?
  3. Au Nicaragua et dans beaucoup d’autres pays d’Amérique Latine, les médias occidentaux désignaient la résistance populaire indigène de «terroristes», alors qu’ils appelaient «libérateurs» les mercenaires contras entraînés et payés par les Etats-Unis. Pendant la guerre coloniale portugaise, l’Etat portugais considérait les africains qui luttaient pour l’indépendance de leurs terres comme des «terroristes», et comme de «braves patriotes» les portugais qui les décimaient. Pendant la guerre du Vietnam, les médias occidentaux n’avaient aucun problème à qualifier de «barbares», «sanguinaires» et «terroristes» les vietnamiens communistes (et beaucoup de ne l’étaient même pas) qui se battaient de manière inégale contre l’invasion des Etats-Unis, le «pays de la liberté», n’est-ce pas ? Et ainsi de suite…

 

Si on reprend le point 1, voici les preuves d’ «Alep transformée en méga-cimetière», ou encore celles des «femmes et enfants exécutés par l’armée syrienne» (attention, je ne suis pas en train de nier la version occidentale, je partage seulement les preuves) :

ZERO!

Un exemple parfait de ce zéro bien rond se trouve dans l’ONU, tellement citée par nos médias occidentaux comme source crédible sur le « méga-cimetière à ciel ouvert »ou les « exécutions de femmes et d’enfants  par les soldats syriens ». Le secrétaire général de l’ONU Ban Ki-Moon a parlé de rapports transmis qui rendaient compte des atrocités contre des civils à Alep mais n’a jamais indiqué les sources de ce rapport, indiqué quel type d’atrocités, il n’a montré aucune preuve ni même indiqué d’auteurs supposés. Le porte-parole du secrétaire-général de l’ONU, Stephane Dujarric, a affirmé « croire » que des « atrocités seraient en train d’être commises sur des femmes et des enfants », ajoutant toutefois que « l’ONU n’est pas en mesure de vérifier cette affirmation de forme indépendante ». Zéro, zéro, zéro tout rond.

 

Propagande syro-russe

Du côté de la Syrie et de ses alliés, la version est radicalement différente. La Syrie et ses alliés affirment que leur objectif fût celui de libérer Alep-Est des mains de mercenaires payés par l’occident et les Etats arabes auxquels appartiennent des groupes «libérateurs» comme Al-Qaïda, Ahrar al-Sham et compagnie. Ils affirment que durant ce processus ils libérèrent des milliers de civils à qui ils délivrèrent nourriture, soins médicaux et abris. Ils affirment que durant ce processus, civils et militaires syriens ont été attaqués par des tirs provenant des «rebelles» terroristes alors qu’ils sortaient d’Alep-Est. Ils affirment encore que les habitants d’Alep-Est les ont reçus comme libérateurs. Ils attestent qu’à Alep on fête la victoire contre les «rebelles» terroristes. Ils affirment qu’ils traitent les «rebelles» terroristes dignement et humainement, que certains sont pardonnés et que la majorité restante est envoyée par bus dans le nord-ouest de la Syrie, zone encore contrôlée par des «rebelles terroristes».

 

Venons-en aux preuves :

 

« Rebelles» terroristes et leurs familles quittant Alep en sécurité, se dirigeant vers Idlib

(Merci à South Front pour la vidéo)

  

Civils en fuite d’Alep-Est et militaires syriens attaqués par des tirs

 

Civils fuyant Alep

 

Civils fuuyant Alep-Est, reçus et aidés par les forces syriennes

Diaporama 1 

 

Diaporama  2

Diaporama 3

 

 

vídeo

 

Syriens célébrant la reconquête d’Alep-Est

 

 

 

Syrie, qui croire ? Raisonnez un peu. 

Luís Garcia, 19.12.2016, Chengdu, Chine

(Traduit par Claire Fighiera)

 

 
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Considerações sobre a eutanásia, por Ricardo Lopes

 

 

Considerações sobre a eutanásia

 

RICARDO MINI copy  SOCIEDADE 

 

Vi, recentemente, este documentário acerca da lei e das práticas de eutanásia atuais na Bélgica:

 

Allow Me to Die: Euthanasia in Belgium

 

e tenho várias considerações a fazer sobre o mesmo, e sobre o tema em si.

 

São as mesmas ideologias derivadas do condicionamento cultural, dentro de cujos limites se estabelece a dita capacidade racional dos moralistas, que conduzem a um sofrimento desnecessário, e com isso deveriam estar preocupados, e não com discussões ridículas em torno de alguém poder colocar fim à sua própria vida, sem dar direito a palavra sobre o assunto a quaisquer outras pessoas.

 

O autor do documentário não sabe ser rigoroso na documentação dos casos, impingindo sempre sobre o espectador a sua visão pessoal.

 

As pessoas, e a vida delas, não é propriedade de terceiros, independentemente dos sentimentos que nutrem pela pessoa que toma a decisão de terminar a sua vida. Estas são discussões de cariz paternalista e moralista, e as suas conclusões impositivas e coercivas.

 

Se as pessoas não conseguem lidar bem com a ideia de morte, então dever-se-ia reformular a cultura no que a esse aspeto diz respeito, assim como providenciar às pessoas toda a educação cientifica em torno do assunto, tudo o que há a saber sobre o assunto, conhecimento proveniente da atividade que faz uma representação da realidade o mais aproximada possível, e não condenar moralmente – uma atrocidade cultural com repercussões graves sobre o bem-estar psicológico - quem pretende cometer um ato que diz respeito apenas a si próprio.

 

Nutrir sentimentos por outros que levam a desenvolver um sentido de propriedade sobre a vida alheia é, isso sim, um problema. As pessoas têm de perceber que a pressão psicológica e emocional que exercem sobre uma pessoa que se quer matar para que não o faça é sufocante e altamente opressiva.

 

E, depois, permitem irresponsavelmente que esta gente de merda, sem preparação para tratar do assunto seriamente, muito menos capacidade para estabelecer um distanciamento emocional do assunto, a fazer estes documentários em que pretendem manipular a informação e o público para fazer parecer que isto se trata de alguma forma de conspiração e mau funcionamento sistémico e condenar as práticas belgas.

 

Qual é a porra do problema de as pessoas que gostam daquela que pretende matar-se não sejam informadas acerca desta decisão, se assim for o desejo da pessoa? Mais uma vez, a vida do próprio é vista como propriedade de outrem por via de ligações emocionais? Os sentimentos conferem propriedade sobre a vida alheia? Quem é que é o maior doente, afinal? O que quer morrer porque está a sofrer, seja por que razão for, ou quem quer ter poder de decisão sobre a vida alheia?

 

E o gajo – o jornaleiro, o mestre do bitaite emocional, o “drama king” da razão prática kantiana, a carpideira pro bono - ainda tem a lata de ir buscar pessoas que sofreram a perda de entes queridos que tomaram a decisão de serem ajudados a morrer para construir o caso contra a lei belga?

 

Sempre que se faz um pintelho de progressão humana e social neste mundo, na forma como se trata os problemas humanos e se lida com as decisões individuais, assomam imediatamente à superfície os arautos dos velhos valores, ofendidos porque, mais uma vez, e sem que suas sumas autoridades fossem consultadas, alguém profanou displicentemente o seu santuário ideológico.

 

Metam uma porra na merda da cabecinha, por mais que esbracejem por causa disso: ninguém tem direitos sobre o que quer que seja que diga respeito exclusivo - e que envolva apenas – a alguém na plena posse das suas faculdades mentais, no que diz respeito a decisões que apenas impliquem o próprio. Todas as pessoas são independentes de qualquer outra. Bem sei que o conceito de propriedade é algo que é facilmente extrapolado do domínio material e consumista para o domínio afetivo, mas doença há de ter limites algures, embora a de muitos só termine com a sua morte.

 

Ai ui, e depois ainda acusam os médicos que se recusam a partilhar informação médica confidencial, quando estão simplesmente a cumprir com as suas obrigações deontológicas, e porque, digo eu, ninguém tem nada a ver com a informação medica de alguém que é legalmente independente de terceiros!

 

Sempre esta estupidez pegada de tentarem responsabilizar os profissionais de saúde que atendem aos pedidos dos pacientes, sem nunca considerarem que eles próprios é que pretendem exercer poder sobre a vida alheia. Toda esta manipulação emocional de merda da parte dos ideólogos pró-vida, que não querem saber de mais nada senão perpetuar um sistema cultural que faz as pessoas sofrerem desnecessariamente e projetar a sua vontade, que dizem desinteressada – à la moral heterónoma kantiana do século XVIII - , sobre aquilo que é exclusivo de cada um e nunca lhe deveria ser alienado - a vida e a morte. Todos estes esforços ridículos em tentar coagir as pessoas a adequarem-se a um mundo humano doente, e que eles próprios ainda tratam de deturpar através dos seus exercícios masturbatórios mentais, em vez de se focarem em arranjar soluções viáveis para este sistema falho e decadente.

 

Pessoas que, pelas mais diversas razões, sofrem para além daquilo que lhes é tolerável - e nem sequer importa que se tente medir isso, porque é a pessoa que deve decidir o que lhe é suportável ou não - e que, para além disso, ainda tem de estar a levar com a opressão moral e paternalista de terceiros. Para quando mais sanidade neste mundo humano?

 

Ricardo Lopes

 
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